Distúrbios hemorrágicos

Distúrbios hemorrágicos

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde Curso de Odontologia Disciplina de Cirurgia II Prof. Paulo César

  • Distúrbios Hemorrágicos

Introdução

  • A hemostasia é um processo complexo que envolve numerosos eventos fisiológicos, levando a uma vasoconstrição acentuada no vaso lesado. As plaquetas aderem

  • à superfície danificada e se agregam para formar um tampão hemostático temporário.

Mecanismo da Hemostasia

Mecanismo da coagulação

Avaliação Laboratorial

  • Variações na hemostasia podem ser causadas por alterações quantitativas ou qualitativas nas plaquetas ou nos fatores de coagulação. Estas alterações podem ser diagnosticadas com exames laboratoriais simples.

Contagem de plaquetas:

  • Contagem de plaquetas:

  • > fornece uma avaliação quantitativa da função plaquetaria.

  • > contagem normal: de 100.000 a 400.000 céls./mm³

  • > trombocitopenia: abaixo de 100.000 céls/mm³

  • > trombocitopenia grave: abaixo de 50.000 céls/mm³

Tempo de sangramento:

  • Tempo de sangramento:

  • > verifica a suficiência do número e da função das plaquetas

  • > tempo para formação de um tampão temporário

  • > a faixa normal de tempo depende do modo pelo qual o exame é realizado

  • *de 5 a 10 min

  • > o tempo de sangramento é prolongado nos pacientes com anormalidades das plaquetas.

Tempo de protrombina(TP):

  • Tempo de protrombina(TP):

  • > avalia a eficácia da via extrínseca na mediação da formação do coágulo de fibrina

  • > tempo normal: de 11 a 15 seg.

  • Tempo de tromboplastina parcial(TTP):

  • > avalia a eficácia da via intrínseca na mediação da formação do coágulo de fibrina

  • > Tempo normal: de 25 a 40 seg.

Virtualmente, todos os distúrbios hemorrágicos podem ser diagnosticados com a triagem pela contagem de plaquetas, pelo tempo de sangramento, pelo TP e TTP. Em alguns casos, podem ser realizados exames especiais para fornecer informações adicionais.

  • Virtualmente, todos os distúrbios hemorrágicos podem ser diagnosticados com a triagem pela contagem de plaquetas, pelo tempo de sangramento, pelo TP e TTP. Em alguns casos, podem ser realizados exames especiais para fornecer informações adicionais.

Doenças que causam anormalidades da hemostasia

  • Os distúrbios hemostáticos são causados devido a anormalidades plaquetárias ou dos fatores da coagulação.

  • Em casos raros , distúrbios hemorrágicos são resultados de fragilidade capilar.

Doenças que causam anormalidades da hemostasia

  • Distúrbios das plaquetas:

  • > Trombocitopenia: redução ou destruição no número de plaquetas.

  • Tipos:

  • Induzida por drogas;

  • Púrpura trombocitopênica imunológica (PTI);

  • Púrpura trombocitopênica trombótica (PTT);

  • Insuficiência da Medula Óssea;

  • Hiperesplenismo.

Doenças que causam anormalidades da hemostasia

  • Trombocitopatia: alteração funcional de plaquetas.

  • A disfunção plaquetária pode ser um defeito adquirido ou congênito.

  • Alteração hereditária:

  • Doença de von Willebrand;

  • Síndrome de Bernard-Soulier;

  • Doenças de Armazenamento.

  • Alterações Adquiridas:

  • Induzidos por drogas;

  • Uremia;

  • Alterações Mieloproliferativas;

Alterações da coagulação do sangue:

  • Alterações da coagulação do sangue:

  • Alterações congênitas:

  • * Hemofilia A e B

  • * Doença de von Willebrand

  • Alterações adquiridas

  • * A deficiência dos fatores da coagulação que dependem da vit. K é a alteração adquirida da coagulação mais comum. Esta deficiência pode resultar da incapacidade de síntese desses fatores pelo fígado, ou da deficiência de vit. K provocada por anticoagulantes por via bucal, da má absorção, ou da antibioticoterapia.

Avaliação médica

  • história de sangramento anormal, espontâneo, pós-traumático ou pós-cirúrgico;

  • história familial de doenças hemorrágicas;

  • número anormal de plaquetas,

  • tempo de protrombina,

  • tempo de tromboplastina parcial ou tempo de sangramento anormais observados, geralmente, durante o preparo pré-operatório.

Atenção durante à anamnese

  • doença hepática

  • problemas gastrintestinais

  • deficiências dietéticas

  • pacientes etilistas ou com cirrose hepática.

  • AINES

Avaliação dentária

  • Com base na história, nos exames clínicos e de laboratório, os pacientes podem ser agrupados em três categorias:

  • Pacientes de Baixo Risco

  • 1. Pacientes sem história de distúrbios hemorrágicos, com exame normal e parâmetros de sangramento normais.

  • Pacientes com história inespecífica de sangramento expressivo, mas com parâmetros de sangramento normais (a contagem plaquetária, TP, TTP e tempo de sangramento normais excluem clinicamente distúrbios hemorrágicos significativos).

Pacientes de Moderado Risco

  • Pacientes de Moderado Risco

  • Pacientes em terapia crônica com anticoagulantes por via oral e TP na faixa terapêutica (uma e meia a duas vezes o valor-controle).

  • 2. Pacientes em tratamento permanente com aspirina.

Pacientes de Alto Risco

  • Pacientes de Alto Risco

  • Pacientes com distúrbios hemorrágicos conhecidos: trombocitopenia, trombocitopatia e defeitos dos fatores da coagulação.

  • 2. Pacientes com distúrbios hemorrágicos revelados, mas que apresentam contagem plaquetária,TP, TTP ou tempo de sangramento, anormais.

Achados bucais

  • equimoses

  • petéquias

  • mais freqüente em superfície mucosa.

  • o sangramento gengival espontâneo.

Considerações

  • O tratamento dentário deve obedecer à etiologia do distúrbio hemorrágico e à categoria de risco do paciente.

  • Em todos os pacientes com distúrbios hemorrágicos, devem ser evitados a aspirina, os medicamentos contendo aspirina e os antiinflamatórios não-esteróides.

Como prevenir os sangramentos pós-operatórios:

  • descobrir se o paciente já teve história de sangramento excessivo;

  • perguntar se já sofreu cirurgia, há quanto tempo e tipo de cirurgia;

  • perguntar se já sangrou profusamente em conseqüência de um pequeno ferimento e curou-se normalmente;

  • caso tenha sido submetido à cirurgia anteriormente, perguntar se houve tendência ao sangramento pós-operatório;

  • perguntar se tem anemia, leucemia, hemofilia, avitaminose K;

  • caso desconfie de suas respostas ou mesmo que o paciente não consiga respondê-las, faz-se necessário que tenhamos o parecer do médico assistente,assim como lançar mão de pedidos de exames laboratoriais.

Cuidados que devemos ter durante a prática diária para evitarmos as hemorragias

  • Estar atento para que não ocorram falhas técnicas na cirurgia.

  • Fazer anamnese com atenção para observar alguma desordem sistêmica.

  • Buscar um bom reparo tecidual, para que ocorra cicatrização de primeira intenção, da seguinte maneira:

  • Evitar presença de corpos estranhos

  • Promover boa sutura

  • Evitar o uso de corticóide

  • Evitar avitaminose C (prejudica a formação do colágeno)

  • Evitar contaminação bacteriana

  • Evitar perda tecidual

PROTOCOLO

  • 1. Anamnese

  • 2. Localizar pontos de sangramento

  • 3. Limpeza com soro fisiológico e gaze estéreis

  • 4. Compressão do local com gaze estéril

  • 5. Anestesia local: técnica regional, solução com menor tempo de latência, vasoconstritor do grupo das aminas simpaticomiméticas (lidocaína ou mepivacaína a 2% associadas à adrenalina 1:100 000 ou noradrenalina 1:50 000

  • 6. Suturar

  • 7. Pedir ao paciente para “morder” gaze sobre o local, observando-o por 30 minutos.

HEMORRAGIA CONTROLADA

  • Dispensar o paciente orientando-o a permanecer com a gaze no local por mais 30 minutos

  • Prescrição de dieta líquida e fria, hiperproteica

  • Orientações: evitar esforços físicos,exposição demasiada ao sol e bochechos de qualquer espécie durante 48h

  • Marcar retorno após 5 a 7 dias: remoção de sutura

  • Fazer a proservação do paciente.

HEMORRAGIA CONTROLADA

  • Dispensar o paciente orientando-o a permanecer com a gaze no local por mais 30 minutos

  • Prescrição de dieta líquida e fria, hiperproteica

  • Orientações: evitar esforços físicos,exposição demasiada ao sol e bochechos de qualquer espécie durante 48h

  • Marcar retorno após 5 a 7 dias: remoção de sutura

  • Fazer a proservação do paciente.

ATENÇÃO!!!!

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