Trabalho CCIH

Trabalho CCIH

FACULDADE UNIAO DE GOYAZESCURSO DE ENFERMAGEM

INFECÇÃO HOSPITALAR E CCIH

Trindade2010

JULIANA PEREIRA DE OLIVEIRA

INFECÇÃO HOSPITALAR E CCIH

Trabalho cientifico apresentado a Faculdade União de Goyazes, como quesito obrigatório para obtenção de nota, na disciplina de Microbiologia, no curso de Enfermagem.Prof. Mss. Ursula Nunes Rauecker

Trindade2010

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 04

1 - FORMAÇÃO DO CCIH 051.1 – O PROGRAMA DE CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES (PCIH) 051.2 – COMPOSIÇÃO DA CCIH 05

2 - O QUE FAZ OS INTEGRANTES DO CCIH 052.1 - A CCIH DO HOSPITAL DEVERÁ 05 062.2 – CABERÁ A AUTORIDADE MAXIMA DA INSTITUIÇÃO 06 072.3 - À COORDENAÇÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR DO MINISTERIO DA SAÚDE 07 08

3 - AGENTES CAUSADORES DE INFECÇÃO HOSPITALAR 083.1 – INFECÇÃO HOSPITALAR 083.2 – CAUSAS 083.3 - BACTERIAS RESISTENTES 08

09

4 - FORMAS DE PROPAGAÇÃO DAS INFECÇÕES 094.1 – MECANISMOS DE RESISTÊNCIA 09 104.2 - INFECÇÕES EM UTIs 10CONCLUSÃO 11

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 12

APRESENTAÇÃO

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar CCIH é um grupo de profissionais da área de saúde, designado para planejar, elaborar, implementar, manter e avaliar o Programa de Controle de Infecção Hospitalar, adequado às características e necessidades da Unidade Hospitalar, constituída de membros consultores e executores. Possui ações desenvolvidas visando à prevenção e a redução da incidência de infecções hospitalares.

Infecção Hospitalar é uma infecção adquirida após a admissão do paciente na Unidade Hospitalar e que se manifesta durante a internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares;

1 – FORMAÇÃO DO CCIH

1.1 – O PROGRAMA DE CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES (PCIH)

O Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) é um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares. Para a adequada execução do PCIH, os hospitais deverão constituir Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição e de execução das ações de controle de infecção hospitalar.

1.2 – COMPOSIÇÃO DA CCIH

A CCIH deverá ser composta por profissionais da área de saúde, de nível superior, formalmente designados. É necessário que os profissionais que participam de uma CCIH possuam treinamento para a atuação nesta área. Há exigência legal para manutenção de pelo menos um médico e uma enfermeira na CCIH de cada hospital. Isto está regulamentado em portaria do Ministério da Saúde. Outros profissionais do hospital também devem participar da CCIH. Eles contribuem para a padronização correta dos procedimentos a serem executados. Estes profissionais devem possuir formação de nível superior e são: farmacêuticos, microbiologistas, epidemiologistas, representantes médicos da área cirúrgica, clínica e obstétrica. Representantes da administração do hospital devem atuar também na CCIH para colaborar na implantação das recomendações.

Os membros da CCIH serão de dois tipos: consultores e executores. O presidente ou coordenador da CCIH será qualquer um dos membros da mesma, indicado pela direção do hospital. Os membros consultores serão representantes, dos seguintes serviços:

  • Serviço médico;

  • Serviço de enfermagem;

  • Serviço de farmácia;

  • Laboratório de microbiologia;

  • Administração.

2 - O QUE FAZ OS INTEGRANTES DO CCIH.

2.1 - A CCIH DO HOSPITAL DEVERÁ:

  • Elaborar, implementar, manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar, adequado às características e necessidades da instituição, contemplando, no mínimo, ações relativas à:

  • Implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares, de acordo com o Anexo III;

  • Adequação, implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais, visando à prevenção e controle das infecções hospitalares;

  • Capacitação do quadro de funcionário e profissionais da instituição, no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares;

  • Uso racional de antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares;

  • Avaliar, periódica e sistematicamente, as informações providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros executores da CCIH;

  • Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos, sempre que indicado, e implantar medidas imediatas de controle;

  • Elaborar e divulgar, regularmente, relatórios e comunicar, periodicamente, à autoridade máxima de instituição e às chefias de todos os setores do hospital, a situação do controle das infecções hospitalares, promovendo seu amplo debate na comunidade hospitalar;

  • Elaborar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnico-operacionais, visando limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital, por meio de medidas de precaução e de isolamento;

  • Adequar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnico-operacionais, visando à prevenção e ao tratamento das infecções hospitalares;

  • Definir, em cooperação com a Comissão de Farmácia e Terapêutica, política de utilização de antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares para a instituição;

  • Cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar-se pelo treinamento, com vistas a obter capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais, no que diz respeito ao controle das infecções hospitalares;

  • Elaborar regimento interno para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar;

  • Cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS, bem como fornecer, prontamente, as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes;

  • Notificar, na ausência de um núcleo de epidemiologia, ao organismo de gestão do SUS, os casos diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob vigilância epidemiológica (notificação compulsória), atendidos em qualquer dos serviços ou unidades do hospital, e atuar cooperativamente com os serviços de saúde coletiva;

  • Notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e Sanitária do organismo de gestão do SUS, os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções associadas à utilização e/ou produtos industrializados.

2.2 – CABERÁ A AUTORIDADE MAXIMA DA INSTITUIÇÃO

  • Constituir formalmente a CCIH;

  • Nomear os componentes da CCIH por meio de ato próprio;

  • Propiciar a infra-estrutura necessária à correta operacionalização da CCIH;

  • Aprovar e fazer respeitar o regimento interno da CCIH;

  • Garantir a participação do Presidente da CCIH nos órgãos colegiados deliberativos e formuladores de política da instituição, como, por exemplo, os conselhos técnicos, independente da natureza da entidade mantenedora da instituição de saúde;

  • Garantir o cumprimento das recomendações formuladas pela Coordenação Municipal, Estadual/Distrital de Controle de Infecção Hospitalar;

  • Informar o órgão oficial municipal ou estadual quanto à composição da CCIH, e às alterações que venham a ocorrer;

  • Fomentar a educação e o treinamento de todo o pessoal hospitalar;

2.3 - À COORDENAÇÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR DO MINISTERIO DA SAÚDE

  • Definir diretrizes de ações de controle de infecção hospitalar;

  • Apoiar a descentralização das ações de prevenção e controle de infecção hospitalar;

  • Coordenar as ações nacionais de prevenção e controle de infecção hospitalar;

  • Estabelecer normas gerais para a prevenção e controle das infecções hospitalares;

  • Estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle de infecção hospitalar;

  • Promover a articulação com órgãos formadores, com vistas à difusão do conteúdo de conhecimentos do controle de infecção hospitalar;

  • Cooperar com a capacitação dos profissionais de saúde para o controle de infecção hospitalar;

  • Identificar serviços municipais, estaduais e hospitalares para o estabelecimento de padrões técnicos de referência nacional;

  • Prestar cooperação técnica, política e financeira aos Estados e aos Municípios, para aperfeiçoamento da sua atuação em prevenção e controle de infecção hospitalar;

  • Acompanhar e avaliar as ações implementadas, respeitadas as competências estaduais/distrital e municipais de atuação, na prevenção e controle das infecções hospitalares;

  • Estabelecer sistema nacional de informações sobre infecção hospitalar na área de vigilância epidemiológica;

  • Estabelecer sistema de avaliação e divulgação nacional dos indicadores da magnitude e gravidade das infecções hospitalares e da qualidade das ações de seu controle;

  • Planejar ações estratégicas em cooperação técnica com os Estados, Distrito Federal e os Municípios;

  • Acompanhar, avaliar e divulgar os indicadores epidemiológicos de infecção hospitalar.

3 - AGENTES CAUSADORES DE INFECÇÃO HOSPITALAR

3.1 INFECÇÃO HOSPITALAR

De acordo com o Ministério da Saúde, entende-se por infecção hospitalar qualquer infecção adquirida após a admissão do paciente na Unidade Hospitalar e que se manifeste durante a internação ou mesmo após a alta - variando de acordo com o período de latência do agente infectante - quando puder ser relacionada com a hospitalização ou os procedimentos hospitalares.

A questão da infecção hospitalar no Brasil já está na sua 3ª legislação. A primeira data de 1986 e pouco contribuiu para o avanço do problema no país. Em 92, uma lei mais específica tornou obrigatória a criação de uma comissão e do serviço de infecção hospitalar em todos os hospitais, independente do porte ou tipo. Pela resolução, a Comissão fica responsável pela assessoria, o respaldo das ações perante o Serviço, que tem como função principal a execução do controle de infecção hospitalar propriamente dito.

Mais recentemente, em 98, uma terceira legislação entrou em vigor, com poucas mudanças em relação à anterior. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária lançou, em abril, um roteiro de inspeção que já está em andamento. O programa tem por objetivo verificar se os hospitais possuem uma CCIH implantada corretamente, e se existe um controle real de infecção na unidade hospitalar.

3.2 - CAUSAS

A IH é geralmente provocada pela própria flora bacteriana do paciente, que se desequilibra pelo estado de saúde, cujo mecanismo de defesa contra infecções fica debilitado. A infecção pode ser desencadeada pelo uso de procedimentos evasivos (soros, cateteres e cirurgias) ou pelo contato da flora do paciente com a flora bacteriana do hospital. Existem fatores de risco inerentes à saúde de cada indivíduo que isoladamente elevam suas chances de complicações infecciosas.

As bactérias envolvidas nas infecções hospitalares são frequentemente transmitidas a partir do ambiente ou de paciente para paciente. Mais recentemente, o termo “infecção adquirida durante os cuidados de saúde” foi proposto para abranger as infecções adquiridas nos cuidados de longo prazo e nas instalações de reabilitação.

As infecções hospitalares tendem a afetar pacientes que são imunocomprometidos devido à idade, doença de base ou tratamento. Outras populações vulneráveis são aquelas com implante de corpos estranhos (tais como cateteres) ou os que recentemente se submeteram ao transplante de órgão.

3.3 - BACTERIAS RESISTENTES

Na realidade, as bactérias que causam a infecção hospitalar são, de maneira geral, diferentes das bactérias comuns, que costumam causar infecção na comunidade. A diferença reside no grau de resistência dessas bactérias aos antibióticos e isso decorre de uma série de fatores. Um dos principais fatores é o uso maciço e muitas vezes indiscriminado de antibióticos no ambiente hospitalar. O que chamamos de pressão seletiva dessas drogas sobre as bactérias faz com que as chamadas bactérias resistentes acabem predominando e determinando as infecções nos pacientes. São denominadas infecções hospitalares e apresentam mais dificuldade ao tratamento por causa dessa resistência.

Nos últimos anos, elas são várias: alguns cocos gram positivos como o Estafilococos aureus e o coagulase negativos, que hoje são patógenos (agentes infecciosos) muito importantes como causadores de infecção hospitalar e que vêm se tornando resistentes progressivamente a um número cada vez maior de antibióticos.

Além deles, temos os Enterococos. No Brasil, os casos de resistência dos Enterococos são mais recentes. Nos Estados Unidos e na Europa constituem, há alguns anos, um grande problema. Além disso, os Pneumococos, agentes causadores das pneumonias e de outras infecções das vias aéreas superiores, embora fossem sensíveis à penicilina, vêm apresentando um padrão de resistência progressivamente maior a esse medicamento, constituindo um problema grave de tratamento.

Além dos cocos gran positivos, temos os bacilos gran negativos: as enterobactérias representadas pela Klebsiella, E. coli, Citrobacter, Enterobacter, Serratia, Providencia, entre outras. No segundo grupo, o das não fermentadoras, as mais importantes são as pseudomonas e Acinetobacter. Essas bactérias, que são também muito importantes como causadoras de infecção hospitalar, têm a capacidade de desenvolver resistência produzindo enzimas que inativam os antibióticos.

4 - FORMAS DE PROPAGAÇÃO DAS INFECÇÕES

4.1 – MECANISMOS DE RESISTÊNCIA

Os mecanismos pelos quais as bactérias desenvolvem resistência são diferentes entre os cocos gran positivos e os bacilos gran negativos. As diferenças dependem dos mecanismos de ação dos antibióticos. Sabemos que esses medicamentos atuam sobre as bactérias de diferentes maneiras. Alguns atuam na síntese da parede celular da bactéria, fazendo com que essa parede se forme de maneira deficiente. Em conseqüência disso, a bactéria não resiste à agressão do meio ambiente, particularmente à pressão osmótica, e acaba sendo destruída. Esse é o mecanismo mais importante dos antibióticos betalactamicos, as penicilinas e as cefalosporinas, que compõem a maioria dos antibióticos. Um outro grupo importante de antibióticos que atuam dessa forma são os glicopeptídeos, nos quais está incluída a famosa vancomicina. Outros antibióticos têm mecanismos de ação diferentes, por exemplo, atuando em nível do ácido nucléico das bactérias e, com isso, impedindo que elas se multipliquem. Esses antibióticos, ao contrário dos anteriores, são chamados de bacteriostáticos, porque não destroem imediatamente as bactérias, apenas impedem a sua multiplicação.

As bactérias que desenvolvem resistência fazem com que pontos de ação dos antibióticos nelas próprias se modifiquem. Por exemplo, modificando as estruturas protéicas que permitem a entrada do antibiótico na bactéria — são as chamadas porinas — ou modificando as enzimas que vão ser inativadas pelo antibiótico, no caso, as proteínas ligadoras de penicilina (PBP) ou, finalmente, produzindo outras enzimas capazes de destruir ou neutralizar os antibióticos, como, por exemplo, as Betalactamases. Esses são os mecanismos mais importantes pelos quais as bactérias desenvolvem resistência aos antibióticos. A resistência, isso é importante ressaltar, na maioria das vezes é decorrente da seleção de cepas mutantes numa população de bactérias. As mutações são mecanismos aleatórios e relativamente pouco freqüentes. Se existe uma colônia com bilhões de bactérias, mas um pequeno número sofre mutação e se torna resistente ao antibiótico, caso seja usado o medicamento errado para determinada doença, ele pode acabar matando as bactérias sensíveis e tornando as resistentes predominantes. Estas vão gerar as infecções graves pela dificuldade de tratamento.

4.2 - INFECÇÕES EM UTIs

As infecções mais freqüentes em UTIs são aquelas causadas por bacilos Gram-negativos, como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter, em especial pneumonias associadas à ventilação mecânica. Temos, também, muitas infecções na corrente sangüínea, ligadas ao uso de cateteres vasculares, causadas por agentes como os Staphylococcus aureus e os Staphylococcus coagulase-negativa multirresistentes. Um pouco menos prevalentes temos as infecções urinárias, sempre associadas, também, ao uso de cateteres de monitorização para diurese. Além destes agentes etiológicos comuns nas UTIs, temos, também, o Enterococcus.

CONCLUSÃO

Ao termino deste concluímos que a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar CCIH é formada por um grupo de profissionais que possuem funções de prevenção de infecções hospitalares, de manter e avaliar o Programa de Controle de Infecção Hospitalar PCIH, entre outras funções.

As infecções Hospitalares são contraídas após a admissão do paciente em um Hospital que poderá se manifestar durante a internação do paciente ou após sua alta e pode ser causada devido alguns procedimentos hospitalares ou mesmo a internação.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFIAS

www.scpassos.org.brwww.abev.com.brwww.anvisa.gov.brwww.cve.saude.sp.gov.brwww.wyeth.com.brwww.hospitalgeral.com.br

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