Consumo de Proteinas por Praticantes de Atividade Física

Consumo de Proteinas por Praticantes de Atividade Física

(Parte 1 de 2)

Ângela C. M. Leite, Leide C. da S. Santos, Márcia F. L. dos Santos, Roberta R. C. Santos – estudantes do curso de Nutrição da Faculdade Novafapi

Franciléia N. A. Calland – Profª de Fisiologia do curso de Nutrição da Faculdade Novafapi – Formada em Educação Física.

Introdução: importância do consumo de proteínas, com destaque para suas funções e estrutura descrevendo-se resumidamente o seu metabolismo e falando da importância dada a elas pelos esportistas.

Objetivo: fazer pesquisa bibliográfica sobre o consumo de proteínas adequado por praticantes de atividade física.

Metodologia: realizou-se coleta de dados em base de dados da internet, buscando-se artigos científicos e utilizando-se de livros de Nutrição, disponíveis na biblioteca da Faculdade Novafapi.

Resultados: inicialmente falou-se do metabolismo das proteínas que ocorre em pessoas inativas, em seguida se abordou quais as mudanças que o exercício físico pode trazer para esse metabolismo, correlacionando com a hipertrofia e o aumento da força muscular e citando as quantidades diárias recomendadas por diversos autores.

Análise: o consumo de proteínas para quem pratica exercício físico de força deve ser aumentado, porem deve-se fazê-lo sob orientação nutricional, pois ainda não se sabem as conseqüências do consumo em excesso de proteínas para o fígado e rins, principais órgãos responsáveis pela sua metabolização.

Conclusão: concluiu-se que a RDA pode ser suficiente para suprir as necessidades de quem pratica atividade física regular. Porem para exercícios de força e com objetivo de hipertrofia e aumento de força, recomenda-se um aumento orientado do consumo de proteínas, alem de uma alimentação balanceada que possa suprir as necessidades energéticas do individuo.

Palavras-chave: consumo de proteínas; atividade física; metabolismo de proteínas.

Introduction: Importance of protein intake, with emphasis on its functions and structure are briefly describing your metabolism and speaking of the importance given to them by athletes.

Objective: To make research literature on the consumption of proteins suitable for physically active.

Methodology: it was collecting data from the database of the Internet, looking for papers and using the Nutrition books, available in the library of the Faculty Novafapi.

Results: Initially there was talk of protein metabolism that occurs in inative people, then they addressed what changes that exercise can bring to this metabolism, correlating with the hypertrophy and increased muscle strength and citing the recommended daily amounts for various authors.

Analysis: the consumption of protein for those who exercise hard power should be increased, but must do so under nutritional guidance, because we still do not know consequences of excessive intake of protein for the liver and kidneys, the main governing bodies for its metabolism.

Conclusion: we conclude that the RDA may be sufficient to meet the needs of those who reported regular physical activity. But for strength exercises and goal of hypertrophy and increased strength, it is recommended that a targeted increase protein intake, in addition to a balanced diet that can meet the energy needs of the individual.

Keywords: protein intake, physical activity, protein metabolism.

Introducción: la importancia de la ingesta de proteínas, conenfasis en sus funciones y la estructura son una breve descripción de su metabolismo y hablando de la importancia que les conceden los atletas.

Objetivo: que la literatura de investigación sobre el consumo de proteínas adecuado para la actividad física.

Metodología: se realizo la recolección de datos de la base de datos de Internet, en busca de documentos y el uso de libros de Nutrición, disponible en la biblioteca de la Facultad Novafapi.

Resultados: en un principio se hablo de metabolismo de la proteína que se produce en las personas inactivas, a continuación, se dirigieron a los cambios que el ejercicio puede aportar a este metabolismo, en correlación con la hipertrofia y la fuerza creciente del musculo y citando las cantidades diarias recomendadas para diferentes autores.

Análisis: el consumo de proteínas para quienes ejercen el poder duro debe ser mayor, pero debe hacerlo bajo la guía nutricional, ya que todavía no sabemos las consecuencias de una ingesta excesiva de proteínas para el hígado y los riñones, los principales órganos de gobierno para su metabolismo.

Conclusión: llegamos a la conclusión de que la RDA, puede ser suficiente para satisfacer las necesidades de aquellos que reportaron actividad física regular. Sin embargo, para los ejercicios de fuerza y el objetivo de la hipertrofia y fuerza mayor, se recomienda que aumente la ingesta de proteínas especificas, además de una dieta equilibrada que pueda satisfacer las necesidades energéticas del individuo.

Palabras claves: consumo de proteínas, la actividad física, metabolismo de las proteínas.

As proteínas têm papel fundamental no organismo. Agindo na reparação e construção de tecidos, elas são essenciais em dietas para perder gordura e em exercícios físicos. A molécula de proteína é construída a partir de seus aminoácidos. São cerca de 200 presentes na natureza, mas apenas 20 são metabolizados pelo organismo humano. Entre estes, há oito que são chamados essenciais, isto é, não sendo sintetizados pelo nosso organismo, devem ser fornecidos pelos alimentos. Os outros 12 produzidos no organismo são chamados de não-essenciais. Macromoléculas presentes em todas as células dos organismos vivos, as proteínas são componentes celulares mais importantes, são muito diversificadas tanto quanto a forma quanto à função que podem exercer no organismo, sendo sintetizadas a partir dos 20 aminoácidos metabolizados pelo organismo. Estes são compostos orgânicos que apresentam um grupo acido carboxílico (COOH) e um grupo amina (NH2) ligados a um carbono assimétrico.

São as constituintes dos organismos e estão sendo continuamente renovadas – pool de A – em transito entre o processo de síntese e degradação. Este pool precisa ser continuamente suprido, principalmente através da alimentação.

Estão no grupo dos macronutrientes por ser um dos nutrientes que podem fornecer energia ao organismo, porem alem dessa função elas também exercem funções plásticas no organismo, assim é costume orienta-se evitar o consumo energético das proteínas, reservandoas para estas outras funções importantes do corpo. Dentre as funções das proteínas, a reconstrução muscular, após atividade física é a mais visada por praticantes de musculação com objetivo de hipertrofia e de aumento de força.

Tendo-se em vista que as proteínas são as responsáveis pela construção muscular os praticantes de atividades físicas vêem nelas as verdadeiras fontes de músculos, no entanto deve-se atentar para as quantidades diárias necessárias e lembrar que o consumo em excesso de proteínas pode sobrecarregar os dois órgãos que são responsáveis pelo equilíbrio e metabolismo delas no plasma e nos tecidos, fígado e rins.

Para entender como ocorre esse processo de reconstrução muscular precisamos relembrar como ocorre o metabolismo das proteínas. Segundo Galisa, as proteínas não sofrem digestão na boca, porem a mastigação e insalivação forma uma massa semi-solida que passa ao estomago, onde tem inicio a digestão química. Assim, a primeira enzima a atuar sobre as proteínas é a pepsina, ativada pelo acido clorídrico do suco gástrico. Ela decompõe as proteínas em polipeptídios. Quando chegam ao intestino delgado as enzimas pancreáticas – tripsina, quimiotripsina e carboxipeptidase – e as enzimas entéricas – aminopeptidase e dipepdase – agem sobre as proteínas, transformando-as em cadeias de peptídeos progressivamente menos complexos ate chegar a peptídeos e aminoácidos. Sob essa forma, as proteínas são absorvidas, passando à corrente sanguínea que transporta os aminoácidos a todas as células do corpo para que elas desempenhem suas funções.

O organismo não possui órgãos que mantenham uma reserva estática de proteínas, por isso o organismo apresenta o chamado TUNOVER PROTÉICO, onde as proteínas são constantemente degradadas e sintetizadas, eliminando-se o nitrogênio em forma de uréia pela urina. Esse TUNOVER é importante também para que haja o POOL METABÓLICO na célula, que é o reservatório metabólico ativo de aminoácidos em um estado de equilíbrio dinâmico utilizado para a síntese de proteínas endógenas e de outras moléculas que possuem nitrogênio.

O fígado é o responsável por manter o balanço dos aminoácidos plasmáticos, proteínas essenciais, enzimas, lipoproteínas e albumina. Converte o esqueleto carbônico do aminoácido em glicose e transforma a amônia produzida a partir do metabolismo das proteínas em uréia. Sendo responsável pela síntese de 95% da uréia. E os rins participam sintetizando uréia em condições especiais e a elimina pela urina.

A relação entre o consumo e a excreção de nitrogênio das proteínas é chamada de

BALANÇO NITROGENADO, assim quando o consumo é igual à quantidade excretada temse o equilíbrio nitrogenado. Porem se há maior ingestão e menor excreção tem-se um balanço positivo, caso contrário tem-se balanço negativo, este estado não deve se prolongar por muito tempo pois implica a perda de componentes essenciais ao organismo, devido as proteínas não possuírem uma reserva estática.

Metabolismo de proteínas e aminoácidos no exercício físico

Proteínas e aminoácidos são freqüentemente ignorados em discussões sobre o metabolismo durante o exercício por duas razões: 1- aminoácidos contribuem apenas com pequena parcela (5-15%) da energia consumida durante o exercício; e 2- pouco se conhece sobre esse complexo aspecto do metabolismo. Por outro lado, é importante reconhecer que essa pequena parcela de fornecimento de energia torna-se fundamental em condições de alta demanda de energia durante um período de tempo prolongado.

Síntese protéica e exercício físico

O consenso de muitos estudos demonstra que a síntese protéica é suprimida durante o exercício, sendo a magnitude desse feito proporcional à duração e a intensidade da atividade. Estudos verificam que a síntese protéica hepática foi diminuída em 20% após 1 hora de corrida, e o mesmo exercício praticado até a exaustão resultou em diminuição de 65% da síntese protéica hepática. Em relação à síntese protéica muscular; observa-se que exercícios intensos e prolongados acarretam diminuição de 35-5% sobre ela. Um dos primeiros relatos da influência do exercício sobre a síntese protéica foi realizada em músculos per fundidos de ratos após o exercício. Observou-se que o exercício diminui a taxa de síntese protéica, bem como que a magnitude do efeito foi proporcional ao nível do esforço. O exercício leveproduzido pela natação em ratos, durante 1 hora diminui a síntese protéica em 17%. Nesse mesmo estudo, verificou-se que ratos submetidos à corrida em esteira durante 3 horas apresentaram diminuição de 70% da síntese de proteínas. Esses dados sugerem que o exercício produz condições catabólicas no músculo esquelético e esses efeitos são dependentes da intensidade e da duração do exercício. A supressão da síntese protéica durante o exercício físico no tecido muscular pode ser o resultado da diminuição da energia destinada a síntese protéica, decorrente do gasto energético no processo de contração muscular. Desse modo, uma relação direta entre a diminuição do conteúdo de glicogênio e a taxa de síntese de proteínas tem sido estabelecida no músculo e no fígado. Entretanto, deve-se considerar o papel dos glicocorticóides (hormônios produzidos e liberados durante o exercício), os quais favorecem a diminuição da síntese protéica muscular. Outro fator importante na compreensão do processo de síntese de proteínas durante o exercício relaciona-se ao papel do principal hormônio regulador da síntese protéica, a insulina, pois a diminuição da sua concentração plasmática relaciona-se com a diminuição da síntese protéica observada durante o exercício físico intenso e prolongado.

Exercício de forca e metabolismo protéico

O exercício de forca representa potente estímulo para a ocorrência de hipertrofia na fibra muscular em humanos. O processo de hipertrofia ocorre quando a taxa de síntese protéica muscular excede a taxa de degradação, acarretando um saldo positivo do balanço protéico muscular. A alimentação representa forte estímulo para tornar esse balanço positivo. Uma sessão de força aumenta a síntese e a degradação de proteínas muscular, tendo consequentemente como resultado um balanço menos negativo. Desse modo, a alimentação pós-exercício torna o saldo positivo, por meio da ingestão de carboidratos e proteínas. Visando maximizar o ganho de massa muscular, é necessário aperfeiçoar os fatores que promovam a síntese protéica e diminuam a degradação protéica. Fatores que podem influenciar as mudanças induzidas pelo exercício no metabolismo protéico muscular, incluindo tipo, intensidade, freqüência e duração do exercício, fatores hormonais e extensão do período de recuperação. Além disso, fatores nutricionais podem influenciar no metabolismo protéico, sendo que tais intervenções nutricionais são comumente difundidas entre atletas e praticantes recreacionais de exercício de força, os quais acreditam que a ingestão de determinados suplementos nutricionais - após uma sessão de treinamento ou durante o treinamento habitual pode aumentar o ganho normal na hipertrofia da fibra muscular. Todavia, enquanto argumentos teóricos podem ser relatados freqüentemente para justificar o benefício potencial da suplementação, existem, em geral, poucas evidências científicas para sustentar tais práticas. Dados recentes obtidos por novas técnicas experimentais indicam que a prática regular de exercícios pode aumentar a necessidade de proteínas e aminoácidos. Esse aumento da necessidade protéica, causada pelo treinamento, pode ocorrer de forma direta, devido a mudanças no metabolismo de aminoácidos, ou indireta, como resultado do consumo insuficiente de energia. O consumo de 1,7-1,8 g/kg/dia de proteínas é recomendado para indivíduos que estão iniciando um programa de treino de força rigoroso. A atividade contrátil aumenta as respostas anabólicas, tanto que o treinamento habitual torna o metabolismo protéico mais eficiente diante da ingestão de proteínas, ou seja, a necessidade protéica de atletas de força, como longo período de treinamento e engajados na manutenção da massa muscular, diminui para 1,2g/kg/dia de proteínas. A ingestão de 0,9g/kg/dia é recomendada para indivíduos engajados em treino de força, que não são atletas.

Para garantir a obtenção desse aumento de ingestão protéica é relevante o consumo de uma dieta que contenha adequado valor calórico total e seleção de alimentos fontes de proteínas de alto valor biológico.

Segundo as referencias utilizadas, as proteínas sãos as principais constituintes dos músculos, alem de serem responsáveis pela melhora das contrações musculares. Assim o consumo adequado de proteínas pelos praticantes de atividade física pode ajudar na recuperação das lesões musculares causadas pelo exercício, e provocando aumento da massa muscular.

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