procedimento operacional padrão da aspiração de vias aéreas superiores

procedimento operacional padrão da aspiração de vias aéreas superiores

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

                             

TÍTULO: Aspiração de Secreção de Vias aéreas Superiores

ELABORADOR: Ana Patrícia Barros Enis

REVISORES: Cláudia e Dilma

1. DEFINIÇÃO  

Consistem na remoção de secreções das vias aéreas superiores (naso e orofaringe) com a utilização de um cateter.

2. OBJETIVO
  • Promover a permeabilidade das vias áreas, garantindo ventilação e oxigenação adequada;

  • Prevenir acumulo de secreção do trato respiratório inferior e pneumonia, por êxtase.

3. INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

É indicado quando o individuo esta com ruídos crepitantes das vias aéreas inferiores forem perceptíveis através da ausculta pulmonar, realizada quando há visualização das secreções através da boca, nariz, tubo endotraqueal ou traqueostomia, em caso de paciente hipersecretivo.

4. EXECUTANTE

Enfermeiro ou Médico

5. ORIENTAÇÃO AO PACIENTE PRÉ-PROCEDIMENTO

  • Explicar ao paciente que a aspiração de secreção o ajudará a desobstruir as vias aéreas.

  • Explicar que é normal tossir, espirrar e sentir o reflexo do vômito durante a manobra.

6. DESCRIÇÃO DE MATERIAL

  • Aspirador portátil ou de parede;

  •  Frasco grande para acondicionar secreções aspiradas;

  •  Duas extensões de aspiração de dois metros estéreis;

  •  Fluxômetro (com frasco menor adaptado);

  •  Sonda de aspiração estéril;

  •  Recipiente com água;

  •  Luva de procedimento estéril (para aspiração traqueal);

  •  Luva de procedimento não estéril;

  •  Toalha de papel;

  •  Sonda nasal ou oral (Cânula de Guedel), conforme a indicação;

  • Xilocaína a 2% sem vasoconstrictor.

7. DESCRIÇÃO DETALHADA DAS ATIVIDADES

1. Explicar o procedimento ao cliente, reunir o material e levá-lo próximo ao cliente;

2. Proporcionar privacidade do cliente no domicílio;

3. Lavar as mãos com sabão neutro e enxugar com toalha disponível na residência;

4. Erguer a cabeceira do cliente no mínimo 45°;

5. Colocar oxímetro digital no primeiro quirodáctilo;

6. Colocar máscara descartável;

7. Calçar as luvas estéreis;

8. Conectar a extremidade da sonda ao silicone

9. Abrir a sonda;

10.Medir a sonda do nariz ao lóbulo da orelha;

11. Conectar a sonda ao látex (usar técnica asséptica);

12. Ligar o aspirador;

13.Introduzir a sonda nas vias aéreas superiores com silicone pinçado;

14.Aspirar com pressão de sucção entre 10 a 15 cm de água para não lesionar a mucosa;

15.Realizar a aspiração de forma rápida, estimando um intervalo entre 10 e 15 segundos para evitar hipóxia;

16.Realizar corretamente a higiene da boca do cliente com gazes após cada aspiração;

17.Limpar com água todo o sistema para que sejam limpas as conecções;

18.Colocar o cliente em posição confortável;

19..Retirar as luvas;

20.Lavar as mãos e enxugar com toalha disponível na residência;

21.Registrar o procedimento no prontuário aspecto da secreção quanto a quantidade, odor, cor e consistência, além das reações do paciente, a presença de tosse, o estado funcional do seu aparelho respiratório antes e após a aspiração.

8. PONTOS CRÍTICOS/RISCOS

  • Não se deve abusar da aspiração de secreções porque pode ser uma fonte de contaminação.

  • A necessidade de aspiração depende da densidade e da abundância das secreções.

9. CUIDADO PÓS-PROCEDIMENTO

Realizar limpeza adequada no tubo coletor de secreção.

10. RESULTADOS ESPERADOS

  • Conservar vias aéreas superiores do paciente livres de obstáculos, permeável à passagem do ar;

  • Reduzir a hipersecreção salivar do paciente evitando aspiração.

11 . REGISTRO

      Registrar no prontuário do paciente.

12 . REFERÊNCIA

MS. Infecção do trato respiratório: Orientações para prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. Out. 2009. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/manual_%20trato_respirat%F3rio.pdf.

ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Curso básico de controle de infecção hospitalar. Caderno B: principais síndromes infecciosas hospitalares. Brasília, 2000, [online] Disponível em: <http://w.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/CIHCadernoB.pdf>.

Comentários