(Parte 1 de 8)

FUNDAÇÃO DE APOIO À ESCOLA TÉCNICA Centro de Ensino Técnico e Profissionalizante Quintino

Prof. Décio Martins Pereira 2004

MANUTENÇÃO INDUSTRIAL – Prof. Décio Martins Pereira

Definição de ManutençãoPág. 3
Tipos de ManutençãoPág. 3
Manutenção CorretivaPág. 3
Manutenção PreventivaPág. 4
Programa de Manutenção PreventivaPág. 6
Manutenção Preditiva ou CíclicaPág. 7
Técnicas PreditivasPág. 10
Monitoração SubjetivaPág. 1
Monitoração ObjetivaPág. 1
Monitoração ContínuaPág. 1
Práticas de Manutenção ModernaPág. 1
Conceitos Básicos da TPMPág. 1
Objetivos da TPMPág. 12
Terceirização de Serviços de ManutençãoPág. 12
Dificuldades para TerceirizarPág. 12
Vantagens da TerceirizaçãoPág. 12
Desvantagens da TerceirizaçãoPág. 13
Sistemas Automatizados para ManutençãoPág. 13
Organização de um Setor de ManutençãoPág. 14
Indústrias de Grande PortePág. 14
Indústrias de Médio PortePág. 15
OrganogramaPág. 15
Dotação de Recursos HumanosPág. 16
Máquinas e Equipamentos para ManutençãoPág. 16
Indústrias de Pequeno PortePág. 17
LubrificaçãoPág. 17
Óleos LubrificantesPág. 17
ViscosidadePág. 18
Ponto de FluidezPág. 19
Ponto de FulgorPág. 19
AditivosPág. 19
Graxas LubrificantesPág. 20
Lubrificação OrganizadaPág. 20
Métodos Gerais de LubrificaçãoPág. 21
Método ManualPág. 21
Lubrificação por AgulhaPág. 21
Lubrificação por MechaPág. 21
Método do Copo Conta-GotasPág. 21
Lubrificação por AnelPág. 21
Lubrificação por ColarPág. 2
Lubrificação por Banho de ÓleoPág. 2
Lubrificação por Estopa (Almofada)Pág. 2
Lubrificação por Salpico ou BorrifoPág. 2
Lubrificação por GravidadePág. 2
Lubrificação por Bombas MúltiplasPág. 2
Lubrificação por GraxaPág. 23
MancaisPág. 23
RolamentosPág. 24
Desmontagem de RolamentosPág. 27
Montagem de RolamentosPág. 28
Sistemas de VedaçãoPág. 29

ÍNDICE: Retentores Pág. 30

MANUTENÇÃO INDUSTRIAL – Prof. Décio Martins Pereira

Manutenção é o conjunto de técnicas destinadas a conservação de instalações e equipamentos, com o máximo de rentabilidade e dentro dos requisitos de segurança.

EXEMPLO: Quebrou o parafuso de um acoplamento, o serviço de manutenção, simplesmente faz a troca do parafuso, sem se preocupar como as causas e defeitos que ocasionaram a falha.

Esse tipo de manutenção é incorreto e pode resultar em prejuízos econômicos.

Suponhamos que o parafuso não foi feito com aço adequado, nessas condições vai quebrar muitas vezes, retirando o equipamento de operação, causando atrasos na produção.

Suponhamos que haja tranco no acoplamento ou vibração indesejável. Se essas causas não forem pesquisadas, as falhas continuam.

Apesar de ser incorreto, este tipo de manutenção é muito praticado, devido a falta de pessoal técnico qualificado.

Por razões de ordem econômica, ocorre também este tipo de manutenção.

Um equipamento velho, já com sua vida útil vencida está sujeito a grande incidência de manutenção corretiva. (QUEBROU, CONSERTOU)

Vejam por exemplo, o infeliz que compra um carro com mais de 20 anos.

A peças dos automóveis tem tempo de vida limitado. Os rolamentos das rodas, os tambores dos freios, as correias dentadas, os amortecedores, etc.

Um carro muito velho terá quase todos os itens com a vida vencidaassim a incidência de

quebrou-consertou será epidêmica.

Nos equipamentos industriais acontece o mesmo, se por motivos econômicos financeiros não se faz uma boa manutenção ou não se troca o equipamento na época devida, a incidência de manutenção corretiva será alarmante, com graves prejuízos a produção.

Este tipo de manutenção mostra um custo desprezível no seu início. Com a continuidade das operações, os equipamentos vão se deteriorando, ocorrendo avarias que se tornam freqüentes e de custo elevado.

MANUTENÇÃO INDUSTRIAL – Prof. Décio Martins Pereira

Entende-se como manutenção preventiva, aquela que exige a retirada de funcionamento de um equipamento que até então não manifesta nenhum sinal de falha, para atender critérios baseados em tempo de serviço.

A manutenção preventiva envolve inspeções periódicas dos equipamentos, para evitar avarias graves, ou ainda reparar os equipamentos, enquanto seus defeitos estiverem num estágio inicial.

Quando ainda não existe a manutenção preventiva e resolve-se implantá-la, os custos inicialmente podem ser elevados.

Entretanto, com o passar do tempo, e a continuidade da execução do programa de Manutenção Preventiva, o custo é reduzido substancialmente.

PROGRAMA DE INSPEÇÕES Para elaborar um bom programa de inspeções, torna-se necessário:

1. Descrição do Equipamento

Baseado em informações constantes no manual do fabricante, abre-se fichas individuais, com dados técnicos das máquinas ou equipamentos. Como sugestão podemos adotar modelos similares ao anexo.

2. ESTABELECER A FREQUÊNCIA DAS INSPEÇÕES A freqüência das inspeções é determinada por diversos fatores:

2.1 – Grau ou profundidade da intervenção:

Deve-se levar em conta a experiência adquirida no passado, optando-se então por executar manutenção parcial ou total.

2.2 – Origem do Equipamento:

Deve ser considerada a procedência do equipamento, se é de fabricação nacional ou importada, visto que o nacional permite facilidades na obtenção de peças.

2.3 – IDADE dos equipamentos

Os mais antigos estão mais sujeitos a falhas, face a fadiga e envelhecimento dos materiais.

2.4 – Condições de Trabalho

Existem equipamentos que não podem ficar parados ou devem obedecer a horários estabelecidos pelo cliente. (EQUIPAMENTOS DE AEROPORTOS)

MANUTENÇÃO INDUSTRIAL – Prof. Décio Martins Pereira

MANUTENÇÃO INDUSTRIAL – Prof. Décio Martins Pereira

3. ITENS DE INSPEÇÃO

Pela experiência adquirida, procura-se estabelecer os itens da máquina que devem ser inspecionados.

ESTA DEFINIÇÃO vai permitir:

3.1 – Planejamento de peças de reposição, com base nos conhecimentos adquiridos e no histórico das intervenções.

3.2 – Catalogar as firmas ou mão-de-obra especializada existente no local, que possam ser contratadas para execução dos serviços.

Os programas de manutenção preventiva, nas indústrias que não param anualmente dando férias coletivas, são elaborados seguindo a um cronograma cujo acompanhamento é feito individualmente para cada equipamento.

Existem programas “software”, já comercializados, que facilitam a implantação de um programa de manutenção preventiva.

Para cada caso da aplicação de recursos tradicionais nas indústrias podemos sugerir a implantação de um programa modesto mais eficiente, conforme modelo da folha 8. Este modelo será renovado a cada ano. O PROGRAMA atenderá a freqüências de intervenções semanais, mensais e anuais.

MANUTENÇÃO INDUSTRIAL – Prof. Décio Martins Pereira

As indústrias que já utilizam com sucesso a manutenção preventiva, podem aplicar a manutenção preditiva, que se constitui no mais completo e correto sistema de manutenção.

Nesse sistema, com auxílio de equipamentos, detectores mais sofisticados, pode-se determinar se está na hora de abrir a máquina e trocar um componente, antes que venha a falhar.

Os aparelhos que auxiliam neste tipo de manutenção são bastante variáveis e de diversos fabricantes.

SENSORES de ruídos - MOTOSCÓPIO SENSORES de temperatura - TERMOPARES SENSORES de vibração - MECATESTER MEDIDORES de rotação – ESTROBOSCÓPIOS - TACÔMETROS DETECTORES de fissuras / trincas / tensões RAIO X – Magnaflux – INFRAVERMELHO ULTRASOM – RAIOS GAMA

(Parte 1 de 8)

Comentários