Sintomas e Práticas de Controle de Doenças Fúngicas da Soja em Roraima

Sintomas e Práticas de Controle de Doenças Fúngicas da Soja em Roraima

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Sintomas e Práticas de Controle de Doenças Fúngicas da Soja em Roraima

Foto: Be rn a rd o de A.

H a l f e l d -V i e i ra

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Sintomas e Práticas de Controle de Doenças Fúngicas da Soja em Roraima

Kátia de Lima Nechet Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira José Alberto Martell Mattioni

Exemplares desta publicação podem ser obtidos na: Embrapa Roraima Rod. BR-174 Km 08 - Distrito Industrial Boa Vista-R Caixa Postal 133. 69301-970 - Boa Vista - R Telefax: (095) 3626.7018 e-mail: sac@cpafrr.embrapa.br w.cpafrr.embrapa.br

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Normalização Bibliográfica: Maria José Borges Padilha Editoração Eletrônica: Vera Lúcia Alvarenga Rosendo

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Embrapa Roraima

Kátia de Lima Nechet

35 p. (Documentos / Embrapa Roraima; 17)

Sistemas e práticas de controle de doenças fúngicas da soja em Roraima / por Kátia de Lima Nechet, Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira e José Alberto Mattioni. Boa Vista: Embrapa Roraima, 2007,

Autores

Kátia de Lima Nechet Ds. , Engenheira Agrônoma, Embrapa Roraima, BR-174, Km08, Cx. Postal 133, 69301-970, Boa Vista, Roraima- katia@cpafrr.embrapa.br

Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira Ds. , Engenheiro Agrônomo, Embrapa Roraima, BR-174, Km08, Cx. Postal 133, 69301-970, Boa Vista, Roraima- halfeld@cpafrr.embrapa.br

José Alberto Martell Mattioni Ms. , Engenheiro Agrônomo, Embrapa Roraima, BR-174, Km08, Cx. Postal 133, 69301-970, Boa Vista, Roraima- mattioni@cpafrr.embrapa.br

Introdução2
Antracnose6
Mela ou Murcha-da-teia-micélica10
Crestamento Foliar13
Mancha-púrpura13
Mancha-alvo31
Murcha-de-sclerotium26
Podridão vermelha da raiz31
Mancha-de-mirotécio31
Tombamento (Damping off)31
Anexo I. Fungicidas Registrados para o tratamento de sementes de soja3

Sintomas e Práticas de Controle de Doenças Fúngicas da Soja em Roraima

Kátia de Lima Nechet Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira José Alberto Martell Mattioni

Introdução

Na cultura da soja incidem mais de 100 doenças causadas por fungos, bactérias, nematóides e vírus, sendo 40 delas economicamente importantes cuja somatória de danos pode causar prejuízos que variam de 15% a 100% da produção e/ou baixa qualidade de grãos.

Em Roraima, apesar da cultura ser recente, mesmo em áreas novas ou com apenas 4 -5 anos de plantio, em levantamentos realizados pela Embrapa/R durante as últimas safras, já foram constatados alguns destes patógenos.

A importância econômica de cada doença varia de ano para ano e de local para local uma vez que a sua ocorrência é resultante de um processo dinâmico de interação entre a planta, o patógeno e o ambiente, modificando-se um ou mais destes fatores, reduzem-se os danos provocados à cultura.

As condições climáticas em Roraima, como chuvas intensas e altas temperaturas durante o ciclo da cultura, favorecem a incidência das doenças, assim como o plantio contínuo, em uma mesma área, também aumenta o potencial de inóculo dos patógenos que pode ocasionar grandes prejuízos ao longo das safras.

A produtividade da lavoura é função de diversas práticas agrícolas, entre elas o controle de doenças, que nem sempre recebe a devida atenção por parte dos produtores.

Qualquer medida adotada acarreta aumento no custo de produção, sendo importante a identificação correta do patógeno, pelo produtor, para intervir no momento oportuno e com práticas de manejo efetivas.

Neste trabalho são apresentados os sintomas e práticas de controle de doenças em soja observadas nas últimas três safras em Roraima, durante acompanhamento por todo o ciclo da cultura.

6 Sintomas e Práticas de Controle de Doenças Fúngicas da Soja em Roraima 1. Antracnose

Agente causal: Colletotrichum truncatum (Schw.) Andrus & Moore (sin. Colletotrichum dematium (Pers. Ex Fr.) Groove var. truncata (Schw.) Arx

Esta é uma das principais doenças da soja em Roraima e foi diagnosticada pela primeira vez no estado em maio de 2003, no laboratório de Fitossanidade da Embrapa Roraima. Em experimento de campo, conduzido nas condições de cerrado, observou-se uma perda de grãos de 5 a 35 %, dependendo da cultivar. Na safra 2006 a doença foi observada em todas as áreas produtoras monitoradas no Estado variando sua incidência de 2 a 15% em vagens de soja da cultivar Tracajá.

A antracnose é uma doença típica em áreas com média anual de temperaturas acima de 30 ºC e chuvas no período de maturação à colheita. O patógeno ocorre desde o estádio R 5.2 (maioria das vagens com granação de 10-25%) até o final do ciclo da soja. A fonte de inóculo mais importante é proveniente de restos de cultura da safra anterior. As sementes contaminadas também são uma fonte de inóculo tornando-se importante em áreas de primeiro plantio.

Sintomas:

Dois padrões de sintomas podem ser observados nas plantas com incidência de antracnose. Um dos padrões ocorre em sementes contaminadas com o fungo que podem apodrecer antes da emergência, ou produzirem plântulas com cotilédones necrosados (Figura 1) que fornecerão inóculo secundário durante o ciclo da cultura.

O outro padrão, que é o principal sintoma da antracnose e proveniente de restos de cultura ou de inóculo secundário, é observado nas vagens das plantas que apresentam lesões concêntricas escuras (Figura 2). Nas folhas das plantas ocorrem lesões necróticas de formato irregular (Figura 3), porém este sintoma não é observado com frequência nos plantios de Roraima.

Nas partes das plantas com sintoma de antracnose observam-se numerosas pontuações pretas que são as estruturas do fungo (acérvulos) com setas escuras. Esta observação é possível com uma lupa de campo (Figura 4). Em microscópio ótico os esporos (conídios) do fungo são unicelulares, hialinos e de formato falcado (Figura 5).

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