Instrumentacao Metrologia Básica
Metrologia Básica
(Parte 1 de 8)

Metrologia Básica
| 1 METROLOGIA | 6 |
| 2 CONCEITOS FUNDAMENTAIS | 7 |
| 2.1 MEDIÇÃO | 8 |
| 2.2 VALOR VERDADEIRO CONVENCIONAL | 10 |
| 2.3 CALIBRAÇÃO | 10 |
| 2.4 RASTREABILIDADE | 1 |
| 3 UM BREVE HISTÓRICO | 12 |
| 3.1 CÚBITO REAL EGÍPCIO | 12 |
| 4 A PRESENÇA DA METROLOGIA NO DIA-A-DIA | 15 |
| 5 A IMPORTÂNCIA DA METROLOGIA PARA AS EMPRESAS | 17 |
| 6 ÁREAS DA METROLOGIA | 19 |
| 7 O PROCESSO DE MEDIÇÃO | 21 |
| 7.1 FATORES METROLÓGICOS | 21 |
| 8 RESULTADO DA MEDIÇÃO | 24 |
| 8.1 INCERTEZA DE MEDIÇÃO | 28 |
| 9 CALIBRAÇÃO | 30 |
| 9.1 POR QUE CALIBRAR | 30 |
| 9.2 O PROCESSO DE CALIBRAÇÃO | 30 |
| 9.3 CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO | 3 |
| 10 PADRÕES E RASTREABILIDADE | 34 |
| 10.1 RASTREABILIDADE | 36 |
| 1 MATERIAIS DE REFERÊNCIA | 36 |
| 12 TERMINOLOGIA E CONCEITOS DE METROLOGIA | 41 |
| 12.1 METROLOGIA/INSTRUMENTAÇÃO | 41 |
| 12.3 MEDIDA | 41 |
| 12.3.1 Erros de medição | 42 |
| 12.3.2 Fontes de erros | 43 |
| 12.3.3 Curvas de erro | 43 |
| 12.3.4 Correção | 43 |
| 12.3.5 Resolução | 4 |
| 12.3.6 Histerese | 4 |
| 12.3.7 Exatidão | 4 |
| 12.3.8 Exatidão de um instrumento de medição | 4 |
| 12.4 IMPORTÂNCIA DA QUALIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS | 4 |
| 12.5 QUALIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO | 45 |
| 12.6 NORMAS DE CALIBRAÇÃO | 46 |
| 13 CALIBRAÇÃO DE PAQUÍMETROS E MICRÔMETROS | 49 |
| 13.1 CALIBRAÇÃO DE PAQUÍMETROS – RESOLUÇÃO 0,05 M | 49 |
| 13.1.1 Precisão de leitura | 49 |
| 13.1.2 Método de controle | 50 |
| 13.2 CALIBRAÇÃO DE MICRÔMETRO | 51 |
| 13.2.1 Erros e desvios admissíveis | 51 |
| 13.2.2 Método de controle | 52 |
| 13.2.3 Planeza | 52 |
| 13.2.4 Paralelismo | 53 |
| 13.2.5 Haste móvel | 54 |
| 13.3 EXERCÍCIOS | 5 |
| 14 CALIBRAÇÃO DE RELÓGIOS COMPARADORES | 59 |
| 14.1 INTRODUÇÃO | 59 |
| 14.2 CALIBRAÇÃO | 60 |
| 14.3 ERROS DO RELÓGIO COMPARADOR | 62 |
| 15 TOLERÂNCIA GEOMÉTRICA DE FORMA | 6 |

| 15.2 CAUSAS | 6 |
| 15.3 CONCEITOS BÁSICOS | 67 |
| 15.4 TOLERÂNCIA DE FORMA (PARA ELEMENTOS ISOLADOS) | 68 |
| 15.4.1 Retilineidade | 68 |
| 15.4.2 Planeza | 70 |
| 15.4.3 Circularidade | 72 |
| 15.4.4 Cilindricidade | 75 |
| 15.4.5 Forma de uma linha qualquer | 76 |
| 15.4.6 Forma de uma superfície qualquer | 7 |
| 16 TOLERÂNCIA GEOMÉTRICA DE ORIENTAÇÃO | 81 |
| 16.1 TOLERÂNCIA DE POSIÇÃO | 81 |
| 16.2 ORIENTAÇÃO PARA DOIS ELEMENTOS ASSOCIADOS | 82 |
| 17 OLERÂNCIA GEOMÉTRICA DE POSIÇÃO | 91 |
| 17.1 POSIÇÃO DE UM ELEMENTO | 91 |
| 17.2 CONCENTRICIDADE | 94 |
| 17.3 COAXIALIDADE | 95 |
| 17.4 SIMETRIA | 96 |
| 17.5 TOLERÂNCIA DE BATIMENTO | 97 |
| 17.6 MÉTODO DE MEDIÇÃO DO BATIMENTO RADIAL | 9 |
| 17.7 MÉTODOS DE MEDIÇÃO DE BATIMENTO AXIAL | 101 |
| 18 TOLERÂNCIA | 105 |
| 18.1 CONCEITOS NA APLICAÇÃO DE MEDIDAS COM TOLERÂNCIA | 105 |
| 18.2 INDICAÇÕES DE TOLERÂNCIA | 107 |

Metrologia Básica
| STANDARDIZATION) | 108 |
| 18.3.1 Campo de tolerância | 108 |
| 18.3.2 Furos | 108 |
| 18.3.4 Qualidade de trabalho | 109 |
| 18.4 GRUPOS DE DIMENSÕES | 109 |
| 18.5 AJUSTES | 109 |
| 18.6 COTAGEM COM INDICAÇÃO DE TOLERÂNCIA | 112 |
Metrologia Básica
1 METROLOGIA
| medições, abrangendo todos os aspectos teóricos e práticos |
Palavra de origem grega (metron: medida; logos: ciência), é a ciência que estuda as
A presente publicação tem como objetivo fornecer auxílio às empresas na utilização e interpretação dos conceitos da Metrologia – a ciência da Medição – seja nas Medições empregadas em laboratórios, nas avaliações de conformidade do produto, nas calibrações de equipamentos e instrumentos ou no dia-a-dia do controle de um processo de fabricação. Atualmente, devido à confiabilidade dos sistemas de medição, seguindo-se à risca os requisitos e especificações técnicas e atendendo-se aos regulamentos e normas existentes, é possível produzir peças (e/ou acessórios) em diferentes partes do mundo e estas peças se encaixarem perfeitamente (condições de intercambiabilidade e rastreabilidade).
Uma lâmpada pode ser fabricada nos EUA, enviada para montagem num farol de carro produzido no Brasil e este ser instalado num carro italiano.
Ao longo desta cartilha, procuramos demonstrar como a função Metrologia está intimamente ligada às funções Normalização e Avaliação da Conformidade, e como as três funções interferem na qualidade.
Juntas, estas funções formam o tripé de sustentação do programa denominado TIB –Tecnologia Industrial Básica.
Metrologia Básica
2 CONCEITOS FUNDAMENTAIS
O conceito de qualidade e satisfação do cliente faz parte do dia-a-dia do consumidor e dos empresários. Não existe mais espaço para empresas que não praticam a qualidade como o seu maior valor.
E para garantir essa qualidade é necessário e imprescindível medir.
O que é qualidade de um produto ou serviço? Dentre as muitas definições informais, qualidade significa ser apropriado ao uso, ou seja, ter a performance, durabilidade, aparência, utilidade, conformidade e confiabilidade esperadas pelo cliente.
Medir uma grandeza é compará-la com outra denominada unidade. O número que resulta da comparação de uma grandeza com uma unidade recebe o nome de valor numérico da grandeza.
O comprimento de um tubo de ferro é, por exemplo, três metros. Ao medir o tubo, portanto, precisamos utilizar uma unidade específica para expressar o resultado. No exemplo citado, a unidade é o metro, e para medir em metros devemos ter alguma régua ou trena marcada em metros.
A trena ou régua será a materialização física da unidade. Com base no resultado da medição conseguiremos saber quantas vezes o comprimento do tubo contém a unidade metro.
A maioria das medições não pode ser realizada apenas por uma comparação visual entre uma quantidade desconhecida e uma quantidade conhecida. Deve-se dispor de algum instrumento de medição.
Metrologia Básica
Um voltímetro para as medições de tensão elétrica. Uma quantidade desconhecida de tensão elétrica promove um desvio no ponteiro do instrumento, e a medida é obtida observando-se a posição deste ponteiro na escala. O instrumento foi previamente calibrado, marcando-se a escala em unidades de tensão elétrica.
| humana, e na modernidade é cada vez mais importante obter medições confiáveis |
Durante toda a nossa vida realizamos medições. Medir é uma necessidade
2.1 MEDIÇÃO
Entende-se por medição um conjunto de operações que tem por objetivo determinar o valor de uma grandeza, ou seja, sua expressão quantitativa, geralmente na forma de um número multiplicado por uma unidade de medida. Por exemplo: medir a altura de uma pessoa (1,75 m), avaliar a velocidade de um carro (80 km/h), conhecer o número de defeitos de uma linha de produção (1 peça por 100 mil), calcular o tempo de espera em uma fila de banco (30 min).
Do ponto de vista técnico, quando uma medição é realizada espera-se que ela seja: Exata, isto é, o mais próximo possível do valor verdadeiro;
Repetitiva, com pouca ou nenhuma diferença entre medições efetuadas sob as mesmas condições;
Reprodutiva, com pouca ou nenhuma diferença entre medições realizadas sob condições diferentes.
Metrologia Básica
EXEMPLOS Exata: conhecer a quantidade correta de gasolina colocada em um carro.
Repetitiva: Três medidas de comprimento de uma mesa realizadas pela mesma pessoa, utilizando a mesma régua, no mesmo ambiente de trabalho.
Reprodutiva: a medida do peso de uma carga transportada por um navio, efetuada em dois portos diferente.
Apesar de todos os cuidados, quando realizamos uma medida poderá surgir uma duvida: qual é o valor correto? Observando a figura a seguir, de que maneira poderemos saber a hora correta se os dois relógios indicarem valores diferentes?
Neste instante, é necessário recorrer a um padrão de medição. Para a hora, por exemplo, um padrão poderia ser o relógio do Observatório Nacional. Para tirar a dúvida, ligamos para o Observatório e conheceremos a hora certa.
Um padrão tem a função básica de servir como uma referência para as medições realizadas. Pode ser:
− uma medida materializada (ex.: massas padrões de uma balança);
− um material de referência (ex.: solução-tampão de pH);
Metrologia Básica
− um sistema de medição destinado a definir, realizar, conservar ou reproduzir uma unidade ou um ou mais valores de uma grandeza para servir como referência (ex.: a Escala Internacional de Temperatura de 1990).
Continuando no exemplo dos relógios. Como saberemos se a hora informada pelo Observatório Nacional é a verdadeira? Resposta: não saberemos. Por convenção consideramos a hora do Observatório Nacional como sendo o valor verdadeiro convencional da hora no Brasil.
2.2 VALOR VERDADEIRO CONVENCIONAL
Valor atribuído a uma grandeza específica e aceito, às vezes por convenção, como tendo uma incerteza apropriada para uma finalidade.
Então quer dizer que para sabermos a hora certa precisamos entrar em contato com o Observatório Nacional a todo momento? Resposta: não. Se ajustarmos os relógios com o valor informado pelo Observatório Nacional poderemos saber que horas são a qualquer momento.
Este processo de comparação é chamado de calibração, pois estabelece a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição e os valores correspondentes do padrão.
2.3 CALIBRAÇÃO
Conjunto de operações que estabelece, sob condições especificadas, a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição ou sistema de medição ou valores representados por uma medida materializada ou um material de referência, e os valores correspondentes das grandezas estabelecidas por padrões.
Metrologia Básica
Quando calibramos os relógios, eles foram relacionados com o Observatório Nacional, isto é, as medidas feitas têm como referência o valor informado pelo Observatório Nacional. Este relacionamento é denominado rastreabilidade de uma medição.
2.4 RASTREABILIDADE
Propriedade do resultado de uma medida ou do valor de um padrão estar relacionado a referências estabelecidas, geralmente padrões nacionais ou internacionais, por meio de uma cadeia contínua de comparações, todas tendo incertezas estabelecidas.
O resultado de toda medição é expresso por um número e por uma unidade de medida. Para realizar uma medição, é necessário termos unidades de medidas definidas e aceitas convencionalmente por todos. O Brasil segue a Convenção do Metro, que adota as unidades definidas no SI – Sistema Internacional de Unidades – Como padrão para as medições.
EXEMPLO Medimos a temperatura ambiente de um escritório e encontramos 23° (vinte e três graus Celsius). O símbolo °C representa a unidade grau Celsius (definida no SI) e, pela leitura, encontramos um valor de 23.
(Parte 1 de 8)














