Pesquisa de farmacognosia

Pesquisa de farmacognosia

PESQUISA DE FARMACOGNOSIA

  1. REMÉDIO

Toda substância ou associação de substâncias apresentadas como possuindo propriedades curativas ou preventivas de doenças em seres humanos, para restaurar, corrigir ou modificar funções fisiológicas. Também podem ser considerados como drogas, ao passo que se faz uso indevido de remédios.

  1. MEDICAMENTO

Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. É uma forma farmacêutica terminada que contém o fármaco, geralmente em associação com adjuvantes farmacotécnicos.

  1. MEDICAMENTO FITOTERÁPICO

Medicamento farmacêutico obtido por processos tecnologicamente adequados, empregando-se exclusivamente matérias-primas vegetais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade.

Não se considera medicamento fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas com extratos vegetais.

  1. PREPARADO FITOTERÁPICO INTERMEDIÁRIO

É o produto vegetal triturado, pulverizado, rasurado, extrato, tintura, óleo fixo ou volátil, cera, suco e outros, obtidos de plantas frescas e de drogas vegetais, através de operações de fracionamento, extração, purificação ou concentração, utilizado na preparação de produto fitoterápico.

  1. MEDICAMENTO ACABADO

Produto que tenha passado por todas as fases de produção e acondicionamento, pronto para a venda como medicamento.

  1. MATÉRIA PRIMA VEGETAL

Planta medicinal fresca, droga vegetal ou derivado de droga vegetal. (ANVISA, RDC nº 48, de 16 de março de 2004).

  1. DROGA VEGETAL

Planta medicinal ou suas partes, após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada. (ANVISA, RDC nº 48, de 16 de março de 2004).

  1. MARCADORES

São constituintes quimicamente definidos, presentes na matéria-prima vegetal, preferencialmente a(s) própria(s) substância(s) ativa(s), destinados ao controle de qualidade da matéria-prima vegetal e dos produtos fitoterápicos.

  1. PLANTA MEDICINAL

Todo vegetal que contêm em um ou mais de seus órgãos substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sirvam para semi-síntese químico-farmacêutica (DPM/79.1/OMS).

  1. PRINCÍPIO ATIVO

Substância ou grupo delas, quimicamente caracterizada, cuja ação farmacológica é conhecida e responsável, total ou parcialmente, pelos efeitos terapêuticos do medicamento fitoterápico.

  1. FITOTERAPIA

É o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças. É a utilização de vegetais em preparações farmacêuticas (extratos, pomadas, tinturas e cápsulas) para auxílio ao tratamento de doenças, manutenção e recuperação da saúde. Fitoterapia vem do idioma grego e quer dizer "tratamento" (therapeia) "vegetal" (phyton). O uso de plantas medicinais na fitoterapia vai desde as formas mais empíricas e tradicionais até as científicas. Ela surgiu independentemente na maioria dos povos. Na China, surgiu por volta de 3000 a.C. quando o imperador Cho-Chin-Kei descreveu as propriedades do Ginseng e da Cânfora.

  1. FÁRMACO

Deriva do termo grego phárn, que tanto pode significar veneno como remédio. Na terminologia farmacêutica fármaco designa uma substância química conhecida e de estrutura quimica definida dotada de propriedade farmacológica. Em termos correntes, a palavra fármaco designa todas as drogas utilizadas em Farmácia e com acção farmacológica, ou pelo menos com interesse médico. Por convenção, substâncias inertes (como excipientes) não são considerados fármacos.

De acordo com esta definição, fármaco designa qualquer droga que seja utilizada com fim medicinal, o que torna a sua distinção de medicamento bastante subtil. Contudo, nas últimas décadas droga adquiriu a conotação de substância ilícitas de abuso, pelo que se tem assistido a um emprego crescente do termo fármaco para designar, num sentido lato, qualquer substância com actividade endógena.

  1. ADJUVANTES

Adjuvantes são moléculas, componentes, macromoléculas ou até mesmo microorganismos atenuados ou mortos que têm por função potencializar a resposta às imunizações, reduzir a quantidade de antígeno utilizada e direcionar o tipo de resposta imune a ser desenvolvida, além de sustentá-la por um período de tempo maior.

  1. EXTRATO

Preparações de consistência líquida, sólida ou intermediária, obtidas a partir do material vegetal ou animal O material utilizado na preparação de extratos pode sofrer tratamento preliminar, tal como inativação de enzimas, moagem ou desengorduramento.   São preparados por percolação, maceração ou outro método adequado e validado, utilizando como solvente álcool etílico, água ou outro solvente adequado. Após a extração, materiais indesejáveis podem ser eliminados. 

  1. FORMA FARMACÊUTICA

É a forma final de como um medicamento se apresenta: comprimidos, cápsulas, injetáveis, etc. Normalmente as drogas não são administradas aos pacientes, no seu estado puro ou natural, mas sim como parte de uma formulação, ao lado de uma ou mais substâncias não medicinais que desempenham varias funções farmacêuticas. Esses adjuvantes farmacêuticos têm por finalidade, solubilizar, suspender, espessar, diluir, emulsionar, estabilizar, preservar, colorir e melhorar o sabor da mistura final. Com a finalidade de deixar o fármaco agradável ao paladar e eficiente.

  1. ÓLEOS

Nome dado a substâncias gordurosas, líquidas sob temperatura normal, de origem mineral, animal ou vegetal.

  1. ÓLEOS ESSENCIAIS OU VOLÁTEIS

Óleos essenciais são compostos orgânicos voláteis das plantas, extraídos por destilação a vapor ou extração por solventes, das folhas, flores, cascas, madeiras e raízes.

  1. INFUSÃO

Operação que consiste em lançar água a ferver sobre vegetais, deixando ficar tudo em descanso até arrefecer, para lhe extrair os princípios medicamentosos.

  1. DECOCÇÃO

É uma técnica de laboratório para análise química, que consiste em manter um material vegetal em contato durante certo tempo com um solvente (normalmente água) em ebulição. Existem semelhanças com o procedimento doméstico para preparo de alimentos.

É uma técnica de emprego restrito, pois muitas substâncias ativas são alteradas por aquecimento prolongado, costuma-se empregá-las com materias vegetais duros e de natureza lenhosas. O produto obtido chama-se decocto.

  1. CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS

Chamam-se propriedades organolépticas às características dos objetos que podem ser percebidas pelos sentidos humanos, como a cor, o brilho, o sabor, o odor e a textura.

Estas propriedades são importantes em marketing, mas principalmente na avaliação do estado de conservação de alimentos, que frequentemente são sujeitos a um "exame organoléptico" para verificar se estão em boas condições para o consumo.

  1. NOMENCLATURA POPULAR

A nomeação dos seres vivos que compõe a biodiversidade constitui uma etapa do trabalho de classificação. Muitos seres são "batizados" pela população com nomes denominados populares ou vulgares, pela comunidade científica.

Esses nomes podem designar um conjunto muito amplo de organismos, incluindo, algumas vezes, até grupos não aparentados.

O mesmo nome popular pode ser atribuído a diferentes espécies.

  1. NOMENCLATURA BOTÂNICA

Onome botânico é o nome atribuído para cada planta. Dependendo da natureza da planta a ser nomeada, a planta recebe um nome científico (se for uma planta silvestre), ou o nome do cultivar (se for uma planta cultivada), ou um nome de hibrido (se for uma planta híbrida).

As taxa de plantas silvestres são atribuidas um nome científico segundo os princípios descritos no Código Internacional de Nomenclatura Botânica. Os nomes de plantas cultivadas e as híbridas possuem suas própria regras, que estão descritas no Código Internacional de Nomenclatura de Plantas Cultivadas, que funciona como um complemento da anterior.

O objetivo da nomenclatura botânica é existir um nome inequívoco e universal para cada espécie, para cada taxon e, quando possível, para cada cultivar e cada híbrido.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • http://www.fitoterapia.com.br/portal/índex

  • http://www.sbi.org.br/sbinarede/SBInarede73

  • http://www.webartigos.com/articles

  • http://www.misodor.com/Ativos%20Vegetais.pdf

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