Logística integrada

Logística integrada

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17Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

A distância é apenas um dos fatores que influenciam o custo de transporte e tal como também ocorre no transporte marítimo, a densidade de tráfego em determinada rota é fundamental para justificar a construção da ferrovia. O trem, com fretes mais baixos, mas com desempenho inferior aos demais modais, não só quanto ao tempo de trânsito, mas principalmente quanto à variação do tempo de viagem, concentra-se nas cargas de relação valor-peso ou valor-volume mais baixas. Por outro lado, dificilmente cargas parceladas, ou seja, carregamentos de um embarcador, inferiores à capacidade de um vagão fazem uso da ferrovia.A variabilidade do tempo de viagem, apresenta-se como um dos principais problemas da ferrovia e, ocorre devido a vários fatores, tais como:o- congestionamento das vias em determinados horários (parcela apreciável da malha é composta por linha singela),o- variação no tempo para formação da composiçãoo- paradas durante o percurso

7.2. Material rodanteOs principais tipos de vagões utilizados na ferrovia são os seguintes:oTanqueoAbertooFechadooPlataformaoGaiolaoGôndolaAs capacidades dos vagões variam sensivelmente, tanto em função do comprimento, da bitola (1,0 ou 1,60 m) como do tipo. Os vagões plataforma são os utilizados para transportar contêineres. Nos EUA os vagões utilizados para movimentar contêineres os transportam empilhados em duas alturas, o que evidentemente dobra a capacidade de transporte de uma composição, mas no Brasil há uma restrição quanto à altura dos túneis, o que não permite o transporte de contêineres na ferrovia em duas alturas. As principais ferrovias em operação no país são: a RFFSA, cuja malha se encontra em todas as regiões geográficas do País (embora não em todos os estados) exceto na região Norte, cujas linhas ligam o interior aos principais portos e o Brasil ao Mercosul; a FEPASA que opera no estado de São Paulo e cujas linhas também seguem até o porto de Santos; a EFVM vinculada à CVRD ligando os estados de Minas Gerais e Espírito Santo aos portos do Espírito Santo. O porto de Santos é atendido tanto pelas linhas da FEPASA como da RFFSA. Estão em construção outras ferrovias que permitirão, principalmente, aumentar a capacidade para escoamento de grãos através dos portos.Algumas empresas privadas possuem frota própria de vagões e até de locomotivas, mesmo quando operam em linhas de terceiros. Isso lhes permite, principalmente, dispor de maior flexibilidade e não depender da disponibilidade de material rodante das ferrovias estatais.Existem composições carregando um único tipo de carga ou operando para um único cliente, e conhecidas como trem unitário. Têm um número mínimo de vagões, variável em função da linha. Operam, por exemplo, no tráfego São Paulo-Buenos Aires, onde há composições diárias trafegando com 20 vagões, mas o número máximo de unidades depende, tanto, das condições operacionais do material rodante como das condições geométricas da via. 7.3. Vantagens do uso do transporte ferroviáriooFrete baixo comparado com o rodoviáriooMaior tempo de viagem comparado com o rodoviário.oBaixo consumo de combustível por tonelada/quilômetro.

18Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini oNecessidade de manter maior estoque nas extremidades, embora, devido à menor velocidade dessa modalidade de transporte, a mesma, também, possa ser utilizada temporariamente como armazém.oAdequado para o transporte de embarques grandes e homogêneos, notadamente granéis, quando a diferença de frete, em relação ao rodoviário supera os custos adicionais em estoques e armazenagem. Os custos de transporte por tonelada/quilômetro são reduzidos à medida que aumenta o número de unidades de transporte. 7.4. Desvantagens do uso do transporte ferroviáriooCusto elevado, quando associado a distâncias médias há necessidade de realização de transbordo.oUtilização sujeita a disponibilidade de material rodanteoBaixa flexibilidade.oRota ou via fixa. O serviço é oferecido apenas entre os terminais ou despachantes ao longo de suas linhas.oFrequentemente a distância entre origem e destino é maior comparada com o rodoviário, devido à restrição quanto a graus de aclive e raios de curvas.

8. O TRANSPORTE FLUVIALOs principais portos brasileiros não são servidos por hidrovia. O sistema de transporte fluvial utilizado em conexão com o comércio exterior tem sua abrangência limitada pelo próprio sistema hidroviário interior, hoje em dia, praticamente limitado à hidrovia Tietê-Paraná. A utilização dos rios exige, portanto, que o usuário esteja localizado em suas margens ou utilize outra modalidade de transporte combinadamente até a hidrovia. A utilização do transporte fluvial, no entanto, tende a crescer notadamente na exportação de grãos. Atualmente, uma parcela da exportação de soja do Centro-Oeste, que utiliza o sistema Tietê-Paraná, embarca o produto em caminhões em Rondonópolis de onde segue até São Simão (GO); de lá é transferido para barcaças que o conduzem até Pederneiras, continuando por ferrovia até o porto de Santos. Embora essa combinação resulte em distância substancialmente superior ao percurso realizado unicamente por rodovia, a utilização da hidrovia permite obter um frete bem inferior, o que se revela vantajoso, particularmente para produtos com movimentação elevada, concentrada em determinados períodos, como os grãos.O acordo de transporte fluvial na hidrovia Paraguai-Paraná, “Acordo de Santa Cruz de La Sierra sobre o Transporte Fluvial” entre os portos de Cáceres (Mato Grosso) e Nueva Palmira (Uruguai) entrou em vigor depois que os cinco países envolvidos notificaram a ALADI (Associação Latino Americana de Integração) quanto ao cumprimento das disposições internas. O convênio assinado em junho de 1992 estabelece um marco normativo comum que irá facilitar a navegação, o comércio e o transporte através da hidrovia Paraguai-Paraná, com uma extensão de 3.0 km. 8.1. Vantagens do uso do transporte fluvialoElevada capacidade de transporte particularmente com o emprego de comboios;oFrete inferior às modalidades rodoviária e ferroviária;oCustos variáveis baixos.

8.2. Desvantagens do uso do transporte fluvialoBaixa velocidade;oDisponibilidade limitada;oUtilização geralmente associada a combinação com outra modalidade, o que requer instalações e equipamentos para transbordo; 19Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini oCapacidade de transporte variável ao longo do ano, em função do nível de água dos rios;oRotas ou vias fixas, limitadas às hidrovias. Tendo em vista o desnível observado em alguns trechos dos rios, podem ser necessários investimentos elevados para tornar as hidrovias navegáveis ao longo de percursos maiores.

9. O TRANSPORTE AÉREOO Transporte aéreo é o movimento de pessoas e mercadorias pelo ar com a utilização de aviões ou helicópteros. O transporte aéreo é usado preferencialmente para movimentar passageiros ou mercadorias urgentes ou de alto valor.Todos os tipos de carga podem ser transportadas por este modal, mas não podem oferecer risco à aeronave, passageiros, aos operadores, a quaisquer outros envolvidos e às outras cargas transportadas.Podem ser transportados animais vivos, cargas comuns secas, congeladas, armamentos, enfim, qualquer carga, porém as restrições às cargas perigosas são muito intensas.

9.1. Vantagens do uso do transporte aéreooBom para situações de "aperto" a larga distância;oBom para mercadoria de elevado valor a grandes distâncias;oBoa fiabilidade e frequência entre cidades;oVelocidade de transporte. 9.2. Desvantagens do uso do transporte fluvialoPouco flexível, pois trabalha terminal a terminaloMais lento do que rodoviário para pequenas distânciasoElevado custo para grande parte dos produtos

10. TRANSPORTE DUTOVIÁRIO OU TUBULARAbrange todas as partes constituintes de uma instalação física, através da qual os líquidos (petróleo e seus derivados) ou gases (gás natural, dióxido de carbono) são transportados, incluindo as tubagens e os equipamentos a elas anexados, tais como válvulas, etc. Fazem também parte desta instalação unidades de compressão, estações de bombagem, estações de dosagem, estações de regulação, estações de distribuição, etc. O transporte tubular é o tipo de transporte mais seguro e eficiente no que se refere à transportação de petróleo bruto e gás natural, desde os campos de produção até às refinarias e fábricas de transformação. É também o mais indicado para fazer chegar os derivados do petróleo e gás natural até aos consumidores (CEPA, [2007]).

10.1. Vantagens do uso do transporte dutoviáriooLonga vida útil;oPouca manutenção;oBaixa mão-de-obra;oRápido;oFunciona pronto a pronto para líquidos ou gases (gás natural , químicos e outros). 10.2. Desvantagens do uso do transporte dutoviáriooNão se adapta a muitos tipos de produtos

20Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini oInvestimento inicial elevado 1. LOGÍSTICA MULTIMODAL, TRANSPORTE INTERMODAL e TRANSPORTE

MULTIMODALÉ importante comentar também a diferença entre LOGÍSTICA MULTIMODAL, TRANSPORTE INTERMODAL e TRANSPORTE MULTIMODAL. A primeira abrange toda a infraestrutura existente e, com base nisso, define e aplica a logística mais adequada a ser implantada. Quantos aos outros, sua interpretação é a seguinte: LOGÍSTICA MULTIMODAL - a definição da melhor e mais adequada alternativa logística para os transportes de importação, exportação e mercado interno, envolvendo toda a infraestrutura de transporte existente;

TRANSPORTE INTERMODAL - Transporte através de dois ou mais modais com emissão de documentos independentes, em que cada transportador assume responsabilidade por seu transporte. A responsabilidade da carga é do embarcador;

TRANSPORTE MULTIMODAL - Transporte através de dois ou mais modais com a emissão de apenas um documento por conta de um Operador de Transporte Multimodal que assume frente ao embarcador total responsabilidade pela operação da origem ao destino.Assim para a mercadoria chegar até ao seu destino final ela necessitará de passar por mais de um tipo de transporte, podendo contratar uma empresa que faça essas mudanças, sem que o importador ou exportador se envolva nessas trocas.Para um transporte ser considerado como multimodal, é necessário que (Rodrigues, 2002, p. 103):oSeja realizado, pelo menos, por dois modos de transporte;oExista um único responsável perante o dono da carga (OTM);oExista um único contrato de transporte entre o Transportador e o dono da mercadoria;oExista um conhecimento único (Multimodal Bill of Lading ), válido para todo o percurso;oSejam utilizadas cargas unitizadas indivisíveis;oSejam feitas inspeções fiscais apenas na origem e no destino.

1.1. Conhecimento de Embarque Marítimo (Bill of Lading) - BLO conhecimento de embarque, conhecimento de transporte ou bill of lading, é o documento mais importante da navegação e um dos mais importantes do comércio exterior. É um documento de emissão do armador, podendo ser assinado pelo comandante do navio, bem como pela agência marítima representante do armador, em seu nome.É um documento de adesão, sendo que o impresso é fornecido pelo armador e preenchido de acordo com as características do próprio conhecimento de embarque, bem como da carga que vai representar. Suas cláusulas, que representam a frente do conhecimento de embarque, não podem ser modificadas e devem ser aceitas integralmente pelo embarcador. No máximo podem ser colocadas algumas observações de interesse do embarcador, no corpo do conhecimento, como número de carta de crédito, ordem de compra ou venda, trânsito, transbordo, etc.O seu preenchimento deve ser feito no seu verso, e nele deve constar várias informações pertinentes ao armador e ao embarque, conforme solicitado nos campos a serem preenchidos, tais como: denominação da empresa emissora; número do conhecimento; data da emissão; nome e viagem do navio; embarcador; consignatário; notificado, portos ou pontos de embarque, destino e transbordo; tipo da mercadoria e suas características gerais como quantidade, peso bruto, embalagem, volume, marcas, etc.; container e suas características ou o pallet, conforme o caso, frete e local de pagamento; etc. 21Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

O conhecimento de transporte é o único documento do comércio exterior que pode ser emitido em mais de uma via original. Ele pode ser emitido em quantas vias originais forem desejadas e solicitadas pelo embarcador. Normalmente é emitido em três vias, devendo-se isto à existência, no transporte marítimo, de uma expressão denominada “jogo completo de conhecimento de embarque” (full set bill of lading).Segue um exemplo de BL, para análise:

1.2. Alternativas de transporte intermodal 22Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

As modernas tecnologias de unitização de cargas, particularmente a conteinerização, assim como o incremento da competição no mercado de manufaturados, têm levado ao surgimento de novas formas de comercialização do transporte marítimo, mediante expansão do serviço porta a porta. Isso viabilizou o transporte intermodal ou multimodal, no qual apenas um operador (o “freight forwarder”, denominado transitário no Brasil) se responsabiliza, perante o usuário, por todas as etapas do transporte, da origem ao destino. São empresas operadoras, que não gerenciam a operação da frota nem possuem frota própria, a não ser veículos pequenos para distribuição. A redução de custos que obtêm decorre dos ganhos de escala e eficiência. Emitem um conhecimento de transporte cobrindo todo o trajeto, denominado “Through Bill of Lading”.Geralmente os transitários possuem escritórios ou representantes localizados em várias partes do mundo de modo a acompanhar os embarques. Embora seja necessário o conhecimento de transporte intermodal, para que a carga seja transferida de um meio de transporte a outro sem que haja qualquer interrupção no fluxo, e sob a responsabilidade de um único operador, o que realmente iniciou essa modalidade de transporte foi a facilidade obtida na operação. Em termos operacionais, é necessária uma perfeita integração das modalidades que trabalham em sequência, ou seja, atrasos ou problemas operacionais nos pontos de transferência da carga, de um meio de transporte para outro, geram ociosidade de veículos, equipamentos e instalações, atrasos na entrega e podem provocar congestionamentos posteriores, notadamente em ferrovias e portos, devido aos atrasos observados anteriormente.A informática e os modernos meios de telecomunicação têm se tornado aliados importantes da logística e do transporte intermodal, ao facilitarem o controle e o planejamento das operações. O EDI (Electronic Data Interchange) é uma ferramenta da atualidade que permite a transmissão instantânea dosdados entre o computador dos operadores de transporte e usuários. 12. OS PONTOS DE INTERFACE ENTRE AS MODALIDADES DE TRANSPORTEOs pontos de interface são os locais onde há transferência da carga de uma modalidade de transporte para outra, havendo uma certa superposição de responsabilidades dos agentes vinculados a cada meio de transporte.

12.1. Portos e terminais portuários privativosOs portos brasileiros atendem aos mais variados usuários e tipos de carga, mas os terminais portuários privativos destinam-se, quando não exclusivamente, mas principalmente à movimentação de cargas próprias e específicas. Há 68 terminas portuários privativos de grande porte no Brasil, dos quais apenas alguns estão atendendo regularmente a terceiros, embora para tanto seja necessário que tenham autorização para operarem cargas de terceiros. As vantagens dos terminais privativos são:o- Operação 24 horaso- Simplicidade de procedimentos administrativoso- O conjunto Carga - Porto - Navio é comandado por uma única empresa (no caso de carga própria).

13. NEGOCIAÇÃO DE FRETEA negociação é uma das mais imprescindíveis ferramentas de negócio, pois é quando se necessita ser ético, conciso e harmônico nas argumentações para que no final tenha-se um acordo que satisfaça os interesses de ambos os envolvidos, o que muitas vezes não é fácil. Principalmente, quando do outro lado da mesa o interlocutor não quer deixar seus propósitos por outros às vezes mais equilibrados, que favoreça igualmente ambas as partes. Experiências que uma pequena transportadora de cargas teve em negociação de frete com duas importantes empresas logísticas demonstraram que de certa forma estas surgiram, claro, para favorecer 23Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini grandes corporações que terceirizam estoque ou distribuição ou ambos, para se dedicarem exclusivamente às suas funções básicas: produzir e vender. Mas, por outro lado, estes operadores logísticos que não contam com frota própria, têm provocado no setor de transporte um controle de preços de frete às vezes beirando ao unilateralismo e num verdadeiro processo de ganha-perde, haja vista a grande oferta de serviço, seja por transportadoras institucionalizadas ou por motoristas autônomos que crescem a cada dia. Neste momento, é importante ao transportador em geral saber negociar e ter preços competitivos, não deixando de acompanhar sua planilha de custos para não correr o risco de comprometer a sua sobrevivência. É importante, principalmente no transporte de carga fracionada, ter uma carteira de clientes o maior possível e evitar que o faturamento fique muito concentrado em poucos, pois cliente com muita carga é mais assediado pela concorrência e pode a qualquer momento mudar de transportadora.

14. LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEMA definição pela armazenagem é uma decisão estratégica que passa por um amplo planejamento, considerando as necessidades e o nível de serviço que se deseja oferecer ao cliente.Muitas variáveis entram na análise para decisão de se buscar a opção de um processo operacional de armazenagem de mercadorias e produtos na logística. Considerando que armazenagem é a administração do espaço que se dispõe para manter os estoques, logo percebemos que se trata de uma atividade que necessita de um alto grau de planejamento, pois quando tratamos com armazenagem estamos relacionados diretamente a algumas condições chaves para o seu satisfatório desempenho como:oLocalização: onde se recomenda priorizar estruturas de armazenagem com boa localização geográfica com vias de acesso facilitado de modo que beneficie o trânsito dos meios de transporte;oEspaço físico: o tamanho (dimensão) da área destinada à armazenagem deve ser compatível (suficiente) para o que se destina e que facilite as operações internas de movimentação de cargas e aos meios de transporte a serem utilizados;oArranjo físico: utilizar na estrutura de armazenagem o que melhor se adequar às necessidades e características dos produtos, visando aperfeiçoar espaços que possibilitem receber maior quantidade de itens com a menor quantidade possível de movimentação interna, bem como analisar a melhor opção de transporte interno para movimentação dos produtos, facilitar acessos e reduzir movimentos desnecessários de trabalhadores envolvidos na operação, diminuindo desta forma pontos de refugos e retrabalhos;oSistemas de informações: refere-se às tecnologias aplicadas para o gerenciamento da armazenagem, operar com sistemas de TI que melhor se modelar para a atividade desenvolvida, primando por eficiência em controles de recebimento e expedição, localização de itens, transferências de produtos, kanban eletrônico, EDI etc;oRecursos humanos: representa grande parte do custo total, dessa forma, deve ser composta por pessoas qualificadas aumentando a chance de sucesso do empreendimento.A armazenagem possui ainda um aspecto de elevada consideração que é a capacidade de causar impacto direto nos custos do negócio como um todo, pois assimila significativa parcela dos custos logísticos considerados à cadeia como um todo.Pode ser justificada a opção pela armazenagem de produtos seja em qualquer fase (matéria-prima, semi-acabado ou acabado), pela autonomia que se pode ganhar sobre a linha de ação a ser tomada frente às prioridades aparentes do mercado como: variáveis envolvendo o mercado de transporte quando das suas oscilações, administração entre demanda e oferta, auxílio estratégico para o processo de produção e como apoio comercial e ferramenta de marketing.Partindo para uma análise mais detalhada, vamos observar que, quando falamos em redução de custos de transporte, temos a intenção de desonerar valores gastos com movimentações desnecessárias ou excessivas dos produtos ao longo da cadeia, o que 24Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini obviamente causará custos agregados ao produto final, onde estrategicamente a opção pela armazenagem operacionalmente bem aplicada, pode ser uma alternativa interessante também economicamente.A coordenação entre demanda e oferta, serve muito para estudos de processos produtivos que trabalham com sazonalidades de seus produtos, visto que a coordenação entre demanda e oferta desproporcional torna-se muito cara para o conjunto do negócio, onde a armazenagem para estes momentos pode proporcionar a produção regular o que poderá ajudar muito na equalização dos custos médios;Como requisito básico em armazenagem, não podemos deixar de citar que o sucesso desta atividade depende também muito da agilidade da etapa recebimento e expedição dos produtos, onde o sistema rápido de transferência de carga visando imobilizar o menor tempo possível os meios de transporte, é fator decisivo para o sucesso do processo.

14.1. Tipos de armazenagemArmazenagem temporária: Aqui podem ser criadas armações corridas de modo a conseguir uma arrumação fácil do material, colocação de estrados para uma armazenagem direta, pranchas entre outros. Aqui a força da gravidade joga a favor (Krippendorf, 1972, p. 59).Armazenagem permanente: É um processo predefinido num local destinado ao depósito de matérias. O fluxo de material determina (Krippendorf, 1972, p. 60):oA disposição do armazém - critério de armazenagem;oA técnica de armazenagem - espaço físico no armazém;oOs acessórios do armazém;oA organização da armazenagem.Armazenagem interior/exterior: A armazenagem ao ar livre representa uma clara vantagem a nível econômico, sendo esta, muito utilizada para material de ferragens e essencialmente material pesado (Krippendorf, 1972, p. 60).Armazenagem em função das prioridades: Não existe nenhuma norma que regule o modo como os materiais devem estar dispostos no armazém, porém essa decisão depende de vários fatores. Senão veja-se:oArmazenagem por agrupamento - Esta espécie de armazenagem facilita a arrumação e busca de materiais, podendo prejudicar o aprovisionamento do espaço. É o caso dos moldes, peças, lotes de aprovisionamento aos quais se atribui um número que por sua vez pertence a um grupo, identificando-os com a divisão da estante respectiva (Krippendorff, 1972, p. 110).oArmazenagem por tamanho, peso e característica do material - Neste critério o talão de saída deve conter a informação relativa ao sector do armazém onde o material se encontra. Este critério permite um melhor aprovisionamento do espaço, mas exige um controlo rigoroso de todas as movimentações (Krippendorff, 1972, p. 110).oArmazenagem por freqüência - O controle através da ficha técnica permite determinar o local onde o material deverá ser colocado, consoante a frequência com que este é movimentado. A ficha técnica também consegue verificar o tamanho das estantes, de modo a racionalizar o aproveitamento do espaço (Krippendorff, 1972, p. 110).oArmazenagem com separação entre lote de reserva e lote diário - Esta armazenagem é constituída por um segundo armazém de pequenos lotes o qual se destina a cobrir as necessidades do dia-a-dia. Este armazém de movimento possui uma variada gama de materiais (Krippendorff, 1972, p. 1).oArmazenagem por setores de montagem - Neste tipo de armazenagem as peças de série são englobadas num só grupo, de forma a constituir uma base de uma produção por família de peças. Este critério conduz à organização das peças por prioridades dentro de cada grupo (Krippendorff, 1972, p. 1). 25Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

A mecanização dos processos de armazenagem fará com que o critério do percurso mais breve e de menor frequência seja implementado na elaboração de novas técnicas de armazenagem (Krippendorf, 1972, p. 1).

14.2. Sistemas de armazenagemSistemas de armazenagem são conjuntos de equipamentos que servem para arrumar, de forma conveniente, as matérias-primas ou produtos acabados, quer manualmente, quer utilizando equipamentos de movimentação de materiais como, por exemplo, empilhadoras e porta-paletes. Existem vários tipos de sistemas de armazenagem, utilizados de acordo com o tipo de produto a armazenar e área disponível, entre outros parâmetros (Guerra, 2007).Para se determinar qual o melhor sistema de armazenagem, em primeiro lugar deve atender-se ás características do produto, isto é, o seu peso, dimensões e a possibilidade ou impossibilidade de junção em paletes. De seguida, deve observar-se as condições do espaço, tais como, o pé direito e as condições do piso. Por fim deve ter-se em atenção as condições operacionais, como por exemplo, a selectividade do produto e a quantidade de itens a armazenar;Armazenagem de produtos pesados: oEstante convencional para paletes: À esquerda mercadorias carregadas em paletes, e à direita paletes empilhadas sem cargas. É um sistema utilizado principalmente para a armazenagem de cargas paletizadas. É uma estrutura pesada, que permite uma elevada seletividade, visto que as paletes são colocadas e retiradas individualmente pelas empilhadoras.Armazenagem de produtos leves:oEstantes: É o tipo de estrutura que se utiliza para o armazenamento de produtos com pequeno volume e peso, não paletizados e com armazenamento manual.Organização e multiplicação do espaço:oMezanino: É usado para a duplicação de uma determinada área, dividindo-se o espaço verticalmente com a colocação de pisos intermediários. Como sistema de armazenagem é utilizado para cargas a granel das quais são exemplo as caixas soltas (Sistemas, 2005, p. 5).oDivisórias: São utilizadas para se fazer a divisão de ambientes industriais, organizando-se desta forma o espaço em áreas, sendo possível a colocação de portas ou guichets (Sistemas, 2005, p. 5).

15. LOGÍSTICA DE IDENTIFICAÇÃO DE MERCADORIASLogística de Mercadorias é a ligação entre Compras e Vendas e compreende as seguintes áreas:oEntrada de Mercadorias: Mercadorias fornecidas são identificadas e a entrada de mercadorias lançada.oAdministração de Estoques: Transações que envolvem modificações nos estoques e as atualizações resultantes são entradas no sistema em tempo real, permitindo que os níveis de estoques físicos se reflitam exatamente na Administração de Estoques.oAvaliação: O componente Avaliação gerencia os estoques a preços de custo e de venda final. SAP Retail efetua a maioria das transações de avaliação automaticamente. Avaliação liga a Logística de Mercadorias com Finanças, ao acessar e atualizar as contas do Razão da Contabilidade Financeira.oAdministração de depósito: A administração de depósito assegura o manuseio tranqüilo e eficiente de todos os processos logísticos em uma sociedade. 26Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini oInventário: Um inventário permite determinar a quantidade exata de um artigo no estoque em um dado período no tempo. SAP Retail aceita vários métodos de inventário.oExpedição e Transporte: As funções de Expedição e Transporte em SAP Retail permitem o melhor preparo possível para saídas de mercadorias e atividades de expedição e que sejam controlados e monitorados. Elas estão diretamente ligadas à função de determinação de requisitos das filiais e a Vendas. O alto grau de integração dos componentes de R/3 assegura que todos os dados relevantes à remessa já estejam contidos no pedido de depósito da filial.oComércio Exterior: Informações de importação e exportação são atualizadas e a impressão automatizada, permitindo a rápida e fácil criação de documentos de remessa e outros para o comércio internacional e remessas a áreas econômicas específicas.Atualmente, predomina a identificação por código de barras, porém há poucas dúvidas que no futuro a radiofrequência (RFID) será o formato padrão. As suas vantagens são inúmeras, mas os desafios para difundi-lo também são enormes.As Secretarias de Fazenda Estaduais, a Receita Federal e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), representados pelo Encontro Nacional dos Administradores Tributários (ENCAT) e pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, respectivamente, anunciam o lançamento do projeto “Brasil-ID”, para iniciar em cadeia nacional o Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias.O Sistema estabelece um padrão único de Identificação por Radiofrequência (RFID), que deverá ser utilizado em todo e qualquer tipo de produto em circulação no país. Além disso, prevê a estruturação de serviços de rastreamento e verificação de autenticidade de mercadorias, que poderão ser desenvolvidos pelos setores público e privado, de acordo com a demanda e as necessidades do mercado, com o objetivo de promover a segurança e a otimização de seu comércio e circulação.O objetivo do Governo ao desenvolver e adotar a tecnologia é oferecer à empresa contribuinte nacional e ao cidadão consumidor uma ferramenta para a segurança do transporte de mercadorias, que diminua o risco e, portanto, o custo final no mercado. Além disso, o Governo pretende estruturar no Brasil a total competência em microeletrônica para que esta seja competitiva mundialmente. Nos projetos-piloto, as Secretarias de Fazenda dos Estados selecionados irão se alinhar com uma variedade de empresas nacionais e multinacionais, para testar a tecnologia através de um exercício real que cubra toda a cadeia de manufatura, distribuição e comércio de produtos.O Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias prevê, ainda, a instalação de uma infraestrutura de dados, com gestão nacional de leitura e gravação RFID. Serão instaladas antenas nas principais vias de circulação de mercadorias para criar mais obstáculos contra fraudes, roubos e furtos, além de fornecer dados logísticos para toda a indústria e, inclusive, o consumidor final. Este, por sua vez, também poderá utilizar o sistema livremente, para seu próprio benefício logístico, de garantia de autenticidade e origem, tendo mais uma proteção contra a circulação de bens roubados.

16. EMBALAGEM: FUNÇÕES E VALORES NA LOGÍSTICAA embalagem se tornou item fundamental da vida de qualquer pessoa e principalmente das atividades de qualquer empresa.O desenvolvimento da embalagem, acompanhou o desenvolvimento humano, da necessidade inicial do homem de armazenar água e alimentos em algum recipiente, visando à sobrevivência própria, até o inicio das atividades comerciais, e disseminação do uso das embalagens. Atualmente estão presentes em todos os produtos, com formas variadas, e funções variadas, sempre com a evolução das tecnologias utilizadas, que as tornam cada vez mais eficientes e estratégicas.Para a logística, a embalagem é item de fundamental importância, possui relacionamento em todas as áreas, e é essencial para atingir o objetivo logístico de 27Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini disponibilizar as mercadorias no tempo certo, nas condições adequadas ao menor custo possível, principalmente na distribuição internacional.Para se ter uma idéia da representatividade da embalagem na economia, segundo Moura e Banzato (2000), os gastos com embalagem representam aproximadamente 2% do PNB. E o Brasil perde entre 10% e 15% da sua receita de exportação por causa de embalagens deficientes.

16.1. Conceito e ClassificaçãoDependendo do foco em que está sendo analisado, o conceito de embalagem pode varia. Para um profissional da área de distribuição, por exemplo, a embalagem pode ser classificada como uma forma de proteger o produto durante sua movimentação. Enquanto que para um profissional de marketing a embalagem é muito mais uma forma de apresentar o produto, visando atrair os clientes e aumentar as vendas, do que uma forma de protegê-lo. Um conceito mais abrangente proposto por Moura e Banzato (2000) faz referência à embalagem como:“Conjunto de artes, ciências e técnicas utilizadas na preparação das mercadorias, com o objetivo de criar as melhores condições para seu transporte, armazenagem, distribuição, venda e consumo, ou alternativamente, um meio de assegurar a entrega de um produto numa condição razoável ao menor custo global” MOURA & BANZATO (2000, p.1).Neste conceito os autores tentam abranger tudo que envolve a concepção da embalagem: arte (design, cores, formatos); técnicas (de produção); e ciências (novos materiais e tecnologias). Bem como suas funções: a de proteção da mercadoria, durante as atividades de logística, e a de exposição ao consumidor, como meio de aumentar as vendas. Sem deixar de considerar os custos envolvidos na produção e no transporte de mercadorias. Quanto à classificação, a mais referenciada é a que classifica de acordo com as funções em primária, secundária, terciária, quartenária e de quinto nível.oPrimária: é a embalagem que está em contato com o produto, que o contém. Exemplo: vidro de pepino, caixa de leite, lata de leite condensado.oSecundária: é aquele que protege a embalagem primária. Exemplo: o fundo de papelão, com unidades de caixa de leite envolvidas num plástico. É geralmente a unidade de venda no varejo.oTerciária: São as caixas, de madeira, papelão, plástico. oQuaternária: São embalagens que facilitam a movimentação e a armazenagem, qualquer tipo de contenedor. Exemplo: ContêineroEmbalagem de Quinto nível: é a embalagem conteinerizada, ou embalagens especiais para envio a longa distância. Outra classificação proposta por Bowershox e Closs (2001) classifica as embalagens em dois tipos: embalagem para o consumidor, com ênfase em marketing, e embalagem industrial, com ênfase na logística.

16.2. Funções da EmbalagemAs principais funções da embalagem são: conteção, proteção e comunicação. A contenção refere-se à função de conter o produto, de servir como receptáculo, por exemplo, quando ocorre do produto vazar da embalagem, esta função não foi cumprida. O grau de eficiência da embalagem nesta função depende das características do produto. Uma mercadoria perigosa, inflamável, deve sempre ter 100% de eficiência, realizando o investimento necessário para tal. Enquanto que um fabricante de um material de menor valor, como sal, por exemplo, pode permiti-se utilizar uma embalagem com menor grau de eficiência nesta função, o mesmo ocorre com relação à função de proteção. 28Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

A função de proteção possibilita o manuseio do produto até o consumo final, sem que ocorra danos na embalagem, e/ou produto. Também com relação a esta função deve-se estabelecer o grau desejado de proteção ao produto.Alguns dos principais riscos aos quais a embalagem está submetida são: choques, aceleração, temperatura, vibração, compressão, oxidação, perfuração, esmagamento, entre outros.E a função de comunicação é a que permite levar a informação, utilizando diversas ferramentas, como símbolos, impressões, cores, RFID1. Nas embalagens primárias, esta função ocorre diretamente com os consumidores finais, trazendo informações sobre a marca e produto. E nas embalagens ditas industriais, relacionadas à logística, a comunicação ocorre na medida em que impressões de códigos de barra nas embalagens, marcações, cores ou símbolos permitam a localização e identificação de forma facilitada nos processos logísticos de armazenagem, estoque, separação de pedidos, e transporte. 16.3. Planejamento da EmbalagemA interação da embalagem com as operações logísticas deve iniciar-se no planejamento da embalagem, pois nesta etapa são definidos aspectos fundamentais, que irão influenciar todo o processo, como: dimensões, tipo de material, design, custo e padronização das embalagens. Estes aspectos são fundamentais para o planejamento e eficiência no armazenamento e transporte dos produtos, caso a embalagem não seja planejada de acordo com os recursos existentes (máquinas movimentação, espaço físico, modal transporte), será necessário adequar todos os recursos à embalagem. Há um conflito no planejamento da embalagem, por interferir em diversas áreas da empresa, e ter grande representatividade nos custos. Neste sentido, Moura e Banzato (2000) estabelecem cinco critérios básicos para desenvolver uma embalagem: função, proteção, aparência, custo e disponibilidade. Tem-se prioridades diferentes de acordo com o tipo de produto que será acondicionado, e do tipo de embalagem, se para consumo ou industrial (transporte). Entretanto para ambas é essencial que se verifique, nesta etapa do planejamento, quais serão as condições de manuseio, armazenagem e de transporte a que serão submetidas. A falta de planejamento, ou um planejamento deficiente podem levar a ocorrência de graves problemas, desde o aumento do custo por um superdimensionamento da embalagem, que torna o transporte e armazenagem mais cara, até à deterioração da embalagem e/ou produto.A figura a seguir relaciona algumas etapas para o projeto de uma embalagem.

A figura 1 apresentada acima, demonstra que o primeiro e o principal passo para o projeto de uma embalagem, é o levantamento dos dados apresentados nos quatro retângulos, 29Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini dentre eles o conhecimento das condições logísticas (movimentação, armazenagem e transporte).Um exemplo de como cada detalhe no desenvolvimento das embalagens, se traduz em grandes impactos nos números da empresa é o caso da Nestlé Brasil. Os maiores ganhos da companhia hoje, segundo reportagem publicada na Revista Exame, não vêm das fábricas, mas de mudanças no design das embalagens. No ano passado, a empresa economizou 6,3 milhões de reais com adaptações nas embalagens. As novas curvas na lata de leite Moça, por exemplo, tem além da intenção de chamar a atenção do consumidor, a de reduzir custos.

16.4. PadronizaçãoA padronização das embalagens geralmente ocorre nas secundárias e terciárias, que protegem e acondicionam as embalagens primárias. Segundo Moura & Banzato (2001) ao se falar em padronização de embalagens, na maioria das vezes refere-se à padronização das dimensões, e não do material. Isto porque são estas as características que influenciam mais a capacidade do equipamento de movimentação, e não o tipo de material utilizado na fabricação.A redução da variabilidade de embalagens facilita o armazenamento, manuseio e movimentação dos materiais, reduzindo o tempo de realização destas tarefas, por proporcionar uma padronização destes métodos, dos equipamentos de movimentação, e de armazenamento. Além da redução do tempo, outra vantagem da padronização é a redução de custos. Um exemplo da redução de custos pela padronização dos materiais é o caso apresentado na Revista Tecnologística, do Grupo Behr Brasil, pertencente do segmento de autopeças, produzem radiadores e ar condicionado, enviam seus produtos para vários países e tem como principal cliente suas próprias fábricas. O grupo sentiu à necessidade de padronizar seus processos logísticos, especificamente a embalagem, devido a alta necessidade de movimentação e transporte. Antes utilizavam embalagens descartáveis, entretanto estas ocasionavam grande volume de descarte, custos com mão-de-obra, avarias durante o transporte e a armazenagem, má utilização do espaço físico no estoque e centros de distribuição. A solução foi à contratação de um agente especializado, este agente é proprietário das embalagens e responsável por toda a gestão destas, aluguel, recolhimento dos equipamentos nos pontos finais de entrega, limpeza, reparos, e manutenção.Após a adoção deste sistema, com um modelo único de embalagem, o contêiner plástico desmontável, a empresa obteve os seguintes resultados: redução de 15% mão-de-obra, custo embalagem caiu 20% no fluxo Alemanha e Brasil e 5% no fluxo inverso, aumentou sua capacidade de armazenamento em 15%, permitiu um empilhamento maior e redução do abastecimento (kanban).

16.5. A Embalagem e a LogísticaA embalagem tem interação com todas as funções da logística, armazenamento, manuseio, movimentação de materiais, e transporte. Desta interação com as funções logísticas, pode-se conseguir redução de custos, de tempo na entrega final do produto, redução de perdas, e aumento do nível de serviço ao cliente.Na movimentação de materiais, dentro dos armazéns, e na troca de modal de transporte, é onde a embalagem sofre os maiores impactos, que podem causar danos a embalagem primária, e produto, e onde os impactos da falta de planejamento podem ser percebidos, seja pelo alto número de perdas, e/ou adaptação dos equipamentos de transporte, seja pelo aumento do custo decorrente destas perdas, e impossibilidade de padronização dos métodos e equipamentos de movimentação, que acabam por aumentar a necessidade de mão-de-obra e reduzir a eficiência.A embalagem proporciona a proteção necessária ao produto durante o processo de armazenagem, assegurando sua integridade, pode proporcionar melhor utilização do espaço nos armazéns, e facilitar a identificação e separação dos produtos, evitando trabalho com correções.Na definição do tipo de transporte deve-se verificar o ambiente ao qual os produtos serão submetidos, cada modal tem características próprias, que exigem cuidados específicos. 30Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

Os maiores riscos durante o processo de transporte são: alterações clima, impactos com aceleração, vibrações, choque, umidade. Além das condições é necessário conhecer as limitações de cada modal quanto a peso e dimensões. 17. LOGÍSTICA DE PRODUÇÃOA logística de produção acompanha o fluxo do pedido desde o Plano-Mestre de Produção (MPS) através dos pedidos. Esta área é mencionada como Planejamento, Programação e Controle da Produção (PPCP). Trata da gestão e controle de mão-de-obra, material e informação no processo produtivo. Devido à grande complexidade que as grandes plataformas industriais apresentam, dada à enorme quantidade de materiais, operários e máquinas, a gestão destes recursos é feita majoritariamente por computador. São estes processos logísticos contínuos de controle da produção e também das encomendas, que se dá o nome de logística de produção.Uma logística de produção eficiente resulta em tempo e dinheiro ganho na produção (Allen, 2001, p.215).Esta área é, assim, essencial para o sucesso de empresas na economia de mercado global, que hoje existe, uma vez que se preocupa com o aperfeiçoamento de tarefas fabris, quer pela adição de processos mais eficazes, quer pela eliminação de outros desnecessários.

18. CONTROLE DE ESTOQUESSegundo Bernardi (1996), as formas de produção são divididas em três grupos:1)produção por encomenda (produz-se apenas os itens que são acordados através de contratos para finalidades específicas); 2) produção seriada ou contínua (produz-se de forma contínua, havendo necessidade de gerenciar o estoque e as vendas); 3) produção híbrida (utilizada na produção seriada para determinados produtos ou partes e linhas específicas, mas também realiza-se o processo de produção por encomenda).Estoque é a acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação, sendo utilizado para descrever qualquer recurso armazenado. O estoque é criado para compensar diferenças de ritmo entre fornecimento e demanda. Entre os tipos de estoque, observam-se quatro, sendo eles:oEstoque isolador: Também chamado de estoque de segurança. O propósito deste estoque é compensar as incertezas inerentes a fornecimento e demanda. Este nível mínimo de estoque existe para cobrir a possibilidade da demanda vir a ser maior do que a esperada durante o tempo gasto na entrega dos bens.oEstoque de ciclo: Ocorre porque um ou mais estágios na operação não podem fornecer todos os itens que produzem simultaneamente.oEstoque de antecipação: Utilizado para compensar diferenças de ritmo de fornecimento e demanda. Comumente usado quando as flutuações de demanda são significativas, mas relativamente previsíveis.oEstoques no canal (de distribuição): Existe porque o material não pode ser transportado instantaneamente entre o ponto de fornecimento e o ponto de demanda.

As decisões de estoque baseiam-se nas questões que facilitam as decisões dos gerentes no dia-a-dia. Este procedimento envolve as atividades desde a chegada do produto, incluindo operações de armazenamento, emissão de pedidos, envio de mercadorias e controle da movimentação. No gerenciamento do sistema de estoques, os gerentes de produção estão envolvidos em três principais tipos de decisões, sendo elas: 31Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

1)quanto pedir (cada vez que um pedido de abastecimento é colocado, de que tamanho ele deve ser?); 2) quando pedir (em que momento ou nível de estoque, o pedido de reabastecimento deve ser colocado?); 3) como controlar o sistema? (que procedimentos e rotinas devem ser implantados para ajudar a tomar estas decisões).

19. JUST IN TIMEO Just-in-time é uma proposta de reorganização do ambiente produtivo assentada no entendimento de que a eliminação de desperdícios visa o melhoramento contínuo dos processos de produção, é a base para a melhoria da posição competitiva de uma empresa, em particular no que se referem os fatores com a velocidade, a qualidade e o preço dos produtos. O JIT é as iniciais de Just-In-Time/Total Quality Control, um método para gestão da produção. Como se pode perceber pela designação o controla da produção é feito enquanto o bem é produzido, e não no fim. Inclusivamente, o controle é feito pelos próprios operários.O conceito do JIT é bastante simples: produzir e entregar os produtos mesmo a tempo (just in time) de serem vendidos. Peças mesmo a tempo de serem montadas e materiais mesmo a tempo de serem transformados em peças. A idéia dos japoneses é produzir pequenas quantidades para corresponder à procura, enquanto que os ocidentais produzem grandes quantidades de produtos vários para o caso de virem a ser necessários.Um dos grandes problemas em gerir uma produção está em encontrar o equilíbrio entre os custos de transporte de grandes quantidades de material e os custos de preparação das máquinas. Custos de transporte estes, que englobam o custo de armazenamento e de manutenção desse material. A contabilidade quer baixar os custos de transporte transportando menos quantidades mais vezes, e a produção querem baixar os custos de preparação e evitar paragens na produção produzindo durante muito tempo sem parar. Existe um ponto economicamente carreto, sem ser demasiado alto para os custos de transporte e nem demasiado baixo para que a produção não tenha que parar muitas vezes. Este é designado por "quantidade econômica a encomendar" (Economic Order Quantity - EOQ).Uma das maneiras de se reduzir o EOQ é baixar os tempos de preparação das máquinas, transformá-las, ou mesmo produzir as suas próprias máquinas. Pode parecer estranho, mas vejamos um exemplo: em 1971 a Toyota iniciou uma cruzada para baixar os tempos de preparação. Nessa altura demorava 1 hora para preparar uma prensa de 800 toneladas que era usada para moldar capôs e pára-choques. Após 5 anos de trabalho intensivo, esse tempo foi reduzido para 12 minutos, enquanto que na mesma altura um concorrente americano necessitava de 6 horas para o mesmo trabalho. No entanto, a Toyota não parou por aqui! Eles queriam atingir um tempo mais baixo, menos do que 10 minutos, e conseguiram atingir tempos de menos de 1 minuto! Será possível? Conseguir preparar máquinas gigantes em menos de 10 minutos, em segundos? Tanto é que a Toyota o fez, e hoje em dia outros o fazem. No caso das prensas de 800 toneladas tratou-se "somente" de alterar a máquina de forma a que uma peça feita deslizasse por um dos lados, ao mesmo tempo em que do outro lado entrava a nova chapa a ser moldada. No Japão até os pequenos fabricantes chegam a produzir as suas próprias máquinas. No entanto, no ocidente isso não acontece assim, é sabido que não se deve mexer nas máquinas, principalmente porque estas são produzidas por grandes companhias com provas dadas de qualidade. Mas essas máquinas têm normalmente um caráter genérico e, assim, os tempos de preparação são considerados um dado adquirido e não há nada a fazer em relação a isso. 19.1. Quais Os Objetivos. Just in Time - JIT consiste em entrega de produtos e serviços, na hora certa para o uso imediato, tendo como objetivo principal a busca contínua pela melhoria do processo produtivo, que é obtida e desenvolvida através da redução dos estoques. Este sistema permite a

32Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini continuidade do processo, mesmo quando há problemas nos estágios anteriores a sua produção final. Significa “no tempo justo”, exige do administrador o abastecimento ou desabastecimento da produção no tempo certo, no lugar certo e na quantidade certa, visando capacitar à empresa a produzir somente o necessário ao atendimento da demanda, com qualidade assegurada.O objetivo do JIT é promover a otimização de todo o sistema de manufatura, desenvolvendo políticas, procedimentos e atitudes requeridos para ser um fabricante responsável e competitivo. Para que isso ocorra da melhor forma possível, é necessário atingir algumas metas, tais como: projetar a otimização dos processos, interagirem bem com o cliente, obter relações de confiabilidade com fornecedores e clientes, adotar compromisso de melhoria contínua. Estas metas que juntas resultarão no objetivo final. Tem também como objetivo principal a busca contínua pela melhoria do processo produtivo, que é alcançada e trabalhada através da redução dos estoques. Estes permitem a continuidade do processo produtivo mesmo quando há problemas nos estágios de produção. Ao se reduzir o estoque, os problemas que antes não afetavam a produção, torna-se agora visíveis, podendo, assim serem eliminados, permitindo um fluxo mais suave da produção.

20. SISTEMA KARDEXÉ um sistema de armazenamento automatizado, recuperação e manuseamento de materiais. Visa aumentar a produtividade, otimizar o espaço de armazenamento e melhorar a eficiência. 21. PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO

21.1. Atividades de Planejamento e Controle da ProduçãoEm um sistema de manufatura, toda vez que são formulados objetivos, é necessário formular planos de como atingi-lo, organizar recursos humanos e físicos necessários para a ação, dirigir a ação dos recursos humanos sobre os recursos físicos e controlar esta ação para a correção de eventuais desvios. No âmbito da administração da produção, este processo é realizado pela função de Planejamento e Controle da Produção (PCP).Zacarelli (1979), denomina o PCP como Programação e Controle da Produção, definindo-o como "um conjunto de funções inter-relacionadas que objetivam comandar o processo produtivo e coordená-lo com os demais setores administrativos da empresa".Dentre os objetivos do PCP, podemos enumerar:oÉ proporcionar uma utilização adequada dos recursos, de forma que produtos específicos sejam produzidos por métodos específicos, para atender um plano de vendas aprovado.oFornecer informações necessárias para o dia-à-dia do sistema de manufatura reduzindo os conflitos existentes entre vendas, finanças e chão-de-fábrica.oComandar o processo produtivo, transformando informações de vários setores em ordens de produção e ordens de compra - para tanto exercendo funções de planejamento e controle - de forma a satisfazer os consumidores com produtos e serviços e os acionistas com lucros.Para atingir estes objetivos o PCP reúne informações vindas de diversas áreas do sistema de manufatura. A figura relaciona as áreas e as informações fornecidas ao PCP.

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Sendo assim, pode-se considerar o PCP como um elemento central na estrutura administrativa de um sistema de manufatura, passando a ser um elemento decisivo para à integração da manufatura.O PCP é um elemento decisivo na estratégia das empresas para enfrentar as crescentes exigências dos consumidores por melhor qualidade, maior variação de modelos, entregas mais confiáveis. Por isso, a necessidade de se buscar uma maior eficiência nos sistemas de PCP.No entanto, independente do sistema de manufatura e estrutura administrativa, um conjunto básico de atividades de PCP deve ser realizado. Estas atividades são necessárias para a consecução dos objetivos do PCP, mas não necessariamente deverão estar todas sendo executadas numa área específica. Isto dependerá da configuração organizacional adotada pelo sistema de manufatura (Martins / 1993).Existem três níveis hierárquicos para o PCP :oNível Estratégico (longo prazo);oNível Tático (médio prazo);oNível Operacional (curto prazo) 21.2. “Lead Time”A definição mais convencional para lead time é o tempo entre o momento de entrada do material até a sua saída do inventário

34Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

21.3. Previsão de DemandaAs análises das futuras condições de mercado e previsão da demanda futura são da maior importância para a elaboração do Planejamento de Longo Prazo. Mesmo em indústrias que fabricam produtos sob encomenda, onde não se faz nenhum estudo formal de previsão de demanda, a alta direção pode fazer conjecturas sobre o estado da economia e o seu impacto nos negócios futuros da empresa.As previsões de demanda podem ser classificadas em: longo prazo, médio prazo e curto prazo.oCurto prazo: estão relacionadas com a Programação da Produção e decisões relativas ao controle de estoque.oMédio prazo: o horizonte de planejamento varia aproximadamente de seis meses a dois anos. Planos tais como: Plano Agregado de Produção e Plano Mestre de Produção se baseiam nestas previsões.oLongo prazo: o horizonte de planejamento se estende aproximadamente a cinco anos ou mais. Auxilia decisões de natureza estratégica, como ampliações de capacidade, alterações na linha de produtos, desenvolvimento de novos produtos, etc...Previsões de demanda podem se basear em dados referentes ao que foi observado no passado (previsão estatística) ou em julgamentos de uma ou mais pessoas (predição).

21.4. Programação e Sequenciamento da ProduçãoA atividade de programação determina o prazo das atividades a serem cumpridas, ocorrendo em várias fases das atividades de planejamento da produção. De posse de informações tais como: disponibilidade de equipamentos, matérias-primas, operários, processo de produção, tempos de processamento, prazos e prioridade das ordens de fabricação; as ordens de fabricação poderão ser distribuídas aos centros produtivos onde será iniciada a execução do PMP.Segundo Martins (1993) os objetivos da programação e sequenciamento da produção são :oAumentar a utilização dos recursos;oReduzir o estoque em processo;oReduzir os atrasos no término dos trabalhos Para Resende (1989) a programação acontece em três níveis :oProgramação no nível de planejamento da produção - é realizada na elaboração do PMP, quando se procura encontrar as quantidades de cada tipo de produto que devem ser fabricados em períodos de tempo sucessivos.oProgramação no nível de Emissão de Ordens - acontece durante o processo de planejamento de materiais, onde determina, com base no PMP, quais itens devem ser reabastecidos e suas datas associadas de término de fabricação e chegada de fornecimento externo.oProgramação no nível de Liberação da Produção - determina para cada ordem de fabricação, quando é necessário iniciar a fabricação e quanto é preciso trabalhar em cada uma das operações planejadas. Isso é possível pelo conhecimento do tempo de passagem de cada componente, o qual contém o tempo de processamento e de montagem de cada operação, os tempos de movimentação e espera existentes entre cada operação. 21.5. Controle da Produção e MateriaisTem como objetivo acompanhar a fabricação e compra dos itens planejados, com a finalidade de garantir que os prazos estabelecidos sejam cumpridos.

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A atividade de Controle da Produção e Materiais também recolhe dados importantes como: quantidade trabalhadas, quantidade de refugos, quantidade de material utilizado e as horas-máquina e/ou horas-homem gastas.Caso algum desvio significativo ocorra, o Controle da Produção e Materiais deve acionar as atividades de PMP e Planejamento de Materiais para o replanejamento necessário ou acionar a atividade de Programação e Sequenciamento da Produção para reprogramação necessária. 21.6. Gráfico de GanttÉ um gráfico usado para ilustrar o avanço das diferentes etapas de um projeto. Os intervalos de tempo representando o início e fim de cada fase aparecem como barras coloridas sobre o eixo horizontal do gráfico. Desenvolvido em 1917 pelo engenheiro social Henry Gantt, esse gráfico é utilizado como uma ferramenta de controle de produção. Nele podem ser visualizadas as tarefas de cada membro de uma equipe, bem como o tempo utilizado para cumpri-la. Assim, pode-se analisar o empenho de cada membro no grupo, desde que os mesmos sejam associados, à tarefa, como um recurso necessário ao desempenho da mesma.Associado a esta ideia, está o fato de esta forma de representação gráfica, das atividades de um projeto, permitir, ainda, avaliar os seus custos, resultante do consumo de recursos necessários à conclusão de cada uma das tarefas do mesmo. A forma de balizar o desempenho do projeto, por medição relativa entre o tempo decorrido, e o grau atual de conclusão da tarefa, perante o previsto, e a partir do diagrama de Gantt, permite tirar conclusões sobre o seu desempenho em termos de custo e prazo. Uma das técnicas de balizamento, mais frequentes, e utilizadas para aquele efeito, é chamado de EVM (Earned Value Management).

2. SISTEMA KANBANKanban é uma palavra japonesa que significa literalmente registro ou placa visível.Em Administração da produção significa um cartão de sinalização que controla os fluxos de produção ou transportes em uma indústria. O cartão pode ser substituído por outro sistema de sinalização, como luzes, caixas vazias e até locais vazios demarcados.Coloca-se um Kanban em peças ou partes específicas de uma linha de produção, para indicar a entrega de uma determinada quantidade. Quando se esgotarem todas as peças, o mesmo aviso é levado ao seu ponto de partida, onde se converte num novo pedido para mais peças. Quando for recebido o cartão ou quando não há nenhuma peça na caixa ou no local definido, então deve-se movimentar, produzir ou solicitar a produção da peça. 36Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

O Kanban permite agilizar a entrega e a produção de peças. Pode ser empregado em indústrias montadoras, desde que o nível de produção não oscile em demasia. Os Kanbans físicos (cartões ou caixas) podem ser Kanbans de Produção ou Kanbans de Movimentação e transitam entre os locais de armazenagem e produção substituindo formulários e outras formas de solicitar peças, permitindo enfim que a produção se realize Just in time - metodologia desenvolvida e aperfeiçoada por Taiichi Ohno e Toyoda Sakichi conhecida como Sistema Toyota de Produção.O sistema Kanban é uma das variantes mais conhecidas do JIT (Lopes dos Reis, 2008, p.191).A grande maioria de pessoas fazem uma certa confusão entre o Sistema Kanban e o Sistema "Just-in-Time" - JIT. O Sistema Just-in-Time, que em português significa no momento exato ou ainda, num linguajar mais corriqueiro "em cima da hora", é um sistema de produção cuja idéia principal é fabricar produtos na quantidade necessária no momento exato em que o item seja requisitado, entendendo-se aqui que a exigência pode ter origem externa à fábrica, mercado consumidor por exemplo, quanto interna, neste caso é feita por uma estação de trabalho subseqüente aquela em que o item é produzido.O Sistema Kanban é uma ferramenta para administrar o método de produção JIT, ou seja, é um sistema de informação através de cartões, tradução de kanban para o português, para controlar as quantidades a serem manufaturadas pela empresa.

23. A LOGÍSTICA E A TECNOLOGIAO vertiginoso crescimento das transações eletrônicas vem exigindo novos posicionamentos e estudos no que concerne ao sistema logístico utilizado. Um exemplo prático foi o último Natal quando a explosão de vendas nos principais sites de comércio eletrônico tais como a Americanas.com e o Submarino.com, exigiu uma reestruturação para que fosse possível atender à demanda dentro das expectativas dos clientes. Os sistemas de informações espaciais utilizando os Sistemas de Posicionamento Global (GPS) permitem a integração automática de bases de entrada, garantindo integridade dos dados, atualização on-line e eliminação de duplicação. Desta forma, algumas empresas permitem o rastreamento de pedidos através da Internet. O setor atacadista tem utilizado o Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) para a transmissão de pedidos de compra e faturas pelo computador, com a vantagem de redução do ciclo de compra e diminuição de erros no processo.Empresas como a Makro Atacadista desde 1996 utilizam sistemas de reposição automática de estoques. Com uma estratégia na qual distribuidores e fornecedores, em conjunto, proporcionam maior valor ao consumidor através do aumento da eficiência da cadeia de suprimentos como um todo, a Resposta Eficiente ao Consumidor (ECR) vem sendo adotada em várias empresas nacionais. A Bic Ind. Esferográfica é uma das empresas mais interessadas no movimento ECR Brasil (w.ecrbrasil.com.br). Os primeiros programas de simulação de eventos aplicados à logística foram nas áreas de mineração, siderurgia e transportes marítimos. Atualmente, todos os elos da cadeia de fornecimento já podem ser simulados através de sistemas específicos. Entretanto, a concepção de um sistema de simulação exige o tratamento de um sistema dinâmico e complexo, no qual vários elementos estão envolvidos e interagindo simultaneamente sob influência de natureza aleatória. O sistema de informação logística surgiu para unificar vários dos conceitos anteriormente citados e atua como um elo de ligação entre as atividades logísticas em um processo integrado ao longo de toda a cadeia de suprimentos. A principal função de uma aplicação SCM (Supply Chain Management) é possibilitar o controle de várias funções logísticas simultaneamente, permitindo a análise de trade-offs existentes no processo. O grande desafio das empresas é compreender e escolher o sistema que melhor se adapte as suas necessidades e não se deixe levar por “modismos”. 24. O MERCADO DE TRABALHOO mercado de trabalho da logística tem se valorizado a cada dia, pois os investimentos, tanto da iniciativa privada, como do poder público, têm sido feitos no sentido de ampliar a

37Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini capacidade das empresas e melhorar a infra-estrutura nacional, principalmente da área de transportes.Neste cenário, seja através de atividades voltadas para o suprimento ou distribuição de mercadorias, há a preferência por profissionais com formação específica na área da logística, o que sem dúvida garante uma posição de vantagem para aqueles que optam por este curso.O profissional de logística é responsável por armazenamento e transporte de produtos, sempre buscando segurança e economia. O bacharel em logística é o responsável também por analisar as rodovias de grandes centros, a fim de buscar alternativas que melhorem o setor de transportes da empresa.O profissional formado em Logística poderá atuar em empresas de transportes de carga nas áreas de operações e planejamento logístico, em empresas de importação e exportação, de logística, distribuidoras de produtos e redes logísticas. Poderá, também, exercer atividades em setores de suprimentos e de planejamento de operações em empresas de manufatura, refinarias, empresas de construção civil, hospitais, bancos, supermercados, instituições de ensino e outros tipos de organização. Além disso, poderá trabalhar em empresas de consultoria da área de logística. 38Programa Estadual de Qualificação Profissional – SERT/SENAC – 2010Logística Integrada – Cubatão – Docente: Maíra C. Garbellini

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