3 relatorio de eletrocard. todo (2)

3 relatorio de eletrocard. todo (2)

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E FARMACOLOGIA

DISCPLINA: FISIOLOGIA PARA FARMÁCIA

MINISTRANTE: FRANCISCO TEIXEIRA ANDRADE

ELETROCARDIOGRAMA NO HOMEM (Homo sapiens sapiens)

COMPONENTES:

FRANCISCA DAS CHAGAS NUNES

ISADORA BASÍLIO MENESES

LUÍZA MÁRCIA BARBOSA

NATANAEL VIANA

RODOLFO

SAMARA BELCHIOR GAIDO

TERESINA

AGOSTO/2010

INTRODUÇÃO

Segundo AIRES (2008) o desempenho adequado da bomba cardíaca exige perfeita sincronia entre o período em que o músculo está relaxado, permitindo assim o enchimento das câmaras, e o período de contração, o que possibilita imprimir pressão e velocidade ao sangue, garantindo a circulação sanguínea. O sincronismo dessa contração é garantido pela geração e propagação de potencias elétrico ao longo do sincício elétrico miocárdico. O Eletrocardiograma constitui o exame padrão para se avaliar a geração e a propagação dessa atividade elétrica.

Com base nessas questões a prática teve como objetivo propiciar aos alunos conhecimentos práticos e básicos de eletrocardiografia.

MATERIAIS E MÉTODOS

Pegou-se um algodão embebido por álcool, limpou-se as faces anteriores dos punhos, dos terços distais das pernas e igualmente da região pré-cordial de um aluno posicionado em decúbito dorsal sobre mesa adequada.

Colocou-se as placas receptoras (eletrodos) nas regiões referidas no item anterior e adaptou-se os respectivos eletrodos: RA,right arm (braço direito,BD); LA, left arm (braço esquerdo,BE); RL, right leg (perna direita,PD); LL, left leg (perna esquerda,PE); C, “precórdio” (de V1 a V6).

Registrou-se o ECG nas derivações clássicas do plano frontal: bipolares, derivações 1(D1), derivação 2(D2) e derivação 3(D3); unipolares, aVR (derivação aumentada do braço direito), aVL (derivação aumentada do braço esquerdo e aVF (Derivação aumentada da perna esquerda).

Registrou-se o ECG nas derivações unipolares do plano transversal: V1,V2,V3,V4,V5 e V6.Observou-se a morfologia das ondas e analisou-se a normalidade ou não do ECG.

Eixo elétrico médio (EEM) do coração (vide figuras 2 e 3). Escolheu-se no ECG duas derivações quaisquer do plano frontal. Por exemplo: D1 e VF. Fez-se em cada ECG escolhido a soma algébrica das amplitudes das ondas Q,R,S.Considerou-se como unidade cada milímetro vertical.Partindo-se do centro da ‘’rosa dos ventos”, marcou-se nas linhas das derivações escolhidas o número de unidades relacionados aos resultados das somas algébricas, obedecendo os sinais “+” ou “-“.

Nos pontos marcados em cada linha de derivação traçou-se e cruzou-se as perpendiculares. Fez-se uma seta de forma que sua origem coincidiu com o centro da “rosa dos ventos” e sua ponta ou cabeça coincidiu com o ponto onde as perpendiculares cruzaram. Esta seta representou o EEM do coração.

RESULTADO

FIGURA 1: DERIVAÇÃO DO PLANO FRONTAL BIPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 2: DERIVAÇÃO DO PLANO FRONTAL BIPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2.

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 3: DERIVAÇÃO DO PLANO FRONTAL BIPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2.

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 4: DERIVAÇÃO DO PLANO FRONTAL MONOPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2.

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 5: DERIVAÇÃO DO PLANO FRONTAL MONOPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2.

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 6: DERIVAÇÃO DO PLANO FRONTAL MONOPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2.

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 7: DERIVAÇÃO DO PLANO HORIZONTAL MONOPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2.

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 8: DERIVAÇÃO DO PLANO HORIZONTAL MONOPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2.

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 9: DERIVAÇÃO DO PLANO HORIZONTAL MONOPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2.

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 10: DERIVAÇÃO DO PLANO HORIZONTAL MONOPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2.

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 11: DERIVAÇÃO DO PLANO HORIZONTAL MONOPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 12: DERIVAÇÃO DO PLANO HORIZONTAL MONOPOLAR. TERESINA (PI), 2010.2

FONTE: LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA, 2010.2

FIGURA 13: DERIVAÇÕES DO PLANO FRONTAL REDESENHADA CONFIGURANDO “ROSA DOS VENTOS”.

Na Derivação D1: onda q=0; r= 3; s=1 soma algébrica= 4

Na derivação aVF: onda q=1; r=9; s=2 soma algébrica= 12

LEGENDA:

: linhas resultantes da sua respectiva soma algébrica em suas derivações

: eixo elétrico médio

FONTE: AIRES, M. M.. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.

DISCUSSÃO

O eletrocardiograma normal é composto pela onda P, pelo complexo QRS, que nem sempre aparece como três ondas distintas e pela onda T (GUYTON, 2006).

A onda P é produzida pelos potenciais elétricos gerados quando ao átrios despolarizam, antes de a contração atrial começar. O complexo QRS é produzido pelos potenciais gerados quando os ventrículos se despolarizam antes de sua contração, enquanto a onda de despolarização se propaga pelos ventrículos e a onda T conhecida como “onda de repolarização” é produzida pelos potenciais gerados, enquanto os ventrículos se restabelecem do estado de despolarização. Assim o eletrocardiograma é composto por ondas de despolarização e de repolarização. (GUYTON, 2006).

Antes que a contração do músculo possa ocorrer, é preciso que a despolarização se propague pelo músculo, para iniciar os processos químicos da contração. A onda P ocorre no início da contração dos átrios, o complexo QRS de ondas ocorre no início da contração dos ventrículos. Os ventrículos permanecem contraídos até que a repolarização tenha ocorrido, ou seja, até o final da onda T. (GUYTON, 2006).

Os átrios se repolarizam cerca de 0,15 a 0,20 segundo, após o término da onda P. Quase nesse mesmo instante, o complexo QRS está sendo registrado no eletrocardiograma. Como conseqüência, a onda de repolarização atrial, conhecida como “onda T atrial”, é , em geral, encoberta pelo complexo QRS que é muito maior, por isso, dificilmente observa-se uma onda T atrial no eletrocardiogarma. (GUYTON, 2006).

A onda de repolarização ventricular é a onda T do eletrocardiogarma normal. O processo de repolarização ventricular se estende por período longo, cerca de 0,15 segundo, por isso, a onda T do eletrocardiogarma normal é uma onda de longa duração, mas sua voltagem é consideravelmente menor que a voltagem do complexo QRS, em parte por causa de sua duração prolongada. (GUYTON, 2006).

Todos os registros eletrocardiográficos são feitos com linhas de calibração apropriadas, no papel de registro. As linhas de calibração horizontais estão dispostas de tal modo que cada 10 linhas horizontais correspondem a 1milivolt, as linhas horizontais acima da linha de base indicam valores positivos, e as que estão abaixo da linha de base indicam valores negativos; já as linhas verticais são as linhas de calibração do tempo. (GUYTON, 2006).

Vale ressaltar a existência do intervalo P-Q ou P-R que é o tempo decorrido entre o início da onda P e o início do complexo QRS corresponde ao intervalo entre o começo da estimulação elétrica dos átrios e o começo da estimulação dos ventrículos. Também há o intervalo Q-T que corresponde a contração do ventrículo que vai aproximadamente, do início da onda Q até o final da onda T. (GUYTON, 2006).

Existem derivações eletrocardiográficas que podem ser bipolares (figura 1,2,3) ou unipolares (figura 4,5,6,7,8,9,10,11,12). O termo bipolar quer dizer que o eletrocardiograma é registrado por dois eletrodos posicionados em lados diferentes do coração, neste caso, nos membros. (GUYTON, 2006).

Segundo Aires (1999), o eletrocardiograma é o registro extracelular contínuo da atividade elétrica do coração por meio de eletródios colocados na superfície do corpo. Pode-se obter registro eletrocardiográfico de qualquer ponto da superfície corpórea, mas, na prática, existem pontos padronizados para colocação dos eletródios. Existem também convenções relativas à amplificação do potencial e à velocidade de registro: a amplificação habitual é de 1mV/cm e a velocidade 25mm/s. Aplicam-se, normalmente, cinco eletródios: um em cada punho, um em cada tornozelo e um, sucessivamente, em seis posições sobre a face do tórax. Os eletródios aplicados aos punhos recebem, respectivamente, os nomes de R(right), sobre o punho direito e L (left), sobre o punho esquerdo. O eletródio aplicado ao tornozelo esquerdo recebe o nome de F(foot). O eletródio aplicado ao tornozelo direito é ligado à blindagem do aparelho, para minimizar o ruído, e o eletródio torácico é denominado C (central).

Segundo Aires (1999) os eletródios são ligados entre si em 12 combinações e fornecem 12 diferentes registros eletrocardiográficos. Cada uma destas ligações é conhecida como uma derivação de eletrocardiograma. As 12 derivações padrão do ECG são: 1)Derivações de extremidades: a) Derivações clássicas: D1 – eletródios em R e L ligados ao registrador (L positivo), D2 – eletródios em R e F ligados ao registrador (F positivo), D3 – eletródios em L e F ligados ao registrador (F positivo) e b) Derivações A (aumentadas): aVR – ligação como mostra a figura 14 ,D (R positivo), aVL – ligação como mostra a figura 14 ,E (L positivo), aVF – ligação como mostra a figura 14 ,F (F positivo) e 2)Derivações precordiais, as quais são obtidas com o eletródio C, que é sucessivamente aplicado sobre seis posições na superfície torácica, como se vê na figura 14 ,G. A ligação é mostrada na figura 14 ,H. O eletródio C é ativo e positivo. Os três eletródios de extremidades (L,R,F) são ligados entre si através de um jogo de resistências e funcionam como eletródio indiferente.

Percebe-se que existem três derivações bipolares: D1, no qual, o terminal negativo do eletrocardiógrafo é conectado ao braço direito, e o terminal positivo, ao braço esquerdo; D2 o terminal negativo do eletrocardiógrafo é conectado ao braço direito, e o terminal positivo, à perna esquerda; já o D3 o terminal negativo é conectado ao braço esquerdo, e o terminal positivo à perna esquerda. (GUYTON, 2006).

Os eletrocardiogramas, obtidos por essas três derivações, são semelhantes entre si, porque todos eles registram ondas P e T positivas, e a parte principal do complexo QRS também é positiva. (GUYTON, 2006).

Segundo Aires (1999), os vetores que resultam da atividade elétrica do miocárdio não se restringem a um único plano, mas desenvolvem-se em três dimensões. Seria difícil descrever, de imediato, este desenvolvimento tridimensional, razão pela qual é preferível decompor os vetores cardíacos em suas projeções sobre dois planos ortogonais, frontal e horizontal.

Segundo Aires (1999) O complexo QRS é uma onda bi- ou trifásica, com alternância de picos positivos e negativos. O potencial médio de uma derivação é a soma algébrica dos valores positivos e negativos do complexo (figura 13). Os resultados, para duas derivações quaisquer (as melhores são as que têm os maiores potenciais), são lançados sobre os eixos de orientação das derivações e determina-se, a partir destes valores, o eixo elétrico médio. O eixo elétrico ventricular apresenta variações fisiológicas; é mais vertical nos tipos longilíneos; também se verticaliza na pessoa ereta e durante a inspiração, quando o diafragma desce. Nesses três casos, tende a dirigir-se para 90º. Inversamente, tende a dirigir-se para 0º nos brevilíneos, na posição reclinada e durante a expiração.

CONCLUSÃO

O experimento contribui para o entendimento a respeito dos potencias de ação e consequente “hierarquia” no trabalho realizado pelo coração. Mostra de forma matemática a prova da harmonia no trabalho realizado pelo músculo e como este resulta no trabalho de ejeção do sangue com maior força no sentido da grande circulação, o que pode ser notado no cálculo do eixo elétrico médio. Conclui-se que os Princípios de Eletrocardiografia contribuem para compreender o funcionamento do eletrocardiograma, um elemento indispensável para avaliação clínica do coração.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AIRES, Margarida de Mello. Fisiologia. 3º ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2008.

AIRES, M. M.. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.

1GUYTON, Arthur C.; HALL, John E.. Tratado de Fisiologia Médica. 11 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

ANEXO

FIGURA 14: AS 12 DERIVAÇÕES DE ELETROCARDIOGRAFIA. DERIVAÇÕES CLASSICAS (A,B,C); DERIVAÇÕES AUMENTADAS (D,E E F); DERIVAÇÕES PRECORDIAIS LIGADAS COMO SE VE E (G); ESQUEMA DE LIGAÇÃO ELETRICA EM ( H). TERESINA (PI), 2009.

FONTE: AIRES, M. M.. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.

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