Controle de perdas humanas

Controle de perdas humanas

Controle de Perdas Humanas

Prof. Eng. Antonio Fernando Navarro

O Formulário de Controle de Perdas Humanas presta-se a uma avaliação preliminar das condições ambientais e de trabalho reinantes na empresa segurada, que possam vir a influenciar em aspectos relativos à Segurança do Trabalho. Trata-se, na verdade, de um modelo formulado por nós, para a verificação das condições de trabalho dos funcionários das empresas. Acreditamos que muitos itens poderão vir a ser acrescentados, aprimorando mais esta Ferramenta de Gerenciamento de Riscos.

A segurança de um trabalhador depende de uma série de fatores. Inicialmente depende dele mesmo, dos seus conhecimentos, cultura e forma de trabalhar. Depende da empresa que deve sempre buscar a eliminação dos riscos ou a mitigação de seus impactos, e, depende de como e de que forma o processo de produção é conduzido.

Há empresas que estimulam o aumento da produção em detrimento da segurança dos trabalhadores. Outras que possuem múltiplas culturas à respeito de como deve ser conduzido o processo de aumento da segurança dos trabalhadores.

Por exemplo, para que um trabalhador esteja menos sujeito a sofrer acidentes, ou venha a ser afetado por acidentes ocorridos com seus companheiros de trabalho, ou com os equipamentos operados por ele, deverão existir algumas condições, dentre as quais citamos:

⇒ adequada supervisão e controle das atividades e funções exercidas;

⇒ adequado treinamento envolvendo as funções desempenhadas, com reciclagens periódicas;

⇒ trabalhos compatíveis com as condições físicas dos operários, não se devendo permitir que o trabalhador exceda à sua capacidade física, no desempenho de suas atividades. Especial atenção dever-se-á dar à atividades que envolvam exclusivamente o levantamento e o transporte de pesos;

⇒ ambiente de trabalho capaz de trazer conforto ao trabalhador, enfocando-se todos os pontos de insalubridade e de periculosidade, bem como: aeração ou ventilação ambiental; emprego correto de cores, luminosidade compatível com os trabalhos executados; existência de pisos não escorregadios, e outros aspectos mais, previstos na Consolidação das Leis do Trabalho;

⇒ fontes de periculosidade e de insalubridade do trabalho totalmente controladas;

⇒ fornecimento e emprego de equipamentos de proteção individual e de equipamentos de proteção coletiva;

⇒ níveis salariais compatíveis com os praticados na região, de sorte a que os funcionários não venham a se sentir defasados, ou terem os seus salários muito acima dos praticados pelas empresas vizinhas. Este último item torna-se problemático por quando de demissões imotivadas;

⇒ existência de manuais e de procedimentos para a operação dos equipamentos e instalações;

⇒ aspectos assistenciais condizentes com o trabalho desenvolvido, como: disponibilização de ambientes para a realização das refeições; existência de atendimento médico-ambulatorial, etc.

No formulário apresentamos alguns parâmetros, indicados a seguir, considerados como indutores de um aumento da segurança do trabalho. Com certeza poderão existir outros, avaliados pelos profissionais que desenvolverão os trabalhos de gerenciamento de riscos para as empresas.

Convém ressaltar que o modelo apresentado não se propõe a esgotar o assunto, muito pelo contrário, propõe-se sim, a fazer com que haja um interesse maior na avaliação desse tipo de risco. Como já comentamos anteriormente, a grande maioria dos acidentes envolvendo os bens da empresa são decorrentes da participação humana. Lembramo-nos de uma empresa que trabalhava com placas de madeira aglomerada, na qual existia uma máquina picadora de toras de madeira. Os operários tinham que empurrar as toras até os roletes da máquina. Haviam muitos acidentes, principalmente em função de cortes das mãos por lascas de madeira. Para preveni-los a empresa resolveu comprar um par de luvas de couro, que pudesse vir a ser utilizado por todos os funcionários da máquina. Para uns as luvas eram apertadas. Para outros, as luvas eram folgadas. Um dos operários, teve o seu braço puxado pela máquina, porque uma luva prendeu-se em uma farpa de madeira, e ele não conseguia tirá-la da mão, visto estar muito apertada.

Como vemos, a análise da segurança do trabalho é muito mais do que uma simples inspeção. O Engenheiro de Segurança do Trabalho deve verificar, inclusive, a adequação dos equipamentos de proteção que são fornecidos aos operários.

1) Dados da Empresa;

2) Dados da atividade desenvolvida pela empresa; 3) Principais riscos observados; 4) Agentes ambientais agressivos; 5) Materiais particulados ou nuvens em suspensão; 6) Contaminantes atmosféricos; 7) Compatibilidade dos níveis de iluminação ambiental; 8) Aspectos gerais acerca do maior risco; 9) Condições ambientais; 10) Aspectos de Segurança do Trabalho; 1) Avaliação dos Acidentes de Trabalho nos últimos 3 anos; 12) Opinião do Engenheiro de Segurança acerca do Risco.

O modelo de formulário que propomos é o que se segue. Lembramos que essas análises, efetuadas nas empresas durante os horários de funcionamento das mesmas, deve ser objetivo e de fácil preenchimento, de sorte a possibilitar uma maior liberdade de ação do inspetor.

Controle de Perdas Humanas

Em:

Solicitante :

Gerenciamento de Riscos - Controle de Perdas Humanas Relatório nº:

Segurado: CGC nº:

Endereço: Bairro/Distrito:

Cidade: Estado:

Telefone/Fax:

2) Atividade Principal desenvolvida: Comércio Indústria Residencial Outras

3) Principais riscos observados

Possibilidade de atingir outros locais

Incêndio sim não Explosão de Aparelhos sim não Explosão de Substâncias sim não Explosão de Produtos em Processamento/Matérias Primas sim não Danos Elétricos sim não Queda de Raio sim não Recalques de Fundações totais ou parciais sim não Desabamento sim não Desmoronamento sim não Vendaval, Tornado, Tromba d’água sim não Granizo sim não Inundação (rios e canais) sim não Alagamento (aguaceiros, ruptura de adutoras) sim não Impacto de Veículos sim não Impacto de Equipamentos Móveis sim não Impacto de Aeronaves sim não Roubo ou Furto Qualificado sim não Tumultos ou Motins sim não Vazamento de Produtos sim não Contaminação Atmosférica sim não Contaminação de rios, lagoas, canais e lençol freático sim não Umidade Ambiente sim não Fermentação ou Combustão Expontânea sim não Contaminação de Produtos sim não Atos de Sabotagem sim não Incendiarismo sim não Corrosão, Maresia, Oxidação sim não Derrame de água por sprinklers sim não Incêndio por Queimadas em matos ou pastos sim não Danos por içamento de cargas ou equipamentos sim não Terremoto - Sismicidade Natural Induzida sim não Derrame de Materiais Líquidos em Estado de Fusão sim não Parada ou Interrupção de Produção sim não Ruptura de Adutoras ou de Canalizações sim não Acidente por força centrífuga sim não Danos por Erosão sim não Danos por Cavitação sim não

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