Apostila de Osteologia Veterinária primeira parte

Apostila de Osteologia Veterinária primeira parte

(Parte 1 de 11)

Criado pelo acadêmico: Ubirajara Fonseca Costa

Prof. Daniel Herbert de Menezes Alves

Médico Veterinário 1

FACULDADES UNIDAS DO NORTE DE MINAS – FUNORTE CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA ANATOMIA VETERINÁRIA OSTEOLOGIA Prof. Daniel Herbert de Menezes Alves

1ESQUELETO

1.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO ESQUELETO

1.1.1 CONSISERAÇÕES GERAIS

• O esqueleto compreende o conjunto de ossos e cartilagens que se unem para formar o arcabouço de sustentação do corpo do animal.

• Na maioria dos vertebrados, as peças rígidas do esqueleto situam-se mais ou menos profundamente no corpo, constituindo um típico endo-esqueleto.

• Em alguns animais, porém, estruturas ósseas são também encontradas revestindo externamente partes do corpo, formando assim um exoesqueleto, a exemplo da carapaça das tartarugas e do casco dos tatus e as penas das aves.

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• Ao lado de sua óbvia função de sustentação, as peças do esqueleto constituem alavancas nas quais se prendem os músculos; estes, ao se contraírem, provocam deslocamento dessas peças, resultando em movimento de partes do corpo.

• Por serem formados por tecido mineralizado (tecido ósseo, a ser estudado em

Histologia), os ossos armazenam cálcio e fósforo para o organismo. Além disso, alojam em seu interior a medula óssea, que é um importante órgão hemocitopoiético.

• A palavra grega para osso é osteon, daí derivando vários termos como osteologia, osteossarcoma, osteoporose, etc. Já das palavras latinas os, ossis originam-se os termos ósseo, ossificação, etc.

1.1.2 DIVISÃO DO ESQUELETO

• Conforme sua localização no corpo, o esqueleto pode ser dividido em esqueleto axial, esqueleto apendicular e esqueleto visceral.

• O esqueleto axial compreende os ossos que se dispõem ao longo do eixo longitudinal do corpo, ou seja, os ossos do crânio, a coluna vertebral, as costelas e o esterno.

• O esqueleto apendicular inclui os ossos componentes dos membros torácicos e pelvinos.

• A união entre os esqueletos axial e apendicular é feita por meio das chamadas cinturas: cintura escapular (ombro) para o membro torácico e cintura pelvina (quadril) para o membro pelvino.

• O esqueleto visceral é representado por alguns ossos que se desenvolvem no interior de determinas vísceras, sem conexão com o restante do esqueleto, como, por exemplo, o osso do coração do bovino e o osso do pênis no canino.

1.1.3 NUMERO DE OSSOS

• Dentro de uma mesma espécie, o número de ossos varia de acordo com a idade.

• Assim, o feto e os animais jovens têm um número maior de ossos que os adultos, pois nestes últimos, alguns ossos tendem a se fundir.

• Mesmo nos animais adultos, o número de ossos também pode variar, tal como ocorre no ovino, em que o número de vértebras lombares pode ser seis ou sete.

• O número de vértebras coccígeas (da cauda) é também bastante variável. Obviamente, variações acentuadas no número de ossos são verificadas entre diferentes espécies domésticas.

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1.1.4 TIPOS DE OSSOS

• Comumente, os ossos são classificados, quanto às suas formas, em ossos longos, ossos curtos, ossos planos e ossos irregulares.

• São aqueles em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. Estes ossos têm, em geral, forma cilíndrica ou colunar e ocorrem tipicamente nos membros.

• Os ossos longos do membro torácico são o úmero, o rádio, o metacárpico I + IV e as falanges proximal e média. No membro pelvino, são ossos longos, o fêmur, a tíbia, o metatársico I + IV e as falanges proximal e média.

• Em um osso longo distinguem-se uma parte média – o corpo ou diáfise – e duas extremidades mais dilatadas – as epífises.

• Nos animais adultos, a diáfise é contínua com as epífises.

• Porém, nos animais jovens, ainda em fase de crescimento, esta continuidade não ocorre, estando a diáfise separada de cada epífise por um disco de cartilagem hialina, denominada cartilagem epifisal. É a partir desta cartilagem que os ossos longos crescem longitudinalmente.

• A região da diáfise adjacente à cartilagem epifisal é mais larga e denomina-se metáfise.

• A parede da diáfise é formada por uma camada espessa de osso compacto (substância compacta), que delimita uma cavidade alongada, denominada cavidade medular.

• Dependendo da idade do animal, esta cavidade contém medula óssea vermelha (de função hemocitopoiética), medula óssea amarela (rica em tecido adiposo), ou ambas.

• As epífises e metáfises são constituídas internamente por osso esponjoso (substância esponjosa), sob a forma de malha de trabéculas ósseas interligadas e orientadas segundo as linhas de força que passam pelo osso. Seus espaços são também preenchidos por medula óssea.

• O osso esponjoso das epífises e metáfises apresenta-se envolvido por uma delgada camada de osso compacto, camada essa denominada substância cortical.

• Em suas superfícies articulares, o osso longo é ainda revestido por uma fina de cartilagem hialina, denominada cartilagem articular.

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• São aqueles em que as principais dimensões (comprimento, largura e espessura) têm valores aproximadamente iguais.

• Não têm cavidade medular e seu centro é formado por osso esponjoso;

• Suas superfícies articulares são também revestidas por cartilagem hialina

• Como exemplos de ossos curtos, citam-se os ossos do carpo, do tarso e também os ossos sesamóides. Estes últimos são pequenos ossos curtos encontrados próximo à inserção de determinados músculos e que servem para modificar a direção dos tendões desses músculos.

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