O que ciência-PDF

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(1) Pós-Graduando do Programa de Pós-Graduação em Agronomia: Solos e Nutrição de

Plantas da Universidade Federal do Ceará – UFC. E-mail: thalespantaleao@gmail.com

O que é ciência? - Conceito e classificação das ciências.

- Os tipos de conhecimento.

José Thales Pantaleão Ferreira(1)

Em sentido amplo, ciência (do Latim scientia, significando "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemática. Em sentido mais restrito, ciência refere-se a um sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico, assim como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tal pesquisa (Ruiz, 1996).

Os filósofos de há muito procuram classificar racionalmente as ciências.

Uma tal classificação teria, com efeito, a vantagem de dar uma espécie de quadro ordenado de todo o real (Ruiz, 1996). Os principais ensaios de classificação segundo são os seguintes: a) Classificação de Aristóteles. Aristóteles distribui as diversas ciências em teórica (Física, Matemática, Metafísica) e praticas (Lógica e Moral). b) Classificação de Bacon. Bacon divide as ciências segundo as faculdades que elas fazem intervir: ciências de memória (história), de imaginação (poesia), de razão (filosofia). c) Classificação de Ampère. Ampère classifica as ciências em cosmológicas (ou ciências da natureza) e noológicas (ou ciências do espírito). d) Classificação de Augusto Comte. Consiste em classificar as ciências segundo sua complexidade crescente e sua generalidade decrescente, o que dá a ordem seguinte : Matemática, — Mecânica, — Física, — Química, — Biologia, — Psicologia, — Sociologia.

O homem é um ser pensante, é de sua natureza querer conhecer os objetos, na verdade é de suma importância para sua sobrevivência conhecer as coisas; conhece e pensa, analisa e interpreta as inter-relações entre o objeto e o meio. Ele vê o objeto e conhece, conhece o que vê e pensa sobre o que viu e o que não viu, buscando respostas para as dúvidas não explicadas pelo conhecimento empírico (Ruiz, 1996).

Os animais conhecem as coisas e o homem conhece e investiga estas coisas, buscando explicações concretas e convincentes sobre as coisas, quer dizer raciocinando, realizando combinações e relações que os diferem dos animais irracionais. É típico do homem querer conhecer e dominar a natureza, a todo instante, luta por novas descobertas que podem influenciar a vida das pessoas. O mundo em que vivemos é resultado das interpretações e investigações dos nossos antepassados, restando-nos usufruir destas conquistas e realizar novas investigações que possam garantir o bem estar futuro, com mudanças, melhorias e novas descobertas, em um contínuo processo evolutivo (Ruiz, 1996).

Conhecer verdadeiramente as coisas é realizar análises julgamentos, interpretações e investigações, que permitam o pleno conhecimento de um objeto. Conhecer em pensar é simplesmente aceitar o que foi dito como verdade absoluta, não realizando esforços para saber o porquê do que esta acontecendo (Ruiz, 1996).

No conhecimento sensorial, tanto o homem como os animais irracionais conseguem distinguir sinais sensoriais como a cor, paladar, odor, dureza, movimento, etc., porem somente o homem, através do conhecimento intelectual é capaz de a partir de sinais sensoriais formular conceitos, abstrações, definições e relações. Os conhecimentos sensoriais e científicos se relacionam, pois a ciência começa pela observação das coisas e termina pela demonstração de suas causas (Ruiz, 1996).

O conhecimento empírico é o modo comum, espontâneo de conhecer, é o conhecimento do povo, que atinge os fatos sem saber explicar as causas. Todo homem no decorrer de sua existência, vai acumulando conhecimentos daquilo que viu pessoalmente, daquilo que ouviu de terceiros, das tradições populares e das vivências coletivas. A este conhecer as coisas superficialmente, por informações ou experiência causal, é que se dá o nome de conhecimento empírico (Ruiz, 1996).

O conhecimento científico é aquele que muitas vezes é visto como absoluto, que realiza julgamentos com base em experimentos e observações controladas, que podem ser repetidas, chegando a conclusões concretas e convincentes sobre objetos e reações. Enquanto o conhecimento intuitivo é de ordem subjetiva, o conhecimento científico fundamenta-se na objetividade e na evidência dos fatos, que podem ser demonstrada experimentalmente ou logicamente, o conhecimento científico adquire o caráter objetivo de validade geral e independente de intuições. O conhecimento teológico supõe e exige a autoridade divina, nela se fundamenta e só nela atende. A ciência ao contrário não supõe, não exige, não admite autoridade, a ciência só admite o que foi provado, na exata medida em que se podem comprovar experimentalmente os fatos (Ruiz, 1996).

O método do conhecimento científico é experimental, a ciência caminha apoiada nos fatos reais e concretos e só afirma aquilo que a experimentação autoriza, enquanto a filosofia usa o método racional no qual prevalece o processo dedutivo, que antecede a experiência, e não exige confirmação experimental, mas somente coerência lógica (Ruiz, 1996).

Referências Bibliográficas

1- RUIZ, João Álvaro. ―Metodologia Científica: Guia para eficiência nos estudos‖. 4ª Edição. São Paulo. Editora Altas S.A. 1996. 177p.

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