Revolução industrial

Revolução industrial

Revolução Industrial

O aparecimento da revolução industrial se deve a três fatores: a revolução comercial, ao acúmulo de capitais que se deu na livre circulação das mercadorias e as descobertas de novos mercados que enviaram grandes quantidades de ouro e prata, especiarias, escravos e outros recursos que proporcionaram o embasamento necessário para a ocorrência da Revolução Industrial.

O pioneirismo da Inglaterra se deu em diversa soma de recursos como o acumulo de capitais na revolução comercial, a supremacia naval inglesa, a disponibilidade de mão de obra devido ao fechamento dos campos, instalação da monarquia parlamentar e o triunfo da ideologia liberal. A primeira Revolução Industrial desenvolveu os transportes e as maneiras de produção, acelerou a migração do campo para a cidade e a criação de um enorme exército de reserva.

Entre as principais invenções surgidas na primeira revolução industrial merecem destaque: a máquina de fiar (1767), o bastidor hidráulico (1769), máquina de fiar híbrida combinação da máquina de fiar com o bastidor hidráulico (1779). Estas máquinas marcaram o início da Revolução Industrial com a substituição da energia física pela energia mecânica no processo de produção de mercadorias. Foi desenvolvido também o setor de transportes com duas grandes invenções: o barco a vapor (1807) e a locomotiva (1825).

Na Inglaterra a grande miséria, o desemprego, os baixos salários e a alta carga horária deram origem a um movimento que se denominou Ludismo que consistia na destruição das máquinas pelos operários justificada na culpa das máquinas pelo desemprego e miséria. A Revolução Industrial gerou grandes mudanças tanto econômicas quanto sociais como: Trustes e Cartéis a produção em série a expansão do imperialismo que seriam um dos fatores desencadeadores da Primeira Grande Guerra.

Na primeira metade do século os sistemas de transporte e de comunicação desencadearam as primeiras inovações com os primeiros barcos à vapor (Robert Fulton, 1807) e locomotiva (Stephenson, 1814), revestimentos de pedras nas estradas Mc. Adam, 1819), telégrafos (Morse, 1836). As primeiras iniciativas no campo da eletricidade como a descoberta da lei da corrente elétrica (Ohm, 1827) e do eletromagnetismo (Faraday, 1831). Dá para imaginar a quantidade de mudanças que estes setores promoveram ou mesmo promoveriam num futuro próximo. As distâncias entre as pessoas, entre os países, entre os mercados se encurtariam. Os contatos mais regulares e freqüentes permitiriam uma maior aproximação de mundos tão distintos como o europeu e o asiático.

No setor têxtil a concorrência entre ingleses e franceses permitiu o aperfeiçoamento de teares (Jacquard e Heilmann). O aço tornou-se uma das mais valorizadas matériasprimas. Em 1856 os fornos de Siemens-Martin, o processo Bessemer de transformação de ferro em aço. A indústria bélica sofreu significativo avanço (como os Krupp na Alemanha) acompanhando a própria tecnologia metalúrgica.

A explosão tecnológica conheceu um ritmo ainda mais frenético com a energia elétrica e os motores a combustão interna. A energia elétrica aplicada aos motores, a partir do desenvolvimento do dínamo, deu um novo impulso industrial. Movimentar máquinas, iluminar ruas e residências, impulsionar bondes. Os meios de transporte se sofisticam com navios mais velozes. Hidrelétricas aumentavam, o telefone dava novos contornos à comunicação (Bell, 1876), o rádio (Curie e Sklodowska, 1898), o telégrafo sem fio (Marconi, 1895), o primeiro cinematógrafo (irmãos Lumière, 1894) eram sinais evidentes da nova era industrial consolidada.

E, não podemos deixar de lado, a invenção do automóvel movido à gasolina

(Daimler e Benz, 1885) que geraria tantas mudanças no modo de vida das grandes cidades. O motor à diesel (Diesel, 1897) e os dirigíveis aéreos revolucionavam os limites da imaginação criativa e a tecnologia avançava a passos largos. A indústria química também tornou-se um importante setor de ponta no campo fabril. A obtenção de matérias primas sintéticas a partir dos subprodutos do carvão - nitrogênio e fosfatos. Corantes, fertilizantes, plásticos, explosivos, etc.

Entrava-se no século X com a visão de universo totalmente transformada pelas possibilidades que se apresentavam pelo avanço tecnológico.

Merecem destaque como causas gerais da Revolução Industrial do século XVIII, a chamada Revolução Comercial e a Acumulação Primitiva de Capital. Damos o nome de Revolução Comercial ao processo que se iniciou com as grandes navegações no século XV indo até o início da industrialização no século XVIII. Nesse período a Europa se constituiu no continente mais rico do planeta. Isso foi possível graças a vários acontecimentos como: a descoberta pelos portugueses de um novo caminho para os ricos entrepostos de comércio localizados nas Índias e o contato com novos continentes como a América. Isso possibilitou ao europeus se apossarem de produtos tropicais, metais preciosos, escravos que eram comercializados com altas taxas de lucratividade. Formou-se então um grande mercado mundial, espalhado por todo o planeta, que serviu para concentrar riquezas nas países europeus, processo que tem o nome de acumulação primitiva do capital que proporcionou recursos para o surgimento da revolução industrial.

Outro aspecto importante para que se entenda a Revolução Industrial é o triunfo da idéias iluministas (Enciclopedismo): o século XVIII é considerado o "século das luzes". Nesse período as idéias políticas, econômicas e sociais da chamada Idade Moderna (séculos XVI até XVIII) passaram a ser questionadas possibilitando uma verdadeira revolução intelectual que se espalhou pelo mundo repercutindo até os dias atuais. A base dessa nova maneira de encarar o mundo, segundo os próprios iluministas, estava na razão. Abandonava-se dessa maneira qualquer possibilidade de deus interferir nos destinos humanos. Na política, os iluministas fizeram a crítica ao absolutismo propunham um modelo de sociedade em que o Estado respeitasse os interesses dos cidadãos. Na economia, o inglês Adam Smith, propõe o liberalismo, fórmula segundo a qual, o Estado não deve intervir na economia. No livro A Riqueza das Nações, ele diz que a economia funciona por si mesma segundo a Lei da Oferta e da Procura. Criticava o monopólio comercial e o sistema colonial característicos do mercantilismo. Em termos sociais, os iluministas são contrários à sociedade estamental. Segundo eles, todos os homens nascem iguais, livres, estes homens podem através de seu trabalho prosperarem economicamente. A liberdade, a propriedade privada e a resistência contra governos tirânicos são outros princípios defendidos pelos iluministas.

· Longas jornadas de trabalho;

· Direito conferido ao empresário pela Lei "Senhor e Empregado" de encarceramento do operário que abandonasse o trabalho;

· Pagamento de salários tão ínfimos que obrigavam os operários a trabalharem sem parar para ter dinheiro para sobreviver;

· Nenhuma garantia providenciaria, para acidentes que do operário que o impedisse de trabalhar;

· Trabalho infantil e feminino, porque eram pagos menores salários a esses trabalhadores

Durante a segunda metade do século XVIII, na Inglaterra uma série de transformações no processo de produção de mercadorias, deram origem ao que se convencionou chamar por 1a Revolução Industrial. Antes desse processo eram as oficinas artesanais que produziam grande parte das mercadorias consumidas na Europa. Nestas oficinas, também chamadas de manufaturas, o artesão controlava todo o processo de produção. Era ele quem estabelecia, por exemplo, sua jornada de trabalho. Também não existia uma profunda divisão do trabalho (cada um fazendo uma parte do produto). Freqüentemente nas oficinas um grupo de dois ou três artesãos se dedicava à produção de uma mercadoria de seu princípio ao seu fim, ou seja fazia a mercadoria como na sua totalidade, sem divisão do trabalho.

Com a Revolução Industrial isso se alterou, os artesão perderam sua autonomia. Com a chegada de novas tecnologia e novas máquinas apareceram as fábricas nas quais todas as modernas máquinas tornaram-se propriedade de um capitalista (burguês). A produção fabril concorrendo com a artesanal levou esta à ruína. Os antigos artesão, então tiveram que se tornar trabalhadores assalariados, estando a partir daí sob o controle do capitalista. Essa fase da Revolução Industrial foi assinalada pelos seguintes fenômenos: - Invenção do tear mecânico e do descaroçador de algodão e consequente desenvolvimento da indústria têxtil;

- Invenção da máquina a vapor, que substitui as fontes tradicionais de energia mecânica, como a roda de água, a roda de vento e a tração animal; - Uso do coque para a fundição do ferro; a produção de lâminas de ferro e a produção do aço em larga escala; - Melhoria no processo de exploração do carvão mineral, com a utilização de máquinas a vapor para retirar a água acumulada nas minas de carvão; - Revolução nos transportes e nas comunicações, com a invenção da locomotiva, do navio a vapor e do telégrafo; - Progressos na agricultura, com a produção de adubos, melhores grades e arados, invenção da debulhadora e da ceifeira mecânica.

2.ª Fase - +/–1860 até +/–1945: Essa fase da Revolução Industrial foi assinalada pelos seguintes fenômenos:

- aperfeiçoamento na produção do aço, que superou o uso do ferro; - aperfeiçoamento do dínamo;

- utilização de novas fontes de energia, como o petróleo e a energia elétrica; invenção do motor de combustão interna; - emprego dos metais leves, como o alumínio e o magnésio;

- nova evolução nos transportes, com introdução das locomotivas e dos navios a óleo, invenção do automóvel, do avião, do telégrafo sem fio, do rádio e da televisão; - introdução de máquinas automáticas, permitindo a produção em série e provocando um grande aumento na produção.

A análise de tantos feitos tecnológicos não poderia ficar carente das mudanças sociais ocorridas neste mesmo período. As empresas industriais perderam totalmente suas feições caseiras adquirindo uma nova forma. Grandes conglomerados econômicos, a crescente participação do setor financeiro na produção industrial - trustes, cartéis, holdings. Ao lado de uma intensificação da exploração do trabalho operário, da urbanização desenfreada e sem planejamentos, das epidemias provocadas pelo acúmulo de populações nos grandes centros sem infra-estrutura, cresciam as fábricas cada vez mais poderosas e determinantes de um processo irreversível.

As nações, por sua vez, buscavam garantir melhores mercados fornecedores de matérias-primas, impulsionando o colonialismo afro-asiático que deixa marcas profundas até os dias de hoje. Ou seja, não é um mero processo de avanço. O avanço tecnológico sempre foi acompanhado, desde o paleolítico de intensas mudanças sociais. Nem sempre positivas.

A economia transformou-se, pois a atividade industrial passou a ocupar o centro da vida econômica; formaram-se grandes empresas industriais e o trabalho assalariado passou a predominar em toda a parte; em outras palavras impõe-se o capitalismo industrial.

A sociedade foi profundamente afetada pelo êxodo rural e pelo crescimento da vida urbana; começaram a formar as cidades industriais; ocorreu também um aumento da população mundial; a burguesia industrial se fortaleceu e começou a ganhar cada vez mais destaque a classe operária. Na política, houve a queda do estado absolutista, disputa entre os países europeus pelo domínio das colônias na África e na Ásia com o objetivo de obter matérias-primas para a indústria e consumidores para os produtos manufaturados; começaram a aparecer idéias políticas, sociais e econômicas tentando explicar a nova situação e solucionar os novos problemas.

Durante o período do Renascimento (sécs. XV e XVI) a Europa vivênciou vários desenvolvimentos no campo científico. Copérnico, propôs a teoria heliocêntrica. Kepler mostrou que os astros se movimentam em elipse no espaço. Leonardo da Vinci estabeleceu vários projetos que só se tornaram possível mais tarde com o desenvolvimento tecnológico. Newton trouxe a teoria da gravitação universal e Galileu, com suas observações do espaço celeste ratificou a tese heliocêntrica de Copérnico. O desenvolvimento verificado nesse período foi fundamental para sepultar antigas crenças místicas apregoadas pela Igreja Católica que impediam o livre impulso para o desenvolvimento tecnológico. O ambiente verificado na Europa, nesse momento, prepara o campo para a chegada de inúmeras novas tecnologias que freqüentemente são chamadas de Revolução Industrial no século XVIII.

É necessário dizer que todo o desenvolvimento técnico sempre esteve relacionado com outros aspectos da história humana. No mesmo momento em que acontecia a Revolução Industrial, as transformações políticas e econômicas na Europa se davam igualmente de maneira muito rápida. Novas ideologias revolucionárias presentes na Declaração de Independência dos EUA (1776) e na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) tiveram enorme influência na mentalidade dos homens da época. Era o liberalismo político e econômico apresentando-se tal como definiu o conjunto das idéias iluministas.

Durante o século XIX outros acontecimentos na Europa e nos EUA vão significar um rápido progresso e crescimento industrial. A vitória do Norte (industrializado) sobre o Sul (agrícola) na Guerra de Secessão (1861-1865), nos EUA; a unificação italiana (1870), a unificação alemã (1870) e Era Meiji no Japão, contribuíram para generalizar a Revolução Industrial, que anteriormente se restringia basicamente à Inglaterra e França.

QUEMUDOUCOMAREVOLUÇÃOINDUSTRIAL? · A passagem da sociedade rural para a sociedade industrial;

· A mecanização da indústria e da agricultura;

· Desenvolvimento do sistema fabril, com o uso da energia a vapor;

· Desenvolvimento dos transportes e das comunicações;

· A expansão do capitalismo, que passou a controlar quase todos os ramos da atividade econômica.

· http://pagina.de/revolucao_industrial · Enciclopédia Barsa

· Almanaque Abril digital

Revolução Industrial foi um processo histórico de transformação econômica e social da segunda metade do século XVIII, através do qual um novo modo de produção capitalista passa a dominar a sociedade. Essa Revolução influenciou no mundo inteiro, a economia transformou-se, formaram-se grandes empresas industriais e o trabalho assalariado passou a predominar em toda a parte, bom melhor dizendo o capitalismo industrial dominou.

E é isso que vamos tentar mostrar neste trabalho, desde o que foi a Revolução Industrial até suas influências no mundo inteiro.

Com esse trabalho podemos concluir que a Revolução Industrial caracterizou-se pela produção em escala voltada para o mercado mundial, com o uso intensivo de máquinas, a concentração de trabalhadores e a divisão social do trabalho, que coisas que parecem até bestas para nós, como utilizar uma maquina para fazer um tênis, só foi possível por causa da Revolução Industrial, porque se não nossa Industria ainda seria manufaturada.

Colégio Rogacionista – Núcleo I Professor: C. Jorge Disciplina: Geografia Série: 2° Ano Turma: “A” Turno: Matutino

Revolução Industrial

Brasília, Março de 2001

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