projeto de fisiologia (esse aqui) (1)

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Avaliação do desenvolvimento do sistema radicular de estacas de acerola com aplicação de diferentes doses de extrato de tiririca (Cyperus rotundus).

Campo Novo do Parecis – MT dezembro de 2011

Camila Herklotz, Hitalo Ribas

Lucas A. Puerari, Max Sueliym Barrios

Avaliação do desenvolvimento do sistema radicular de estacas de acerola com aplicação de diferentes doses de extrato de tiririca (Cyperus rotundus)

Projeto de pesquisa apresentado á disciplina de Fisiologia Vegetal, orientado pelo Profº José Luiz da Silva

Campo Novo do Parecis – MT

Dezembro de 2011

1. Resumo

O presente trabalho pretende avaliar a capacidade de enraizamento e a influência para o cultivo do numero de folhas nas estacas da acerola (Malpighia emarginata L.), pertencente à família das Malpighiaceae, aplicando diferentes doses do extrato de tiririca (Cyperus rotundus). Uma vez que o plantio feito com sementes é desuniforme, opta-se pelo uso de estacas retiradas de plantas com boas características genéticas. O delineamento experimental utilizado será inteiramente casualizado, em esquema fatorial 5 x 3, com diferentes concentrações de extrato de tiririca e três tipos de estacas, com 3 repetições e 12 estacas por parcela. As estacas serão cultivadas em bandejas de polipropileno contendo o substrato vermiculita, em condições ambientais normais, ficarão ao ar livre e serão regadas com o extrato de tiririca.

Palavras – chave: Acerola, Tiririca, Estacas, Enraizamento

2. Introdução

A acerola (Malpighia emarginata L.), pertencente a família das Malpighiaceae, é reconhecida pelo seu valor nutricional, principalmente pela quantidade de vitamina C, vitamina A, vitaminas do complexo B e ferro. Devido a grande quantidade de vitaminas e nutrientes, o cultivo de acerola tem aumentando nos últimos anos (JUNQUEIRA et al., 2002, citado por GONTIJO et al,. 2003). O pé de acerola se adapta ao clima tropical e subtropical, com isso se adapta muito bem as regiões do Norte, Nordeste e região da Amazônia (FRANZÃO & MELO). A fruta é utilizada na produção de doces, sorvetes, sucos, polpas e extração de vitamina.

O plantio da acerola é normalmente feito por estacas, pois segundo MARINO NETO, 1986, citado por LOPES et al., 2003, o plantio de sementes apresenta baixo percentual de germinação. Além de baixa porcentagem de germinação, o uso de sementes propicia pomares desuniformes, uma vez que o plantio através de sementes favorece a segregação hereditária (NETO et al., 1996, citado por GONTIJO et al., 2003). Para resolver o problema de plantas desiguais, a melhor forma encontrada para se multiplicar o pomar é a propagação vegetativa, através de estacas. Este tipo de reprodução é importante pois as características desejadas não se perdem, e a origem das novas plantas se dá através da capacidade que as plantas superiores tem de formar um sistema radicular em um ramo isolado, a este processo dá-se o nome de rizogênese (BLEASDALE 1973, citado por LOPES et al., 2003).

Idade e vigor da planta são fatores que influenciam na velocidade e capacidade de enraizamento, este processo é auxiliado por fitohormônios, que são substâncias encontradas em pequenas quantidades nas folhas (LOPES, et al., 2003).

A tiririca (Cyperus rotundus),é uma planta daninha de grande importância para a agricultura, devido a sua capacidade de invadir terrenos cultivados. Esta espécie possui bulbos basais, que são as principais estruturas de multiplicação do vegetal (LORENZI, 2002 citado por RODRIGUES et al., 2010). As folhas e bulbos da tiririca possuem grandes concentrações de fitohormônios, principalmente ácido indol-butírico (IAB), que segundo LORENZI, 2000, citado por XAVIER, é um poderoso fitorregulador específico para a formação de raízes. Acredita-se que o uso de extrato de tiririca tenha bons resultados no auxilio do enraizamento de estacas.

3. Justificativa

A propagação via estacas é um dos principais métodos utilizados na multiplicação de plantas como acerola. Na propagação comercial, a viabilidade do uso da estaquia está em função da capacidade de enraizamento de cada espécie ou cultivar, da qualidade do sistema radicular e do desenvolvimento posterior da planta (OLIVEIRA, Adriana P., 2002). Este método tem como vantagens permitir a obtenção de muitas plantas a partir de uma única matriz, em curto espaço de tempo apresentando uma técnica de baixo custo e de fácil execução, apresentam maior uniformidade do que plantas oriundas de sementes. Neste projeto optamos por utilizar uma substância orgânica proveniente de uma planta daninha de difícil controle no meio agrícola, a tiririca, pois as auxinas nelas contidas compõem o grupo de fitohormônios com maior efeito na formação de raízes em estacas. Possuem ação na formação de raízes adventícias, na ativação das células do câmbio e na promoção do crescimento das plantas, além de influenciarem a inibição das gemas laterais e a abscisão de folhas e frutos (FACHINELLO; HOFFMANN;NACHTIGAL.)

Com a utilização do extrato, a propagação via estacas se torna uma alternativa viável e de baixo custo, beneficiando pequenos produtores e auxiliando na multiplicação de pomares de grande porte.

4. Objetivo Geral

O Brasil está entre os maiores produtores de acerola do mundo, juntamente com Porto Rico e Havaí, mas se analisado em distribuição produtiva em área nacional se limita, ou melhor, se concentra na região do nordeste.

Outro fator limitante de produtividade seria a dificuldade de produção de mudas, pois, a aceroleira necessita de indutores sintéticos de enraizamento, o que se torna caro. A saída para incentivo de produção poderá ser a utilização do extrato de tiririca que contem substâncias estimulantes, sendo assim, diminuirá o custo de produção favorecendo todos os níveis de produtores da fruta. Assim sendo, além da diminuição de custo, outras regiões poderão também se interessar fazendo com que o país produza a fruta de forma mais distributiva, tirando um pouco do peso de produção concentrado da região nordeste.

5. Objetivos Específicos

  • Disponibilizar a utilização de um produto de fácil obtenção e beneficiamento para auxiliar as plantas da cultura da aceroleira em um bom desenvolvimento radicular.

  • Buscar um equilíbrio e padronização na produção de mudas da cultura, já que o meio de propagação via semente desfavorece a produção comercial.

  • Obter uma nova fonte de produto com este fim, o de enraizamento, pois, além de ter baixo custo, comparado com o principal produto com tal objetivo, é inteiramente natural, deixando de lado a utilização de produtores sintéticos.

  • Diminuir o custo de produção para os produtores.

  • Oferecer um novo item para pequenos produtores, já que pouco pode investir, onde o fator limitante seria o financeiro.

  • Ampliar os conhecimentos sobre a considerada “planta daninha” para que possamos utilizar para fins benéficos.

  • Incentivar produtores e cooperativas na produção desta cultura que contem vasto campo de utilização que vai desde a produção de polpa até mesmo para produtos medicinais.

6. Metodologia e Estratégia de Ação

A pesquisa realizada no projeto será do tipo experimental, esta se define como toda pesquisa onde há a elaboração de ensaios experimentais.

O mesmo será desenvolvido no campo experimental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia IFMT – Campus Parecis, localizado na BR 235, no município de Campo Novo do Parecis - MT. As estacas serão adquiridas na Fazenda São Paulo, que se localiza no município de Brasnorte – MT, que fica na BR 364, a 63 km de Campo Novo do Parecis. As estacas serão doadas e padronizadas com 15 cm de comprimento, e serão escolhidas plantas-matrizes de boa produtividade e sanidade, estas serão colhidas e plantadas manualmente. A Tiririca utilizada será da espécie Cyperus rotundus, e esta será coletada em área cultivada, na mesma propriedade onde serão obtidas as mudas. O extrato de tiririca será obtido da seguinte forma: uma quantidade determinada das folhas e do tubérculo da planta serão batidos num liquidificador com 1L de água, e esta substância concentrada será diluída em 6 litros d’água em um regador com volume de 7L (capacidade de um regador comum). O delineamento experimental utilizado será inteiramente casualizado, em esquema fatorial 5 x 3, com cinco concentrações diferentes de extrato de tiririca (0; 100 g; 200 g; 400 g; 500g) e três tipos de estacas (sem folhas, com um par de folhas e com dois pares de folhas), com 3 repetições e 12 estacas por parcela. As estacas serão cultivadas em bandejas de polipropileno contendo o substrato vermiculita, em condições ambientais naturais, ficarão ao ar livre, e serão regadas com a substância diluída uma vez ao dia. As avaliações serão realizadas 90 dias após a instalação do ensaio, através de coleta dos seguintes dados: porcentagem de enraizamento, comprimento da raiz, n° de raízes e massa seca das raízes.

7. Existência de financiamento de outras fontes

O presente projeto não receberá ajuda financeira de outras fontes pois o custo da sua implantação é baixo, uma vez que as mudas são doadas pelo proprietário da fazenda, a tiririca será retirada de talhões cultivados na mesma propriedade, e os utensílios utilizados para o preparo e plantio (liquidificador, regador, bandejas de prolipopileno) serão adquiridos com os recursos do grupo.

8. Resultados, produtos, avanços e aplicações esperadas

Com a implantação deste experimento, espera-se que as estacas de acerola apresentem uma boa resposta ao extrato de tiririca, que já é utilizada como estimulante para outras culturas, tanto perenes como anuais, tendo em vista um aumento significativo do sistema radicular em relação as testemunhas. O maior número de raízes afeta no crescimento das plantas, com isso será possível um maior desenvolvimento da parte aérea da aceroleira. Acredita-se que se os resultados forem satisfatórios a implantação deste método será viável e lucrativo pois é um projeto barato e a resposta da planta em produção pode ser grande. Além dos grandes produtores, os pequenos e médios também poderão investir na produção de acerola, já que esta é uma fruta de consumo relevante no Brasil e no mundo.

9. Especificação dos indicadores de avaliação do andamento do projeto de pesquisa

Um dos primeiros indicadores de avaliação do andamento do projeto diz respeito ao cumprimento do cronograma de trabalho e à execução das atividades propostas. O segundo indicador refere-se à apresentação dos resultados em eventos científicos relacionados à área. Tais indicadores serão: um artigo, um trabalho completo e um resumo. A participação dos alunos será de extrema importância para que tenham mais contato com o ramo da pesquisa cientifica, e quem sabe futuramente formar pesquisadores.

10. Existência de interesse e participação do setor produtivo de modo a assegurar efetiva transferência tecnológica, se for o caso

Devido ao grande índice de produção de acerola no Brasil, tem-se a idéia de que o setor produtivo pode se interessar pela proposta, uma vez que esta facilitaria o aumento da produção nos locais que já possuem pomares, e facilitaria a implantação da mesma em outras áreas. Devido á dificuldade de implantação da acerola por sementes o uso de estacas é o mais recomendado, e com a obtenção de bons resultados o experimento pode interessar produtores de todos os níveis.

11. Impactos Econômicos, Sociais, Ambientais, Científicos e Tecnológicos

Com a implantação deste projeto, tem – se o objetivo de alcançar bons resultados para a proliferação de mudas de acerola com maior facilidade, aumentando a produção no pais, incluindo o aumento dos pomares no estado do Mato – Grosso, onde o índice de produção da fruta é baixo. Esta alternativa além de barata, também é orgânica, evitando assim o uso de substâncias que podem afetar o meio ambiente. Além de impactos ambientais e tecnológicos, o método visa melhor a condição de produção de pequenos produtores, diminuindo os custos do manejo e fazendo com que sua produção seja competitiva com as demais que utilizam estimulantes sintéticos. A acerola possui vitamina C que é um dos principais motivos pelo qual esta fruta vem sendo cada vez mais procurada, se mais pessoas se interessarem em produzir, e esta produção for rentável, o Brasil poderá se beneficiar com a produção da fruta.

12. Relacione a experiência do grupo de pesquisa e projetos já desenvolvidos anteriormente

Os membros do grupo participaram de palestras oferecidas por multinacionais, dias de campo proporcionados pela fundação Mato – Grosso e Aprosoja, participamos de feiras tecnológicas como a Parecis SuperAgro. Houve momentos de aprendizado em semanas da agronomia em Campo Verde e Serra de São Vicente, ambas oferecidas pelo Centro Acadêmico do IFMT. Foram desenvolvidos alguns projetos cobrados por professores do Campus Parecis, porém nenhum destes eventos e projetos foram relacionados ao cultivo da acerola.

13. Considerações Finais

Existem alguns trabalhos semelhantes a este, no entanto decidimos direcioná-lo para cultura de acerola, e pretendemos seguir uma linha de produção orgânica e de baixo custo. Caso seja alcançado resultados satisfatórios promoveremos a disseminação da técnica proposta.

14.Bibliografia

ARRUDA, Leonardo A. M., Atividade hormonal do extrato de tiririca na rizogênese de estacas de sapoti.

FACHINELLO, José C.; HOFFMANN, Alexandre; NACHTIGAL, Jair C., Propagação de Plantas Frutíferas.

FRANZÃO, A. A., MELO, B., A cultura da aceroleira.

GONTIJO, Tiago C. A. et al., Enraizamento de diferentes tipos de estacas de aceroleira utilizando ácido indolbutírico, Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, v. 25, n. 2, p. 290-292, Agosto 2003.

NETO, Alfredo J. A., Cruz-Silva, Claudia T. A., Efeito de diferentes concentrações de extratos aquosos de tiririca (Cyperus rotundus L.) sobre o enraizamento de cana-deaçúcar (Saccharum spp).

OLIVEIRA, Adriana P., Uso do ácido indolbutírico no enraizamento de estacas semilenhosas e lenhosas de pessegueira. Passo Fundo, Abril de 2002.

RODRIGUES, Anne Karolinne Costa et al., Enraizamento de estacas de Cordia verbenacea DC.tratadas com Cyperus rotundus L., Cadernos de Agroecologia, Vol 5 N.1, 2010, Mato Grosso do Sul.

XAVIER, André S. et al., Indução de enraizamento em canela Cinnamomum zeylanicum Blume através do extrato de tiririca.

15. Plano de Trabalho/ Cronograma

Atividade

Duração em meses

Data de início

Data de termino

Membros da equipe

Resumo

1

5/12/11

6/12/11

Max Sueliym

Introdução

1

5/12/11

6/12/11

Camila Herklotz

Justificativa

1

5/12/11

6/12/11

Max Sueliym

Objetivo geral

1

5/12/11

6/12/11

Lucas Puerari

Objetivo especifico

1

5/12/11

6/12/11

Lucas Puerari

Metodologia e Estratégia de Ação

1

5/12/11

6/12/11

Hitalo Ribas

Existência de financiamento de outras fontes

1

5/12/11

6/12/11

Camila Herklotz

Resultados, produtos, avanços e aplicações esperadas

1

5/12/11

6/12/11

Grupo

Especificação dos indicadores de avaliação do andamento do projeto de pesquisa

1

5/12/11

6/12/11

Grupo

Existência de interesse e participação do setor produtivo de modo a assegurar efetiva transferência tecnológica, se for o caso

1

5/12/11

6/12/11

Grupo

Impactos Econômicos, Social, Ambiental, Cientifico e Tecnológico

1

5/12/11

6/12/11

Grupo

Relacione a experiência do grupo de pesquisa e projetos já desenvolvidos anteriormente

1

5/12/11

6/12/11

Grupo

Considerações Finais

1

7/12/11

8/12/11

Lucas Puerari

Bibliografia

1

7/12/11

8/12/11

Camila Herklotz

Aquisição das estacas

1

16/01/12

17/01/12

Camila Herklotz

Aquisição da tiririca

1

16/01/12

17/01/12

Max Sueliym

Preparo do extrato

1

16/01/12

17/01/12

Max Sueliym

Plantio

1

16/01/12

18/01/12

Hitalo Ribas

Aplicação do extrato

3

16/01/12

diariamente

Grupo

Coleta de dados

3

20/01/12

20/04/12

Lucas Puerari

Formulação de relatórios

3

20/01/12

20/04/12

Hitalo Ribas

Apresentação de dados

1

25/04/12

10/05/12

Grupo

Comentários