Apostila Motor do Ciclo Diesel

Apostila Motor do Ciclo Diesel

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Motor Diesel

Motor Diesel

SALVADOR

2 00 6

Copyright  2003 por SENAI CIMATEC. Todos os direitos reservados.

Área Tecnológica Automotiva

Elaboração: Enoch Dias Santos Junior; Técnico.

Revisão Técnica: Renato Jorge Santos Araújo, Técnico.

Revisão Pedagógica: Maria Inês de Jesus Ferreira

Normalização: Maria do Carmo Oliveira Ribeiro

Catalogação na fonte (Núcleo de Informação Tecnológica – NIT)

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SENAI CIMATEC – Centro Integrado de Manufatura

e Tecnologia. Sistema Elétrico de Carga e Partida. Salvador, 2005.

95p il. (Rev.00)

I. Sistema Elétrico de Carga e Partida I. Título

CDD

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MENSAGEM DO SENAI CIMATEC

O SENAI CIMATEC visa desenvolver um programa avançado de suporte tecnológico para suprir as necessidades de formação de recursos humanos qualificados, prestação de serviços especializados e promoção de pesquisa aplicada nas tecnologias computacionais integradas da manufatura.

Com uma moderna estrutura laboratorial e um corpo técnico especializado, o CIMATEC desenvolve programas de intercâmbio tecnológico com instituições de ensino e pesquisa, locais e internacionais.

Tudo isso sem desviar a atenção das necessidades da comunidade, atendendo suas expectativas de formação profissional, suporte tecnológico e desenvolvimento, contribuindo para uma constante atualização da indústria baiana de manufatura e para a alavancagem do potencial das empresas existentes ou emergentes no estado.

APRESENTAÇÃO

A eletricidade que há menos de um século era uma força misteriosa e assustadora se converteu com o avanço científico, em mais um importante instrumento de desenvolvimento tecnológico.

Tornou-se indubitavelmente um fator importantíssimo na vida social e econômica do mundo. O uso que dela faz o homem, distingue(guir) o século atual de todas as épocas anteriores de sua existência na Terra.

O avanço da ciência, como da tecnologia está intimamente ligado ao uso da eletricidade nos mais variados ramos dos seus campos.

A indústria automobilística, por exemplo, usa nos seus veículos um grande número de componentes elétricos ou acessórios, os quais sofrem continuamente modificações e aperfeiçoamentos.

É, portanto de suma importância para o técnico mecânico e eletricista estar a par destas recentes transformações; estar sempre se atualizando e que conheça esses componentes, circuitos e seus princípios de funcionamento.

Com a eletrônica embarcada existentes nos veículos atuais, em componentes desde motor até acessórios mais supérfluos, o mecânico deixa de ser uma pessoa que deva ter conhecimentos apenas do ramo mecânico, passando a ter a necessidade de conhecimentos em eletro-eletrônica, com o intuito de poder compreender o funcionamento de sistemas modernos, bem como poder executar reparos.

SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO AO MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA. 7

9.2-BOMBA D’ AGUA. 66

A tendência natural de circulação da água, chamada de efeito termo-sifão, ocorre naturalmente. Quando ela é aquecida, fica mais leve e por si só procura o ponto mais alto do motor subindo do bloco para o cabeçote e em seguida, para o radiador por intermédio da mangueira. 66

1 – INTRODUÇÃO AO MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA.

O motor de combustão interna é um conjunto de componentes que se combinam entre si, com a finalidade de transformar a energia calorífica da combustão da mistura de ar e combustível, em energia mecânica capaz de efetuar trabalho.

O combustível misturado com o ar inflama dentro da câmara de combustão que fica no cabeçote, movimentando os êmbolos dentro dos cilindros no bloco do motor. O movimento gerado nos êmbolos é o que proporcionará a força para acionar as rodas e movimentar o veículo. A combustão é o processo químico da ignição de uma mistura de ar e combustível.

Para aplicações automotivas, existem dois tipos básicos de motor de combustão interna: um opera pelo ciclo Otto e outro pelo ciclo Diesel. Umas das diferenças entre os dois ciclos é que no Otto o combustível é misturado com o ar antes de ser admitido pelo cilindro, já no ciclo Diesel a mistura é feita dentro do cilindro.

O trabalho gerado pelo motor é utilizado não só para mover o carro, como também para acionar diversos acessórios, como ar condicionado, sistema elétrico, direção hidráulica, além de sistemas vitais ao próprio funcionamento do motor, como o sistema de arrefecimento, lubrificação e alimentação.

2- HISTORICO DO MOTOR DIESEL.

São maquinas térmicas alternativas, de combustão interna, destinada ao suprimento de energia ou força motriz de acionamento. Esse nome se deve a seu inventor Rudolf Diesel, engenheiro francês nascido em Paris, que desenvolveu o primeiro motor na Alemanha, no período de 1893 a 1898. Oficialmente o primeiro teste de um motor diesel foi realizado em 17 de fevereiro de 1897, em Maschinenfrabick Augsburg.

3 – DEFINIÇÃO DO MOTOR QUANTO A SUA APLICAÇÃO:

  • Estacionários(fig. 1)

Destinados a maquinas estacionarias, tais como geradores, maquinas de solda, bombas.

Fig.1 – motor estacionário GUASCOR.

  • Veiculares.

Destinados ao acionamento de veiculo e transporte urbano em geral, no Brasil. Em alguns paises podem ser utilizados em veículos de passeio.

  • Industriais.

Destinados a maquinas de construção civil, tais como, escavadeira, motoniveladora, pá-carregadeira, commpressores de ar, equipamentos fora-de-estradas e equipamentos que necessitem de acionamento constante.

  • Marítimos.

Destinados a propulsão de barcos e maquinas naval. Conforme ao tipo de serviço e regime de trabalho, existe uma vasta gama de modelos com caracteristicas apropiadas, conforme uso.

4 – DEFINIÇÃO DAS PARTES DO MOTOR:

O motor, propriamente dito é composto de um mecanismo capaz de transformar os movimentos alternativos dos pistões movimento rotativo da árvore de manivelas. Este mecanismo se subdivide nos seguintes componentes principais:

4.1 – PARTES FIXAS:

4.1.1 – CABEÇOTE.

Funcionam, essencialmente, como "tampões" para os cilindros e acomodam os mecanismos das válvulas de admissão e escape, bicos injetores e canais de circulação do líquido de arrefecimento. Dependendo do tipo de construção do motor, os cabeçotes podem ser individuais (fig.3), quando existe um para cada cilindro, ou múltiplos ( fig. 2 ), quando um mesmo cabeçote cobre mais de um cilindro.

fig.2 – Cabeçote múltiplos.

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