Trabalho de Economia

Trabalho de Economia

Introdução

No que concerne o nosso dever primordial, que é “a busca do saber”, fomos apelados a ter uma breve pesquisa relacionada a Estrutura Agrária( Estrutura Agrária Equilibrada como Factor de Desenvolvimento).

Dentro deste tema faremos uma grande abordagem concernente a Agricultura e a Pecuária.

Focando-se no grande problema: Estrutura Agrária desequilibrada em países subdesenvolvidos. O nosso trabalho vai retorquir e apresentar algumas soluções para a seguinte questão:

Como um país subdesenvolvido pode obter uma estrutura agrária equilibrada?

Mediante este trabalho teremos a oportunidade de dar um grande realce a agricultura em países desenvolvidos e em países em via de desenvolvimento particularizando Angola.

Estrutura agrária Equilibrada como factor de Desenvolvimento

A expressão estrutura agrária é usada em sentido amplo, significando a forma de acesso à propriedade da terra , ou seja, o direito exclusivo que uma pessoa física ou jurídica tem sobre o solo que, podendo transformá-lo, consumi-lo ou aliená-lo. Distingue-se da posse o desfrute de um objecto por uma pessoa, que só se transforma em propriedade plena pelo reconhecimento jurídico e à exploração da mesma, indicando as relações entre os proprietários e os não proprietários, a forma como as culturas se distribuem pela superfície da Terra.

A estrutura agrária de um país consiste na trama de relações legais e tradicionais que se estabelece entre as pessoas, os grupos e as classes sociais no meio rural. Essa trama regula os direitos de uso da terra, de transferência da propriedade rural, fixa os termos de gozo dos frutos da exploração económica das propriedades assim como os deveres que acompanham esses direitos. O elemento básico da estrutura agrária é a propriedade de terra. Apresenta-se como um dos grandes alicerces para um Desenvolvimento Sustentável, pode assim ser definido como um processo contínuo de melhoria das condições de vida, enquanto minimiza o uso de recursos naturais, causando um mínimo de distúrbios ou desequilíbrios ao ecossistema, promovendo o equilíbrio ecológico, a equidade social e o resultado económico, com o fim de perpetuar a espécie humana vindora e o planeta.

O termo agrária associa-se muito Ao termo agro-pecuária, visto a agricultura e a criação de gado estão directamente agremiados ao meio e principalmente ao clima que determina as grandes zonas agrícolas. O factor mais importante é a existência de água, mas as baixas temperaturas podem também ser um factor condicionante.

Agricultura

A palavra "agricultura" vem do latim agricultūra, composta por ager (campo, território) e cultūra(cultivo), no sentido estrito de cultivo do solo.Agricultura é o conjunto de técnicas utilizadas para cultivar plantas com o objectivo de obter alimentos, fibras, energia, matéria-prima para roupas, construções, medicamentos, ferramentas, ou apenas para contemplação estética. A agricultura é literalmente a cultura do agro, isto é do campo, significando assim o trabalho da terra tendo em vista uma produção vegetal e num sentido lato um produção animal.

Importância da agricultura

A agricultura permite a existência de aglomerados humanos com muito maior densidade populacional que os que podem ser suportados pela caça e colheita. Houve uma transição gradual na qual a economia de caça e colheita coexistiu com a economia agrícola: algumas culturas eram deliberadamente plantadas e outros alimentos eram obtidos da natureza.

A importância da prática da agricultura na história do homem é tanto elogiada como criticada: enquanto alguns consideram que foi o passo decisivo para o desenvolvimento humano, críticos afirmam que foi o maior erro na história da raça humana.

Devido as indústrias agro-alimentares, o sector agrícola é economicamente primordial. Além disso a agricultura e a pecuária continuam a ser fundamentais para alguns países desenvolvidos, embora devido o aumento da produtividade e da concorrência internacional, o número de agricultores tem a tendência de diminuir nos países desenvolvidas. Este facto explica que muitos países ou alguns grupos de países têm uma politica agrícola. a Politica Agrícola Comum (PAC) , criada no contesto da Comunidade Económica Europeia, viria apôs 1962 a fixar os preços, as ajudas aos agricultores e a contribuir para a passagem da agricultura de subsistência para uma agricultora comercial especializada de subsistência.

A agricultura tem um papel geopolítico cada vez mais importante , globalmente os países desenvolvidos são excedentários , pelo contrario de muitos países em desenvolvimento, que debatem-se com um problema : um crescimento demográfico elevado e uma agricultura pouco desenvolvida. Embora fome propriamente dita esteja em regressão , a subnutrição continua a ser uma das características mais importantes deste países .

Foram postos em pratica programas de ajudas em diversas áreas, mas esta ajuda é considerada como uma « Arma Alimentar », havendo dois motivos para isso : pode ser um meio para escoar uma super produção e pode constituir uma dependência . Dependência cultura pelas mudanças e hábitos alimentares que provoca, dependência económica porque os países envolvidos são obrigados a mudar para uma cultura comercial , para obter as divisas necessárias a esta transformação. Por fim, dependência directamente politica, podendo ate a legislação dos países desenvolvidos fixar a lista dos países amigos a quem esta reservada esta ajuda. Esta arma alimentar, serve com instrumento de soberania dos países desenvolvido sobre os países em desenvolvimento.

Pecuária

Pecuária é a arte ou o conjunto de processos técnicos usados na domesticação e criação de animais com objectivos económicos, feita no campo. Assim, a pecuária é uma parte específica da agropecuária.

Etimologia e história

Pecus quer dizer "cabeça de gado". A palavra tem a mesma raiz latina de "pecúnia" (moeda, dinheiro). Na antiga Roma, os animais criados para abate também eram usados como reserva de valor.

A pecuária, a produção e a criação de animais domésticos ou úteis, é uma actividade tradicional que complementa muitas vezes a agricultura( produção agro-pecuária) . mas pode ser igualmente uma mono actividade estruturante das sociedades por exemplo sociedades nómadas. O conjunto de animais de uma exploração, o rebanho é criado visando o auto consumo ou o mercado. Nas sociedades dos países desenvolvidos as ligações entre os agricultores e os criadores de gado tendem a modificar-se, no entanto a criação de gado tem registado uma forte modernização e uma crescente integração na fileira agro-alimentar.

Algumas soluções para que os países subdesenvolvidos alcancem uma Estrutura Agrária Equilibrada

Para obter uma estrutura agrária equilibrada e funcionar com factor de desenvolvimento os países devem seguir os seguintes pontos:

  • Modernização e Racionalização da actividade agrícola tendo em vista por um lado aumentar a produção em ordem a satisfazer do país e reduzir a dependência externa, e por outro, rendibilizar os meios de produção para que a actividade agrícola aumente a sua competitividade e proporcione a população rural um nível de vida mais aproximado dos padrões verificados noutros sectores de actividade;

Deve haver Emparcelamento Simples e Emparcelamento integrado dos espaços rurais; um nível da ocupação das maquinas agrícola e da optimização da mão-de-obra mais elevado, com isto haverá um aumento da produção.

Para concretização destes pontos mencionados acima todos os países devem velar por uma reforma agrária.

Reforma Agrária

A reforma agrária um conceito político útil para medir a “vulnerabilidade à inquietação social” de um país, englobando os seguintes aspecto:

  1. Presença de um aparato governamental, com vontade política e segurança jurídica para os novos política e segurança jurídica para os novos donos da terra;

  2. Política macroeconómica favorável (taxas de juros, câmbio, política agrícola);

  3. Suporte técnico, organizacional e financeiro aos beneficiários de forma não centralizada e não burocrática;

  4. Experiência gerências dos beneficiários e infra-estrutura previamente disponível;

  5. Incentivos económicos aos beneficiários (controle de seu próprio trabalho), apoiando a produtividade e a formação de empresas não agrícolas;

  6. Compensações para os ex-proprietários, estimulando o investimento em outros sectores;

  7. Formação de capital social, com a participação dos beneficiários definição de seus destinos;

  8. Política agrária correcta (bons sistemas de registo, planeamento e tributação da terra).

Estrutura Agrária Angolana

Desde há alguns anos que o sector agrícola tem vindo a perder peso no contexto da economia nacional. A Agricultura é um dos sectores que enfrenta maiores dificuldades em Angola.

Antes da guerra o nosso país foi um produtor agrícola importante, em que as exportações de produtos agrícolas contribuíam significativamente para o volume de exportações. Com os conflitos armados e com a intensificação do êxodo rural a produção baixou significativamente.

Uma parte significativa da população angolana pratica uma Agricultura Tradicional ou de Subsistência, empregando métodos antiquados e poucos produtivos sendo resultados das experiências acumuladas por várias gerações de agricultores. A maquinaria é praticamente inexistente, tendo como resultado uma produção baixa, dependendo, essencialmente das condições físicas e climatéricas, o que implica uma grande irregularidade de produção.

O Estudo dos Solos, bem com a selecção de sementes, não é praticado, explicando-se assim os baixos rendimentos. Maus anos agrícolas originam baixas de produção, escassez de alimentos e fome. O Uso de Produtos Químicos, é muito reduzido, nomeadamente fertilizantes e insecticidas, sendo as culturas frequentemente destruídas. O Sistema de cultivo de terravaria entre a Policultura Extensiva e a Monoculturaem regime extensivo.

A revitalização do sector agrícola não se limita apenas ao aspecto da ampliação de produção mas, simultaneamente deve valorizar condições mais favoráveis para os produtores, como acesso a condições de economia de mercado, tendo em conta as seguintes condições: O fim das hostilidades; A organização das safras agrícolas; O melhoramento da rede de transportes e das condições de vida no campo; A recuperação das vis de escoamento.

Só assim se pode esperar uma aproximação entre o campo e a cidade e pôr fim a um êxodo rural que compromete todo esforço de desenvolvimento que se intenta para Angola. Nesta ordem de ideias, a mecanização deveria facilitar o trabalho do homem, mais do que substitui-lo, os meios disponíveis seriam mais úteis á produção se fossem investidos na criação de infra estruturas indispensáveis á abertura de mercados para os produtos da actividade camponesa.

Sendo assim o camponês se tornará um verdadeiro actor de desenvolvimento, estas medidas potenciais poderão ter uma incidência sobre o nível de saúde e permitir igualmente economias de divisas.

Programa Agrário 2010-2011 para Angola

O sector agrário tem uma enorme importância económica e social, cerca de 80% da população do país vive no meio rural e depende fundamentalmente da agricultura que é a principal fonte de alimentação e da matéria-prima para agro industria, com destaque para agricultura alimentar. Este programa obedece as seguintes linhas estratégicas:

  • Concentração de esforços nas regiões e produtos que garantam maior capacidade de resposta, nomeadamente, cereais, raízes e tubérculos, leguminosas, horto frutícolas, oleaginosas, café, algodão;

  • Descentralização através dos governos províncias das operações de aquisição e distribuição de factores de produção básicos nomeadamente sementes, instrumentos de trabalho, pequenos equipamentos e vacinas:

  • Acções Programadas

Serão enquadradas 2.222.678 famílias camponesas, sendo que no âmbito do PEDR, estão previstas 1.197.600 famílias, nas acções de apoio de Fomento serão beneficiadas 979.538 famílias e pelas ONG’s e Governos Províncias 45.540 famílias.

Beneficiados

Nº de Famílias

Famílias a serem assistidas pela ONG´s e os parceiros

45.540

Famílias camponesas em acções de fomento agrícola

979.538

Famílias camponesas a serem assistidas pelo PEDR

1.197.600

Total

2.222.678

Sementes e material vegetativo

As aquisições de sementes e material vegetativo serão em quantidades inferiores as da campanha anterior pelo facto de os camponeses usarem a pratica de stockagem de semente para a campanha seguinte como medida antí- risco.

Sementes

Quantidades (TON)

Milho

1.500

Massambala

200

Feijão manteiga

200

Amendoim

100

Total

2.200

Instrumentos de trabalho

Os instrumentos de trabalho distribuídos nas campanhas anteriores transmitem uma tranquilidade em termos de satisfação das necessidades dos camponeses. As quantidades projectadas resultam de uma planificação participativa com as Províncias e reflectem alguns instrumentos de trabalho não distribuídos na campanha anterior.

Designação

Quantidades (UN)

Enxadas europeias

152.922

Enxadas tradicionais

264.668

Catanas

115.472

Limas

56.920

Machados

5.148

Equipamentos

No que se refere aos equipamentos deverá haver um esforço considerável enquadrado na orientação de introdução de inovações tecnológicas nas comunidades rurais.Necessidades em equipamentos para 2010-2011:

Designação

Quantidade (UN)

Charruas de tracção animal

8.000

Semeadores adubadores de tracção animal

8.000

Semeadores adubadores manuais

15.000

Juntas de bois para tracção animal

500

Fertilizantes

Em termos de fertilizantes as necessidades são de 68.000 toneladas repartidos em 45.000 toneladas de fertilizantes composto e 23.000 toneladas de fertilizantes simples que deverão ser assegurados pelos agentes económicos e pelo Programa de Extensão e de Desenvolvimento Rural.

Conclusão

Em suma, mediante tudo quanto foi abordado de modo introdutório expusemos o que é na realidade Estrutura Agrária, verificamos que a mesma apresenta-se como um dos alicerces para um Desenvolvimento Sustentável. Mais adiante, celebrizou-se acerca da Agricultura onde destacamo-la como factor de desenvolvimento para os países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

Focamos também acerca da pecuária onde vimos que através desta actividade, os seres humanos atendem à uma parte considerável de suas necessidades de proteínas pois existe uma breve interligação entre criação de gados e a exploração de terras.

Tivemos a oportunidade de expor as varias soluções para o países subdesenvolvidos obterem uma estrutura equilibrada para apoiar no caminho do desenvolvimento em que a grande aposta deve ser feita na sua reforma.

Como foi dito na introdução o nosso trabalho não deixou de focalizar-se na realidade angolana, onde verificamos que o sector agrário vem perdendo algum peso no nosso país mais que nunca deixou de ser uma base de desenvolvimento. Dr. António Agostinho Neto dizia « a agricultura é a base de desenvolvimento e a industria é o factor decisivo». Devido a não aposta neste sector verifica-se um grande antagonismo mediante as palavras ditas por Agostinho Neto.

Com a recepção de dados vindo do Ministério da Agricultura verificamos que o nosso país está a apostar para reformar o sector primário.

A agricultura é e sempre será a base do desenvolvimento.

Bibliografia

BAUD, Pascal, BORGEAT, Serge, BRAS, Catherine. Dicionário de Geografia, Platano Editora, Paris Setembro de 1997. Páginas:9-10 e 16-18.

ANTUNES, João. Geografia 10º ano, Platano Editora, Lisboa Maio. Páginas:326-329.

SABINO, Margarida. Geografia 8ªclasse Manual do Aluno, Editora INIDE, Luanda 2005.Páginas: 104-106.

Agriculturas do Mundo - do neolítico à crise contemporânea. Ministério do Desenvolvimento Agrário. 2008. Disponível em: <http://www.iica.int/Esp/regiones/sur/brasil/Lists/Publicacoes/Attachments/60/Historia_das_agriculturas.pdf>.

Dictionary.com. Disponível em: <http://dictionary.reference.com/browse/agriculture>. Acesso em: 12 de agosto de 2011.

Latin Dictionary and Grammar Aid. Disponível em: <http://archives.nd.edu/latgramm.htm>.

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