Montanha da juratena

Montanha da juratena

(Parte 1 de 5)

A Montanha de Juratena - Samael Aun Weor 1

A MONTANHA DA JURATENA Por V.M.Samael Aun Weor

1. A Montanha da Juratena

Oramamme, o velho ermitão, andando pelos caminhos do mundo, entrou um dia pela selva espessa de um velho país. Oramamme tinha nascido em Bogotá capital desse ensolarado país cujo nome é a Colômbia. Oramamme, o velho ermitão, habitava na selva espessa daquele velho país.

Certo dia, cheio de sol, Oramamme, fatigado pelo caminho, cheio de fome e sede, chegou a uma cabana e pediu o que comer. Oramamme era um verdadeiro místico cheio de amor e sabedoria. Quando Oramamme se sentou à mesa, sua ceia se tornava mística.

Recordemos ao grande Mestre Jesus, o Cristo. Quando o Divino

Mestre queria ensinar algo especial a seus discípulos, convidava-os para cear. Para o velho Oramamme, a ceia era uma verdadeira unção mística.

Assim, aquele dia encheu-se de sol, Oramamme tinha fome e sede. Durante a ceia, o velho ermitão estava silencioso. Oramamme escutava a conversa de uns velhos montanheiros da comarca que não sabiam ler nem escrever.

Aqueles singelos camponeses de rostos queimados pelo sol do trópico falavam da montanha da Juratena. Diziam coisas insólitas, coisas estranhas:

Ouça, hoje vai chover- dizia um. Outro o interrogava

dizendo: “Por quê?” Ah! – respondia outro – não ouviram vocês o enorme ruído de pedras que rolavam da Juratena ontem à noite? Claro que sim! – dizia outro.

Assim, continuava a conversa daqueles montanheiros da selva que não sabiam ler nem escrever, assim falavam e Oramamme, o místico solitário, escutava.

De repente, o velho místico se levanta da mesa e se dirige ao grupo de camponeses que conversavam tranqüilos à porta daquela cabana solitária. Os camponeses, olhando para Oramamme, aguardaram que este lhes perguntasse algo. O velho místico, depois de saudar os camponeses cortesmente, os interrogou dizendo: “Me mostrem Juratena. Onde está essa misteriosa montanha?” http://www.gnosisonline.org

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O mais velho dos montanheiros respondeu assinalando com seu dedo indicador, dizendo: “Olhem, lá está, vêem essa montanha que se crava como agulha no céu?” Então, o velho místico exclamou, dizendo, cheio de admiração: “Ah, já vejo”. Realmente, Juratena parece uma agulha cheia de neve cravando-se entre a côncava imensidão do céu. Aos pés dessa elevada montanha, corre deliciosamente um rio de águas profundas e largas. O rio Mineiro, este rio de Boiacá, rega todo o território Vázquez. Nesse território boyacense, está a misteriosa montanha chamada Juratena.

Vieram logo os relatos maravilhosos. Os camponeses contaram a Oramamme muitas coisas. Disseram-lhe que, quando eles queriam fazer chover, ateavam então fogo à montanha e a chuva era inevitável. Um daqueles camponeses contou a Oramamme o caso de um sobrinho que se atreveu a explorar os escarpados pés da Juratena. O mancebo foi caminhando pelas ribeiras tropicais do rio e, então, se encontrou com um templo maravilhoso encravado entre as rochas da Juratena.

Três portas gigantescas davam acesso àquele misterioso templo. Quando o mancebo tentou entrar em templo, retrocedeu horrorizado. Dentro do interior, viu muitas escamas de serpentes e fugiu apavorado. Mais tarde, o mancebo retornou àquele solitário e misterioso lugar, mas, então, não achou o templo, parecia como se as rochas milhares o tivessem tragado. Enigmas! Enigmas! Enigmas!

Outro dos camponeses contou ao velho ermitão que ele tinha subido até a cúpula da montanha. Nas alturas, o homem encontrou escadas de pedra esculpida, quem sabe por que mãos milenares. Quando o pobre montanheiro quis subir algo mais por aquelas escadas de mistério, foi detido por uma chuva de pedras arrojadas quem sabe por quem. De repente, retrocede, está espantado, uma enorme mói de pedra vem contra ele; o homem se esconde detrás de um grosso tronco. Assim, se salvou de uma morte horrível. O que é isto? Enigmas! Enigmas! Enigmas!

Seguem os relatos e outro montanheiro conta que uns exploradores resolveram subir até o topo da Juratena. Nas alturas, se encontraram com uns meninos que os interrogaram sobre o objeto de sua excursão. Logo, esses meninos perguntaram aos exploradores dizendo: “Querem algo? Desejam algo?”. Os exploradores responderam: “Façam com que possamos achar um peixe bem grande no rio porque temos fome”. Os meninos falaram entre si dizendo: “Vão lá, no rio acharão o que pedistes”. Quando os exploradores desceram da montanha, jogaram o anzol à água daquele rio e, certamente, tiraram um enorme peixe com o qual se prepararam um delicioso jantar.

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Aqueles camponeses estavam estáticos falando maravilhas da

Juratena. Oramamme escutava e meditada, diziam-se muitas coisas daquela montanha misteriosa. Uns engenheiros alemães que percorreram a montanha asseguravam que, segundo eles, a montanha era rica em esmeraldas. Aquelas selvas impenetráveis estavam cheias de um ar de mistério, milhões de aves de todas as cores enchiam a sombra de cantos inefáveis, aqui e acolá só se viam gigantescas árvores centenárias e profundidades insondáveis povoadas de répteis e changos. Os habitantes daquela selva temem o tigre que se esconde detrás de cada arbusto, a selva é um mistério, um mundo de estranhas surpresas que o homem desconhece totalmente. Na selva, existem leis e forças desconhecidas para os físicos e os químicos. Há coisas na selva que o homem acadêmico da cidade nem sequer suspeita.

2. O Templo de Juratena

O relato daqueles camponeses produziu um efeito tremendo na mente do Oramamme, o velho iniciado dos grandes mistérios. Queria o místico tentar a ascensão à nevada no topo de Juratena. Porém, a coisa era difícil. Teria que levar mantimentos para quinze dias, adentrar-se entre a voragem daquela selva tão profunda. O velho místico tinha dinheiro para pagar um guia e comprar mantimentos.

Uma manhã antes de sair o sol, o velho iniciado combinou sabiamente o sono com a meditação. O ancião tinha muito sono, achava-se dormitando. Foi, então, quando resolveu meditar profundamente sobre a montanha da Juratena. O resultado foi maravilhoso. Viu Oramamme uma nuvem que envolvia a montanha da Juratena. A nuvem se foi dissipando lentamente e, então, apareceu ante a vista clarividente do velho místico, um templo magnífico, com sua cúpula maravilhosa e suas magníficas colunas de mármore. Um caminho conduzia até a magnífica catedral daquele maravilhoso templo. Oramamme se tinha desdobrado sem saber como nem a que hora. Esse desdobramento foi o resultado da meditação sabiamente combinada com o sono.

O velho místico caminhava agora em corpo astral em direção ao templo. Um grupo de Mestres, com suas túnicas de glória, saía agora a recebê-lo cheios de alegria e amor. Oramamme estava em êxtase. Não há maior prazer do que aquele de sentir a Alma desprendida. Nos mundos superiores, o passado e o futuro se irmanam dentro de um eterno agora. Ali, o passado e o futuro não existem; ali, a vida é um eterno presente, um eterno agora, um eterno instante.

Quando o velho Oramamme cruzou a soleira do templo sagrado da Juratena, os Santos iniciados daquele santuário sagrado http://www.gnosisonline.org

A Montanha de Juratena - Samael Aun Weor 4 entregaram uma colher de prata em cujo cuba podia-se ler a seguinte inscrição: "alimento da Fraternidade Universal Branca". A colher continha mel de abelhas puro.

Convidado pelos Santos Mestres, aquele velho místico penetrou dentro de um Sanctum maravilhoso do templo da Juratena. Dentro daquele Sanctum, podia se ver o candelabro de sete braços, tudo em ouro maciço. No centro, havia uma mesa e algumas cadeiras. Oramamme foi convidado a tomar assento e, em seguida, se sentou a mesa.

Um grande adepto da Loja Maçônica Branca sentado também à mesa se colocou frente a Oramamme. Aquele velho adepto vestido com sua túnica do Guru, com seus olhos penetrantes e divinos, olhando à frente do místico, parecia examinar internamente ao velho iniciado.

Oramamme, cheio de êxtase, exclamou: “Mestre, eu vim a te pedir a Iniciação”. Assim exclamou o velho iniciado cheio de ansiedade, cheio de êxtase.

O santo Guru da Juratena, cheio de uma terrível serenidade que causava assombro, respondeu: “Te darei o pão da sabedoria”. Essas palavras do Guru comoveram deliciosamente a Alma do velho iniciado.

Nesses instantes, entrou no Sanctum outro Mestre do templo. Aquele Mestre trazia uma bandeja de prata na qual havia uns pães.

Aquele humilde servo que trazia a bandeja, depois de pô-la sobre a mesa, fez uma saudação respeitosa e se retirou. Então, o Guru que, nestes instantes, instruía a Oramamme, tomou a colher de prata que o velho místico ainda tinha em sua mão e esvaziou seu conteúdo sobre aqueles pães. Logo, deu a comer aquele pão maravilhoso a Oramamme. O velho místico, comendo aquele pão com mel de abelhas puro, meditava em seu simbolismo maravilhoso.

Quando o velho místico acabou de jantar, o Mestre tomou novamente a palavra e disse: “Agora, tomará um frasco de azeite de rícino em jejum. É necessário que limpe seu estômago”. O velho místico compreendeu que algo importante iria acontecer e que, portanto, era urgente ter seu estômago bem limpo.

Terminada a visita, o velho iniciado se despediu do Guru e retornou a seu corpo físico depois de ter recebido a bênção do santo Guru.

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Aquela experiência interna foi maravilhosa e o velho iniciado se sentia cheio de uma vitalidade maravilhosa. Muito cedo, o místico se encaminhava à farmácia mais próxima e comprou um frasco de azeite de rícino. Já de retorno a sua casa, o velho iniciado, obedecendo às ordens do Guru da Juratena, tomou o azeite de rícino, compreendeu o místico que devia limpar seu estômago porque algo maravilhoso lhe aguardava.

A visita ao templo produziu no místico uma deliciosa voluptuosidade que durou nele vários dias. Não há maior prazer do que aquele de sentir-se em Alma desprendida.

Jinas. A Juratena é um grande templo da Loja maçônica Branca

Existem muitos templos maravilhosos em estado do Jinas. Aqui no México, temos nós o templo do Chapultepec, onde moram também muitos Santos Mestres. A Juratena é um desses templos

3. O Príncipe deste Mundo

Outra noite, a mais quieta, a mais calada, o místico solitário compreendeu que era a hora e o dia. Tudo estava preparado, tinha limpado seu estômago, estava preparado.

O místico adormeceu tranqüilo, converteu-se em um espião de seu próprio sonho. O velho místico espiava secretamente a seu próprio sonho. Quando o ancião compreendeu que seu corpo dormia, levantou-se de seu leito. O resultado foi o desdobramento astral. Esse tinha que ser o resultado inevitável. Assim é como alguém se desdobra.

Quando o velho iniciado esteve fora de seu corpo, flutuou deliciosamente em seu Corpo Astral. Então, o velho ficou estático contemplando o céu estrelado. A noite era magnífica, sublime, inefável. Cheio de grande entusiasmo, o místico clamou cheio de grande amor e disse: “Mestre me cumpra o que me prometeu, já é hora”.

Assim falou o solitário e, da Juratena, veio uma ordem telepática. Ordenou ao místico descer ao abismo. O místico obedeceu no ato e desceu presurosamente a essa região conhecida no Oriente como Avitchi, oitava esfera submersa, a região onde habitam os adeptos da mão esquerda, os Bonzos do Tíbet, os Seths Vermelhos, quão tenebrosos seguem os ensinos tântricos de Belzebu, Gurdjieff. Procedentes do clã Dagdugpa, senhores das trevas denunciados pelo grande Mestre Francisco A. Propato.

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Ali, nessas regiões, encontrou o místico horríveis maldades, coisas impossíveis de descrever com palavras, coisas inenarráveis. Esses tenebrosos odeiam o Shamballa, dizem que o Shamballa é a cidadela de terror, afirmam que o Shamballa é o negativo, a violência, a força fohática cega, etc., etc., e cinqüenta mil e mais coisas absurdas. Realmente, os servidores do Mahamara oficial odeiam a Shamballa porque ali vive o Cristo com seu corpo que ressuscitou ao terceiro dia dentre os mortos. No Shamballa, vivem também com o Cristo Jesus, muitos grandes Mestres cujos corpos datam de milhões de anos atrás, filhos da Ressurreição. Por todos estes motivos, os discípulos do Bonzos e Dugpas odeiam a Shamballa.

No abismo, o velho iniciado foi atacado por bestas horríveis. No abismo, o velho místico compreendeu que teria que lutar contra o mundo, o demônio e a carne a fim de obter algum dia a Iniciação Venusta. Realmente, o Tau é o quarto sendeiro. O caminho dos arhates gnósticos.

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