Manual de procedimentos em UTI - Trabalho

Manual de procedimentos em UTI - Trabalho

(Parte 1 de 6)

Manual de Procedimentos:

Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Componentes:

Leidiane Mendes Lilian Rafaela Luisa Mariana Brito Luciana Custódio Maria Amélia Rodrigues Pollyana Gomes Sulmaya Acácia

1Unidade de Terapia Intensiva.................................................................................05
1.1 Conceito de UTI05
1.2 Planta física e equipamentos de dotação do pessoal06
2.1 Planta física06
2.2 Localização06
2.3 Número de leitos07
2.4 Forma da Unidade07
2.5 Elementos da Unidade08
2.6 Equipamentos08
2.7 Dotação de Pessoal09
3. Normas e Rotinas1
3.1 Boletins1
3.2 Visita ao paciente na UTI1
4Procedimentos básicos realizados em UTI...............................................................12
4.1 Lavagem das mãos12
4.2 Aferição de sinais vitais13
4.3 Preparo do leito/boxe21
4.4 Limpeza da unidade24
4.5 Higiene oral do paciente intubado26
4.6 Troca e/ou fixação do cadarço da cânula endotraqueal29
4.7 Aspiração traqueal32
4.8 Aplicação da bolsa de colostomia38
4.9 Aplicação da bolsa coletora Combehisive41
4.12 Heparinização de cateter51
4.13 Curativo de incisão simples e limpa53
4.14 Curativo de incisão limpa com pontas subtotais ou totais57
4.15 Curativo de incisão aberta (limpa ou contaminada)62
4.16 Aproximação das bordas em deiscência cirurgica abdominal67
4.17 Curativos de punção70
4.18 Curativo de punção de subclávia74
4.19 Curativo de traqueostomia78
4.20 Troca de conjunto de cânula de traqueostomia de metal82
4.21 Composição do carro de urgência86
4.2 Reanimação cardiorrespiratória91
4.23 Monitorização cardíaca102
4.24 Desfibrilação cardíaca106
4.25 Cardioversão109
4.26 Eletrocardiograma113
4.27 Marcapasso119
4.28 Instalação de sistema de derenagem de tórax fechada121
4.29 Instalação de sistema de aspiração torácdica contínua125
4.30 Sistema de aspiração contínua intermitente131
4.31 Instalação da diálise peritoneal133
4.32 Retirada do cateter de diálise peritoneal139
4.3 Hemodiálise142
4.34 Passagem de balão gastroesofágico151
4.35 Sistema de colchão hiper-hipotermia154
4.38 Higiene íntima feminina169
4.39 Higiene íntima masculina170
4.40 Banho no leito172
4.41 Aplicações quentes e frias176
4.42 Punção lombar180
4.43 Mensuração da pressão venosa central184
4.4 Tricotomia185
4.45 Punção venosa com agulha187
4.46 Lavagem gástrica190
4.47 Lavagem intestinal193
4.48 Dissecção de veia195
4.49 Medicamentos utilizados em UTI196
4.50 Cateterismo vesical197
4.51 Coletando amostra de fezes203
4.52 Alimentação por gavagem207
4.53 Alimentação nasojejunal/nasoduodenal209
4.54 Nebulização opu aerosol210
4.5 Coleta de sangue para hemocultura212
4.56 Valores laboratoriais normais215
4.57 Coleta de urina219
4.58 Valores laboratoriais normais221
4.59 Sonda nasogástrica223
4.60 Sonda nasoentérica226
4.61 Traqueostomia227
4.64 Pressão arterial média invasiva234
4.65 Cateterismo cardíaco-Cuidados pré e pós instalação236
débito cardíaco pelo método de termodiluição238
4.67 Introdução e manutenção do cateter240
4.68 Mensuração do débito cardíaco243
4.69 Retirada do cateter245
4.70 Assistência de enfermagem na instalação e monitorização da PIC246
4.71 Cateterismo venosa central250
4.72 Pressão arterial média-invasiva252
4.73 Cuidados após a morte253

1 Unidade de Terapia Intensiva 1.1 Conceito de UTI

Os serviços de Terapia Intensiva são áreas hospitalares destinadas a pacientes em estado crítico, que necessitam de cuidados altamente complexos e controles estritos. O tratamento intensivo baseia-se no conceito de que, embora haja uma multidão de doenças, o mecanismo de morte está sempre limitado a um número relativamente pequeno de fenômenos fisiológicos, passiveis de serem influenciados.

A Unidade de Terapia Intensiva não é apenas um serviço com equipamento especial: implica uma atitude particular da equipe que ali trabalha. Uma atitude orientada para o aproveitamento das facilidades técnicas, em um contexto onde um relacionamento humano, que ofereça segurança e um efetivo apoio emocional, deve ser considerada como fator preponderante.

da unidade, atingidas através de um atendimento em tempo hábil

Com base no conceito geral de UTI, podemos afirmar que é possível planejá-la e organizá-la em qualquer tipo de hospital, bastando para isso que haja um grupo inteiramente motivado e com o espírito voltado para os objetivos e finalidades da unidade. Onde em qualquer situação, o paciente é o objetivo de uma unidade. A observação e manutenção das funções básicas de vida desse paciente são as finalidades

Adequadamente planejada, organizada e operada, a Unidade de Cuidado

Intensivo pode servir a uma variedade de propósitos importantes. Entre eles estão: 1) Segurança de melhor qualidade de cuidado do paciente seriamente enfermo. 2) Uso mais eficiente do pessoal de enfermagem e de terapêutica especial, de tempo e de talento, por estarem concentrados numa área planejada funcionalmente, onde os pacientes necessitados de observação e cuidados especializados estejam agrupados. 3) Uso mais econômico do pessoal e do equipamento, reunidos em uma área. 4) Maior garantia para o médico de que seu paciente necessitado de cuidado intensivo esteja recebendo a observação e o tratamento requerido.

Portanto, conceituamos Unidade de Terapia Intensiva como uma área onde os pacientes em estado grave podem ser tratados por uma equipe qualificada, sob as melhores condições possíveis: centralização de esforços e coordenação de atividades.

2 Planta Física, Equipamentos e Dotação do Pessoal

2.1 Planta Física

A planta física da Unidade de Terapia Intensiva deve proporcionar: 1) Observação individual e de conjunto dos pacientes; 2) Espaço suficiente para mobilização do paciente e locomoção do pessoal; 3) Tranqüilidade e ambiente agradável; 4) Atendimento a pacientes de ambos os sexos, sem discriminação de grupos etários; 5) Meios para intercomunicação; 6) Fácil acesso; 7) Boa iluminação e boa aeração; 8) Rápido atendimento, facilitando os cuidados de enfermagem.

Como guia para estimativa do tamanho da unidade sugere-se a seguinte fórmula:

-- Área total = 2,5.∑ área total dos leitos

A área reservada para cada leito é de cerca de 9m 2 a 12m2 . Uma relativa privacidade e uma íntima proximidade de cada paciente com o posto de enfermagem devem ser consideradas na construção da unidade.

2.2 Localização

Idealmente, a Unidade de Terapia Intensiva deve localizar-se próxima ao Centro

Cirúrgico e ao Centro de Recuperação Pós-Anestésica, com facilidade acesso aos serviços auxiliares de radiologia e laboratórios. É importante que esteja bem afastada das áreas de intensa movimentação (passagens para outros serviços ou unidades do hospital), mas tendo fácil acesso aos elevadores.

Se mais que uma UTI é planejada é desejável que estejam situadas na mesma área (lado a lado), para que não haja necessidade de multiplicidade de recursos auxiliares.

2.3 Número de Leitos

O número de leitos que a Unidade de Terapia Intensiva deve ter depende, de maneira geral, do tipo de hospital em que esteja localizada, da função da unidade e de sua especialidade. Em relação a um hospital geral, estima-se que o número de leitos da UTI deva ser da ordem de 5% a 10 % do total de leitos.

A eficiência de atendimento da equipe de trabalho tende a cair quando um número de pacientes internados na unidade é superior a oito. Por esta razão, preconizase a organização de varias unidades, quando houver necessidade de maior número de leitos para o atendimento ao paciente grave.

Um máximo de doze leitos é fixado, por normas, para a instalação de uma

Unidade de Terapia Intensiva. Torna-se impraticável e extremamente onerosa uma unidade com menos de cinco leitos – o rendimento é insatisfatório em termos de atendimento e o custo para a instituição torna-se inviável.

O custo diário por paciente em uma UTI é estimado em quatro ou cinco vezes mais que para aquele internado em uma área comum do hospital. Quando se determina um numero de leitos de uma unidade deve-se levar em consideração o numero de pacientes atendidos no hospital e potencialmente destinados ao cuidado intensivo, bem como tipo de serviço a ser implantado.

2.4 Forma da Unidade

A área comum (aberta) para a disposição dos leitos é a melhor para a observação continua do paciente. A separação dos leitos é feita com divisórias leves e laváveis, que propiciam uma relativa privacidade aos pacientes.

É recomendável, quando a área é comum, a criação de pelo menos duas áreas fechadas, para leitos de isolamentos, providas de instalação de água. Os leitos da UTI podem ainda ser disposto em quartos separados, com algumas vantagens: Isolamento dos pacientes infectados;

Redução do nível de ruído;

Diminuição do risco de infecção cruzada; Confinamento do paciente agitado.

A desvantagem de uma unidade com leitos em quartos separados é a maior demanda da equipe de enfermagem. Usualmente, a combinação dos dois tipos de forma é adotada com bons resultados.

2.5 Elementos da Unidade

Os elementos da unidade são compostos por: 1) Área para estocagem de material e equipamento; 2) Sala de utilidades; 3) Posto de enfermagem; 4) Área de preparo de medicação; 5) Sanitários para pacientes; 6) Vestiários; 7) Secretaria; 8) Laboratórios; 9) Quarto para plantonistas; 10) Copa; 1) Área para higienização de leitos; 12) Área para recepção do paciente; 13) Sala para o serviço de nutrição e dietética; 14) Área de cada leito; 15) Sala de reuniões; 16) Sala para visitas;

2.6 Equipamentos

É regra geral que a escolha do equipamento para a unidade esteja diretamente ligada às características da mesma. Há uma necessidade real em se estabelecer adequação entre o equipamento a ser utilizado e a práticas desenvolvidas na unidade. Os organizadores e planejadores da unidade devem estar cientes e convictos de que o equipamento sempre assessora o pessoal que atua junto ao paciente jamais o substituindo.

O tipo de equipamento varia de uma unidade para outra, mas alguns itens são essenciais e podem ser agrupados nas seguintes áreas: 1) Equipamento especializado para o atendimento de algumas patologias; 2) Equipamento de apoio; 3) Equipamento geral; 4) Equipamento ou material para consumo; 5) Suprimentos; 6) Medidas de segurança.

2.7 Dotação de Pessoal

O pessoal, na Unidade de Terapia Intensiva, é organizado em função das necessidades do paciente e inteiramente voltado para os objetivos da UTI. A Organização Mundial de Saúde estipula um padrão a respeito de pessoal: uma enfermeira para até quatro pacientes.

O pessoal deve ser calculado com base em alguns quesitos como: 1) Planta física; 2) Número de leitos; 3) Características do hospital; 4) Grau de dependência dos pacientes; 5) Capacidade do pessoal; 6) Quantidade e qualidade do equipamento. Portanto, a dotação do pessoal é uma conseqüência do padrão da unidade e visa a alcançar os seguintes objetivos: adequada atenção ao paciente e harmônica dinâmica de grupo.

Para que haja atendimento adequado ao paciente, um índice suficientemente alto de pessoal deve se mantido na unidade, e calculado para a sua capacidade total. O recrutamento do pessoal baseia-se em aspectos e características individuais e, fundamentalmente, deve haver na unidade uma enfermeira-chefe em tempo integral.

Os pacientes de terapia intensiva são totalmente dependentes e necessitam de continua assistência de enfermagem; estima-se em 4,25 funcionários (auxiliares e enfermeiros) por leito. Auxiliares de enfermagem bem treinados e motivados contribuem significativamente para a manutenção de um bom padrão de atendimento.

As atividades relacionadas às rotinas administrativas devem ser desenvolvidas, em quase sua totalidade, pelo secretário de enfermagem (controle de estoque, encaminhamentos de altas, transferência, pedido de almoxarifado e farmácia etc). É altamente desejável que a equipe de enfermagem se dedique inteiramente aos pacientes.

Outros profissionais alem da equipe de enfermagem, participam do atendimento ao paciente. As responsabilidades são então divididas e procura-se uma pratica terapêutica harmônica na unidade. Os papeis de cada um se revestem de igual importância, são definidos e delimitados de acordo com as características da unidade e têm como objetivo central à recuperação do paciente e a prevenção de danos.

Portanto uma enfática administração de enfermagem, aliada a uma organização medica eficiente, propicia uma melhor proposta ao problema do paciente critico. Nossas equipes são compostas por:

Um responsável técnico com título de especialista em terapia intensiva; Um médico diarista (rotineiro) para o turno da manhã e um à tarde com título de especialista em terapia intensiva para cada 10 leitos ou fração;

Um médico plantonista por turno exclusivo da unidade para cada 10 leitos ou fração; Um enfermeiro coordenador responsável pela área de enfermagem;

Um enfermeiro assistencial por turno, exclusivo da unidade, para cada 10 leitos ou fração;

Um fisioterapeuta para cada 10 leitos ou fração no turno da manhã, da tarde e noite; Um fonoaudiólogo e/ou terapeuta ocupacional disponível para a unidade;

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