SURGIMENTO DAS ABORDAGENS HUMANÍSTICA, ESTRUTURALISTA E NEOCLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO

SURGIMENTO DAS ABORDAGENS HUMANÍSTICA, ESTRUTURALISTA E NEOCLÁSSICA DA...

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5 ABORDAGEM ESTRUTURALISTA A Teoria Estruturalista é um desdobramento da Teoria da Burocracia e uma leve aproximação com a Teoria das Relações Humanas. É baseada no movimento estruturalista, influenciado pela sociologia organizacional. Estrutura é o conjunto de elementos estáveis que se relacionam no tempo e espaço para formar uma totalidade. Na administração, essa estrutura corresponde à maneira como as empresas são organizadas e estruturadas. A Teoria Estruturalista teve diversos fatores para que surgisse:

A necessidade de uma maior compreensão sobre os aspectos que eram considerados pela Teoria Tradicional e omitidos pela Teoria das Relações Humanas e vice-versa, tornando a Teoria Estruturalista um síntese entre as outras duas;

A necessidade de visualizar a organização como uma unidade social, onde interagem grupos sociais que compartilham os objetivos da organização;

A influência que o Estruturalismo teve na filosofia, na psicologia, na antropologia, na matemática, na lingüística e até na Teoria das Organizações;

5.1 A SOCIEDADE DE ORGANIZAÇÕES No Estruturalismo começou a se enxergar a sociedade como uma sociedade de organizações, pela questão da modernidade, industrialização e pelo fato de as pessoas dependerem dela para viver. Porém, essas organizações são extremamente diferentes umas das outras, exigindo assim, que as pessoas possuam determinados traços de personalidade dependendo da sociedade de que façam parte.

5.1.1 ORGANIZAÇÕES As organizações são as instituições da sociedade moderna, são a manifestação de uma sociedade especializada e interdependente, caracterizada por um padrão de vida cada vez mais crescente. As organizações são limitadas por recursos escassos, por isso não podem tirar vantagens de toda oportunidade que aparece. A eficiência só é obtida quando a organização aplica recursos na alternativa que traz o melhor resultado. A Teoria Estruturalista tem como foco o estudo das organizações, que são entendidas como agrupamentos humanos intencionalmente construídos e reconstruídos, com intuito de atingir objetivos estabelecidos. São caracterizadas por formar conjuntos de relações sociais estáveis e descontroladamente criadas a fim de alcançar objetivos.

5.1.2 HOMEM ORGANIZACIONAL É o homem que desempenha diversos papéis em diferentes organizações, que participa de várias organizações ao mesmo tempo, mas que para isso, precisa ter algumas características de personalidade como: flexibilidade para lidar com as mudanças repentinas que acontecem a todo momento na vida moderna; tolerância às frustrações decorrentes dos conflitos rotineiros; capacidade de adiar certos desejos pessoais por interesses profissionais; e permanente e insaciável desejo de realização.

5.2 ANÁLISE DAS ORGANIZAÇÕES O estruturalismo traz como um dos objetivos, integrar diversos pontos da Teoria

Clássica e a Teoria das Relações Humanas, baseando também, diversos aspectos da Teoria da Burocracia. Por isso, no Estruturalismo a análise das organizações é feita de uma forma que abrange inúmeros fundamentos das teorias citadas. Essa múltipla abordagem leva em conta:

A organização formal e a organização informal, estudando as relações entre as duas organizações e tentando encontrar um equilíbrio entre a racionalidade e a não-racionalidade que faz parte do comportamento humano.

As recompensas materiais e sociais, pelo fato de as duas terem sua importância e funcionalidade dentro da organização. As recompensas materiais são mais importantes para classes mais baixas e para menores cargos, que se tratam de aumento de salário, carro da companhia, sala maior ou melhor, são os símbolos de posição. Enquanto as recompensas sociais devem ser prezadas pelos outros, são as recompensas simbólicas.

Os diferentes enfoques de organização que são: o modelo racional, que demonstra a organização sendo um meio racional de alcançar os objetivos conhecidos. É um sistema fechado onde a visão tem foco nas partes internas do sistema, enfatizando o planejamento e o controle; e o modelo natural, que entende a organização como um conjunto de partes independentes que juntas, constituem um todo. Esse modelo procura a funcionalidade e o equilíbrio sempre. É um sistema aberto onde a visão tem foco na interdependência com o ambiente, contando sempre com uma expectativa de imprevisibilidade.

Os níveis da organização, que são classificados para que a responsabilidade pelas soluções sejam distribuídas por diferentes níveis que são: o nível institucional, que é o nível composto por dirigentes e altos cargos da empresa, é o nível estratégico, responsável pela definição dos objetivos e estratégias organizacionais; o nível gerencial que é o responsável transformações das decisões do nível institucional em planos e programas para que o nível técnico execute; e o nível técnico que é chamado também de nível operacional, que executa as tarefas e desenvolve programas, é o nível que cuida da execução de tarefas rotineiras desenvolvidas pelo nível gerencial.

A diversidade de organizações, que não focalizava apenas nas fábricas, mas nos novos tipos de organizações pequenas, médias e grandes, públicas e privadas, de qualquer segmento, militares, religiosas, filantrópicas, políticas, prisões, sindicatos, etc. Tendo a visão de que toda organização precisa de uma adequada administração.

A análise inter-organizacional pelo fato de o Estruturalismo se preocupar tanto com os fenômenos internos da organização, quanto com os fenômenos externos que afetam os que ocorrem dentro delas, sendo também, de certa forma, fenômenos internos.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após o conhecimento adquirido nesta pesquisa e a leitura dos artigos “Teoria administrativa: a evolução em decorrência das necessidades” e “Organizações mecanicistas x Organizações flexíveis: existiria um meio termo?”, temos como pontos importantes para o surgimento das teorias administrativas que cada teoria surge em decorrência das necessidades que estão sendo vividas naquele momento. A Teoria Clássica, por ser a primeira teoria, fez com que todas as outras tivessem ela como ponto de partida, seja para criticar, como para acrescentar. O fato é que ela trouxe a possibilidade de os pensadores procurassem soluções para melhorar a época em que viviam. Trazendo a conclusão de nenhuma teoria é contrária à outra, mas que toda teoria é o aprimoramento de outra antiga, adaptando-a a época atual. Ou seja, uma teoria complementa a outra. Concluímos então, que as teorias clássicas foram debatidas, atualizadas e chegaram às novas teorias, trazendo a possibilidade de que as concepções mecanicistas evoluíssem, trazendo uma gestão mais participativa, fazendo as atividades intelectuais e de comunicação interagirem, formando as organizações flexíveis. Unindo de certa forma, a organização com os trabalhadores, o que nas teorias clássicas não era tão normal. E que as práticas administrativas unem os pontos positivos de todas as antigas teorias para e adaptar aos problemas atuais e soluciona-los da melhor e mais rápida forma possível.

CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. Ed Makron Books. 5a. ed., 1997. p. 229.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução a Teoria Geral da Administração. Ed. Campus. Ed. 6.

MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração. Ed. Atlas.

CAETANO, Jéssica L. N.. Organizações mecanicistas x Organizações flexíveis: existiria um meio termo?. Administradores: o portal da Administração. Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/organizacoes_mecanicistas_x_organizaco es_flexiveis_existiria_um_meio_termo/355537/, acessado em 19.mai.2010.

CAETANO, Jéssica L. N.. Teorias administrativas: a evolução em decorrência das necessidades. Administradores: o portal da Administração. Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/teorias_administrativas_a_evolucao_em_ decorrencia_das_necessidades/355537/, acessado em 19.mai.2010.

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