Via de administração de medicamentos

Via de administração de medicamentos

(Parte 4 de 5)

• Com a mão não dominante, segure firmemente o músculo para aplicação da injeção;

• Introduzir a agulha no músculo escolhido, sempre com o bisel lateralizado, num ângulo de 90°;

• Após introdução da agulha, realizar aspiração certificando-se de que não houve punção de vaso sanguíneo. Caso tenha ocorrido, deve ser interrompida a aplicação, desprezado o medicamento, novamente preparado e aplicado;

• Injete lentamente o medicamento após aspiração local;

• Retirar a agulha em movimento único;

• Realizar leve massagem no local da aplicação (é contra indicado para medicamentos de ação prolongada, como os anticoncepcionais injetáveis);

• Descartar o material utilizado em local apropriado;

• Lavar as mãos.

Ventro Glútea

- É mais indicada por estar livre de estruturas anatômicas importantes (não apresenta vasos sanguíneos ou nervos significativos); - Indicada para qualquer faixa etária;

- Ainda é muito pouco utilizada.

Técnica para aplicação:

• O profissional de enfermagem deve colocar a mão não dominante espalmada sobre a região trocanteriana no quadril do cliente, apontar o polegar para a virilha e os outros dedos para a cabeça do cliente, colocar o indicador sobre a crista ilíaca anterior e o dedo médio para trás ao longo da crista ilíaca. Esta posição formará um V. O centro da letra V é o local para aplicação.

Aplicação Método Trajeto Z

É uma técnica utilizada na aplicação de drogas irritativas para proteção da pele e de tecidos subcutâneos, é um método eficaz na vedação do medicamento dentro dos tecidos musculares.

Deve ser realizada em grandes e profundos músculos, como Glúteo Dorsal ou Ventral.

Técnica para aplicação: • Segure a pele esticada com a mão não dominante;

• Realizar antissepsia do local de aplicação;

• Introduzir a agulha no músculo com angulação de 90°;

• Aspirar a seringa após introdução da agulha, SEM soltar a pele;

• Injete o medicamento lentamente. Ao término da injeção permaneça com a agulha introduzida aproximadamente por 10 segundos, permitindo melhor distribuição do medicamento;

Evitar áreas inflamadas, hipotróficas, com nódulos, paresias, plegias e outros, pois podem dificultar a absorção do medicamento;

As complicações mais comuns desta via incluem o aparecimento de nódulos locais, abscessos, necrose e lesão de nervo.

• Retire a agulha num único movimento e solte a pele. A soltura da pele implicará em vedação do orifício da injeção impedindo a saída do medicamento.

3.4. Via Endovenosa (EV)

É a administração de medicamento diretamente na corrente sanguínea através de uma veia. A administração pode variar desde uma única dose até uma infusão contínua.

Como o medicamento ou a solução é absorvido imediatamente, a reposta do cliente também é imediata. A biodisponibilidade instatânea transforma a via EV na primeira opção para ministrar medicamentos durante uma emergência. Como a absorção pela corrente sanguínea é completa, grandes doses de substâncias podem ser fornecidas em fluxo contínuo.

Indicam-se diluições em seringas de 10 e 20ml, ou seja, com 10 ou 20ml de água destilada. Para medicamentos com altas concentrações, indica-se diluições em frascos de soluções salinas (Soro Fisiológico 0.9%) ou glicosadas (Soro Glicosado 5%).

Locais mais utilizados para punção venosa:

Região do dorso da mão: - veia basílica;

- veia cefálica;

- veia metacarpianas dorsais.

Região dos membros superiores: - veia cefálica acessória;

- veia cefálica;

- veia basílica;

- veia intermediária do cotovelo;

- veia intermediária do braço.

Região cefálica: utilizada com freqüência em pediatria, quando não há possibilidade de realizar a punção em regiões periféricas.

Material necessário:

• Bandeja contendo: luva de procedimento, garrote, bolas de algodão e álcool a 70%, cateter periférico (scalp ou gelco), esparadrapo para fixar o cateter.

Técnica para punção venosa:

O scalp deve ser trocado a cada 48 horas ou quando houver necessidade (p.ex.; flebite); O gelco deve ser trocado a cada 72 horas ou quando houver necessidade.

• Lavar as mãos antes e após o procedimento; • Explicar o cliente o que será realizado;

• Calçar as luvas de procedimento;

• Deixar o cliente em posição confortável com a área de punção apoiada;

• Escolher o local para punção ( sempre iniciar a punção pelas veias das extremidades);

• Garrotear o local para melhor visualizar a veia;

• Fazer a antissepsia do local com algodão embebido em álcool a 70% no sentido do proximal para distal;

• Realizar a punção com o cateter escolhido, sempre com o bisel voltado para cima, introduzir a agulha num ângulo de 45°;

• Após a punção realizar a fixação adequada com esparadrapo;

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