SBC DADOS Completo

SBC DADOS Completo

(Parte 5 de 7)

Bernardo nas eleições de 1959, tendo tomado posse em 1º de janeiro de 1960, para mandato que terminou em 31 de dezembro de 1963. Seu vice era Hygino Baptista de Lima. Foi neste período que se desenhou o primeiro plano diretor da cidade, desenvolvido pela equipe liderada pelo urbanista Flávio Villaça, cuja execução só terminaria nas administrações subsequentes. Outra ação relevante foi a intervenção de Lauro junto ao governo estadual e federal para liberação de verbas para a construção da

Escola Técnica Industrial (atualmente conhecida por ETE Lauro Gomes), objetivo que ele vinha perseguindo desde seu primeiro mandato como prefeito.

Eleito deputado estadual em outubro de 1962, não tomou posse do cargo, visto que preferiu concluir o mandato em São Bernardo. No ano seguinte, disputou as eleições para a prefeitura de Santo André. Venceu o pleito, tendo assumindo o mandato em 1º de janeiro de 1964 e permanecido pouco tempo: Lauro faleceu em 20 de maio daquele ano, vitimado por problemas cardíacos.

SiGiSmUndo SéRGio Ballotim (03/09/1955 - 31/12/1955)

Sigismundo Sérgio Ballotim nasceu em

São Bernardo, em 4 de abril de 1924. Seus pais foram Domingos João Ballotim e Hermínia Miele Ballotim, e seus avós eram imigrantes italianos radicados em São Bernardo. Seu pai foi fundador da Fábrica de Móveis “Miele, Miele & Ballotim” e da Indústria “Saltos de Madeira para Calçados”. Fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar de São Bernardo, depois ingressando no Colégio Martins Fontes, em São Paulo, onde diplomou-se contador em 1945.

Sigismundo começou a prestar pequenos serviços nas indústrias de seu pai, onde efetivamente ingressou em 1935. Passou a ser sócio da empresa em 1940, quando da transformação da firma para D.J. Ballotim & Cia. Ltda. Casou-se com Maria Flora Pioli Ballotim, em 7 de setembro de 1946, com quem teve três filhos.

Em 1951, foi eleito vereador à Câmara para o mandato legislativo de 1952 a 1955. Durante este período exerceu o cargo de 1° secretário da Câmara no primeiro exercício e nos três seguintes, o de presidente. Entre setembro e dezembro de 1955 substituiu o prefeito Lauro Gomes de Almeida, que se afastara para assumir vaga de deputado federal.

Durante seu curto mandato foi estabelecido convênio com a Secretaria de Viação e Obras Públicas do Governo do Estado, com o objetivo de construir a estação de captação e tratamento de água da Represa Billings.

Reassumiu a vereança em 1956, cargo para o qual fora reeleito, exercendo o mandato legislativo de 1956 a 1959. Sigismundo faleceu em 1996.

Aldino Pinotti nasceu em São Bernardo, em 5 de agosto de 1912, no sítio de seus pais, Dio Phebo Pinotti e Angelina Scopel Pinotti, que se localizava num dos lotes da antiga linha Jurubatuba. Em 1919, passou a frequentar as Escolas Reunidas de São Bernardo, no casarão que foi da Intendência (na atual Praça Lauro Gomes). Fez também o curso de aperfeiçoamento da Escola Superior de Guerra, em Santo André. Casou-se com Nair Mariana Corradi Pinotti, com quem teve dois filhos.

Desde cedo iniciado no trabalho, Pinotti passou a maior parte da infância ajudando os pais no cultivo das terras tendo, mais tarde, aprendido a profissão de marceneiro. Trabalhou como ajudante na Fábrica de Móveis de Cassetari, Vergani e Modolin. Em 1921, deixou de trabalhar na empalhação de cadeiras para ser aprendiz de marcenaria com Antônio Fernandes, indo trabalhar, em 1922, na Fábrica de Móveis São Vicente. Dois anos depois se transferiu para a Fábrica de Móveis Redenção, e matriculou-se na Escola Particular da Professora Hermínia Paggi (noturna), localizada na Rua Marechal Deodoro, altura da Alameda Glória. Na Fábrica Redenção passou de aprendiz de marceneiro para artífice (oficial). De 1932 a 1943 trabalhou na Indústria de Móveis de José Pelosini, onde ficou até 1943, quando ingressou, como marceneiro, na Fábrica de Móveis São Bernardo. Pinotti adquiriu, na ocasião, algumas ações da firma (que era uma cooperativa de trabalhadores), o que lhe valeu a posição de sócio-quotista. Em fins de 1954, com a transformação da firma em sociedade anônima, passou a exercer as funções de gerente comercial e foi eleito presidente da empresa.

História 3 aldino pinotti (1/1/1956 - 31/12/1959) (1/2/1969 - 31/1/1973)

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Resolveu ingressar na política em fins de agosto de 1951, durante um encontro com Lauro Gomes e seus correligionários. Faltavam poucos meses para as eleições e Pinotti foi um dos nomes indicados para disputar a vereança. Foi eleito vereador pelo Partido Trabalhista Brasileiro, exercendo esse mandato de 1952 a 1955.

Em 1955, foi indicado pelo então prefeito Lauro Gomes (que mais tarde romperia com Pinotti) como candidato à sua sucessão. Pinotti elegeu-se prefeito pela coligação PDC, UDN e PRP, tomando posse em 1° de janeiro de 1956. O primeiro mercado municipal do município (que se situava na Rua Padre Lustosa), os primeiros telefones públicos e a implantação da Biblioteca Monteiro Lobato foram algumas das marcas deixadas na cidade por essa gestão de Pinotti.

Licenciado do cargo de prefeito em 1959, a fim de poder candidatar-se, disputou a edilidade, tendo sido novamente eleito vereador para o período de 1960 a 1963. No fim deste mandato como vereador foi indicado pela oposição para disputar o cargo de vice-prefeito, conseguindo se eleger. Substituiu o prefeito Hygino de Lima em sua licença para viagem à Alemanha, e por razões de saúde não pode assumir o exercício na segunda licença de Hygino.

No ano de 1968, Pinotti disputou mais uma vez o cargo de prefeito, ocasião em que obteve estrondosa vitória, conseguindo mais que o dobro da votação obtida pelo segundo colocado, o situacionista Jaime Franchini.

Entre as ações importantes da segunda gestão de Pinotti estão as inaugurações do Es- tádio Baetão, Museu Raposo Tavares, primeira parte da Avenida Faria Lima, além da construção de diversas escolas e parques infantis. A Cidade da Criança, criada na administração de Hygino de Lima, foi consideravelmente expandida. Outro fato marcante foi a criação da AGESBEC (Armazéns Gerais e Entrepostos São Bernardo), primeira empresa de economia mista da cidade.

Após conseguir eleger seu sucessor em 1972, Pinotti tentou voltar ao cargo de prefeito em 1976, mas foi derrotado pelo candidato do MDB, Antônio Tito Costa. Faleceu em 1 de maio de 1981.

hYGino BaptiSta de lima (1/1/1964 - 31/1/1969)

Hygino Baptista de Lima, filho de Quirino

Baptista de Oliveira Lima e de Brasília Tondi de Lima, nasceu em São Bernardo, numa localidade atualmente ocupada pela Represa Billings, em 21 de outubro de 1910. Descendente de uma antiga família da região, Hygino era neto do Coronel João Baptista de Oliveira Lima, uma das mais poderosas figuras políticas locais entre fins do séc. XIX e início do séc. X.

Hygino fez seus primeiros estudos na Escola Isolada, que tinha como titular o Prof. Cassiano Faria (1915 -1920) e depois nas Escolas Reunidas. Posteriormente estudou na Escola Álvares Penteado em São Paulo, formando-se contador aos 16 anos. Casou-se com Odete Páscoa de Lima, com quem teve três filhos.

Em 1927, através de concurso, ingressou no funcionalismo público do Estado, sendo nomeado escrivão da Coletoria Estadual de São Bernardo (sediada em Santo André). Lá fez uma longa carreira, sendo promovido ao cargo de coletor, cargo esse depois transformado em “exator chefe”, no qual aposentou-se em 1956.

Iniciou na política em 1947, candidatando-se a prefeito, mas foi derrotado por José Fornari. Entre 1958 e 1959 colaborou na assessoria política e administrativa do então prefeito Aldino Pinotti. Em 1959, candidatou-se a vice-prefeito na chapa encabeçada por Lauro Gomes, que venceu as eleições. Nessa gestão colaborou na parte administrativa interna e na comissão de desapropriações. No ano de 1963, candidatou-se novamente a prefeito e obteve êxito, ganhando as eleições com mais de 16 mil votos. Começou em 1° de janeiro de 1964 o mandato que deveria terminar em 1967, mas devido a alterações da Constituição e da Lei Eleitoral promovidas pelo governo militar, seu mandato foi prorrogado por mais um ano e um mês, terminando em janeiro de 1969.

Coube a sua gestão começar a execução de muitas das obras delineadas no plano diretor, entre elas as do plano viário (que previa a canalização do Rio dos Couros e a construção

administrações seguintes

das avenidas Faria Lima e Prestes Maia, entre outras ações). Construiu muitos edifícios públicos, sendo o principal deles o prédio do Paço Municipal, só terminado no começo do mandato de Pinotti, em 1969. Muitas das ações iniciadas em sua gestão só foram finalizadas nas administrações subsequentes. No entanto, também houve várias obras inauguradas pelo próprio Hygino: o Mercado Municipal do Rudge Ramos, o quartel do Corpo de Bombeiros, vários parques infantis e escolas, e também a Cidade da Criança, que seria expandida nas

No ano de 1972, Hygino candidatou-se novamente ao cargo de prefeito, mas acabou derrotado em uma acirrada disputa, em que obteve apenas 286 votos a menos que o prefeito eleito, Geraldo Faria Rodrigues. Em 1976, candidatou-se a vereador pela ARENA, mas retirou-se da campanha quando seus correligionários mais chegados passaram a dedicarse à campanha do MDB. Hygino faleceu em 2 de junho de 1996.

GERALDO FARIA RODRIGUES (1/2/1973 - 31/1/1977)

Nascido em Liberdade, sul de Minas, no dia 6 de agosto de 1930, sua família chegou a

História 35

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São Bernardo no início dos anos 40, tendo seu pai, Joaquim Faria dos Santos, e ele próprio trabalhado na construção da Via Anchieta. Na adolescência trabalhou como office-boy, assistente de produção da Vera Cruz, cobrador de ônibus e garçom. Simultaneamente ainda cursava o ginásio, no município de Santo André. Após ter estudado contabilidade na Escola Técnica de Comércio Senador Fláquer, formou-se em direito pela Faculdade de Direito de São Bernardo e em administração pela Illinois University, nos Estados Unidos. Trabalhou durante anos na empresa Caterpillar do Brasil.

Em 1954, Geraldo casou-se com Maria

Barboza Rodrigues e no mesmo ano iniciou sua vida política ao filiar-se ao PSP, então recém-fundado na cidade por Alfredo Sabatini, seu padrinho de casamento. No ano seguinte elegeu-se vereador, cargo para o qual foi reeleito em 1959 e em 1963. Foi vice-prefeito da cidade na segunda gestão de Aldino Pinotti, e, em 1972, elegeu-se prefeito, alcançando 30065 votos, o que representava apenas 286 votos de vantagem sobre o segundo colocado, o ex-prefeito Hygino de Lima (numa disputa em que também concorreu o futuro prefeito Tito Costa). Sua gestão ficou marcada pela tentativa de descentralização administrativa através da criação de empresas de economia mista (PROSBC, PROTUR, PROCEP, PRODASB e PROSERV), desativadas posteriormente. Entre as obras importantes de seu mandato estão a construção das avenidas Piraporinha, José Odorizzi e João Firmino, das bibliotecas do Rudge Ramos e Riacho Grande, a duplicação da Avenida Pereira Barreto e a finalização das obras das avenidas Prestes Maia e Faria Lima. Outra medida marcante foi a criação do Jornal Notícias do Município para divulgação dos atos oficiais da prefeitura.

Tentou um segundo mandato em 1982, mas, assim como nas candidaturas a deputado estadual em 1978 e 1986, não obteve sucesso. Na década de 90, voltou a participar da administração da cidade como Diretor de Fomento ao Comércio e aos Serviços e também como presidente da ECT (Empresa de Transporte Coletivo). Faleceu em 16 de dezembro de 2005.

antÔnio tito CoSta (1/2/1977 - 31/1/1983)

Antônio Tito Costa, nascido em

Torrinha, Estado de São Paulo, em 31 de dezembro de 1922, é filho de José Vicente Costa e Hermínia Braidotti Costa, ambos naturais de Torrinha. Casou-se em 1953 com Léa Nunes Costa e teve cinco filhos. Saiu de sua cidade natal muito jovem ainda, com 12 anos de idade, para estudar fora, já que Torrinha não oferecia muitas condições de ensino. Estudou três anos no Seminário, parte deles em Pirapora do Bom Jesus e parte em São Carlos (ambos, municípios do Estado de São Paulo). Desistindo, porém, da carreira sacerdotal, foi para Jaú (SP) continuar o curso secundário. Veio, finalmente, a São Paulo, para ingressar na Universidade, concluindo lá o curso de Direito, na Faculdade do Largo São Francisco (USP), em 1950.

Iniciou sua vida profissional no Departamento Jurídico do Frigorífico Wilson em São Paulo, onde conheceu Lauro Gomes, que era diretor da empresa.

Lauro Gomes, vencendo as eleições em 1951, trouxe Tito Costa para a Prefeitura de São Bernardo do Campo, onde assessorou o mesmo antes de sua posse. Em 1952, assumiu as funções de advogado e procurador da Prefeitura de São Bernardo do Campo, onde permaneceu até 1954, trabalhando principalmente na organização dos setores jurídicos, legislativos e administrativos. Participou na elaboração da bem sucedida reivindicação de São Bernardo para mudar uma lei estadual de 1948 que havia excluído o território do Taboão do município.

Foi assessor do prefeito Lauro Gomes em seu segundo governo, de 1960 a 1963, e também quando o mesmo foi prefeito de Santo André, nos primeiros meses de 1964.

Desde 1951 foi advogado militante nos fóruns de São Paulo e de São Bernardo do Campo. É especializado em Direito Público, especialmente o administrativo e o eleitoral. Concorreu pela primeira vez ao cargo de prefeito de São Bernardo em 1972, mas acabou na terceira colocação. Tentou novamente em 1976, tendo Mário Ladeia da Rocha como vice, e foi bem sucedido desta vez: venceu as eleições com mais de 60 mil votos. Sua gestão foi marcada pela atuação na área cultural: foram inaugurados quatro teatros (Abílio Pereira de Almeida, Procópio Ferreira, Martins Pena e Elis Regina), três bibliotecas (Érico Veríssimo, Manuel Bandeira e Guimarães Rosa), o Centro de Pesquisa do Folclore (na Chácara Silvestre), além de algumas casas de arte. Outro fato notório foi o apoio dado às greves dos metalúrgicos ocorridas na cidade em 1979-80, nas quais autorizou o uso do Estádio da Vila Euclides para a realização de assembléias.

Candidatou-se a uma vaga de deputado na Assembléia Constituinte em 1986, mas não foi eleito. Apesar disso, no ano seguinte assumiu como suplente na vaga deixada pelo deputado Ralph Biasi, que estava indo integrar o secretariado do estado de São Paulo. Perderia ainda as eleições para prefeito (em 1988) e para deputado federal (em 1990), até concorrer em 1992 ao cargo de vice-prefeito na chapa liderada por Walter Demarchi, a qual foi eleita com 125 mil votos. Tentou de novo se eleger prefeito em 1996, mas, embora tenha alcançado o 2º turno, acabou perdendo as eleições para Maurício Soares.

aRon Galante (1/2/1983 - 31/12/1988)

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Aron Galante nasceu na cidade de Santos, em 26 de Janeiro de 1932. Veio morar em São Bernardo do Campo em 1949 e formou-se pela Faculdade Paulista de Medicina em 1958. No município exerceu a medicina em diversos locais: passou pelo Posto de Puericultura do Baeta Neves (1960-7), Pronto Socorro Municipal (1967-1970), Posto de Puericultura da Paulicéia (1970-2), Agência do INPS da cidade (a partir de 1962) e também ocupou o cargo de diretor-médico do Hospital Anchieta (1969- 1972). Além disso, foi durante cinco anos diretor do Departamento de Saúde de Diadema e também curador da Faculdade de Medicina do ABC (1970-72). Casou-se com Eni Luiza Galante, com quem teve três filhos.

Aron ingressou no MDB em 1973, sendo presidente do partido na cidade entre 1974 e 1978. Nas eleições de 1976 foi o candidato a vereador mais votado com quase 6 mil votos. Durante seu mandato, exerceu a presidência da Câmara Municipal por duas vezes (nos biênios 1977/78 e 1981/82). No ano de 1982, candidatou-se a prefeito numa das sublegendas do PMDB e elegeu-se, obtendo 36 mil votos.

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