Teoria - Monumentos Urbanos e Reestruturação das Entradas de Cuiabá - MT

Teoria - Monumentos Urbanos e Reestruturação das Entradas de Cuiabá - MT

(Parte 1 de 5)

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Cuiabá – UNIC, para obtenção do grau de Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo.

Orientador: Prof. Ivo Giroto

Trabalho Final de Graduação apresentado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Cuiabá, como parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Orientador: Ivo Giroto.

Professor Ivo Giroto Orientador

Cuiabá, _ de

O patrimônio cultural de um povo não está somente restrito ao acervo confinado em salas de museus, mas engloba também os elementos que compõem o espaço urbano onde, através da apropriação citadina cotidiana, atualiza-se dentro dos contextos individuais de compreensão e uso do espaço da cidade. As intervenções urbanísticas e arquitetônicas devem, portanto, estabelecer um plano que valorize os elementos da cultura local, ao tempo que constrói o espaço onde se darão novas atividades culturais espontâneas. Assim, o arquiteto e urbanista, ao planejar intervenções no espaço urbano, deverá conhecer o patrimônio cultural local, para, a partir do arcabouço de informações pesquisadas, projetar os lugares da cidade, visando salvaguardar os aspectos culturais já consolidados no uso dos cidadãos.

Palavras-chave: Identidade. Revitalização. Monumento. Intervenção Urbana

The cultural patrimony of a population are not only restrict to the encapsulate collections inside museums rooms, but regards also the compounds elements of the urban space, where quotidian (daily) appropriation actualizes it thru the individualized contexts of comprehension and uses of theses urban spaces. The urban and architectural interventions should, howevwe, establish a plan that valorize the cultural local elements, at the same time that builds the space where will take place new spontaneous cultural activities. That way, the architect and the urban planner, as interventionists for the urban space (urban fabric) should recognize the cultural local patrimony, as usual structural information for planning and designing the city spaces, seeking to save the cultural aspects already consolidated on citizen use.

Keywords: Identity, Revitalization, Monument, Urban Interventions.

Figura 01 – Teatro Amazonas – Manaus/AM Figura 02 – Jardim Botânico – Curitiba/PR Figura 03 – Edifício Copan – São Paulo/SP Figura 04 – Portão de Brandenburgo – Berlim Oriental Figura 05 – Muralha de Ávila e Puerta del Alcazar Figura 06 – Muro Ocidental ou Muro das Lamentações - Jerusalém Figura 07 – Arco do Triunfo - Paris Figura 08 – Torre Eiffel - Paris Figura 09 – Corcovado – Rio de Janeiro Figura 10 – Teleférico do Pão de Açúcar ou Bondinho do Pão de Açúcar – Rio de Janeiro Figura 1 – Igreja do Rosário São Benedito – Cuiabá/MT Figura 12 – Igreja do Bom Despacho – Cuiabá/MT Figura 13 – Palácio da Instrução: Biblioteca Estevão de Mendonça – Cuiabá/MT Figura 14 – Obelisco do Centro Geodésico da América do Sul – Cuiabá/MT Figura 15 – Apresentação do grupo Flor Ribeirinha - Cuiabá/MT Figura 16 – Cururueiros tocam viola de cocho - Cuiabá/MT Figura 17 – Viola de Cocho - Cuiabá/MT Figura 18 – Rasqueado Cuiabano - Cuiabá/MT Figura 19 – Biodiversidae do Mato Grosso Figura 20 – Pórtico de Ponta Negra – Natal/RN Figura 21 – Pórtico dos Reis Magor – Natal/RN Figura 2 – Mapa esquemático da cidade de Gramado Figura 23 – Pórtico de Gramado – Entrada Via Nova Petrópolis Figura 24 - Pórtico de Gramado – Entrada Via Taquara Figura 25 – Gateway Arch em Saint Louis nos Estados Unidos Figura 26 – Obelisco de Buenos Aires Figura 27 – Grande Arco de La Dédense – França Figura 28 – Foto Satélite dos trevos em estudo

Figura 29 – Foto aérea do Trevo Chapada dos Guimarães Figura 30 – Foto in loco da rótula Norte de Chapada dos Guimarães Figura 31 – Foto Satélite do trevo de Santo Antônio de Leverger Figura 32 - Foto in loco da rótula Sul de Santo Antônio de Leverger Figura 3 - Foto aérea do Trevo Tijucal Figura 34 – Foto in loco do Trevo do Tijucal Figura 35 – Foto aérea do Trevo do Lagarto Figura 36 – Foto in loco do Trevo do Lagarto

1. INTRODUÇÃO 9 1.1 TEMÁTICA 10 1.2 OBJETIVOS 10

1.2.1 Objetivo Geral 10 1.2.2 Objetivo Específico 10

2.0 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 INTERVENÇÕES URBANAS 1

2.2 A CIDADE E SUAS REFERÊNCIAS URBANAS 15 2.3 REFERÊNCIAS URBANAS E CULTURAIS DE MATO GROSSO 27

3.0 ESTUDO DE CASO 37 4.0 PROCEDIMENTO METODOLÓGICOS APLICADOS 4.1 PESQUISA 43

5.0 ÁREA DE ESTUDO 5.1 TREVO DE CHAPADA DOS GUIMARÃES 4 5.2 TREVO DE SANTO ANTÔNIO DO LEVERGER 46 5.3 TREVO DO TIJUCAL 48 5.4 TREVO DO LAGARTO 50 5.5 ASPECTOS CONCEITUAIS DO PROJETO 5.5.1 Conceito do Tema 53 5.5.2 Características das Atividades e do Público Alvo 53 5.6 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PROJETO 54 6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 5 7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 56 8.0 ANEXO 62

1. INTRODUÇÃO

O patrimônio cultural também está inscrito na malha urbana de cada localidade.

Assim, inúmeras intervenções tem buscado valorizar, quando não, resgatar e restaurar, estes espaços e edificações que o compõem como produtos culturais do lugar. Neste sentido, buscase fortalecer a identidade local como produto mercadológico, agregando valor ao produto turístico local. Assim as intervenções têm transformado as paisagens urbanas de acordo com as demandas e características locais. Entretanto, dentro deste processo, alguns autores têm percebido diferentes correntes de planejamento e gestão urbanas que se mostram criativas, porem, algumas vezes desastrosas. Desse modo, buscamos na fala de alguns pesquisadores, em variadas áreas do conhecimento, o discurso complementar a analise sobre as intervenções nos monumentos urbanos.

Na cidade, os monumentos são os marcos do lugar, conduzem caminhos e atuam como registros das historias do lugar. Para Peixoto (1996, p. 26) os monumentos, como mapas, “traçam inexoravelmente o perfil da cidade”. Porem, o desenvolvimento urbano tem implicado na transformação das paisagens urbanas e, consequentemente, das imagens da cidade, que tem se modificado enquanto informações sobre a realidade apreendida pelos usuários. Assim, como nos fala Peixoto (1996), as cidades se tornam opacas ao olhar. O autor supor que a percepção do usuário é cada vez mais superficial, quantitativa e não possibilita a compreensão sobre a completitude de informações contidas no espaço da cidade. Para Peixoto (1996) a arte urbana contemporânea nasce desse cenário opaco, onde todos os elementos do espaço urbano (calçadas, fachadas, muros, mobiliário urbano - bancos, mesas, brinquedos infantis, etc.) configuram superfícies que “impedem qualquer transparência” (Peixoto, 1996, p. 149). Conclui o autor, que a cidade deixa de ser pensada como espaço de habitação, deixando de ser testemunho da cultura local. “A cidade contemporânea deixou de ser um testemunho cultural, a arquitetura deixou de ser pensada como criação de um espaço de habitação. Perdeu-se a relação entre construir e morar. Quando se muda sempre de lugar, criam-se abrigos, não testemunhos culturais. Não existe mais lugar para as catedrais, para a arte, na cidade. Uma irreversível tendência a desambientar os monumentos tende a transformas as cidades atuais em desertos. As obras de arte parecem condenadas à diáspora”. (Peixoto, 1996, p 257)

1.1 TEMA/TÍTULO

TEMA: Urbanismo. TÍTULO: Monumentos Urbanos e Revitalização das Entradas de Cuiabá - MT

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 OBJETIVO GERAL

Receber os turistas e viajantes com uma entrada que marque os costumes, culturas regionais, com estética sustentável e funcional que conduzirá de forma simples e prática os viajantes aos seus destinos turísticos ou de serviço.

1.2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO

• Modernizar e marcar as entradas rodoviárias de Cuiabá.

• Revitalizar e sinalizar as entradas, informando os pontos turísticos e de serviços de Cuiabá.

• Criar monumento arquitetônico, que evidencie as características culturais da capital e do Estado.

• Modificar o traçado geométrico, modernizando e satisfazendo as atuais necessidades dos transportes rodoviários.

2. FUNDAMENTACÃO TEÓRICA 2.1 INTERVENÇÕES URBANAS

Sobre a desambientação dos monumentos, insere-se o discurso da intervenção urbanística e arquitetônica. É, através da analise sobre as intervenções urbanas que a grande maioria dos autores pesquisadores tem se referido à descontextualizarão dos monumentos, das obras de arte e até mesmo dos usuários destes espaços. Salvaguardamos as proporções dadas a cada cidade, monumento ou obra de arte. Valemo-nos do entendimento que o patrimônio cultural de cada cidade tem suas características particulares, as quais devem ser preservadas e apreendidas como elementos que representam o diferencial no planejamento e gestão de cada localidade.

A principio algumas contextualizações e significados serão definidos, os quais serão amplamente utilizados no decorrer do texto. Buscamos em Filho (2004) seu entendimento sobre imaginária urbana, ampliado em dois conjuntos de elementos: o mobiliário urbano e a arte urbana – ambos comumente compreendidos também como elementos urbanos.

Filho (2004), defende que atribuir a mesma denominação (elementos urbanos) a bancos de praças e esculturas é, portanto, agregar maior valor ao objeto de função utilitária, enquanto desagrega qualquer valoração estética à obra de arte. Assim, Filho (2004) determina que a terminologia “mobiliário urbano” representa o conjunto de objetos de caráter utilitário que são inseridos no espaço da cidade (bancos, postes, sinalização, mesas, parques infantis, etc.) e “arte urbana” os elementos de caráter escultórico, que, a priori, não representem outra função a não ser a estética, de embelezamento.

Seguindo a discussão levantada por Filho (2004), somos incitados a perceber mudanças significativas no desenho do mobiliário urbano. Segundo o autor, o mobiliário urbano tem apresentado desvio de sua função utilitária, agregando valores estéticos e/ou escultóricos, compondo conjuntos decorativos em praças e em parques públicos. Nesse caso, evidencia-se que pobreza estilística dos espaços urbanos, como também a falta de obras de arte contextualizadas no espaço da cidade. Destarte, nota-se que essa valorização formal do mobiliário urbano – que passa a apresentar formas mais elaboradas pode ser consequência da ausência de obras de arte no espaço publica. De qualquer modo, ambos os elementos (mobiliário urbano e arte urbana) buscam validar a identidade do lugar, torna-lo diferenciado através de características especificas, sejam formas, cores e usos. Inserem-se também, neste contexto, os monumentos urbanos, sejam conjuntos arquitetônicos ou edificações isoladas.

Para compreender a importância dos monumentos no processo de apropriação do espaço urbano, defini-lo-emos em Filho (2004), “como todo artefato para se rememorar ou comemorar eventos ou comportamentos (ritos), fazendo parte da vida de todas as sociedades e contribuindo para salvaguardar a identidade” (Filho, 2004, p. 4). Mas, geralmente, como lembra o autor, o termo monumento é mais utilizado para dar destaque a edifícios de arquitetura singular. Os monumentos são compreendidos como registros de eventos ou marcos na paisagem e sai parte determinante na conformação das imagens da cidade.

Para Filho (2004) a imagem da cidade é construída sobre a tensão entre o simbólico e o funcional. Ainda, lembra o autor, que o mobiliário urbano tem sido desenhado para compor paisagens planejadas, especificas e que muito tem se aproximado da escultura. Esta ultima tem perdido sua imponência na paisagem transformada, passando a compor o espaço como mero mobiliário.

Para melhor organizar a arte publica e mobiliário urbano de modo distinto, sugere-se agrupa-los em categorias segundo a sua monumentalidade, significado, comemoração, utilidade, qualidade ambiental, capacidade participativa – esta ultima referente às atividades que incitam a apropriação urbana através da participação popular. A pesquisa desenvolvida por Filho (2004) procura conduzir a critica sobre as percepções que envolvem os distintos elementos urbanos, diferenciando a arte publica do mobiliário urbano, no conjunto de elementos que compõem as paisagens urbanas, distinguindo-os segundo suas características. Sua pesquisa é importante, pois propõem classificar os elementos urbanos segundo seu uso e importância.

Dentro da discussão sobre monumentos e renovação do espaço urbano através dos processos amplamente utilizados pelos gestores públicos – sejam, restauração, revitalização ou requalificação, teme-se pela perda da identidade das cidades. E interessante lembrar que identidade é a propriedade que promove a distinção entre os lugares. Contudo, a intervenção urbanística e arquitetônica tem conduzido à estandardização dos lugares, pois os planos e projetos diretores partem do mesmo conjunto de informações e exemplos de planos já consolidados e de sucesso atestado.

Hoje, as intervenções buscam transformar as cidades, ampliando a sua capacidade de produtividade e competitividade. Assim, as renovações acontecem mais no campo econômico que no espaço urbano em si. Renova-se o capital, enquanto discurso da manutenção dos espaços centras das cidades. Aqui, referimo-nos à revitalização dos “centros históricos”- ideia bastante difundida, segundo exemplos de requalificação de espaços na malha urbana.

Arquitetos, urbanistas e planejadores devem estar aptos a identificar novas condutas de intervenção urbana e arquitetônica, como sugere (Bonfate, 2004), pois são estes profissionais os responsáveis pela cidade do futuro. Assim, o planejamento urbano deve ter como principio fundamental, conhecer as paisagens urbana e humana locais, para então, a partir de pesquisas sobre a percepção do usuário no espaço das cidades, interferir nas dinâmicas sócio espaciais através do redesenho, redefinindo e definindo as funções urbanas, inserindo e mobilizando, também, as populações que habitam no entorno das áreas restabelecidas.

Tem sido comum intervenções em centros urbanos que buscam configurar espaços museógrafos, o exemplo mais difundido é o dos “centros históricos”. Nesse caso, as transformações na malha urbana buscam validar qualidades especificas a cada elemento eleito para representar um período, estilo ou técnica construtiva. As intervenções do tipo “centros históricos” partem do principio da valorização de regiões em deseconomia, ou seja, centros comerciais que perderam sua influencia com a mudança dos focos de crescimento urbano. O processo perpassa sobre o desejo de revitalizar o capital, como fundamental para o sucesso de toda a operação. O patrimônio revitalizado ou restaurado não sobrevivera por muito tempo senão, também, através do sucesso econômico das atividades e serviços planejados para operarem nos espaço reformado.

Neste processo de revitalização, a restauração dos centros das cidades é a intervenção mais comum e amplamente utilizada para resgatar edificações de importância histórica. O restauro é a “reconstrução da memoria de um uso, enquanto intenção de fazer reviver o passado como fato, como dado na irreversibilidade do monumento histórico”. (Ferrara, 1988, p. 59).

Compreendemos a importância de resgatar os monumentos construídos como registros da evolução urbana de cada cidade. Entretanto, devemos atentar ao fato de que, estes vestígios do passado, hoje se inserem numa malha urbana desenvolvida, de conformações diferentes daquelas do período no qual a edificação fora construída. Assim, em alguns casos, percebe-se a descontextualização das edificações restauradas, visto a diferença estilística e a multiplicidade de uso dos espaços públicos. A obra restaurada passa a coexistir em um nicho temporal, desconectada das relações espaciais – enquanto a malha urbana mantém sua contínua transformação. Instigamos, aqui, a análise critica sobre intervenções no espaço da cidade, entendendo que restaurar um edifício à sua integridade física e estilística não deve significar obstruir esta edificação a usos e atribuições contemporâneas.

Em Ferrara (1986) buscamos o entendimento sobre o uso do espaço. Para a autora, a arquitetura e o urbanismo produzem lugares e “o uso é um modificador do espaço urbano” (Ferrara 1986, p. 186). Continua a autora, afirmando que “o instrumento não é saneamento, mas o desenho capaz de sintetizar a sensibilidade de usos entre o presente e o passado, aberto a características contextuais e dos usuários, aspectos sociais, econômicos e históricos, admitindo usos e percepções individualizadas na imprevisibilidade das suas mutações e contradições” (Ferrara 1986, p. 186).

Diferentes denominações têm surgido na tentativa de contextualizar as intervenções urbanas: renovação, reestruturação, revitalização, requalificação, regeneração, entre outras. Contudo, percebemos que, ao final do processo o principal foco de ação é a revitalização econômica dos centros históricos urbanos – o restauro das edificações é efetivado como instrumento desta revitalização do capital. Neste sentido, estabelece-se que: “Arquitetura seria, toda e qualquer intervenção no meio ambiente criando novos espaços, quase sempre com determinada intenção plástica, para atender a necessidades imediatas ou a expectativas programadas, e caracterizadas por aquilo que chamamos de partido. Partido seria uma consequência formal derivada de uma serie de condicionantes ou de determinantes; seria o resultado físico da intervenção sugerida” (Lemos 1989, p 40).

Para Vaz (2004, p 5), a utilização de elementos referentes às culturas locais, e a busca pela identidade de cada local constitui-se numa atitude projetual característica do planejamento pós-moderno, que vem substituir o planejamento funcionalista ou moderno. A atribuição dos elementos culturais, importantes para reconhecimento das identidades locais, é, portanto, o resultado apreendido e não imposto através dos projetos de intervenção. Como sugere Vaz (2004), devemos incitar a espontaneidade no uso do espaço público, propondo desenho urbano “aberto” ou incompleto – cuja complementação acontece quando os usos são estabelecidos no período posterior à intervenção. Assim, permite-se a manifestação pura da cultura local e conhecimento da identidade da cidade.

2.2 A CIDADE E SUAS REFERÊNCIAS URBANAS

A cidade pode ser concebida como uma grande obra de arte em espaço aberto, crescendo para diferentes direções e assumindo um aspecto multiforme e multifuncional. A multiplicidade e diversidade da vida urbana espelham-se na organização deste tecido urbanístico e arquitetônico e determinam a leitura de paisagens e panoramas característicos do dinamismo de uma grande metrópole, como bem o colocou Lynch (Lynch, 19, p. 10). Argan já colocava a cidade como obra de arte e fato artístico (Argan, 1993, p. 73).

A cidade é uma construção no espaço e este seu construir no tempo desenvolve-se à maneira de uma teia ou encadeamento de fatos, indivíduos, objetos e funções. Se a paisagem urbana é para ser lembrada e observada. Contemplar cidades é, assim, um exercício particularmente agradável por mais comum que um panorama seja. (Lynch, 1980, p.10).

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