Construção civil - introdução a engenharia

Construção civil - introdução a engenharia

(Parte 1 de 5)

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO

ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO

Curso de Engenharia Civil

CONSTRUÇÃO CIVIL

Izabela Cavalcanti

Luiz Silvestre

Maria Eduarda

Natanielton Santos

Patrícia Pedrosa

Pollyanna Moraes

Vanessa Ayanna

RECIFE

2011

Izabela Cavalcanti Silva

Luiz Silvestre Moura

Maria Eduarda Araújo

Natanielton Santos

Patrícia Pedrosa

Pollyanna Gomes de Moraes

Vanessa Ayanna

Construção Civil

Este trabalho é apresentado ao professor José Orlando visando cumprir às exigências da disciplina de Introdução à Engenharia Civil.

Recife, 28 de setembro de 2011

INTRODUÇÃO

Construção civil é o termo que engloba a confecção de obras como edifícios, pontes, barragens, fundações de máquinas, estradas, aeroportos e outras infraestruturas, onde participam arquitetos e engenheiros civis em colaboração com técnicos de outras disciplinas. É um dos setores do mercado produtivo que se faz presente em todos os locais. É, portanto, de grande abrangência e diversificações em suas atividades, por isso tem apresentando um grande crescimento.

Consiste no conjunto de técnicas que permite a elaboração de obras como casas, edifícios, pontes, barragens, fundações de máquinas, estradas, aeroportos e outras infraestruturas. Esta atividade é de grande importância pois, é geradora de emprego para a sociedade,absorve grande número de mão de obra em diversos setores, e além disso faz com que o país alcance níveis superiores com a participação no PIB e redução no déficit habitacional com a construção de novas moradias.

Visamos neste trabalho, elaborar um material que mostre um pouco da história, a atuação do profissional dessa área e sua importância, informar como está o mercado de trabalho, explicando detalhadamente as etapas de uma construção, mostrando quais os equipamentos e materiais que são utilizados na construção de um projeto e, por fim, exibir nosso relatório de visita na obra do Edifício Gran Vita.

  1. HISTÓRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Falar da história da Engenharia é falar da história da humanidade. Desde o tempo das cavernas o ser humano “engenha”. Porém, a Engenharia, tal como a conhecemos hoje, começou somente a se delinear por volta do século XV.

A Engenharia Civil percorreu um longo período desde que o ser humano abandonou as cavernas e começou a pensar em moradias mais confortáveis e seguras para as suas famílias. Templos, palácios e canais foram características da Antiguidade, que começaram a fazer parte da paisagem por volta de dois mil anos depois do aparecimento das primeiras moradias familiares.

Ao longo da sua história, Engenharia Civil foi acumulando quase só sucessos. Até mesmo seus casuais erros tornaram-se notáveis, como é o caso da Torre de Pisa, construída na Itália em solo não adequado, incapaz de sustentá-la. Atualmente, ela apresenta uma inclinação de cinco metros em relação ao solo, e, graças aos inúmeros recursos tecnológicos modernos, ela ainda continua de pé, pois decerto já teria tombado.

No Brasil, a Engenharia Civil deu seus primeiros passos, de maneira metódica, ainda no período colonial, com a construção de fortificações e igrejas. Em 1549, durante o Governo Geral, foram construídos os muros ao redor da cidade de Salvador, capital da época, pelo engenheiro civil Luiz Dias, que ainda foi responsável pela construção do edifício da Alfândega e o sobrado de pedra-e-cal da Casa da Câmara e Cadeia. Porém a criação de escolas voltadas para a Engenharia Civil só se deu, em 1810, com o estabelecimento da Família Real ao Brasil. O príncipe regente D. João VI, inaugurou em 4 de dezembro de 1810 a Academia Real Militar. Inicialmente, seu principal objetivo era a formação de oficiais da artilharia, além de engenheiros e cartógrafos. Em 1842, a Academia foi transformada em Escola Central de Engenharia, e 32 anos depois, convertida em curso exclusivo de engenharia Civil. Atualmente, essa instituição é a Escola Nacional de Engenharia.

Organizada em instituições, a Engenharia Civil ganhou estudos mais sistematizados e as cidades passaram a crescer intensamente como nunca foi visto antes. Assim, vieram a construção dos altos edifícios, as pontes quilométricas, o sistema de saneamento básico, as estradas pavimentadas, metrôs, aeroportos. Para construir obras tão grandiosas, a Engenharia precisou desenvolver técnicas sofisticadas e adquirir conhecimentos profundos. E cada dia mais, o mercado apresenta técnicas cada vez mais eficazes, que permitem a construção muita rápida de obras cada vez mais complexas. Hoje, é possível construir uma laje por semana, algo que levava um maior tempo há alguns anos atrás.

Este crescimento só se deu em tamanhas proporções devido aos avanços na Construção Civil.

Na década de 40, a construção civil teve seu auge no governo do então presidente do Brasil, Getúlio Vargas Dorneles, e este setor foi considerado uns dos mais avançados da época. O Brasil era detentor importante da tecnologia do concreto armado. A partir da década de 50 definiu-se a forma de trabalho por hierarquia. Na década de 70 durante o regime militar predominou grande financiamento no setor visando diminuir o déficit de moradia. E as construtoras passaram somente a construir os prédios.

Já na década de 80 começa a diminuir os financiamentos e as construtoras voltam a comercializar suas unidades. Na década 90 observam a melhor qualidade no produto final e as construtoras começam a qualificar a mão de obra e com isso o produto final fica com uma qualidade melhor.

Em 2000 é mais intensa a preocupação e preservar para com o meio ambiente e temos maiores informações sobre os impactos causados pelo entulho da construção civil e com isso várias empresas começam a se preocupar com políticas públicas para reduzir este impacto o que é observado pela reciclagem destes entulhos.

  1. O PROFISSIONAL: ENGENHEIRO

Conceitualmente, Engenharia é: “Aplicação dos conhecimentos científicos e empíricos, e certas habilitações específicas, à criação de estruturas, dispositivos e processos para converter recursos naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas.”, ou seja, engenheiro é aquele indivíduo que tem como ofício criar estruturas, dispositivos e processos que facilitem a vida humana baseado em técnicas e conhecimentos científicos. Em outras palavras, o engenheiro nada mais é que um “solucionador de problemas”, e para a resolução destes problemas ele utiliza como ferramenta de trabalho os conhecimentos científicos.

O engenheiro civil é, de longe, o profissional mais importante quando o assunto é estrutura. Só ele está habilitado a lidar com projetos e construções de edifícios, estradas, túneis, metrôs, barragens, portos, aeroportos e até usinas de geração de energia. Com seu conhecimento, escolhe os lugares mais apropriados para uma construção, verifica a solidez e a segurança do terreno e do material usado na obra, fiscaliza o andamento do projeto e também o funcionamento e a conservação da rede de água e a distribuição de esgotos. 

É capaz de atuar como profissional:

Liberal: projetando e executando edifícios residenciais, comerciais e industriais, instalações hidro-sanitárias, pontes, viadutos, passarelas, vias e rodovias, portos e aeroportos, galerias, canais e passagens, loteamentos e desmembramentos urbanos, etc. Desenvolvendo projetos de captação, tratamento de água e esgoto e redes de distribuição de água potável. Estudos e relatórios de impacto ambiental e ações no solo. Desenvolvendo trabalhos geotécnicos e topográficos. Atuando na conservação e reparação de construções. Consultoria. Assessoria. Planejamento. Manutenção

Da Indústria: na produção de concreto, argamassas, artefatos cerâmicos, formas industrializadas, asfaltos e impermeabilizantes, estruturas metálicas e de madeira e estruturas pré-moldadas de concreto.

De empresas: públicas e privadas e instituições de pesquisa e ensino.

A atuação do Engenheiro Civil é bastante abrangente com aplicações em quase todos os setores da atividade humana, participando de um amplo mercado de trabalho em razão de suas inúmeras atribuições profissionais. Cabe a este profissional a elaboração e coordenação de projetos, estudos, fiscalização, gerenciamento, avaliações, perícias e supervisão das atividades ligadas à construção de habitações, edifícios, aeroportos, estradas (rodovias e ferrovias), hidrovias, pontes, túneis, instalações hidro-sanitárias, captação, tratamento e redes de destribuição de água potável, galerias, canais e passagens, arruamentos, loteamentos, geotecnia, planejamento, gerenciamento e estudos de viabilidade técnica e econômica de obras, entre outras.  As maiores oportunidades de atuação do engenheiro civil ainda estão concentradas na área de construção civil devido ao grande déficit habitacional do país. De uma forma geral, as oportunidades de trabalho estão centradas em empresas de construção e indústrias urbanas, nas áreas de projetos e obras, empresas especializadas em desenvolvimento de novas tecnologias em construção civil e em áreas administrativas e gerenciais.

O Engenheiro Civil pode exercer suas atividades em empresas privadas e públicas, na construção, em escritórios de projetos, em agências governamentais, em departamentos de Egenharia de grandes instituições, em instituições de ensino e pesquisa ou ainda atuar em escritórios próprios, prestando serviços de consultoria, projetos e assessoria, entre outros.

  1. CRESCIMENTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL E MERCADO DE TRABALHO

O campo de trabalho é vasto, mas está relacionado diretamente com a situação econômica do país. Se estivermos passando por uma fase desenvolvimentista, certamente sobra vagas para esse profissional. O engenheiro civil pode trabalhar em escritórios de construção civil, indústrias, empresas construtoras, serviço público, instituições específicas, bancos de desenvolvimento e investimento. Apesar de o mercado de trabalho ser vasto ele também é muito competitivo, para ter mais chances no mercado de trabalho é necessário, além do diploma de engenheiro civil, conhecimentos de finanças, inglês, espanhol, para que possam começar bem na carreira. Sem contar que é preciso que tenha facilidade para raciocínio lógico.

A remuneração dos recém-formados fica na faixa dos oitos salários mínimos determinados pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetuta e Agronomia, de São Paulo), mas é comum o engenheiro sênior de boas referências atingir R$ 4.000,00 mensais, e o que chega à área de gerenciamento, R$ 8.000,00. Ou ainda se o engenheiro tiver uma formação sólida ele pode prestar serviços como profissional autônomo. Os bons engenheiros civis trabalham por conta própria. 

  1. Mercado em Pernambuco

Pernambuco nunca esteve numa época tão aquecida no ramo da construção civil como esta que vive hoje. Obras como o projeto Via Mangue, o Arco Metropolitano, duplicamento de rodovias, novos conjuntos residências além de Suape e o Evento Da Copa do mundo de 2014 impulsionam todo esse mercado que por essas e outras tende a ficar em alta por muito tempo no estado.

Todo esse crescimento em Pernambuco pode ser compreendido como uma espécie de símbolo para construtoras e imobiliárias, reunindo em um horizonte claro de oportunidades de negócios a retomada da construção civil, da construção pesada e o surgimento de novos hotéis, por exemplo. Isso sem contar que, em Pernambuco, Suape nunca esteve tão aquecido e eventos como os feirões de imóveis da Caixa Econômica Federal e o Salão de Imóveis da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) movimentaram centenas de milhões de reais, o que resultou em vendas milionárias do setor imobiliário no primeiro semestre dos últimos dois anos, período tradicionalmente menos aquecido. Muita oportunidade requer muita mão de obra e além das centenas de vagas surgidas, a prefeitura do recife também investe na capacitação de pessoas através de cursos técnicos em várias cidades de Pernambuco. As 10 escolas do Senai em Pernambuco, por exemplo, começaram o ano com 48 mil vagas - oito mil a mais que em 2009. Elas oferecem 35 cursos de qualificação profissional para quem tem ensino fundamental completo e pode aprender funções como as de pedreiro, eletricista ou encanador.

A Copa vai mexer ainda mais com esses dados. Somente no estádio, sem contar com o residencial na área da arena, mobilizará 1.500 trabalhadores. Isso sem contar com uma infinidade de oportunidades para o turismo e os serviços. Além disso, o estádio não estará sozinho, o projeto conta com um Residencial, com uma área comercial, escolas técnicas, creches entre outros, ou seja, mais acessibilidade e urbanismo para a população.

A realização de um grande evento traz a necessidade de melhoria na infraestrutura. Os corredores viários são boas alternativas para ligar cidades mais afastadas ao centro e desafogar o trânsito no grande Recife. Mas tudo não são flores a cidade recifense ainda tem muitos desafios urbanos para superar. Foi-se o tempo em que pensar urbanisticamente o desenvolvimento de uma região significava construir avenidas e fornecer transporte público e deixar o resto com os futuros habitantes. Pensar novos vetores de expansão – como os técnicos costumam denominar a tarefa de criar novos centros urbanos – requer uma visão global das necessidades. Escolas, hospitais, centro comerciais, condições de estacionamento. Enfim, basicamente tudo o que não foi feito no Recife. A capital pernambucana – com suas ruas estreitas, infraestrutura deficiente e verticalização desordenada – não se configurou até hoje como um exemplo de direcionamento urbano. Seus erros precisam servir de escola para o trabalho que será feito na Cidade da Copa. E isso não é tudo. Com o ambicioso projeto de construir nove mil unidades habitacionais na futura Cidade da Copa, garantir o abastecimento de água e o serviço regular de esgotamento sanitário para essas residências, afora distribuição de energia e garantir acesso à internet de banda larga. Como por exemplo, nas obras que se dão em São Lourenço da Mata (cidade da Copa), as áreas vizinhas às construções são justamente as de grandes reservas de matas e onde estão localizados os principais mananciais de água, responsáveis por todo o abastecimento do Grande Recife. Construir nesses locais pode vir a exigir grandes investimentos em captação de água de outros locais no futuro. Sem contar as preocupações ambientais, haja vista que as leis de preservação estão cada vez mais rígidas. Mais uma vez, surge a dificuldade de pensar muito em longo prazo como se dará esse desenvolvimento.

E depois da Copa como tudo ficará? É uma grande preocupação que reside no legado social que a competição deixará, ou seja, como o Grande Recife vai crescer depois do evento. Sem isso, haverá a Copa e depois mais nada. Tanto o setor público quanto o privado precisam se unir para viabilizar esse projeto. O primeiro com seu entendimento global dos interesses da população e o segundo com a sua habilidade e conhecimento mercadológicos. É um desafio. O Recife tem que criar condições para que futuramente empresas do setor imobiliário se sintam interessadas em construírem. Ainda há muito trabalho a fazer.

Ainda que o governo invista nas escolas técnicas e em cursos de curto prazo, a maior dificuldade para o setor da construção hoje, em Pernambuco, é a falta de mão e obra qualificada - umas das grandes razões de atrasos de obras.Por isso muitas empresas investem em qualificar seu próprio profissional. As construtoras estão treinando os velhos peões de obras, que se tornam profissionais qualificados e especializados. Várias construtoras pernambucanas já aderiram a novas tecnologias. A Conic Souza Filho, por exemplo é uma delas, é uma delas. A empresa treina os operários para que eles fiquem responsáveis por realizar várias atividades dentro da construção.

Suape também cresce a passos largos e toda sua mega estrutura precisará além de muitos profissionais, o que é ótimo para o estado, movimentar milhares de toneladas de aço e concreto. No entanto, com a expansão do mercado, as empresas estão enfrentando a alta de preços nos materiais de construção e a falta de equipamentos como guindastes. Para o trabalho não parar, os engenheiros precisam negociar com antecedência a compra de material. Para garantir o fornecimento, o estaleiro comprou praticamente toda a produção de um dos maiores fabricantes de aço da região.

Pernambuco ainda há muito que trabalhar, mas não restam dúvidas que momento melhor do que esse nunca houve na história do estado, resta agora se adequar as necessidades do mercado e aproveitar essa nova onda de progresso.

  1. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Todos os materiais de construção têm suas finalidades e aplicações, uns são usados constantemente e outros em alguns casos.

  1. Aglomerantes

São matérias ligantes, em geral puverulentos, que servem para solidarizar os grãos dos agregados inertes. Exemplo: Cimento, argila, cal, gesso, etc.

  • Uso dos aglomerantes:

Pastas – aglomerante + água

Nata – aglomerante + água (mistura fluida)

Argamassa - aglomerante + água + agregado miúdo (areia)

Concreto – aglomerante + agregado miúdo (areia) + agregado graúdo (brita) + água

Agregados – materiais inertes granulosos (britas e areia

  • Classificação dos aglomerantes

Aéreos – são aqueles que não resistem a ação da água e geralmente endurecem em presença do CO2 do ar

Ex: Cal e Gesso

Hidráulicos – são aqueles que resistem a ação da água e endurecem mesmo submersos

Ex: Cimento Portland

  1. Principais Materiais

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