Estudo de Caso enfisema pulmonar

Estudo de Caso enfisema pulmonar

Estudo de Caso 4

  1. Hipótese Diagnóstica: Bronquite crônica

  1. Levantamento de Problemas:

  • História de dispnéia progressiva

  • Tosse produtiva com expectoração branca

  • Sibilos

  • Refere ter diagnóstico de bronquite

  • Uso prévio de budesonida e fonoterol que parou por conta própria

  • Queixa de muito cansaço aos médios esforços

  • Tabagista (40 cigarros por dia durante 52 anos)

  • HAS

  • IAM prévio

  • Regular estado geral

  • Emagrecido

  • Desidratado

  • Dispnéico

  • Fazendo uso de musculatura acessória

  • Desconfortável em decúbito inferior a 45°

  • Respiração superficial

  • PA=160x100 mmHg

  • FC=116 bpm

  • FR=24 ipm

  • Saturação parcial de O2 90%

  • Pulmões apresentam sibilos difusos e roncos

  • Expiração prolongada

  • Taquicardia

  • Rx tórax: sinais de hiperinsuflação pulmonar

  1. Diagnósticos de Enfermagem (NANDA)

  1. Nutrição desequilibrada: menos do que as necessidades corporais, relacionado com a doença (bronquite crônica) e tabagismo, caracterizado pela perda de peso (emagrecido) e desidratação.

  1. Troca de gases prejudicada, relacionada com o tabagismo, desequilíbrio na ventilação-perfusão e trocas alvéolo-capilares, caracterizada pela dispnéia, respiração superficial, expiração prolongada, taquicardia.

  1. Fadiga, relacionada com a doença, caracterizada pela queixa de cansaço aos médios esforços e dispnéia progressiva.

  1. Intolerância à atividade, relacionada com o desequilíbrio entre a oferta e demanda de oxigênio, caracterizada pela queixa de cansaço aos médios esforços e dispnéia.

  1. Risco de perfusão tissular cardíaca e cerebral diminuídas, relacionadas com HAS, IAM, PA 160x100 mm Hg, FC 116 bpm, tabagismo, respiração superficial.

  1. Padrão respiratório ineficaz, relacionado com a fadiga da musculatura respiratória (bronquite crônica), caracterizada pela dispnéia, uso da musculatura acessória, desconfortável em decúbito inferior a 45°, FR 24 ipm, expiração prolongada.

  1. Ventilação espontânea prejudicada, relacionada à fadiga da musculatura respiratória, tabagismo, caracterizada pela dispnéia, FC aumentada, saturação parcial de O2 a 90%, uso da musculatura acessória.

  1. Risco de infecção, relacionado ao comprometimento da função pulmonar e dos mecanismos de defesa.

  1. Eliminação traqueobrônquica ineficaz, relacionada com a presença de secreção, caracterizada pela presença de sons adventícios (roncos e sibilos), tosse produtiva com expectoração branca, sinais de hiperinsuflação pulmonar.

  1. Comunicação verbal prejudicada, relacionada com as condições fisiológicas/patológicas (bronquite crônica), caracterizada pela dispnéia.

  1. Desobstrução ineficaz das vias aéreas, relacionada com o tabagismo, muco excessivo, secreção nos brônquios e enfisema pulmonar, caracterizada pela dispnéia e mudança na FR.

  1. Ansiedade, relacionada à doença, caracterizada pela respiração aumentada.

  1. Conforto prejudicado, relacionado ao enfisema pulmonar, caracterizado pela dispnéia.

  1. Risco de sufocação, relacionado ao processo de doença.

  1. Risco de integridade da pele prejudicada, relacionado ao emagrecimento e desidratação.

  1. Risco de confusão aguda, relacionado à desidratação e dispnéia.

  1. Risco de desequilíbrio eletrolítico, relacionado à desidratação.

  1. Resultados esperados (NOC)

  • O paciente se alimentará de forma independente, sem necessidade de ser estimulado e manterá peso ideal e bom estado nutricional;

  • Realizará AVD sem fraqueza ou fadiga;

  • Manterá FR dentro de 5 incursões na linha da base;

  • Manterá ventilação adequada;

  • Expressará sensação de conforto na manutenção da troca de gases;

  • Tossirá de forma efetiva e expectorará o escarro;

  • Sustentará a ingestão suficiente de líquidos para tratar/evitar desidratação;

  • Exibirá sons respiratórios normais;

  • Os níveis de gasometria arterial do paciente retornarão aos valores basais;

  • Realizará as técnicas de relaxamento a cada 4 horas;

  • Utilizará a higiene brônquica correta;

  • Relatará diminuição da dispnéia;

  • A via respiratória permanecerá permeável;

  • Rx do tórax não apresentará anormalidade;

  • Verbalizará aumento da energia;

  • Empregará medidas para prevenir e modificar a fadiga;

  • Permanecerá livre de todos os sinais e sintomas de infecção;

  • Não exibirá arritmias;

  • FC dentro dos limites prescritos, enquanto realiza AVD;

  • Identificará os perigos do tabagismo e os recursos para parar de fumar;

  • Se não parar de fumar, diminuirá o número de cigarros por dia;

  • O paciente manterá orientação;

  • Manterá um nível eficiente de comunicação;

  • Responderá às perguntas diretas corretamente;

  • Não experimentará ruptura de pele;

  • As mucosas permanecerão intactas;

  • Manterá circulação cutânea adequada;

  • Relatará sentimento de calma;

  • O estado neurológico permanecerá estável;

  • Dormirá por períodos adequados;

  • O paciente lidará com a condição clínica atual sem demonstrar sinais graves de ansiedade.

  1. Intervenções de enfermagem (NIC)

  • Obter e registrar o peso do paciente no mesmo horário, a cada dia;

  • Fornecer dieta prescrita;

  • Incentivar o paciente a aceitar a dieta oferecida;

  • Oferecer alimentos em consistência e sabor de acordo com a vontade do paciente e com sua condição física;

  • Informar ao paciente sobre a importância da boa nutrição para sua condição específica;

  • Monitorar SSVV de 4/4 horas;

  • Avaliar e registrar o estado pulmonar de 4/4 horas ou com maior freqüência quando a condição do paciente for instável;

  • Colocar o paciente em posição que melhor facilite a troca de gases (decúbito elevado maior que 45°);

  • Realizar higiene brônquica, conforme prescrição;

  • Administrar medicamento (expectorante, broncodilatadores), conforme prescrição e reportar qualquer alteração;

  • Monitorar oxigenoterapia;

  • Registrar balanço hídrico;

  • Alternar períodos de repouso entre as atividades;

  • Monitorar níveis de gasometria arterial e notificar qualquer alteração;

  • Ajudar o paciente nas AVD;

  • Ensinar técnicas de relaxamento para o paciente;

  • Estimular ingestão de líquidos, a menos que contra indicado;

  • Auxiliar o paciente a mudar de decúbito de 2/2 horas;

  • Aspirar, conforme prescrição, para estimular a tosse e limpar as vias respiratórias;

  • Incentivar expectoração do escarro;

  • Monitorar escarro, observando quantidade, odor e consistência;

  • Administrar oxigênio, conforme prescrição;

  • Prevenir a fadiga desnecessária;

  • Conservar a energia por meio do repouso, planejamento e estabelecimento de prioridades;

  • Reduzir as demandas impostas ao paciente;

  • Oferecer refeições pequenas e freqüentes;

  • Estabelecer um padrão regular de sono;

  • Evitar situações altamente emocionais;

  • Reduzir o risco de infecção do paciente:

→ Lavar as mãos antes e depois de fornecer os cuidados;

→ Usar luvas para manter a assepsia quando realizar o cuidado direto.

  • Ajudar o paciente a lavar as mãos antes e depois das refeições e após usar o banheiro, comadre ou urinol;

  • Providenciar isolamento protetor e monitorar o fluxo e o número de visitantes;

  • Monitorar ritmo, freqüência cardíaca, PA a cada 4 horas;

  • Observar sinais de confusão e desorientação;

  • Educar o paciente no regime clínico (dieta, medicamentos e restrições de atividades);

  • Incentivar o paciente a parar de fumar ou, pelo menos, diminuir o número de cigarros por dia;

  • Ensinar sobre os perigos associados ao tabagismo e na relação com sua patologia;

  • Encaminhá-lo a uma instituição ou programa de parar de fumar;

  • Monitorar e registrar as mudanças no padrão da fala do paciente e no nível de orientação;

  • Despender 10 minutos com o paciente; demonstrar desejo em ouvir.

  • Observar integridade da pele a cada plantão e reportar alterações;

  1. Estudo das medicações

  • Budesonida: é um glicocorticosteróide com elevada ação antiinflamatória local; utilizado para alívio e controle da falta de ar em pacientes com asma.

  • Fenoterol: o fenoterol (berotec) é um fármaco que atua como broncodilatador. Eficiente no tratamento da asma brônquica. É indicado para tratamento de crises agudas de asma, e também na prevenção da asma induzida por esforço, assim como na bronquite obstrutiva crônica, enfisema pulmonar e transtornos broncopulmonares. Efeitos colaterais: taquicardia, inquietação, vertigem, palpitação, fadiga, etc.

  • Ipratrópio (atrovent): medicamento anticolinérgico derivado da atropina e administrado por via de inalação como coadjuvante na broncodilatação para tratamento de asma, bronquite, DPOC.

  • AAS: antiinflamatório não esteroidal; inibe a agregação plaquetária, bloqueando a síntese do tromboxano A2 nas plaquetas.

  • Captopril: hipertensão, insuficiência cardíaca, IAM; supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona.

  • Carvedilol: antihipertensivo e antianginoso; é um betabloqueador não seletivo coadjuvante no tratamento de insuficiência cardíaca leve ou moderada de origem isquêmica ou miocárdica, associado a digitálicos diuréticos ou inibidores da ECA.

  • Aminofilina: asma brônquica, bronquite, insuficiência respiratória e cardíaca. Causa dilatação dos brônquios e dos vasos pulmonares, aumentando débito cardíaco e diurese. Ação estimulante do miocárdio e vasodilatadora das coronárias; efeito broncodilatador e relaxante da musculatura lisa; ação estimulante sobre o centro respiratório.

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