RELATÓRIO DE ESTÁGIO BÁSICO II - Em Psicologia

RELATÓRIO DE ESTÁGIO BÁSICO II - Em Psicologia

(Parte 1 de 4)

INSTITUTO MACAPAENSE DE ENSINO SUPERIOR

ANA PAULA PINHEIRO PEREIRA DE BARROS

RELATÓRIO DE ESTÁGIO BÁSICO II

MACAPÁ

2010

INSTITUTO MACAPAENSE DE ENSINO SUPERIOR

ANA PAULA PINHEIRO PEREIRA DE BARROS

RELATÓRIO DE ESTÁGIO BÁSICO II

Relatório apresentado ao curso de Psicologia do Instituto Macapaense do Melhor Ensino Superior como processo avaliativo da disciplina Estágio Supervisionado II, sob orientação do professor Arlan Amanajás.

MACAPÁ

2010

SUMÁRIO

  1. INTRODUÇÃO................................................................................

03

  1. CAPÍTULO I: A História Institucional..............................................

04

3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS....................................................

07

4. CAPÍTULO II: O Adolescente e a Orientação Vocacional...............

09

5. CAPÍTULO III: A Proposta de Intervenção com Adolescentes........

15

6. OBJETIVOS: Geral e Específico.....................................................

15

7. JUSTIFICATIVA..............................................................................

15

8. METODOLOGIA..............................................................................

17

9. ESTRATÉGIAS E INTERVENÇÕES...............................................

18

10. CONFIGURAÇÃO DOS ENCONTROS.........................................

19

11. RECURSOS: Físicos, Humanos, Materiais...................................

21

12. CONSIDERAÇÕES FINAIS...........................................................

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13. REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS................................................

23

14. ANEXOS........................................................................................

25

INTRODUÇÃO

A Ementa da Disciplina Estágio Básico II tem por objetivo Integrar o conjunto de habilidades e competências desenvolvidas até o sétimo semestre, onde a disciplina permitirá que o aluno utilize as suas habilidades de pesquisa e avaliação e os conhecimentos das áreas clássicas de intervenção do psicólogo para elaborar projetos de intervenção em contextos específicos atuando em nível de indivíduos como do próprio contexto selecionado.

Deste modo, o presente relatório descreve as atividades de estágio realizadas no Setor Psicossocial da Delegacia Especializada na Investigação de Atos Infracionais – DEIAI e apresenta a proposta de intervenção elaborada durante o período do Estágio Básico II. As atividades desenvolvidas neste setor correspondem ao atendimento à demanda de adolescentes autores de atos infracionais ou em situação de risco pessoal e social vindo a atender ainda crianças com desvio de conduta. Desta forma, a Delegacia possui em sua estrutura, Delegados, comissários, agentes e oficiais de polícia civil, cartório e equipe técnica para otimizar o trabalho que se propõe a realizar.

Este relatório traz ainda uma descrição da instituição de estágio, seu histórico, estrutura organizacional e serviços; descrição das atividades de estágio desenvolvidas no referido local.

Essas atividades têm como objetivo proporcionar ao acadêmico de psicologia a vivência do trabalho dentro de uma organização pública, bem como a familiarização com o trabalho do psicólogo e a oportunidade de pôr em prática os ensinamentos da academia.

CAPÍTULO I: A HISTÓRIA INSTITUCIONAL

DESCRIÇÃO DA INSTITUIÇÃO

O estágio se realizou no Setor do Psicossocial da Delegacia Especializada na Investigação de Atos Infracionais - DEIAI, localizada na Avenida FAB, nº1849, no Bairro Central.

A Delegacia, fundada em 2002, é uma Instituição Pública, tendo como mantenedor o Governo do Estado do Amapá. “Tem por finalidade atender a demanda de crianças e adolescentes autores de atos infracionais ou em situação de risco pessoal e social” (CANTUÁRIA, 2010).

A Instituição conta com uma equipe composta de 64 profissionais: 06 delegados, sendo uma delegada titular; 10 Oficiais de Polícia Civil; 02 Oficiais de Polícia; 03 Escrivãos de Polícia Civil; 01 Comissário de Polícia; 08 Guardas de Presídio; 02 Agentes Administrativos; 20 Agentes de Polícia Civil; 02 Agentes de Polícia; 01 Motorista. A equipe do Psicossocial é composta por 02 Sociólogas; 02 Assistentes Sociais; 03 Psicólogos; 02 Assistentes Sociais voluntárias.

DESCRIÇÃO DO TRABALHO

Os profissionais da Psicologia, Serviço social e Sociologia desenvolvem atividades com adolescentes que cometeram ato infracional ou encontram-se em situação de risco pessoal e social e, embora não seja a demanda, também realizam atendimento com crianças, quando apresentam desvio de conduta.

A principal atividade desenvolvida é o aconselhamento, sendo assim, o foco o principal é receber o cliente e facilitar para que ele se posicione diante de seu sofrimento psíquico.

O aconselhamento é um dos papéis mais importantes do setor do Psicossocial e contempla pais e adolescentes. Os objetivos do aconselhamento são de: proporcionar aos adolescentes uma reflexão sobre o ato infracional cometido para que o incidente não seja repetido; prevenir outras infrações.

Os técnicos atuantes na área da Psicologia, Sociologia e Serviço Social efetuam uma avaliação psicossocial do adolescente infrator, logo após a sua apreensão.

É realizado um atendimento na presença dos responsáveis, onde são colhidas informações pessoais do adolescente através de um questionário com fins estatísticos. As informações contempladas são: nome completo; data de nascimento; nome e profissão dos responsáveis; documento apresentado; endereço onde reside; a situação escolar do adolescente, onde o mesmo informa se é alfabetizado ou não; se estuda (se sim, onde e que série/etapa freqüenta, se não, por quê?); se trabalha (se sim, comunica onde e se faz parte do mercado formal ou informal), caracterizando, dessa forma, sua situação ocupacional. Questiona-se, ainda, o uso de drogas (se sim, há quanto tempo e quais substâncias), de cigarro e de bebida alcoólica; com quem o adolescente estava na ocorrência do ato infracional, se com parentes, adolescentes; se possui apelidos; se faz parte de gangues ou já fez e sua religião, caso tenha. É observada a realidade sócio-familiar e educacional do adolescente, sendo perguntado ao mesmo com quem e com quantos reside.

Ao término do atendimento, é feito um relatório, ainda que resumido, de algumas características do adolescente como, por exemplo, sua personalidade e seu comportamento. Nessa oportunidade, é verificado se o mesmo encontra-se em bom estado de higiene e vestimenta; quanto ao aspecto psicológico, analisa-se se infrator está calmo, se consegue articular bem a fala, se mantém contato com o olhar, se segue raciocínio feito, como avalia a gravidade do ato supostamente por ele praticado e se está orientado globalmente (quando ao Eu, tempo e espaço). Os genitores, quando presentes no momento da avaliação, também são questionados sobre o comportamento do filho em casa e na rua. O infrator tem, ainda, a oportunidade de falar sobre o cometimento do ato infracional, confessando ou negando a autoria do mesmo. E, finalizando, um dos técnicos do psicossocial trata da gravidade do delito e da importância do adolescente em reavaliar suas condutas e amizades com quem frequentemente convive. Trata-se então de um trabalho de conscientização e reflexão, com o propósito de evitar a reincidência, ou mesmo prevenção.

O trabalho se dá de forma multidisciplinar, onde a atuação não fica limitada apenas a um campo de saber. O técnico então sugere uma das medidas socioeducativas (mais a diante mencionadas detalhadamente), quando se faz necessária, a ser aplicada. Dependendo do caso, são encaminhados para Órgãos parceiros membros da família que necessitam de acompanhamento especial por intermédio de uma ficha de Referência e Contra-referência. Alguns dos Órgãos parceiros que recebem maior número de encaminhamentos são: CAPSI – Centro de Atenção Psicossocial; Conselho Tutelar; CRAM - Centro de Referência em atendimento à Mulher; CRTN – Centro de Referência em Atendimento Natural; CREAS – Centro de Referência Especializado em Assistência Social; DERCCA – Delegacia Especializada na Repressão de Crimes Contra Crianças e Adolescentes; Estádio Glicério Marques; Ginásio Avertino Ramos; Hospital de Especialidades Drº. Alberto Lima; HMML – Hospital da Mulher Mãe Luzia; NAECA – Núcleo Especializado à Criança e ao Adolescente; Projeto Boleiro; Projeto Cidadão Mirim; Projeto Peixinhos Voadores; PAI – Pronto Atendimento Infantil; Psicossocial da Polícia Civil; SIMS – Secretaria do Estado de Inclusão e Mobilização Social; SETE – Secretaria do Estado de Trabalho e Empreendedorismo.

É de competência das Sociólogas da DEIAI, junto aos demais técnicos do Psicossocial, elaborar mensalmente um relatório baseado nos questionários estatísticos acima citados, abordando de forma quantitativa as seguintes informações:

    • Condições Estruturais: Desigualdade social; oportunidades; falta de expectativas; reestruturação de Instituições públicas; facilidades do crime.

    • Baixo Controle: Escola, famílias, comunidades, Igreja.

    • Características Individuais: Atributos de Personalidade; baixa auto-estima; maior influência: amigos (grupos dos iguais – Assis, 1999).

    • Nível sócio-psicológico; estrutura familiar; Relação familiar. (CANTUÁRIA, Maio de 2010).

A equipe dos Assistentes sociais é encarregada das visitas domiciliares e atendimentos familiares; da situação econômico-familiar do adolescente e da garantia dos direitos deste como saúde, documentação, profissionalização, esporte, cultura e lazer, religiosidade e atendimento à família.

A equipe dos psicólogos baseia seu trabalho no respeito à dignidade e integridade do ser humano, visando assim, promover o bem-estar do adolescente infrator e de sua família. Atribuições essas conferidas pelo próprio Código de Ética.

Cabe aos psicólogos, a análise da situação atual do adolescente, sendo para isso traçado um perfil psicossocial do mesmo onde se sobressaltam os pontos importantes para uma intervenção em sua realidade. Este parecer, portanto, esclarece e analisa as questões relacionadas às decisões a serem tomadas, como por exemplo, o encaminhamento a órgãos parceiros.

De forma mais detalhada as atividades de competência dos psicólogos são as seguintes:

  • Promover estudos sobre características psicossociais de adolescentes em conflito com a lei ou com desvio de conduta;

  • Atuar junto a Delegacia de Investigação de Atos Infracionais, em equipe multidisciplinar no diagnóstico, planejamento, execução e de programas comunitários na segurança pública;

  • Trabalhar com organizações públicas e particulares com objetivos educacionais comunitários na elaboração e implementação de programas de mudança de caráter social e técnico, em situações de risco social. (CANTUÁRIA, Maio de 2010).

Quanto às medidas socioeducativas, intituladas no artigo 112 da Lei 8.069/90, correspondem:

“a advertência; obrigação de reparar o dano; prestação de serviços à comunidade; liberdade assistida; inserção em regime de semiliberdade; internação em estabelecimento educacional (estas duas últimas medidas restritivas de liberdade); encaminhamento aos pais ou responsáveis, mediante termo de responsabilidade; orientação, apoio e acompanhamento temporários; matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental e inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança e ao adolescente” (Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei Federal 8.069/90, 2009).

Ressalta-se que a execução de tais medidas devem sempre respeitar aos direitos humanos, como a dignidade desses sujeitos que se encontram em fase de amadurecimento e desenvolvimento físico e psíquico.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

O estágio teve como campo a Psicologia Social e Jurídica. “O psicólogo social é aquele que entende o sujeito desde uma perspectiva histórica considerando a permanente integração entre indivíduo e o social” (Código de ética do Psicólogo). Neste sentido operar como psicólogo social significa desenvolver um trabalho desde esta perspectiva de homem e da sociedade, possibilitando atuar em qualquer área da Psicologia.

“A Psicologia Jurídica é uma emergente área de especialidade da ciência psicológica, se comparada às áreas tradicionais de formação e atuação da Psicologia como a Escolar, a Organizacional e a Clínica. É próprio desta especialidade sua interface com o Direito, com o mundo jurídico, resultando encontros e desencontros epistemológicos e conceituais que permeiam a atuação do psicólogo jurídico. Os setores da Psicologia Jurídica são diversos.

Há os mais tradicionais, como a atuação em Fóruns e Prisões, e há também atuações inovadoras como a Mediação e a Autópsia psíquica, uma avaliação retrospectiva mediante informações de terceiros.Na DEIAI, cabe ao profissional psicólogo orientar adolescentes e seus familiares, no que diz respeito à reinserção social do adolescente em conflito com a lei ou com desvio de conduta, através do fortalecimento dos vínculos com a família e com a sociedade, resgatando a cidadania” (FRANÇA, 2008).

De acordo com o que foi pré-estabelecido pelo corpo técnico dos profissionais do Psicossocial aos estagiários de Psicologia, as atividades realizadas durante o período de Estágio corresponderam a:

  • Triagem: Preenchimento dos questionários Estatísticos no atendimento aos adolescentes e seus familiares, tendo supervisão de um profissional do psicossocial, com exceção de duas situações onde não foi possível estar na presença de um profissional, em virtude de atendimentos que estavam ocorrendo. Após a Triagem, dependendo do caso, marcou-se retorno com um profissional do referido setor.

  • Observação no Acolhimento: Desta forma foi possível acompanhar e ter conhecimento da demanda do setor do Psicossocial bem como da postura dos profissionais mediante o acolhimento.

  • Transcrição dos Atendimentos para o livro: Há um livro onde devem ser registrados cada caso atendido pelo setor do Psicossocial. Registraram-se de forma resumida algumas informações como: Nº. do B.O.; data de atendimento; nome completo; endereço; telefone do responsável pela criança/adolescente; qual a ocorrência; técnico responsável pelo atendimento e retorno, quando necessário.

  • Organização das Fichas de Atendimento nas pastas dos Técnicos: São os referidos questionários estatísticos, onde de acordo com a necessidade de retorno, devem ficar dentro das pastas dos respectivos técnicos durante o tempo que durar o atendimento com a criança ou com o adolescente. Após o término do atendimento as fichas são arquivadas em locais apropriados.

Durante o período do Estágio percebeu-se a demanda significativa de adolescentes desmotivados nas atividades escolares e de suas respectivas famílias aparentemente alheias à situação de seus filhos. Adolescentes que trabalham e que relataram ser o emprego o principal empecilho na dedicação aos estudos e adolescentes que não demonstraram um fator específico para a evasão escolar.

Considerando a questão acima, a Proposta de Intervenção é a de desenvolver um serviço de Orientação Vocacional em escolas públicas que apresentem uma significativa evasão escolar junto aos profissionais do setor Psicossocial da DEIAI.

CAPÍTULO II: O ADOLESCENTE E A ORIENTAÇÃO VOCACIONAL

As Obrigações da Família e da Sociedade para com os Adolescentes

É evidente que a família encontra-se como o referencial na vida do adolescente. Quando desde a Infância a criança vê na família sua fonte de inspiração, onde os pais promovem modelos de comportamento, de vida digna, boa educação e principalmente os cercam de amor e proteção, as chances dessa criança vir a ser um adolescente infrator são bem menores. É desta forma que a família como fundamento da sociedade deve ser preservada, protegida, fortalecida e regulamentada, em cuja sombra de proteção devem ser criados e assistidos os filhos.

Na realidade, os adolescentes infratores, em sua grande maioria, tiveram uma infância difícil, sem condições adequadas para sobreviverem, onde os pais normalmente foram viciados e os trataram com violência, vindo a ser este um dos maiores fatores responsáveis tanto pela prática de ato infracional entre os adolescentes como para o uso de drogas.

Quanto à sociedade, a legislação que fornece as diretrizes sobre os procedimentos a respeito do menor como o Estatuto da Criança e do Adolescente, evidentemente, não é suficiente para corrigir a gravidade dos problemas sociais brasileiros e garantir as oportunidades para o desenvolvimento saudável do menor. É óbvia a necessidade de se fazer um investimento para a promoção da dignidade do adolescente, pois é uma garantia dos direitos universais do ser humano e um compromisso de todos os segmentos com a justiça social. Assim, o Estado, a família e a sociedade, têm por obrigação garantir os direitos fundamentais dos adolescentes.

Conceito de vocação

Vocacional deriva de vocação, tem como sinônimos: desígnio, escolha, chamamento, tendência, inclinação, talento, aptidão, pendor.

Quando este conceito se aplica à orientação vocacional o significado mais apropriado é “escolha”, uma vez que expressa opções que partem da pessoa ao que mais lhe vier a ser interessante.

Segundo Wainberg (1997) a preocupação com a escolha profissional do indivíduo tem gerado estudos desde o final do século XIX com os primeiros testes mentais de J. M. Cattel e Binet, e com a publicação em 1909, por Parsons, do primeiro trabalho específico vocacional: Choosing a vocation.

Houve mudanças no conceito de vocação como sendo a existência de aptidões específicas mensuráveis e estáveis e na incapacidade do adolescente decidir por si mesmo: atualmente se acredita no adolescente desempenhando papel ativo no processo decisório, na idéia das potencialidades não serem estáticas nem específicas, mas modificáveis com o tempo e a partir disso, então, o processo de Orientação Vocacional acompanha essa evolução não sendo mais visto como auxílio na escolha de uma ocupação, mas como parte do processo de busca da identidade pessoal.

Esta questão vem a corresponder ao próprio trabalho do setor psicossocial no quesito do aconselhamento

O que é Orientação Vocacional

De acordo com Valore (2002) o processo de Orientação Vocacional é um método de intervenção mais do que um conjunto de procedimentos. Representa uma estratégia do pensamento, uma articulação de conceitos e de proposições que configura um objeto de estudo e permite uma dada análise resultando que para poder estabelecer o método em Orientação Profissional, é preciso perguntar-se acerca de seu objeto.

O processo de Orientação Vocacional surge como um meio facilitador, ajudando o adolescente a se conhecer melhor, dando, conseqüentemente, subsídios para que ele faça a escolha mais adequada (PIMENTA, 1981).

Definida como o processo pelo qual o indivíduo é ajudado a escolher e a se preparar para entrar e progredir numa ocupação, a OV propicia o desenvolvimento do autoconhecimento, aplicando essa compreensão às ocupações (Super & Junior, 1980).

A OV é o resultado de um certo número de movimentos, pesquisas e trabalhos que no início tiveram o objetivo imediato de auxiliar os adolescentes na escolha de ocupações adequadas. Coletaram-se e organizaram-se informações e passou-se a explorar os inventários e testes psicológicos como recursos a mais, tornando o processo de OV mais complexo e eficiente (Super & Junior, 1980).

A Orientação Vocacional é uma abordagem preocupada em propiciar ao indivíduo a escolha certa para a realização de uma atividade prazerosa, que lhe permita a satisfação integral mediante o exercício de uma profissão.

Sobre os testes vocacionais

Geralmente, os modelos de testes vocacionais visam medir interesses, aptidões, a personalidade e a inteligência do adolescente. São avaliadas ainda as suas habilidades, o seu nível de percepção, o raciocínio e a memória. É considerado também o lado pessoal, o equilíbrio mental e emocional, as angústias, os conflitos e as rivalidades da pessoa. Isso por meio de avaliações estruturais, dinâmicas e outros métodos. Além disso, são feitas entrevistas com o adolescente e os pais, onde é feita a análise das situações rotineiras da família, o histórico cultural e familiar e os relacionamentos sociais que os envolvem.

Todavia, uma boa orientação não pode se prender apenas a testes vocacionais, pois eles podem generalizar o comportamento dos indivíduos.

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