MANUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA 10ª E 11ª CLASSES 2

MANUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA 10ª E 11ª CLASSES 2

(Parte 1 de 14)

Elaborado por Manuel Caleio

Leituras constantes levam o indivíduo a algumas vezes perguntar a si mesmo que tipo de texto é o que está a ler e quais as diferenças entre aquele que no momento lê e os que já leu durante muitos anos de pesquisas científicas que foi fazendo.

Por vezes respostas imediatas não surgem para que se satisfaça esta inquietação, mas possíveis soluções para problemas do género existem desde o primeiro dia em que nos sentamos a um calmo lugar e começamos pela primeira vez a ler e entender o que nos dizem os mestres mudos. Portanto este manual vai mostrar em algumas folhas de seus conteúdos o essencial para nós.

Existem variadas diferenças entre os textos dependendo do género literário a que for escrito por estes e outros motivos sábios gramáticos decidiram distribuir os textos nos seguintes e diferentes géneros literários:

* LÍRICO Formas fixas: soneto e canção.

RomanceNarrativa de fixão

Poema Épico – Epopeia Conto Novela

Tragédia Comédia e Farsa Drama e Tragicomédia

O texto narrativo e suas particularidades

Chamam-se textos narrativos aos textos que relatam uma sequência de acontecimentos que envolvem personagens, personagens estas que vivem os tais acontecimentos num determinado espaço e tempo seleccionado. Os textos narrativos são todos eles narrados pelo narrador que exterioriza suas ideias e criação tentando explicar variados problemas do dia-a-dia natural subdividindo os textos em três partes distintas que são:

Introdução (ideia central, início da história). Desenvolvimento (o desenrolar da história, ponto clímax).

Conclusão (Ponto final da história).

Todos os textos narrativos traduzem uma atitude de exteriorização centrada naquele que narra os acontecimentos, implicam uma representação de tendências objectivas, contemplam procedimentos que instalam uma dinâmica de sucessividades e por estes e outros motivos podemos dizer que os textos narrativos levam a cabo um processo de exteriorização porque neles procura-se antes de mais descrever e caracterizar um universo autónomo integrado por personagens, acção e espaço. Este universo

Elaborado por Manuel Caleio configura-se pelo labor de uma entidade fundamental que é o narrador colocado numa situação de alteridade em relação a aquilo que fala. O narrador de «O mais» de Essa de Queiroz por exemplo encontra-se numa situação exterior ao ambiente da história que narra. Em Para Sempre de Virgílio Ferreira o narrador conta as suas próprias experiências como personagem é protagonista da história.

relatado e também com os temos em que nele se descrevem o espaço, personagens etc

Os textos narrativos caracterizam-se ainda pelo facto de instaurarem uma dinâmica de sucessividades directamente relacionadas com o tempo em que se projectou o facto A categoria da narrativa

Os factos narrados numa história são classificados segundo um esquema que reparte os variados aspectos reunidos que nos dão como resultado o texto narrativo esquema esse que tem como nome: a categoria da narrativa que é representado pelo seguinte esquema:

Personagen principal(autodie gético.

Participa Como

Personagem Secundária

 Presença(Homodiegético

Não participa ( hetero diegético)

Ponto de vista* Posição
Do* Subjectiva ( dá a sua opinião)
Narredor

Objectiva ( Não opina)

Omnisciente (sabe tudo ) Ciência

Não omnisciente ( é apenas observador)

Elaborado por Manuel Caleio

Aberta (não apresenta um desfecho)

Acção da narrativa ou Relevo

Fechada (apresenta um desfecho)

Plenas (com o mesmo comportamento até ao fim).

Tipologia

De Personagens

Modeladas (mudam de atitudes durante o texto).

Directa (física)│O narrador é quem faz│

Caracterização

Das personagens

Indirecta (Psíquica) │O leitor é quem faz │

Tempo

Cronológico ( mês, dia, ano).

Histórico (enquadramento histórico) (era uma vez). Psicológico ( momentos vividos pelas personagens).

Narração (alguém contando).

Diálogo (conversa entre as personagens).

Modo de expressão e representação

Descrição (caracterização do espaço, tempo e das personagens).

Elaborado por Manuel Caleio

Monólogo (reflexão interna).

resultado final a comunicação

Segundo historiadores, existe no seio da raça humana um conjunto de sinais próprios de cada sociedade, região ou população que tem a já muito tempo possibilitando o contacto entre os seres de cada uma das espécies do planeta. Todos estes sinais códigos e marcas reunidos compreendidos e descodificados, dão como

Comunicar é um acto fundamental na vida humana por ser através deste processo que o homem troca informações, aprende, partilha sentimentos, emoções, experiências e muito mais.

Para que haja a comunicação é necessário que haja linguagem linguagem esta que subdivide-se em três partes que são:

Linguagem verbal Linguagem não verbal

E a linguagem mista

Linguagem ou comunicação verbal: é aquela por onde se faz a utilização das palavras (fala ou escrita) mantendo o contacto linguístico entre os falantes. Está é a linguagem exclusiva do homem e constitui o sistema mais rico e complexo da comunicação o qual obedece as regras gramaticais de ortografia e de pronúncia.

Ex.: A carta, o diálogo etc.

Linguagem ou comunicação não verbal: Como diz o nome nesta comunicação não se faz por variadas razões a utilização das palavras mas sim se usarão os sons, gestos e por vezes os ícones.

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