Trabalho de Coloração

Trabalho de Coloração

(Parte 1 de 2)

TRINDADE 2010

Trabalho cientifico apresentado a Faculdade União de Goyazes, como quesito obrigatório para obtenção de nota, na disciplina de Microbiologia, no curso de Enfermagem. Prof. Mss. Ursula Nunes Rauecker

Trindade 2010

Os métodos de coloração bacteriana realizado através do método de gram, criado pelo médico, patologista e bacteriologista alemão Heinrich Hermann Robert Koch. Atraves deste seram apresentados os metodos para a coloração, e as formas de classificação de bacterias sendo elas GRAM+ ou GRAM-.

Heinrich Hermann Robert Koch foi um médico, patologista e bacteriologista alemão. Foi um dos fundadores da microbiologia e um dos principais responsáveis pela actual compreensão da epidemiologia das doenças transmissíveis.

As suas principais contribuições para a ciência médica incluem a descoberta e descrição do agente do carbúnculo e do seu ciclo, a etiologia da infecção traumática, os métodos de fixação e coloração de bactérias para estudo no microscópio com respectiva identificação e classificação, e a descoberta, em 1882, do bacilo da tuberculose (o Bacilo de Koch) e sua responsabilização etiológica. O seu primeiro artigo sobre esta descoberta contém a primeira declaração do que veio a ser conhecido pelos postulados de Koch.

Em 1883, descobriu - ou redescobriu, segundo alguns autores - o vibrião colérico. Foi contemplado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1905.

Coloração de Gram (diferencial) Processo de coloração e as bases quimico-estruturais dos resultados.

A forma mais comum de classificação de bactérias é através do método de gram, podendo ser: coloração de GRAM positiva ( GRAM + ) ou GRAM negativa (GRAM -).

Processo da coloração de GRAM a . Violeta de Ginciana (mínimo de 1 min) b . Lugol (Iodo + Iodeto K) - mínimo 1 min c . Agente diferenciador: álcool + acetona

Em algumas células o agente diferenciador não consegue penetrar: a célula continua azul. (B)

Em algumas células o agente diferenciador consegue penetrar retirando a coloração azul.(A) d . Safranina ou fuccina diluída: contracoloração . Bactérias A agora se coram em vermelho / rosa e com as bactérias B não acontece nada, continuando azuis.

Desta forma, podemos resumir o resultado da coloração de GRAM em duas formas:

• Bactérias GRAM positivas: ficam azuis, pois não permitem a entrada do agente diferenciador. • Bactérias GRAM negativas: ficam vermelhas, pois permitem entrada do agente diferenciador.

Parede celular: formada por camadas múltiplas externamente à membrana plasmática. Há uma camada mais interna que é composta por peptideoglicana envolta por uma camada mais externa (varia espessura e composição química). A peptideoglicana confere resistência a meios de baixa pressão osmótica como a água, sendo responsável pelo suporte estrutural e também mantém a forma característica da bactéria. A peptideoglicana é um açúcar com grupos amina sendo uma estrutura estável.

DIFERENÇAS ENTRE AS PAREDES DAS BACTÉRIAS GRAM + e GRAM –

• GRAM positivas:

- Camada de peptideoglicana é mais espessa e algumas também possuem uma camada de ácido teicóico externa à camada de peptideoglicana.

Acido teicóico: é uma estrutura anti-gênica importante, reconhecida pelo sistema imune (induz formação de anticorpos espécie - específicos). São encontrados na camada externa da parede celular de GRAM +. Alguns polímeros de ácido teicóico penetram através da camada de peptideoglicana, ligando-se covalentemente aos lipídeos da membrana citoplasmática, sendo agora denominada de ácido lipoteicóico, enquanto outros se ligam ao ácido murâmico da peptideoglicana.

• GRAM negativas:

- Camada externa composta por lipopolissacarídeos, lipopoliproteínas e fosfolipídeos. Há o espaço periplasmático - entre membrana citoplasmática e camada de peptideoglicana - que em alguma espécies contém B - lactamases (degrada penicilina) e B – lactâmicas;

- Tem parede mais fina, porém mais complexa;

- Possui endotoxinas (lipopolissacarídeos);

- Deixa entrar agente diferenciador porque tem lipídeos. GRAM + não;

• Algumas bactérias são pleomórficas em relação à coloração GRAM, logo se coram irregularmente. • A lisozima ataca paredes de bactérias GRAM positivas, havendo uma forma involutiva. A lisozima se encontra nas lágrimas, suor e saliva e consegue romper o esqueleto da peptideoglicana, permitindo que exista uma resistência natural do hospedeiro à infecção bacteriana. • Estreptococos produzem autolisinas que ficam na sua parede, permitindo a entrada do agente diferenciador. Com isso, a bactéria apresenta coloração GRAM negativa devido à forma de involução.

• Propriedade tintorial: é qualificar a bactéria em GRAM positiva ou GRAM negativa.

• Bactérias GRAM positivas podem se tornar GRAM negativas ao sofrer uma modificação em sua membrana.

• Bactérias tratadas com lisozima perdem sua parede, mas se forem tratadas em um meio à mesma pressão osmótica que seu interior ficam arredondadas - esferoplastos e os protoplastos.

• Bactérias GRAM negativas não pode se tornar GRAM positivas.

• Forma L: são as GRAM negativas ou GRAM positivas que perdem suas paredes.

• Bactérias GRAM positivas são mais susceptíveis à penicilina G do que as GRAM negativas.

As proteínas porinas têm importante função na regulação do transporte de pequenas moléculas hidrofílicas para o interior da célula. Formam trímeros, funcionando como um canal inespecífico.

COLORAÇÃO DE BACCILOS ÁLCOOL – ACIDO RESISTENTES (Ziehl Neilsen)

1. Mycobacterium:

As Mycobacterium não se coram com GRAM, pois sua parede é diferente da parede de bactérias GRAM positivas e GRAM negativa. As paredes das Mycobacterium são grossas com grande quantidade de lipídeos - ácido micólico (60% da parede). Tal estrutura resulta em paredes impermeáveis.

2. Processo da coloração

• Fucsina concentrada com aquecimento (mais ou menos 10 min): precisa aquecer, pois corante não entra facilmente por causa da parede grossa.

• Álcool + ácido: agente diferenciador não entra nas Mycobactérias. Álcool-ácido é mais forte que álcool-acetona.

• Contracoloração: azul de metileno (fraco).

• Resultado: bactérias álcool resistentes ficam vermelhas e as outras azuis.

• Esquema da parede das GRAM positivas e GRAM negativas:

GRAM positivas:

Cápsula Peptideoglicana /////////////////// membrana citoplasmática

GRAM negativas:

Camada externa (LPS)

Peptideoglicana

////////////membrana citoplasmática

Espaço Peri plásmico

• LPS: é endotoxinas (é parte integral da célula, ao contrário das exotoxinas que são secretadas pela bactéria) sendo responsável por muitos dos sintomas das doenças (ex: choque, febre, etc.)

• Parede da GRAM negativa (seqüência de cima para baixo):

LPS (lipídeo - polissacarídeo) camada Camada bilipídica externa Proteínas lipo (acúmulo de enzimas hidrolíticas) Camada fina (2 a 8nm) de peptideoglicana • Diferenciação da GRAM negativa: o polissacarídeo.

(Parte 1 de 2)

Comentários