CENTRO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE TERESINA

FRANCISCO ALVES DE ARAUJO

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE TERESINA – CET CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM

DISCIPLINA FISIOLOGIA

PROFESSORA: FRANCILÉIA

DIURESE AQUOSA NO HOMEM

TERESINA – PIAUÍ

2010

Relatório apresentado

à Disciplina de Fisiologia, Orientadora Franciléia Calland,

como pré-requisito necessário para obtenção parcial de nota.

Componentes

Ana Cristina

Marília

Maria do Socorro Mesquita

Maria Zeneide de Jesus Oliveira

Tereza

TERESINA (PI)

JUNHO/2010

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………..03

2 OBJETIVO……………………………………………………………………………… 05

3 RESULTADOS…………………………………………………………………………C...07

4 DISCUSSÃO……………………………………………………………………………...08

5 CONCLUSÃO…………………………………………………………………………….09

REFERÊNCIAS………………………………………………………………………….10

1 INTRODUÇÃO

Os rins são os meios primários para a eliminação de produtos indesejáveis do metabolismo que não são mais necessários ao corpo. Esses produtos incluem uréia (do metabolismo dos aminoácidos), creatinina (da creatina muscular), ácido úrico (dos ácidos nucléicos), produtos finais da quebra da hemoglobina ( tais como a bilirrubina) e metabólicos de vários hormônios. Esses produtos indesejáveis devem ser eliminados do corpo tão rapidamente quanto são produzidos. Os rins também eliminam a maioria das toxinas e outras substâncias estranhas que são produzidas pelo corpo como ingeridas, tais como pesticidas, drogas e aditivos alimentícios (GUYTON;HALL,2002).

Para a manuntenção da homeostase, a excreção de água e eletrólitos deve ser cuidadosamente combinada com os respectivos ganhos. Caso o ganho exceda a excreção, a quantidade de água e eletrólitos no corpo aumentará. Caso o ganho seja menor que a excreção, a quantidade de água e letrólitos no corpo diminuirá. A entrada de água e muitos eletrólitos são controlados principalmente pelos hábitos na ingestão de sólidos e líquidos de um indivíduo, requerendo que os rins ajustem as taxas de excreção de várias substâncias com a respectiva quantidade ingerida. Os rins têm um papel dominante na regulação da pressão arterial a longo prazo pela excreção de quantidades variáveis de sódio e água (GUYTON;HALL,2002).

O fluxo sanguíneo para os dois rins corresponde normalmente a 22% do débito cardíaco ou 1.100Ml/min. A ciurculação renal é única, visto que possui dois leitos capilares, o glomerular e o peritubular, organizados em série e separados pelas arteríolas eferentes, que auxiliam na regulação da pressão hidrostática em ambas as redes de capilares (GUYTON;HALL,2002).

A urina consiste em um meio para manutenção do equilíbrio hidro-eletrolítico (de água e eletrólitos = íons) do organismo, sendo fundamental para manutenção da homeostasia. O volume e a composição da urina são muito variáveis e refletem variações ocorridas tanto no volume dos líquidos corporais quanto no metabolismo. 95% do volume da urina é composto de água. Seu Ph normal é em torno de 6,0, podendo variar entre 4,6 e 8,0 em função do tipo de dieta (as dietas ricas em proteínas aumentam a acidez enquanto as vegetarianas aumentam a alcalinidade (VALLE, 2008).

O soluto mais abundante na urina é a uréia, formada a partir da associação de amônia (originada na desaminação dos aminoácidos) e CO2. As dietas ricas em proteína também aumentam a eliminação de uréia. Além da uréia, os solutos orgânicos mais comuns na urina são: creatinina (derivada da decomposição da fosfocreatina muscular); o ácido úrico (produto do catabolismo de ácidos nucléicos) e o urobilinogênio (pigmento derivado da degradação da hemoglobina). Outros solutos orgânicos são encontrados em pequenas quantidades. As concentrações dos principais solutos inorgânicos (Na+, K+, Cl-, Mg+, Ca++ etc) variam conforme a ingestão, o Ph plasmático e a ação de hormônios (VALLE, 2008).

Segundo Valle (2008), utilizando-se técnicas laboratoriais é possível identificar a presença de várias substâncias na urina, o que pode ser indicativo de alterações orgânicas importantes. Por exemplo:

  • Presença de proteínas plasmáticas na urina (albumina, principalmente): quadro chamado de albuminúria, indica a possibilidade de estar ocorrendo um aumento da taxa de filtração glomerular, que pode ser causada por lesão, hipertensão ou irritação das células renais por substâncias como toxinas bacterianas, éter e metais pesados.

  • Presença de glicose na urina: chamada de glicosúria, geralmente é indicativa de diabetes mellitus, mas também pode estar relacionada ao aumento de adrenalina que ocorre durante o estresse.

  • Presença de células sangüíneas na urina: piúria (presença de leucócitos), hematúria (presença de hemácias). A presença de leucócitos pode ser causada por doenças infecciosas e de hemácias por inflamação, irritação ou tumores renais.

  • Presença de altos níveis de corpos cetônicos: pode indicar diabetes mellitus, jejum, anorexia ou pouco carboidrato na dieta.

O volume total de urina produzido por dia pode variar entre 1 a 2 litros, conforme a ingestão de água: uma dieta seca pode reduzir drasticamente a produção de urina, enquanto uma dieta líquida pode aumentá-la. A concentração da urina é variável, entretanto, a concentração dos líquidos corporais deve ser mantida constante. Isso demonstra o importante papel da diluição ou concentração da urina na manutenção da concentração dos líquidos corporais (VALLE, 2008).

Em situações de privação de água a concentração (osmolaridade) plasmática aumenta. Um aumento de apenas 1% na osmolaridade plasmática já pode ser identificado por receptores sensoriais (osmo-receptores) localizados no hipotálamo (SNC). A estimulação desses receptores produz dois efeitos: estimula a sede, levando a pessoa a beber água; e estimula a hipófise a liberar HAD (hormônio anti-diurético). Esse hormônio irá agir nos rins estimulando a reabsorção de água nos túbulos distais e ducto coletor. Essa reabsorção de água causa um aumento da osmolaridade da urina, diminuindo o seu volume e normalizando a osmolaridade plasmática (VALLE, 2008).

Para Valle (2008), apesar da osmolaridade ser o principal regulador da liberação de HAD, fatores patológicos e/ou farmacológicos podem interferir sobre a hipófise, estimulando ou inibindo a secreção de HAD. Por exemplo:

  • ·Fatores que patológicos que podem estimular a liberação de HAD: diminuição do volume de líquido circulante (causada por hemorragia), derrame cerebral, doença hipotalâmica, dor, náusea e hipotireoidismo.

  • Fatores que farmacológicos que podem estimular a liberação de HAD: altas doses de morfina, barbitúricos, nicotina, drogas colinérgicas e agonistas beta-adrenérgicos (atuam em receptores beta da noradrenalina).

  • Fatores que patológicos que podem reduzir a liberação de HAD: diabetes, síndrome de secreção inadequada de HAD, hipertensão arterial.

  • Fatores que farmacológicos que podem reduzir a liberação de HAD: etanol, cafeína, a morfina (baixas doses) e drogas anticolinérgicas.

Quando substâncias que não podem ser reabsorvidas pelos túbulos renais (ex.: sacarose, manitol) acumulam-se no filtrado glomerular, a reabsorção de água no túbulo proximal diminui e, consequentemente, o volume do filtrado aumenta. O restante do néfron recebe volume adicional de água que altera o mecanismo de contracorrente, diminuindo o gradiente osmótico entre o córtex e a medula renal, aumentando o volume final de urina que será isosmótica com o plasma. Esse fenômeno é conhecido como diurese osmótica e pode ocorrer nos portadores de diabetes pois a quantidade de glicose no plasma supera a capacidade de reabsorção renal. A moléculas aromáticas presentes no chá também causam diurese osmótica, pois não podem ser reabsorvidas ao longo dos túbulos renais (GUYTON52121;HALL,2002).

2 OBJETIVO

Analisar a fisiologia renal no homem, observando o volume e o pH em condições normais e experimentais.

3 RESULTADOS

Tabela 1: Resultados da Diurese Aquosa no Homem, realizado no Laboratório de Fisiologia da Faculdade de Tecnologia de Teresina-CET, pelos Bacharelandos do 3º Bloco de Enfermagem/tarde

EQUIPES

EQUIPE A

EQUIPE B

EQUIPE C

EQUIPE D

VOLUME

430

500

170

185

PH

6

6

6

7

VOLUME

265

230

17

34

PH

6

5

5

7

1ª COLETA

2ª COLETA

Fonte: Direta

Fonte: Direta

Gráfico 1: Resultados da Diurese Aquosa no Homem, realizado no Laboratório de Fisiologia da Faculdade de Tecnologia de Teresina-CET, pelos Bacharelandos do 3º Bloco de Enfermagem/tarde.

Fonte: Direta

4 DISCUSSãO

Para que se chegasse aos seguintes resultados e posteriormente discutidos, duas pessoas do grupo tiveram que ingerir certa quantidade de água, calculada de acordo com a fórmula abaixo:

PESO1 + PESO2 =? / 2 = ?

X15 = ? / 180

A equipe A só ingeriu H2O, na primeira coleta o volume urinário foi de 430 ml e PH: 6 já na segunda coleta o volume urinário foi de 265 ml e PH:6, o que resultou em uma urina bem diluída, que não houve alteração, com PH considerado básico.

A equipe B ingeriu H2O e fez exercício, na primeira coleta da prática o volume urinário foi de 500 ml e PH:6; na segunda coleta o volume urinário foi de 230ml e PH: 5 no que resultou em um aumento mais significamente menor em relação ao grupo A, com isso a urina coletada ficou bem diluída com PH básico.

A equipe C não fez nada, na primeira coleta obteve volume urinário de 170ml e PH: 6; já na segunda coleta com volume urinário de 17ml e PH: 5, no que resultou em uma urina bem concentrada, com PH ácido. Aconteceu devido à hipófise posterior liberar ADH, também conhecido como vasopressino ou antidiurético. É o ADH que hidrata as vísceras para continuar o processo de digestão, por isso, a urina total coletada da equipe C ficou com volume pequeno e bem concentrada.

Os retentores de soluto como a cerveja é um exemplo, por inibr a ação da hipófise de liberar ADH e pegar o líquido que tem para hidratar as vísceras e fazer o processo de digestão desencadeando desidratação no ser humano. Como a cerveja é um retentor de soluto e sódio, ela é totalmente filtrada e não é reabsorvida. Enquanto se ingere H2O, parte é eliminada e uma parte é reabsorvida, como os minerais, eletrólitos que se precisa no organismo para fazer o balanço hidroeletrolítico.

A equipe D não ingeriu H2O mais fez exercícios, na primeira coleta obteve volume urinário de 185ml e PH: 7; na segunda coleta com volume urinário de 34ml e PH: 7, no que aconteceu a perda de H2O pelo suor, transpiração, expiração, que de 185ml de urina abaixou para 34ml, que houve a ação da hipófise liberando ADH. Mais como na primeira coleta foi em maior quantidade de urina com PH: 7 e a segunda coleta em menor quantidade de urina com PH: 7, explica-se que quanto em menor quantidade a urina é mais ácida e quanto maior quantidade a urina é mais básica.

5 conclusão

A diurese aquosa no homem ocorre quando inicialmente o volume urinário era menor e a urina mais concentrada com aumento da ingestão de água , o filtrado aumenta com esse aumento de líquido corpóreo a pressão arterial também aumenta, mecanismos próprios de feed-back atuarão fazendo com que esse volume diminua gradativamente voltando ao seu valor normal. Com esse excesso de água no corpo , o rim excreta urina diluída, que é devido ao mecanismo da contínua reabsorção de solutos dos segmentos distais dos túbulos, enquanto cessa a reabsorção de água, existe ausência de ADH, fazendo com que a urina seja mais diluída em grande volume.

A enfermagem tem um papel importante no processo do balanço hidroeletrolítico, para que seja mantida a homeostase do organismo, para que seja necessário que o rim apresente a capacidade de variar o volume urinário de modo a reter ou eliminar água, ou seja, concentrar ou diluir a urina do ser humano.

referências

GUYTON e HALL. Tratado de Fisiologia Médica. 10ª edição, Editora Guanabara Koogan S.A. Rio de Janeiro – RJ, 2002.

ATIVIDADE PRÁTICA – FUNÇÃO RENAL NO HOMEM. Disponível em: http://virtual.unipar.br/courses/FISIOHUMANA/document/04)_Sistema_Renal/PRATICA-FUNCAO-RENAL-2007.pdf?cidReq=FISIOHUMANA. Acesso em 21 de novembro de 2010.

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