o estudo da população o ensino médio e a importância dos recursos didáticos

o estudo da população o ensino médio e a importância dos recursos didáticos

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O ESTUDO DA POPULAÇÃO NO ENSINO MÉDIO E A IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS DIDÁTICOS1

Juliano Santana Pita - Universidade Estadual de Londrina julianosantanapita@yahoo.com

Este artigo é produto do período de estágio de vivência docente no qual fiz parte, estando à frente de uma turma do 2º ano do ensino médio, em uma escola pública da periferia da cidade de Londrina/PR. Neste trabalho, me propus a analisar, criticamente, a importância da utilização dos recursos didáticos na construção do conhecimento sobre a População, temática que trabalhei com a turma. Nesse contexto, procurei demonstrar o valor das discussões sobre o tema em pauta, apontando elementos para a compreensão das diferentes espacialidades possibilitadas pelo movimento populacional. Os recursos didáticos usados nas aulas foram importantes na construção do conhecimento, por sistematizar o conteúdo para que as informações fossem trabalhadas de um modo menos abstrato e dinâmico, proporcionando a aprendizagem. A metodologia foi pautada em aulas expositivas e dialogadas, acompanhado de atividades, como questionários e a construção de pirâmides etárias para sintetizar o conteúdo trabalhado. Essa metodologia foi considerada de fácil aplicação, pois o perfil da turma permitia esse método. Em linhas gerais, os resultados obtidos foram bons, poucos alunos apresentaram dificuldades na aprendizagem do conteúdo.

PALAVRAS CHAVE: Geografia. População. Ensino-aprendizagem. Recursos Didáticos.

1 INTRODUÇÃO

O objetivo deste artigo é demonstrar as experiências vividas no estágio e analisar os métodos de ensino aplicados em sala de aula, fruto do que aprendemos no curso de Geografia. O campo de estágio foi em uma escola estadual, localizada na Região Leste, periferia de Londrina. Pudemos observar que se trata de uma região que acomoda pessoas tanto da classe média quanto de classe baixa, no entanto, de acordo com Plano Político Pedagógico da escola (P.P.P) os alunos, em sua maioria, são de classe baixa. A turma em que estagiei é do 2º ano matutino; as aulas eram

1 Trabalho desenvolvido no estágio de regência da disciplina Didática da Geografia e Estágio

Supervisionado (6EST 302) ministrada pela professora Dra. Jeani Delgado Paschoal Moura, compondo a IX Mostra de Estágio do Curso de Licenciatura em Geografia da UEL.

ministradas com a presença do professor titular da turma e com uma companheira de estágio, que estavam atentos ao andamento da aula. O tempo total de estágio estabelecido pela universidade é de 30 horas aulas, reservando-se 4 h/a para observação da turma e o restante para a pratica docente. Antes que pudéssemos iniciar o estágio foi necessário elaborar os planos de aula de acordo com os objetivos a serem alcançados, por isso a importância de um bom plano de aula, mesmo para um professor experiente. É por isso que os profissionais da didática persistem na idéia de planejamento como algo que exige horário, discussão, esquematização e certa formalidade. Agindo assim, tem-se uma garantia de que as aulas vão ganhar qualidade e eficiência. Os objetivos a serem alcançados de acordo com o conteúdo foram os seguintes: demonstrar aos alunos a importância de compreendermos a dinâmica populacional; identificar através dos índices demográficos as condições de vida da população de um determinado lugar; discutir os motivos que configuram e determinam as condições de vida da população. A partir desses objetivos, foi possível construir um alicerce que pudesse dar sustentação na formação do senso crítico dos alunos, no sentido de compreenderem os fatos que tornam uma determinada população desenvolvida ou subdesenvolvida. A metodologia adotada para a aplicação do conteúdo foi aula expositiva e dialogada; por se tratar de uma temática que proporciona uma discussão critica em torno dos problemas que se inserem no conteúdo População, não foi difícil trabalhar com os alunos, pois houve interesse e participação dos mesmos em expressarem suas opiniões, abrindo-se um diálogo construtivo e crítico. Para a apresentação dos resultados desta prática de ensino, o presente artigo está estruturado da seguinte forma: primeiro abordamos a base teórica do estudo da população, tendo como referencial a obra “População e Geografia”, de Amélia Luisa Damiani (2001), um livro com uma linguagem de fácil entendimento sobre a dinâmica populacional. Na sequência abordamos as experiências obtidas com o uso dos recursos didáticos, mostrando alguns exemplos de recursos e de que forma foram explorados.

2 DA BASE TEÓRICA À APLICAÇÃO DO CONTEÚDO

O estudo da população e sua dinâmica é objeto de várias disciplinas e, entre elas, destaca-se a Geografia; demonstrando certa singularidade entre as ciências humanas, a Geografia procura estabelecer e dirigir o seu estudo para as relações que se manifestam entre as coletividades humanas e o espaço onde elas se assentam. A inquietação da Geografia apontada para as relações das coletividades humanas com o espaço por elas habitado deve ser compreendida não como um fim em si mesmo, mas como uma das variáveis que devem ser apreciadas na procura da apreensão da realidade total – pois a realidade é formada não somente do social, mas também do natural, pois em muitos casos, dependendo do grupo humano sobre o qual recai nossa análise, as forças naturais exercem um peso considerável, chegando a condicionar em maior grau a vida desses grupos. Segundo Callai (1999, p. 58):

A Geografia que o aluno estuda deve permitir que ele se perceba como participante do espaço que estuda, onde os fenômenos que ali ocorreram são resultados da vida e do trabalho dos homens e estão inseridos num processo de desenvolvimento. [...] O aluno deve estar dentro daquilo que está estudando e não fora, deslocado e ausente daquele espaço, como é a Geografia que ainda é muito ensinada na escola: uma Geografia que trata o homem como um fato a mais na paisagem, e não como um ser social e histórico.

No ato de ensinar, o professor deverá distinguir aquilo que pode existir de mais significativo no quadro natural que vai auxiliá-lo na elucidação do social, evitando-se uma atitude determinista ou somente dar destaque aos elementos do quadro natural, pois é do tipo de relacionamento dos homens entre si que procede ao tipo de relações das coletividades humanas com o seu quadro natural. O estudo populacional, especificamente sob o olhar geográfico é, de fato, um aprendizado que possibilita aos alunos uma capacidade de interpretação crítica em relação às condições de vida da população. É importante na relação ensino-aprendizagem que tenhamos bases teóricas sólidas e mais próximas da realidade, que possa fornecer idéias que contribuem para a formação do cidadão. É nesse sentido que escolhi como base teórica a obra da professora e geógrafa Amélia Luisa Damiani, População e Geografia, 2001. Em seu livro a autora discorre sobre várias abordagens tratadas no âmbito populacional, desde as teorias populacionais de Malthus e Marx até as diversas relações entre a População e o Homem.

De acordo com Damiani (2001), de uma forma geral, é importante que se faça um estudo qualitativo da População sem deixar de lado os dados quantitativos, pois cada população de um determinado lugar tem suas particularidades socioeconômicas e merecem atenção por esse motivo. Dessa forma, as conclusões a serem tiradas serão, consequentemente, mais coerentes com a realidade da população em estudo. Para explanação dos conteúdos de ensino trabalhei com vários sub-conteúdos, expressos por meio de mapa conceitual (Figura 1), apresentado a seguir.

Figura 1 – Esquema sobre as Teorias Populacionais

Org. Juliano S. Pita

Este mapa conceitual refere-se às teorias populacionais que dão origem a discussão em torno da superpopulação. Neste momento do estágio buscou-se fazer com que os alunos relacionassem os fundamentos das teorias com a realidade que eles presenciam tanto no Brasil, quanto em outros países do mundo. Seguindo o conteúdo partimos para a análise dos índices demográficos, mas antes foi necessário que conceituássemos cada um deles e ensinássemos as fórmulas utilizadas para alcançar tais índices, como pode ser verificado na figura (2) a seguir:

Figura 2 – Esquema dos índices demográficos

Org. Juliano Pita

Com relação aos índices demográficos foi fundamental para a compreensão dos alunos, que se fizessem comparações entre vários países mais especificamente entre os países do continente Africano e da Europa, pois existe uma grande disparidade entre os países desses dois continentes, e, claro, o Brasil não poderia deixar de ser comparado. Foi explicado que esses índices podem ser utilizados em qualquer escala espacial, e não somente em escala nacional. Outro assunto que fez parte da temática proposta foram os movimentos migratórios, como é mostrado a seguir (Figura 3):

Figura 3 – Esquema sobre os movimentos migratórios

Org. Juliano Pita

Assim como os índices populacionais, os movimentos migratórios também foram discutidos de acordo com as questões socioeconômicas da realidade de cada região que compreende esses movimentos.

3. OS RECURSOS DIDÁTICOS E SUA IMPORTÂNCIA

No decorrer do período de estágio de vivência docente, foi imprescindível o uso dos recursos didáticos disponíveis, dada a importância no processo de ensinoaprendizagem. Quando o docente coloca em sala de aula um tipo de recurso que escapa das metodologias habituais trabalhadas, isto é, uma forma diferente de fazer com que os alunos compreendam o conteúdo das aulas, percebe-se que os alunos são atraídos por esse tipo de aula, principalmente pela curiosidade. Para que o professor tenha sucesso em suas abordagens em torno do conteúdo, especificamente população, ele tem como auxiliador uma diversidade de recursos didáticos do qual se pode adotar em sala de aula. Os recursos didáticos são componentes do ambiente de aprendizagem que estimulam o aluno. Pode ser o monitor, livros e recursos da natureza etc. Dessa forma, podemos ver que tudo o que se encontra no ambiente onde ocorre o processo de ensino e aprendizagem pode se transformar em um ótimo recurso didático, desde que utilizado de forma adequada e correta. Não podemos nos esquecer que os recursos didáticos são instrumentos complementares que ajudam a transformar as idéias em fatos e em realidades. Eles auxiliam na transferência de situações, experiências, demonstrações, sons, imagens e fatos para o campo da consciência, onde então se transmutam em idéias claras e inteligíveis. Recursos didáticos são métodos pedagógicos empregados no ensino de algum conteúdo ou transmissão de informações. Quando os recursos didáticos são usados de maneira correta contribuem para:

Motivar e despertar o interesse dos alunos; Favorecer o desenvolvimento da capacidade de observação; Aproximar o aluno da realidade; Visualizar ou concretizar os conteúdos da aprendizagem; Oferecer informações e dados; Permitir a fixação da aprendizagem; Ilustrar noções mais abstratas; Desenvolver a experimentação concreta. (ABENSUR, 2010, p.10).

Através da importância dada aos recursos didáticos é que procurei contribuir na construção do conhecimento relacionado ao conteúdo que me foi proposto trabalhar no estágio de vivência docente. Como recursos didáticos foi usado o livro didático, o quadro de giz, mapas, globo terrestre e a TV pendrive, para esta última foi usada para os recursos audiovisuais. Em relação ao Livro didático, todos sabem que é de suma importância a análise criteriosa do mesmo, antes que o professor possa inseri-lo no planejamento de sua aula. Segundo Lajolo (1996, p. 4)

Como sugere o adjetivo didático, que qualifica e define um certo tipo de obra, o livro didático é instrumento específico e importantíssimo de ensino e de aprendizagem formal. Muito embora não seja o único material de que professores e alunos vão valer-se no processo de ensino e aprendizagem, ele pode ser decisivo para a qualidade do aprendizado resultante das atividades escolares.

Sendo assim a análise do livro tem que atender as expectativas relacionadas com os objetivos no qual se pretende chegar com a aplicação do conteúdo. No nosso caso houve a análise e foi concluído que, apesar de um alguns poucos itens relacionados à temática População não serem abordados de forma mais especifica, foi possível usá-lo com o auxilio de alguns textos de apoio, porém o livro traz vários mapas, imagens, tabelas e gráficos que foram de grande valor no processo de ensino; seguem exemplo de mapas contidos no livro:

8 Figura 4 - Mapas Temáticos

Fonte: ALMEIDA; RIGOLIN, 2009, p.211

Esses são exemplos de mapas temáticos que auxiliam na aprendizagem dos alunos; além da teoria descrita no livro os mapas ajudam a visualizar o contexto teórico abordado. Com estes mapas foi possível trabalhar a questão do índice de mortalidade infantil e a expectativa de vida, ambos em escala global. Foi muito bom poder trabalhar com esses mapas e todos tiveram acesso a eles por estarem contidos no livro didático. Conforme foi sendo abordado o conteúdo referente aos temas do mapa, recorríamos ao livro como forma de analisar a situação vivida por cada continente ou região do mundo. Uma prática que gerou alguns questionamentos pertinentes ao momento, como o destaque negativo que o continente africano apresentava em relação a mortalidade e a expectativa de vida;

responsáveis por essa características que marca a África

através desse fato foi possível contextualizar as questões socioeconômicas O uso dos mapas cartográficos esteve presente, praticamente, em todas as aulas, por se tratar de Geografia, do espaço geográfico e suas categorias: território, lugar, região e paisagem. O mapa é uma simplificação da realidade, confeccionada a partir da seleção de informações representadas por símbolos e sinais apropriados, favorecendo a conscientização do ser humano de seu papel enquanto sujeito que interage com o mundo em que vive. Passini (1995) afirma que, no entanto, isso somente ocorrerá se o aluno participar ativamente do processo de construção (reconstrução) do conhecimento, através da prática escolar orientada pelo professor. É nesse sentido que fizemos o uso de mapas em sala; foram usados o mapa Mundi e o mapa do Brasil. Em todas as explanações que envolveram o uso do mapa, os alunos foram incentivados a participar, identificando nos mapas aquilo que lhes foi solicitado, e sempre que foi falado de um continente, país ou região, estes eram localizados no mapa que era posicionado no quadro de giz. Quanto ao uso do Quadro de giz, foi limitado à escrita de tópicos e algumas informações relevantes, pois o tempo de cada aula era escasso e, por se tratar de uma turma de 2º ano, uma aula expositiva e dialogada é mais construtiva do que “lotar” o quadro de informações que eles já possuem em seus livros didáticos e nos textos de apoio. O uso da TV pendrive oferece aos professores formas de aprimorar o conteúdo exposto em sala de aula, ou seja, os recursos audiovisuais não deverão ser utilizados de forma exclusiva, mas sim como complemento às aulas. Esse tipo de auxilio pedagógico estimulou os alunos a pesquisarem sobre o tema estudado em sala de aula. O ensino da teoria, muitas vezes, se transformou em algo que os alunos não se sentiram atraídos por aprender; já a utilização dos recursos audiovisuais fez com que os mesmos tivessem “vontade” de buscar mais informações sobre o assunto. De acordo com Fonseca, Costa e Mansano (2011, p.

O uso de recursos audiovisuais é um método pedagógico onde o professor poderá fazer com que suas aulas deixem de ser monótonas e passem a ser dinâmicas. Mas vale ressaltar que este tipo de recurso não deve ser utilizado como forma de substituir o livro didático e outros recursos pedagógicos; pelo contrário, deverá apenas complementar o conteúdo para que os alunos tenham um melhor aprendizado do mesmo.

As Diretrizes Curriculares de Geografia para a Educação Básica do Paraná (2006) alertam para a importância de alguns cuidados e critérios a serem utilizados, como por exemplo: deverá ser utilizado o recurso audiovisual não como veículo de confirmação da verdade, e sim como um gerador do tema apresentado, sendo que dessa forma, o professor estará estimulando o senso crítico do aluno. Assim, a partir da análise de uma música ou de um clipe, deverão ser iniciadas pesquisas que estejam fundamentadas nas categorias de análises do espaço geográfico e nos fundamentos teóricos conceituais da geografia. Com base nesses fundamentos é que propus aos alunos o uso da TV pendrive na ilustração de algumas imagens e vídeos que possibilitariam uma melhor compreensão do conteúdo; seguem a seguir alguns exemplos:

Figura 5 - Fases da Pirâmide Etária

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Dtm_pyramids.png

Essa imagem foi utilizada para explicar as 4 fases de uma pirâmide etária, ou seja, as características da população de acordo com a forma que elas possuem. Foi explicado da seguinte forma:

A 1ª fase apresenta característica de países subdesenvolvidos, pois possuem alta taxa de natalidade (base larga), diminuição rápida das faixas etárias ascendentes, altas taxas de mortalidade e baixa expectativa de vida. A 2ª fase apresenta elevada taxa de natalidade, queda na taxa de mortalidade e expectativa de vida um pouco mais longa, para essa fase podemos enquadrar os países emergentes, como o Brasil. A 3ª fase é uma transição entre subdesenvolvido e subdesenvolvido, pois possuem taxas de natalidade em declínio, baixa taxa de mortalidade e uma expectativa de vida maior. A 4ª fase corresponde aos países desenvolvidos, ou seja, possuem baixa taxa de natalidade, baixa taxa de mortalidade e uma expectativa de vida longa. Estas fases foram explicadas em sala usando a imagem (figura 5) através da TV pendrive, e em relação ao aprendizado tivemos resultados satisfatórios.

Figura 6 - Migrações internas nos anos

70 Fonte: http://geo8keditfundamental.jimdo.com/un-7-am%C3%A9rica-v-brasil/

O mapa acima (figura 6) serviu para que os alunos visualizassem melhor os fluxos migratórios ocorridos na década de 1970 no território nacional, após abordarmos os motivos que levaram as pessoas a migrarem nessa época, foi colocada essa imagem na TV pendrive, e, mais uma vez, o resultado foi satisfatório, pois vendo a imagem os alunos questionaram novamente os motivos que levam a esses movimentos, ou seja, o que não ficou claro durante a explicação, foi melhor elucidado pela visualizada do fenômeno cartografado.

Figura 7 - Correntes Migratórias Internacionais

Fonte:http://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/fluxos-populacioanais-migracoesinternacionais.htm

O mapa acima (figura 7) demonstra os movimentos migratórios internacionais desde o século XIV e após 1945; este mapa foi utilizado durante a explicação do conteúdo referente aos fluxos migratórios internacionais, servindo como apoio juntamente com o mapa mundi. Foi de grande importância usá-lo, pois tivemos que nos remeter um pouco na história fazendo comparações com as correntes migratórias entre os continentes.

13 Figura 8 - Expectativa de Vida no Mundo

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Life_Expectancy_2005- 2010_UN_WPP_2006.PNG

A figura 8 foi utilizada na abordagem referente a expectativa de vida no mundo, apesar da figura 4 trazer os dados no livro didático, era importante que se mostrasse dados mais atuais, sendo a figura 8 referente ao ano de 2010. Na interpretação do conteúdo não houve muitas dúvidas por parte dos alunos, mas mesmo assim foi interessante e construtivo mostrar esta imagem, pois, como podemos ver o continente africano fica em destaque no mapa devido a baixa expectativa de vida que os países africanos possuem, daí a importância de tal análise. Figura 9- Campo de Refugiados, Etiópia.

A figura 9 apresenta os motivos que levam à migração, seja econômico, político ou religioso. A imagem mostra um campo de refugiados na Etiópia, que na maioria vindos da Somália, são pessoas que são expulsas de sua pátria por esses três motivos citados acima. Foi interessante mostrar essa imagem porque na mesma semana a mídia tinha vinculado uma reportagem especial que falava sobre as condições de vida desses refugiados, o que ajudou a enriquecer a discussão do conteúdo na aula. Por meio das imagens foi possível estimular a capacidade de assimilação do conteúdo teórico com a realidade, às vezes desconhecida pelos alunos,e, mais uma vez ressalto a importância de se trabalhar com recursos audiovisuais. Além de imagens e ilustrações, trabalhei com alguns vídeos educativos que tratam dos assuntos propostos. São vídeos que foram selecionados através de alguns critérios importantes, como: linguagem utilizada, tempo, atualidade; fontes confiáveis, qualidade de som e imagem. Se obedecer a todos esses requisitos é certo que a aula se tornará mais interessante e os resultados serão os melhores. O primeiro vídeo proposto foi o “7 bilhões” da National Geografic Brasil, que nos faz refletir na necessidade de minimizar as desigualdades que existem no mundo, 7 bilhões de pessoas não ocupam tanto lugar como se pensa, no entanto, o que ocorre é uma questão de desequilíbrio entre população e os recursos básicos para o bem estar da população, enquanto poucos lugares concentram muitos recursos e muitos lugares possuem poucos recursos. O próximo vídeo foi referente aos “movimentos migratórios”, que comportou boa parte do conteúdo sobre migrações internas e internacionais; de forma clara e concisa ele demonstra os fluxos migratórios no Brasil e no Mundo. Os alunos se mostraram interessados em acompanhar a explicação do vídeo e, mais uma vez, serviu como ferramenta para fixar o conteúdo abordado em aula. Outro vídeo proposto foi “Brasileiros no mundo: migração de retorno”, o qual trata das migrações de retorno, e tivemos como base os brasileiros que estão retornando ao país, depois de uma explicação sobre o assunto foi aplicado o vídeo, deixando mais evidente as situações que fazem os emigrantes retornarem ao país de origem; apesar de ser um vídeo um pouco longo (20 min.), foi possível alcançar o objetivo proposto.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

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