cuidados de enfermagem uti adulto

cuidados de enfermagem uti adulto

Cuidados de enfermagem na UTI adulto

  • Profª Ms. Luciane Carmona

A monitorização cardíaca deve ser contínua, com rodízio do local dos eletrodos;

  • A monitorização cardíaca deve ser contínua, com rodízio do local dos eletrodos;

  • Deve-se saber diferenciar artefatos de traçados reais;

  • Observar alterações de ritmos cardíacos, o sinusal do ritmo não sinusal, e eventual aparecimento de arritmias;

  • Realizar balanço hídrico, anotando ganhos e perdas, no mínimo a cd 2h;

    • Ganhos: medicações, líquidos (VO e EV), dietas e líquidos por sondas, NPP (nutrição parenteral prolongada) e hemoderivados.
    • Perdas: diurese, evacuação, débito de drenos, débito de sondas, e as perdas insensíveis (suór, estado febril e vômitos).
    • “O balanço hídrico permite controlar e adequar o aporte hídrico de acordo com a afecção, evitando assim a sobrecarga volêmica ou desidratação”.

Cuidados com sonda vesical:

  • Cuidados com sonda vesical:

    • Utilizar sempre sistema fechado (troca de sondas, avaliar sinais e sintomas);
    • Fixação adequada: prevenção de fístulas uretrocutâneas e/ou edema uretra interna);
    • Homens: anterior do abdome, mantendo a uretra alinhada.
    • Mulheres: face interna da coxa.
    • Trocar a fixação a cada higiene íntima.
    • Higienização: 2x ao dia, com água e sabão, e depois do enxague com clorexedina aquosa= diminuir riscos de infecção.

Cuidados com o paciente em VM/Cânula de entubação/traqueostomia: higiene oral 3x/dia, previne infecções respiratórias e sepse no jejum prolongado;

  • Cuidados com o paciente em VM/Cânula de entubação/traqueostomia: higiene oral 3x/dia, previne infecções respiratórias e sepse no jejum prolongado;

  • Observar fixação e posicionamento da cânula endotraqueal, com o objetivo de prevenir a extubação (perdas acidentais) e a ventilação seletiva;

  • Aspirações de secreções, mantendo vias aéreas permeáveis sempre que necessário;

  • Recomenda-se cânulas com cuff de baixa pressão, diminuindo traumas de traquéia, insuflar lentamente até cessar a saída de ar (ideal pressão de 20cmH2O);

  • Controlar e registrar parâmetros do ventilador;

  • Participar do processo de desmame;

  • Acompanhar evolução dos exames gasométricos e radiológicos, garantindo uma assistência de enfermagem adequada à evolução do paciente;

Pacientes com função pulmonar bastante comprometida, que necessitam de PEEP (pressão expiratória final positiva) e FiO2 (fração inspirada de oxigênio alto). Ex: SARA (síndrome da angústia respiratória do adulto) recomenda-se sistema fechado de aspiração endotraqueal;

  • Pacientes com função pulmonar bastante comprometida, que necessitam de PEEP (pressão expiratória final positiva) e FiO2 (fração inspirada de oxigênio alto). Ex: SARA (síndrome da angústia respiratória do adulto) recomenda-se sistema fechado de aspiração endotraqueal;

  • Desenvolver comunicação adequada com pacientes entubados/traqueostomizados;

  • Mudar o decúbito a cd 2 horas para auxiliar na prevenção e/ou tratamento de atelectasias pulmonares e acúmulo de secreções.

Cuidados para a Prevenção de Quedas:

  • Cuidados para a Prevenção de Quedas:

  • Avaliar todos os pacientes quanto ao risco de quedas:

    • Idade inferior a 5 anos e superior a 65 anos;
    • Agitação ou confusão;
    • Distúrbios neurológicos;
    • Utilização de sedativos;
    • Na presença de um ou mais desses casos, recomenda-se:
    • Manter cama baixa, rodas travadas e grades elevadas;
    • Utilizar restrição ao leito SN (consentimento informado);
    • Atender prontamente o chamado do paciente;
    • Deambulação com auxílio.

Privacidade do Paciente:

  • Privacidade do Paciente:

    • Respeitar sua individualidade, sua intimidade, sua privacidade, seus anseios, seus valores, sua cultura, suas crenças;
    • Respeitar seus familiares e reconhecer a singularidade de cada um de nós.

Cuidados com a integridade da pele:

  • Cuidados com a integridade da pele:

    • Mudança de decúbito, para a prevenção de úlceras de pressão a cd 2 h;
    • Proteção das proeminências ósseas, com coxins, evitando isquemias nestas áreas de maior pressão;
    • Hidratação da pele e massagem de conforto após banho, favorecendo a circulação periférica e consequentemente áreas de maior pressão;
    • Utilização de colchões pneumáticos, colchonetes piramidais (casca de ovo), porém nada dispensa os cuidados básicos.

Cuidados na Adm de DVA (drogas vasoativas)

  • Utilizar sempre que possível, bombas de infusão, pois desencadeiam importantes alterações hemodinâmicas;

  • Controlar PA e FC no intervalo máximo de 60 minutos, para que possamos detectar e/ou corrigir alterações hemodinâmicas.

  • São elas:

Dopamina:

  • Dopamina:

    • Classificação farmacológica: adrenérgico
    • Classificação terapêutica: inotrópico (+) e vasopressor
    • Apresentação: injetável, ampolas de 10 ml com 50mg
    • Diluição recomendada: SG5%=200ml e Dopamina (Revivan)= 50ml= 1mg/ml
    • Farmacodinâmica: estimula os receptores dopadrenérgicos (rim), betadrenérgicos (coração) e alfadrenérgicos (vaso).
    • Indicações:
      • Aumenta o fluxo renal de 1 a 2 mcg/kg/min (dose dopaminérgica);
      • Inotrópico de 2,5 a 10 mcg/kg/min e Vasopressor >10mcg/kg/min

↑ Débito cardíaco, FC e PA;

  • ↑ Débito cardíaco, FC e PA;

  • ↑ RVS (resistência vascular sistêmica)

  • ↑ Força de contração do VE (ventrículo esquerdo)

  • Importante ajustar a volemia antes de administrar a droga.

  • Excreção: Urina

Dobutamina:

  • Dobutamina:

    • Classificação farmacológica: adrenérgico Beta 1
    • Classificação terapêutica: inotrópico
    • Apresentação: injetável, ampolas de 20ml com 250mg
    • Diluição recomendada: SG5%=230ml e dobutamina=20ml = 1mg/ml
    • Farmacodinâmica: estimula os receptores beta 1 adrenérgicos
    • Indicações:
    • Dose de 2,5 a 10mcg/kg/min, excepcionalmente até 40mcg/kg/min:

↑ DC

  • ↑ DC

  • ↓ RVS (pós carga)

  • ↓ pressão do VE

  • FC estável

  • Excreção: bile e urina

Nitroglicerina:

  • Nitroglicerina:

  • Classificação farmacológica: nitrato

  • Classificação terapêutica: antianginoso e vasodilatador

  • Apresentação: injetável, ampolas de 5 e 10ml = 5mg/ml

  • Diluição recomendada: SG5%= 240ml e Tridil=10ml=200mcg/ml

  • Farmacodinâmica: ↑ a produção de óxido nítrico com ↓ do cálcio e relaxamento das veias.

Indicações:

  • Indicações:

    • Iniciar com 15mcg/min, ajustando em cotas de 10 a 15 até 200mcg/min;
    • Doses baixas= venodilatador
    • Doses altas: age nas artérias fazendo vasodilatação
    • ↓ pré e pós carga
    • ↓ tensão da parede do VE
    • ↓ consumo de O2 do miocárdio
    • Excreção: urina

Nitroprussiato de Sódio:

  • Nitroprussiato de Sódio:

  • Classificação farmacológica: vasodilatador

  • Classificação terapêutica: antihipertensivo

  • Apresentação: injetável, ampolas de 2ml com 50mg

  • Diluição recomendada: SG5%=248ml e Nipride=2ml=200mcg/ml

  • Farmacodinâmica: produz óxido nítrico reduzindo a disponibilidade de cálcio e consequentemente relaxamento da musculatura vascular

  • Indicações (subst. Fotossensível):

  • Vasodilatação venosa e arterial iniciando com 0,25mcg/kg/min

  • ↓ RVS

  • ↓ Níveis pressóricos, perfusão cerebral e coronariana

  • ↓ pré e pós carga

  • Excreção: renal

Bitartarato de Norepinefrina:

  • Bitartarato de Norepinefrina:

  • Classificação farmacológica: adrenérgico

  • Classificação terapêutica: vasopressor e inotrópico

  • Apresentação: injetável, ampolas de 4ml com 1mg/ml

  • Diluição recomendada: SG5%=150ml e Levophed=16ml=0,1mg/ml

  • Farmacodinâmica: ação vasopressora nos receptores alfa adrenérgicos e efeito inotrópico ação direta nos receptores cardíacos beta 1.

Indicações:

  • Indicações:

    • Doses iniciar com 0,05mcg/kg/min e titular o efeito até 1mcg/kg/min
    • ↑ RVP
    • ↑ PAm
    • ↓ fluxo de sangue para a pele, músculos e território esplâncnico e renal
    • Excreção: urinária
    • Atenção para o ajuste da volemia antes de administrar a droga.
    • Todas as drogas devem ser administradas através de bomba de infusão.

Cuidados na adm de dietas:

  • Cuidados na adm de dietas:

  • Verificar a dieta de acordo com a prescrição;

  • Elevar o decúbito 30º para infusão das dietas;

  • Testar a posição da sonda antes da adm indevida da dieta, com risco de aspiração;

  • Aspirar a sonda e avaliar resíduo, líquido de estase gástrica. Se retorno ↑ que 50% do volume infundido nas últimas 4 horas, manter a sonda fechada, e testar resíduo após 1h;

  • Infundir a dieta lentamente, a fim de evitar distúrbios gastrointestinais;

  • Manter por 30 min após a infusão das dietas o decúbito elevado, facilitando a digestão e evitando aspiração;

  • Observar ruídos hidroaéreos, distensão abdominal, náuseas, vômitos e diarréias.

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