Apostila Pratica de Homeopatia

Apostila Pratica de Homeopatia

(Parte 1 de 2)

MÉTODODEDINAMIZAÇÃO 1. HAHNEMANNIANO, CLÁSSICO OU DE FRASCOS MÚLTIPLOS Escala centesimal Para obter-se 100 partes da primeira diluição centesimal (C1), colocar no primeiro frasco: 9 partes de veículo 1 parte do insumo ativo (forma farmacêutica básica- tintura mãe ou trituração) De acordo com a Farmacopéia Homeopática Brasileira, deve-se dar 20 sucussões vigorosas. A técnica descrita por Hahnemann, em seu Organon prescreve 100 sucussões, embora seja discutível se esta citação é para a dinamização de centesimais ou apenas das cinqüenta milesimais. A primeira diluição centesimal é a 1/100 ou C1. E assim sucessivamente. Obs: Escala decimal Esta escala não é considerada hahnemanniana. Para se obter a primeira diluição (D1 ou X1), coloca-se 9 partes do veículo e 1 parte do insumo ativo ( tintura-mãe ou trituração). Segundo a Farmacopéia Homeopática Brasileira, dar 10 sucussões vigorosas e obtem-se a D1. Para se obter a D2, pegar 9 partes do veículo e 1 parte da D1, fazer sucussões e obtêm-se a D2, e assim sucessivamente. Usa-se o etanol diluído como veículo.

2. KORSAKOVIANO OU FRASCO ÚNICO Este processo só é permitido, no Brasil, para preparações acima de 30 CH. Para obter-se a primeira diluição Korsakoviana (K31), coloque num frasco de 20 ml, 5 ml de insumo ativo (30 C). Emborque o frasco, deixando o líquido escorrer por cerca de 5 segundos. A diluição aderente às paredes do frasco constitui o insumo ativo (ponto de partida) para a diluição seguinte. Colocar no frasco 5 ml de etanol diluído e proceda a 20 sucussões vigorosas. Esta diluição é designada K 31.E assim é feito sucessivamente.

3. FLUXO CONTÍNUO Diferentemente do que ocorre em outros países, no Brasil, e particularmente em São Paulo, a obtenção de medicamentos em média e alta potência (acima de 30 CH) está em grande parte concentrada nas mãos dos laboratórios, já que as farmácias não dispõe de equipamentos de fluxo contínuo.

4. CINQUENTAMILESIMAL Segundo Hahnemann no parágrafo 270 da sexta edição de seu Organon, um tipo de preparação que produz medicamentos com maior desenvolvimento de poder curativo, e de ação mais suave (menos agravações).

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Insumos inertes Para as 3 primeiras dinamizações centesimais e para as 6 primeiras decimais, usar o mesmo insumo inerte empregado na dissolução da droga (água purificada ou etanol nas diferentes graduações). Isso é necessário para impedir que ocorra ruptura da estabilidade da solução. Para as potências intermediárias, assim como para as potências de estoque (matrizes), utilizar etanol a 70%. Para a última potência, o insumo inerte a ser utilizado dependerá da forma farmacêutica a ser dispensada, se líquida (dose única líquida e preparações líquidas administradas sob a forma de gotas) ou sólida (dose única sólida, glóbulos, comprimidos, tabletes e pós). Técnicas de preparação - Colocar sobre a bancada do laboratório quantidade suficiente de frascos dinamizadores, devidamente identificados, para preparar a potência desejada. A solução a ser dinamizada deverá perfazer dois terços da capacidade do frasco para que ocorra bom vascolejamento; - Em um cálice, dissolver uma parte da droga, pesada numa balança de precisão, em quantidade suficiente para 100 partes (escala centesimal) ou 10 partes (escala decimal) de insumo inerte. Transferir essa solução para o primeiro frasco; - No segundo e no terceiro frascos, para a escala centesimal, e do segundo ao sexto frasco, para a escala decimal, acrescentar, com o dispensador, 9 ou 9 partes, respectivamente, do insumo inerte que solubilizou a droga; - Para as potências intermediárias, assim como para as potências de estoque (matrizes), adicionar 9 (escala centesimal) ou 9 partes (escala decimal) do etanol a 70% (p/p). Na última potência, que será dispensada, usar etanol a 30%, para as formas farmacêuticas líquidas, e etanol superior ou igual a 70%, para as formas farmacêuticas sólidas. Usar dispensadores para medir o volume dos insumos inertes; - Sucussionar 100 vezes o primeiro frasco, batendo o fundo do frasco fortemente contra um anteparo semi-rígido, num movimento contínuo e ritmado. O antebraço deverá compor um ângulo de mais ou menos 90° com o anteparo. Está pronta a 1CH ou 1DH; - Com a micropipeta de capacidade adequada, transferir uma parte da primeira dinamização centesimal ou decimal para o segundo frasco e sucussionar 100 vezes. Está pronta a 2CH ou 2DH; - Com a micropipeta, transferir uma parte da segunda dinamização centesimal ou decimal para o terceiro frasco e sucussionar 100 vezes. Está pronta a 3CH ou 3DH. Para as demais dinamizações, proceder de maneira idêntica até atingir a potência desejada.

Insumos inertes: Para as 3 primeiras dinamizações centesimais e para as 6 primeiras decimais, utilizar insumo inerte de título hidroetanólico igual ao da TM. Isso é necessário para impedir que ocorra ruptura da estabilidade da solução. Para as potências intermediárias e matrizes, usar etanol a 70% (p/p). Para a última potência, o insumo inerte a ser utilizado vai depender da forma farmacêutica a ser dispensada, se líquida (dose única líquida e preparações líquidas administradas sob a forma de gotas) ou sólida (dose única sólida, glóbulos, comprimidos, tabletes e pós).

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Técnica de preparação: - Colocar sobre a bancada do laboratório quantidade suficiente de frascos dinamizadores, devidamente identificados, para preparar a potência desejada. O líquido a ser dinamizado deverá perfazer dois terços da capacidade do frasco para que ocorra um bom vascolejamento. Desse modo, por exemplo, para dinamizar 20 mL, usar um frasco com 30 mL de capacidade; - Nos 3 primeiros frascos, para a escala centesimal, e nos 6 primeiros, para a escala decimal, acrescentar, com o dispensador, 9 ou 9 partes, respectivamente, do insumo inerte de mesmo título da tm; - Para as potências intermediárias, assim como para as potências de estoque (matrizes), adicionar 9 (escala centesimal) ou 9 partes (escala decimal) do etanol a 70% (p/p). Na última potência utilizar etanol a 30%, para as formas farmacêuticas líquidas, ou etanol igual ou superior a 70%, para as formas farmacêuticas sólidas. Usar os dispensadores para medir o volume dos insumos inertes; 5.2.4 Acrescentar ao frasco designado pela primeira potência uma parte da TM com uma micropipeta de capacidade adequada e executar 100 sucussões, batendo o fundo do frasco fortemente contra um anteparo semirígido, em um movimento contínuo e ritmado. Está pronta a 1CH ou 1DH; - Com a micropipeta, transferir uma parte da primeira dinamização centesimal ou decimal para o segundo frasco e executar cem sucussões. Está pronta a 2CH ou 2DH. - Com a micropipeta, transferir uma parte da segunda dinamização centesimal ou decimal para o terceiro frasco e executar 100 sucussões. Está pronta a 3CH ou 3DH; - Para as demais dinamizações, proceder de maneira idêntica até atingir a potência desejada.

Insumos inertes Trituração, também chamada de dinamização sólida, é um método desenvolvido por Hahnemann cuja finalidade é despertar a atividade dinâmica de substâncias insolúveis (líquida ou sólida), desagregando suas moléculas pela força do atrito, usando a lactose (açúcar presente no leite) como insumo inerte. Esse método é utilizado também para triturar drogas, solúveis ou não, na preparação da escala cinqüenta milesimal, obrigatoriamente até a 3CH. A lactose é utilizada nas 3 primeiras dinamizações centesimais e nas 6 primeiras decimais. Todas as substâncias insolúveis devem ser trituradas até 3CH ou 6DH e solubilizadas a partir destas potências.

Técnica de preparação - Pesar a droga e a lactose;

- Dividir a lactose em 3 porções iguais;

- Colocar a primeira porção no gral e triturar com o pistilo por cerca de 2 min, para tapar os poros da porcelana; - Acrescentar uma parte da droga sobre a primeira porção de lactose, de acordo com a escala decimal ou centesimal. Se a droga for sólida, esta deverá estar pulverizada numa granulometria igual à da lactose, ou seja, os grânulos do pó de lactose e da droga devem ter tamanhos semelhantes; - Com a espátula misturar bem a droga na lactose;

- Triturar com força por 6 min;

- Com a espátula, raspar o triturado que aderiu ao pistilo, às paredes e ao fundo do gral, por 4 min, homogeneizando-o;

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- Ainda com a primeira porção, triturar com força por 6 min; - Com a espátula, raspar o triturado que aderiu ao pistilo, às paredes e ao fundo do gral, por 4 min, homogeneizando-o; - Acrescentar a segunda porção de lactose;

- Triturar com força por 6 min;

- Com a espátula, raspar o triturado que aderiu ao pistilo, às paredes e ao fundo do gral, por 4 min, homogeneizando-o; - Ainda com a segunda porção, triturar com força por 6 min;

- Com a espátula, raspar o triturado que aderiu ao pistilo, às paredes e ao fundo do gral, por 4 min, homogeneizando-o; - Acrescentar a terceira porção de lactose;

- Triturar com força por 6 min;

- Com a espátula, raspar o triturado que aderiu ao pistilo, às paredes e ao fundo do gral, por 4 min, homogeneizando-o; - Ainda com a terceira porção, triturar com força por 6 min;

- Com a espátula, raspar o triturado que aderiu ao pistilo, às paredes e ao fundo do gral, por 4 min, homogeneizando-o; - Ao final de, no mínimo, l hora de operação, teremos a primeira trituração decimal ou centesimal, dependendo da proporção da droga/lactose, 1DH trit. ou 1CH trit., respectivamente; - Essa primeira trituração deve ser acondicionada em um pote de boca larga bem fechado e protegido da luz. Essa dinamização constitui-se o ponto de partida para as demais triturações. No caso de trituração decimal, fazer mais 5 dinamizações sólidas até obter a 6DH trit. Para a trituração centesimal, fazer mais 2 dinamizações até obter a 3CH trit;

Para solubilizar a 3CH trit. ou a 6DH trit., dissolver em um cálice uma parte do triturado em 80 partes de água purificada, completar para 20 partes de etanol a 96% e misturar. Sucussionar 100 vezes para obter, desse modo, a 4CH ou a 8DH. Não se deve preparar a 7DH a partir da 6DH, pois a lactose empregada na trituração é insolúvel em etanol a 20% na proporção 1/10. Assim, excepcionalmente, preparamos diretamente a 8DH a partir da 6DH (1/100). Para resolver esta questão, a 3ª edição do Manual de Normas Técnicas para Farmácia Homeopática da ABFH sugere dissolver l parte da matriz 6DH diretamente em 9 partes de água purificada e, em seguida, sucussionar 100 vezes para obter a 7DH; Existem drogas insolúveis que não podem ser trituradas, pois reagem com a lactose ou mesmo com o ar atmosférico. Outras são voláteis ou oxidáveis. Assim, para a preparação de medicamentos a partir de drogas dessa natureza, devemos consultar sempre suas monografias. Normalmente, nesses casos, a droga é diluída em uma proporção maior que 1/100.

Esse método desenvolvido por Hahnemann para a Escala Cinqüenta Milesimal emprega lactose para a fase sólida da técnica (trituração até a 3CH), e água destilada e álcool 96% para a fase liquida (diluição seguida de sucussão). Usar álcool 30% para dispensação. Técnica de preparação: - Triturar o ponto de partida da droga (mineral, vegetal ou biológica) até a 3CH, conforme a técnica de trituração. Sempre que possível utilizar o vegetal ou animal

PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com frescos. Se for TM sua força medicamentosa será corrigida, por exemplo: uma TM a 10% apresenta uma força medicamentosa de 1/10 (uma parte da droga está contida em dez partes da quantidade final de TM). Assim, para corrigir a força medicamentosa, é necessário adicionar dez partes da TM em cem partes de lactose, misturar e deixar secar em temperatura inferior a 50ºc, antes de proceder a 1ª trituração; - Em uma proveta misturar uma parte de álcool a 96% e quatro partes de água destilada (v/v), por exemplo: 10mL de álcool 96% + 40 mL de água destilada; - Em um cálice dissolver 0,036g da 3CH triturada em 500 gotas de mistura acima, obtidas com o conta-gotas calibrado; - Transferir uma gota da solução acima para um flaconete de 5 mL;

- Acrescentar cem gotas de álcool, 96%, sempre com conta-gotas calibrado, sobre a gota que está no flaconete, que será preenchido com mais ou menos 2/3 do seu volume. - Sucussionar cem vezes. Está pronta a 1LM líquida (1º grau de dinamização);

- Em outro flaconete de 5 mL, colocar 500 microglóulos. Cada cem microglóbulo pesam 0,063g, aproximadamente. Portanto, 500 microglóbulo pesam 0,315g; - Acrescentar uma gota da lm líquida sobre os 500 microglóbulo. Agitar o flaconete de tal forma que todos os microglóbulo possam ser igualmente embebidos pela gota; - Colocar os microglóbulo, embebidos sobre uma placa de petri forrada com papel filtro, para secá-los; - Guardar os microglóbulo, em um flaconete bem fechado, ao abrigo da luz, e identificálos com o nome do medicamento acompanhado de 1 LM; - Para preparar a 2 LM em um flaconete, dissolver 1 microglóbulo da 1 LM em uma gota de água destilada; - Acrescentar ao flaconete cem gotas de álcool 96%;

- Sucussionar cem vezes. Está pronta a 2 LM líquida;

- Em outro flaconete colocar 500 microglóbulo padronizados (0,315g microglóbulo). Acrescentar uma gota da 2 LM sobre os 500 microglóbulo. Girar o flaconete de forma que todos os microglóbulo possam ser igualmente embebidos pela gota; - Colocar os microglóbulo embebidos sobre uma placa de petri forrada com papel de filtro, para secá-los; - Guardar os microglóbulo em um flaconete bem fechado ao abrigo da luminosidade e identificá-los com o nome do medicamento acompanhado de 2 LM. - Para as demais potências, emprega a mesma técnica;

- Para a dispensação do medicamento, dissolver 1 microglóbulo em etanol a 30% devendo o volume dispensado ocupar no mínimo metade e no máximo dois terço da capacidade do frasco.

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO DO MÉTODO KORSAKOVIANO PARA A ESCALA DECIMAL A PARTIR DA TINTURA-MÃE, DE DROGA SOLÚVELE INSOLÚVELEAPARTIR DAPOTÊNCIA30 CH Procedimento: Insumos inertes Para as 6 primeiras dinamizações decimais utilizar insumo inerte de título hidroetanólico igual ao da TM ou, no caso de drogas solúveis, o mesmo insumo inerte que dissolveu a droga. Para as potências intermediárias e matrizes, usar etanol a 70%. Para a última potência, o insumo inerte a ser empregado dependerá da forma farmacêutica a ser dispensada, se líquida (dose única líquida e preparações líquidas administradas sob a forma de gotas) ou sólida (dose única sólida, glóbulos, comprimidos, tabletes e pós). Para as drogas insolúveis usar a lactose como insumo inerte.

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Técnica de preparação - Adicionar l ml de TM em um frasco de 15 mL de capacidade. No caso de insumo ativo solúvel, pesar l g e colocá-lo em um cálice; - agregar 9 mL de insumo inerte no frasco que contém a TM. Para o insumo ativo solúvel, acrescentar quantidade suficiente de insumo inerte para 10 mL (dois terços da capacidade do frasco) ao cálice que contém a droga pesada. Não esquecer de usar o mesmo insumo inerte que diluiu a TM e a droga, até a 6° dinamização decimal preparada segundo o método korsakoviano; - Proceder a 100 sucussões vigorosas. Temos a proporção de uma parte do insumo ativo para 10 partes do insumo inerte. Está pronta a l D; Com a pipeta de 10 mL desprezar 9 mL da dinamização LD, de forma que fique l mL dela no frasco dinamizador; - Agregar 9 mL de insumo inerte no mesmo frasco dinamizador em que está a l D;

- Executar 100 sucussões vigorosas. Temos a proporção de l parte da TM ou da droga solúvel para 100 partes do insumo inerte. Está pronta a 2D; - Com a pipeta de 10 ml desprezar 9 mL da dinamização 2D, de forma que fique l mL dela no frasco dinamizador; - Agregar 9 mL de insumo inerte no mesmo frasco dinamizador em que está a 2D.

- Executar 100 sucussões vigorosas. Temos a proporção de l parte da TM ou da droga solúvel para mil partes do insumo inerte. Está pronta a 3D; - Proceder do mesmo modo para as demais dinamizações. Somente será possível adotar o método korsakoviano para a escala decimal a partir de droga insolúvel se utilizarmos como ponto de partida a 6dh trituração. Para solubilizar a 6DH trit, dissolver em um cálice l parte do triturado em 80 partes de água purificada e completar para 20 Partes de etanol a 96%. Sucussionar 100 vezes para obter diretamente 8DH, pois a lactose utilizada na trituração é insolúvel na proporção 1/10. A partir disso preparar de acordo com o método korsakoviano descrito para a escala decimal. Insumos inertes O insumo inerte empregado nas preparações intermediárias obtidas por meio do método korsakoviano a partir da potência 30CH é o etanol a 70% (p/p). Para a última potência, o insumo inerte a ser utilizado vai depender da forma farmacêutica a ser dispensada, se líquida (dose única líquida e preparações líquidas administradas sob a forma de gotas) ou sólida (dose única sólida, glóbulos, comprimidos, tabletes e pós). Técnica de preparação - Colocar no frasco dinamizador quantidade suficiente da potência 30CH de modo que possa ocupar dois terços de sua capacidade; - Emborcar o frasco, deixando escoar livremente o líquido por 5 segundos;

- Adicionar o insumo inerte no mesmo frasco de modo que restabeleça o volume de dois terços de sua capacidade; - Executar 100 sucussões. Está pronta a 31 k;

- Para obter as demais potências, repetir esse procedimento.

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FORMAS FARMACÊUTICAS HOMEOPÁTICAS Matriz Chama-se Matriz o medicamento preparado pelo método do dinamizado puro aviado em álcool 70% ou 90%, que será utilizado como solução estoque ou matéria -prima pelas farmácias de manipulação. Ex.: adquire-se do Laboratório homeopático 10ml de Lachesis trigonocefalus 1CH. À partir deste medicamento serão preparados as demais potências: 2CH, 3CH, etc. Obs.:Por possuir uma concentração alcoólica elevada não deve ser dispensado ao consumidor.

Diferentes graduações alcoólicas a) ÁLCOOL 5%: destina-se à preparação de líquidos para recém nascidos, ou medicamentos de uso imediato (DU). Estes medicamentos possuem validade máxima de 7 dias. b) ÁLCOOL 20%: largamente utilizado pela Medicina Antroposófica, ou quando se deseja obter uma preparação de paladar mais suave. Validade aproximada de 6 meses. c) ÁLCOOL 30%: usado na maioria das preparações. Validade aproximada de 2 anos. d) ÁLCOOL 45%: o mais empregado por proporcionar grande estabilidade ao medicamento.Validade indeterminada. e) ÁLCOOL 60 e 65%: empregado na preparação de TM de acordo com cada monografia. f) ÁLCOOL 70%: utilizado para preparações que se destinam à soluções estoque e matrizes. g) ÁLCOOL 90%: utilizado na obtenção de líquidos que se destinam a preparação de glóbulos. Líquido ou gotas A forma farmacêutica líquida se destina aos medicamentos homeopáticos ministrados em gotas. O veículo utilizado nestas preparações é o álcool em suas diversas graduações como veremos a seguir. A preparação se dá do seguinte modo: EX. 1: para se preparar 20ml do medicamento Pulsatilla nigricans 1CH. Deve-se tomar 1 parte da Tintura-mãe de Pulsatilla e diluí-la em 9 partes de álcool, já que a escala escolhida foi a centesimal. Em se tratando de 20ml teremos: 0,2ml de TM 19,80ml de álcool 70% (deve-se usar o teor alcoólico semelhante ao da TM) a seguir haverá o processo de dinamização em número de 100. EX. 2: para se preparar 60ml do medicamento Bryonia alba 1CH. Deve-se tomar 0,6ml da TM de Bryonia alba e diluir em 59,4ml de álcool a 65%. Dinamizar. Os medicamentos na forma líquida deverão ser acondicionados em frascos de vidro âmbar, boca estreita, tampa rosca, em volumes que variam de 5ml a 200ml.

Glóbulos Também conhecidos como Pellets, são preparados à partir de uma mistura de sacarose mais lactose. Hoje em dia é comum encontrar glóbulos que contenham somente sacarose. Variam de peso e tamanho e são reconhecidos através de números: 3, 5 e 7, além dos Micro glóbulos. Para a preparação nas escalas centesimal e decimal, usam-se os de números 3, 5 ou 7, que correspondem respectivamente a 0,03g, 0,05g e 0,07g. Na escala Cinqüenta

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Ex.: Allium cepa 12CH1 frasco/glóbulos

Milesimal utiliza-se o Micro glóbulo cujo peso aproximado é de 0,06Mcg e a esta medida Hahnemann denominou como 1 grano. É a forma farmacêutica de eleição no caso de medicamentos para crianças, porém deve ter seu uso restrito no caso de pacientes diabéticos ou portadores de alergia à lactose.Por se tratar de forma farmacêutica sólida recomenda-se o acondicionamento em frascos de vidro âmbar de boca larga. Métodos de preparação a) Contaminação Chama-se contaminação ao método de preparação de glóbulos onde a colocação do álcool se dá no próprio frasco de aviamento, utilizando-se o medicamento na potência desejada, em álcool 90%. O medicamento já se encontra dinamizado na 12CH(potência), em álcool 90%. Pega-se o frasco de vidro, completa-se com o volume desejado, por exemplo, 20g, e diretamente sobre estes glóbulos, pinga-se 8 gotas ou 0,2ml do medicamento. Obs.1: o volume a ser colocado sobre os glóbulos, em todos os métodos de preparação correspondem ao descrito na Farmacopéia Homeopática, 1% do volume total. Obs.2: como se pode observar o volume adotado é superior ao estabelecido por simples questão de segurança e prática estabelecida em cada farmácia. Vantagem: método rápido, medicamento fica excessivamente úmido, vindo a "colar". Desvantagem: imprecisão, pois não se sabe se todos os glóbulos foram contaminados. b) Impregnação Método onde os glóbulos a serem impregnados são dispostos sobre um anteparo, placa de vidro forrada com papel de seda, papel de seda, copos descartáveis forrados com papel de seda ou manteiga para absorção do excesso de medicamento. Pesa-se a quantidade de glóbulos necessária, e acrescenta-se 0,2g de medicamento. Agita-se para ter a certeza que todos os glóbulos sejam umidificados. Aguarde 5 a 15 minutos para embalar. c) Tríplice impregnação Similar ao método anterior, porém o processo é repetido por 3 vezes. É adotado pela Farmacopéia Francesa. Desvantagem: método demorado, dispendioso. Obs.: fazendo-se um teste com solução a 1% de azul de metileno pode-se observar como se dá a impregnação dos glóbulos. Existe um grau de saturação nos glóbulos, que ao ser atingido, mesmo com a permanência do impregnante, não provocará modificações.

Tabletes Preparados por impregnação sobre tabletes inertes. Podem ser levados à estufa por 15 minutos a 20 graus, ou preparados de um dia para outro. Este método é limitado aos medicamentos solúveis. Para os insolúveis (Ferrum metallicum D3, Ferrum phosphoricum D3, Graphites D3) se faz uma trituração seguida de impregnação e moldagem em tableteira que produz em média 90, 120 ou 180 tabletes por placa.

Comprimidos São adquiridos inertes de laboratórios homeopáticos e preparados por impregnação que pode ser feita de duas formas. 1 gota de medicamento para cada comprimido. b) 5% de medicamento em álcool 90%

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Tempo de secagem ideal: 24 horas.

Dose única a) Líquida Embala-se de 1ml ou 2ml do medicamento preparado em álcool 45%. Utilizam-se frascos âmbar com capacidade de 2 a 5ml.

b) Glóbulo Após a impregnação dos glóbulos embala-se de 1 a 20 glóbulos de acordo com a receita médica.

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