Transportador de correia

Transportador de correia

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Transportadores Contínuos para Granéis Sólidos

CAPÍTULO 5 – TRANSPORTADOR DE CORREIA (TC)

5.1 – Componentes de um TC

Um transportador de correia envolve uma serie de elementos que devem ser bem analisados, pois todos tem fundamental importância para o coreto funcionamento do equipamento.

Onde os principais componentes do TC são:

· Correia; • Tambores;

• Acessórios; • Guias laterais;

• Roletes; • Freios;

• Chute; • Estrutura;

• Drive (conjunto de acionamento) – composto por um motor elétrico e um sistema de transmissão (redutor de velocidade – para as correias tem-se velocidades baixas, com cerca de 1,2 e 4 m/s);

Fig. 2 – Transportador de correia

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Fig. 3 – Esquemático de um transportador de correia

A figura a cima apresenta um desenho esquemático de um transportador de correia onde podemos visualizar cada componente que o compõem.

1. Estrutura 1. Rolete de retorno; 2. Correia transportadora; 12. Rolete auto-alinhante de carga; 3. Conjunto de acionamento; 13. Rolete auto-alinhante de retorno;

4. Tambor de acionamento; 14. Rolete de transição; 5. Tambor de retorno; 15. Chute de alimentação; 6. Tambor de desvio; 16. Guias laterais;

7. Tambor de esticamento; 17. Chute de descarga; 8. Tambor de encosto; 18. Raspador;

9. Rolete de carga; 19. Limpador. 10. Rolete de impacto;

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5.1.1 – Estrutura

É composta por todos os elementos de sustentação que envolve um TC, tais como: apoio, torres, colunas, treliças, suportes, torre de transferência e etc.

5.1.2 – Correia

Tida como a parte principal do transportador, por ser o componente que estará em contato direto com o material transportado, e que corresponde a um valor de 30 a 40 % (confirmado com o engenheiro Caribe, J. Macedo) do valor total do transportador. A correia tem a sua seleção baseada nos seguintes aspectos:

1. Características do material transportado;

2. Condições de serviço; 3. Tipos de roletes; 4. Largura (determinada por cálculo);

5. Tensão máxima (determinada por cálculo); 6. Tempo de percurso completo;

7. Temperatura do material;

Uma correia transportadora é constituída basicamente de dois elementos:

carcaça e coberturas, sendo que cada parte é especificada para o tipo transporte solicitado.

A carcaça é o elemento de força da correia, pois dela depende a resistência para suportar a carga, a resistência para suportar as tensões e flexões e toda a severidade a que é submetida à correia na movimentação da carga. As fibras têxteis são os elementos mais comumente usados na fabricação dos tecidos integrantes das carcaças, porem elas também podem ser construídas por cabos de aço.

As coberturas das correias são designadas para proteger a carcaça contra o ataque do material transportado.

As correias podem ter suas coberturas lisas ou não lisas. As correias com coberturas lisas atendem ao transporte do material em plano horizontal e podem também operar em plano inclinado, contanto que não ultrapassem os ângulos especificados pelos fabricantes. As com correias com cobertura não lisa são utilizadas no transporte de produtos em inclinações que podem atingir até 45º, motivo pelo qual são fabricados em vários relevos

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Fig. 4 – Correia com aletas Fig. 5 – Transportador de correia com alta inclinação

Analisa-se também, pelas características do material e do transporte efetuado, o tipo de emenda, que será utilizado na correia. Maiores detalhes sobre: emenda, estocagem das correias serão apresentados no capitulo 7.

5.1.3 – Tambores

Construídos normalmente em aço, têm como função principal tracionar a correia para o funcionamento do transportador, sendo neste caso, papel exercido pelo tambor motriz, onde está acoplada a motorização. Com a movimentação da correia movem-se também os demais componentes e o tambor movido, que promove o seu apoio. Os tambores possuem também outras funções no transportador, tais como a de efetuar desvios e dobras na correia. Sendo assim, podemos ter a seguinte classificação para os tambores:

a) Acionamento – utilizado na transmissão de torque, pode estar localizado na cabeceira, no centro ou no retorno; b) Retorno – efetua o retorno da correia a sua posição inicial e em alguns TC são responsáveis pelo tensionamento da correia, esta localizado na extremidade oposta ao terminal de descarga; c) Esticador – utilizado para manter a tensão ideal para o funcionamento do transportador; d) Dobra – utilizado para desviar o curso da correia; e) Aletado – este tipo de tambor tem uma configuração especial, de modo a não permitir que o material transportado ao cair no lado do retorno, seja pressionado contra correia danificando-a. Pode ser aplicado como tambor de retorno ou de esticamento nos esticadores automáticos verticais; f) Magnético – Este tambor é aplicado nos transportadores, comumente localizados no terminal de descarga e sua função é separar elementos magnéticos do material transportado; g) Encosto – utilizado para aumentar o ângulo de contato com o tambor de acionamento.

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Fig. 6 - Tambores de acionamento com revestimento A estrutura de um tambor possui os seguintes componentes principais:

1. Corpo;

2. Discos laterais; 3. Discos centrais; 4. Cubos;

5. Elementos para transmissão de torque; 6. Eixo;

7. Mancais; 8. Revestimento;

Fig. 7 – Esquemático de um tambor

De acordo com sua montagem, os tambores podem se apresentar sendo lisos ou revestidos e de três formas diferentes:

· Planos – utilizados para aplicações em geral;

• Abaulados – utilizados onde seja necessário melhorar o alinhamento da correia;

Transportadores Contínuos para Granéis Sólidos granulados, que podem aderir à correia. Para o seu dimensionamento são consideradas a largura e as tensões da correia e cada componente que constitui a estrutura do tambor possui seu próprio cálculo de dimensionamento.

Fig. 8 – Tambor com acionamento interno

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