Estudo de Caso Pneumonia

Estudo de Caso Pneumonia

(Parte 1 de 3)

FACULDADES INTEGRADAS APARÍCIO CARVALHO – FIMCA

CURSO DE ENFERMAGEM 5º PERIODO

ADAMIS UCHOA

ESTUDO DE CASO REALIZADO EM UM PACIENTE

PORTADOR DE PNEUMONIA

PORTO VELHO/RO

2010

ADAMIS UCHOA

ESTUDO DE CASO REALIZADO EM UM PACIENTE

PORTADOR DE PNEUMONIA

Estudo de caso apresentado a faculdade FIMCA - Faculdades Integradas Aparício Carvalho, como requisito avaliativo referente a nota parcial da disciplina de saúde da criança e do adolescente do 5º período de enfermagem.

ORIENTADOR (A):

PORTO VELHO/RO

2010

Sumário

Sumário 3

INTRODUÇÃO 3

1. OBJETIVOS 4

1.1 Geral 4

1.2. Específicos 5

2. METODOLOGIA 5

3. REFERÊNCIAL TEÓRICO 5

3.1. ETIOLOGIA 5

3.2 FISIOPATOLOGIA 7

3.3 DIAGNÓSTICOS CLÍNICOS 8

3.4 COMPLICAÇÕES 8

3.5 TRATAMENTO 9

4. DIAGNÓSTICO MÉDICO 9

PNEUMONIA 9

4.1. Medicações Prescritas: 9

5. PROCESSO DE ENFERMAGEM 15

5.1. LEVANTAMENTOS DE DADOS 15

5.2. EXAME FÍSICO 17

5.3. AGRUPAMENTOS DE DADOS 20

6. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM 20

6.1 EVOLUÇÃO 24

CONCLUSÃO 25

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 26

INTRODUÇÃO

O presente estudo foi baseado no caso de um paciente interno na ala respiratória do Hospital e Pronto Socorro Infantil Cosme e Damião (HPSICD) entre os dias 20 e 24/10/2010, período em que se desenvolveu a aplicação de teoria e prática de conhecimentos adquiridos durante o decorrer da disciplina. Bem como a elaboração de um plano assistencial a ser colocado em prática, diante da integridade do processo de enfermagem que será apresentado neste estudo de caso, com objetivo de enriquecer o trabalho, realizando pesquisas bibliográficas.

O usuário em questão encontrava-se acometido Pneumonia patologia que será apresentada no desenvolvimento do estudo.

As infecções do trato respiratório superior estão associadas a uma alta taxa de morbidade e complicações, tais como: a febre reumática e a glomerulonefrite aguda, que ocorrem geralmente devido a infecções causadas pelo Streptococcus pyogenes. As incidências destas doenças variam com a idade do paciente, a estação do ano e o contato interpessoal.

Para Rodrigues et. al. (2002), as infecções respiratórias agudas aumentam significativamente o índice de morbidade e mortalidade na infância, particularmente nos países em desenvolvimento, acometendo a faixa etária inferior aos 5 anos de idade, sendo uma das maiores causam dessa mortalidade. A incidência anual de pneumonias em crianças menores de cinco anos é de 30 a 40 casos por 1.000 na Europa e na América do Norte. Nos países em desenvolvimento, as pneumonias na infância não são as patologias de maior freqüência, porém são as mais graves, levando mais a morte. Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, na última década, cerca de um terço da mortalidade mundial em crianças (4 a 5 milhões de óbitos anuais) são ocasionadas por infecções respiratórias agudas. O Fundo para as Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que mais de 3 milhões de crianças morrem de pneumonia a cada ano, principalmente nos países em desenvolvimento . As doenças do trato respiratório inferior são responsáveis por 90% das mortes e só 10% das mortes são de outras causas em crianças menores de um ano. No Brasil, as pneumopatias agudas são responsáveis por 11% das mortes em crianças com idade inferior a um ano, e por 13% na faixa etária entre 1 e 4 anos.

1. OBJETIVOS

1.1 Geral

Implementar a sistematização da assistência em enfermagem (SAE) em paciente portador de pneumonia.

1.2. Específicos

Conhecer os aspectos fisiopatológicos da pneumonia e as alterações provocadas pela mesma.

Promover práticas assistenciais com base no processo em enfermagem.

Realizar medidas preventivas através do processo de enfermagem.

2. METODOLOGIA

As técnicas da coleta de dados utilizados para o desenvolvimento do estudo foram de pesquisas bibliográficas. Pesquisa é um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um problema, que tem por base procedimentos racionais e sistemáticos. A pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações para solucioná-lo (Silva, 2001).

Este estudo foi realizado pelas discentes do 5º período de Enfermagem das Faculdades Integradas Aparício Carvalho – FIMCA em 2010 no município de Porto Velho – RO.

3. REFERÊNCIAL TEÓRICO

3.1. ETIOLOGIA

Para Brunner (2005), a pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar causada por agente microbiano, onde as bactérias geralmente penetram na via aérea inferior, mas, não causam pneumonia na presença de um mecanismo de defesa do hospedeiro intacto.

Pneumonite caracteriza-se por processo inflamatório, de causa infecciosa ou não, com lesões predominantemente intersticiais (PORTO, 2007, p 718).

Conforme Brunner (2005), a pneumonia varia em seus sinais e sintomas, dependendo do organismo e da doença subjacente. Entretanto, a despeito do tipo de pneumonia (hospedeiro imunocomprometido, aspiração), as pneumonias não são diagnosticadas só pela história clínica, mas sim a história geral de saúde, da idade da criança, exames físico, exames radiológicos e laboratoriais.

A pneumonia (Segundo, BEHRMAN, KLIEGMAN, ARVIN 1997), classifica se a pneumonia do ponto de vista anatômico como um processo lobar ou lobular, alveolar ou intersticial, embora a classificação da pneumonia infecciosa segundo a etiologia presumida ou comprovada seja mais relevante ao diagnóstico e tratamento.

Embora sejam numericamente menos importantes como causas de pneumonia, as bactérias tendem a ser responsáveis por infecções mais intensas que as causadas por agentes não bacterianos. Estudos atuais demonstram que nos países em desenvolvimento as bactérias desempenham um papel como causadoras de pneumonias nas crianças mais relevantes do que nos países desenvolvidos (BENGUIGUI, 1997). O tipo e a intensidade da doença podem ser influenciados tanto pelo sexo, estação do ano ou aglomeração de pessoas, dentre esses fatores os meninos são comumente mais afetados que as meninas. De maneira diferente da bronquiolite que atinge crianças no primeiro ano de vida, a pneumonia viral dá se normalmente entre 2 e 3 anos e tende a reduzir se lentamente. Os sintomas mais comuns que precedem as pneumonias virais são rinite e tosse, cianose e fadiga respiratória (BEHRMAN, VAUGHAN, 1990). Leventhol e Shonm citados por PAIVA 2000, estudaram os sinais clínicos e radiológicos da pneumonia em crianças americanas, e as conclusões desses estudos em população diferentes foram similares, chamando a atenção para a freqüência respiratória elevada como sinal clínico mais comum para diagnosticar pneumonia em crianças menores de cinco anos.Deve se prestar uma atenção especial quando esses sintomas estão aguçados e a criança passa a não conseguir compensar a taquipnéia. Neste caso é necessário atentar para o diagnóstico de hipotermia e nos sinais clínicos que a antecedem como: cianose; sudorese; palidez; alternância de agitação com sonolência; retrações intercostais e principalmente os subcostais, que indicam maior gravidade da pneumonia com necessidade de hospitalização. Se a tosse seca se acompanha de dor torácica e abdominal deve se considerar a possibilidade de um comprometimento pleural ( AIVA 2000, BEHRMAN, KLIEGMAN, ARVIN 1997).

Diferentes do vírus da gripe, que é altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente. A pneumonia é uma das principais complicações da ventilação mecânica. Esta patologia se relaciona com uma maior mortalidade e morbidade, aumento do período de internação e os gastos hospitalares. Nos Estados Unidos da América, a PAVM ocorre em cerca de 9 a 12% dos indivíduos, com uma mortalidade entre 55 a 71% (ZAIDI, MARTÍN e ROSADO, 1999). Os principais microorganismos responsáveis por esta patologia são o Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae Haemophilus influenza e bacilos entéricos. A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) tardia é ocasionada por mais de um microorganismo em 40% dos casos e ocorre mais que a PAVM precoce (GOMES et.al., 2002). Gripes que persistem por mais de uma semana e febre persistente devem ser motivo de atenção. Não fumar nem beber exageradamente, alimentar-se bem, ter bons hábitos de higiene, sempre fazer a manutenção dos ares-condicionados e evitar a exposição a mudanças bruscas de temperatura são medidas preventivas

3.2 FISIOPATOLOGIA

Em regra, as características da via aérea superior evitam que as partículas potencialmente infecciosas alcancem o trato respiratório inferior normalmente estéril. Dessa maneira os pacientes com pneumonia causada por agentes infecciosos freqüentemente apresentam uma doença subjacente aguda ou crônica que compromete as defesas do hospedeiro. A pneumonia origina-se da flora normalmente presente em um paciente cuja resistência foi alterada ou resulta da aspiração da flora presente na orofaringe. Ela também pode resultar de organismos transmitidos pelo sangue que penetram na circulação pulmonar e são aprisionados no leito capilar pulmonar, tornando-se uma fonte potencial de pneumonia. (Brunner e Suddarth 2005)

As doenças pulmonares restritivas são patologias em que o maior problema é a limitação da expansão dos pulmões, dificultando a inspiração. Pode ocorrer uma alteração do interstício pulmonar, isto é, o tecido pulmonar em si, originando uma restrição intrínseca, enquanto que outras alterações que restrinjam a expansão pulmonar, por exemplo, hipercifoses, denomina-se extrínseca. Tiffeneau, um importante caracterizador da função pulmonar, normal (IT=VEMS/CV). (Thomas J. Nowak et al., 2004)

A pneumonia é uma das principais complicações da ventilação mecânica. Esta patologia se relaciona com uma maior mortalidade e morbidade, aumento do período de internação e os gastos hospitalares. Nos Estados Unidos da América, a PAVM ocorre em cerca de 9 a 12% dos indivíduos, com uma mortalidade entre 55 a 71% (ZAIDI, MARTÍN e ROSADO, 1999).

3.3 DIAGNÓSTICOS CLÍNICOS

O diagnóstico de pneumonia é feito por meio da história (principalmente de uma infecção recente do trato respiratório) exame físico, exames radiográficos do tórax, hemocultura (invasão da corrente sanguínea, chamada de bacteremia, acontece com freqüência) e exame de escarro. A amostra de escarro é obtida ao se fazer com que o paciente: 1-lave a boca com a água para minimizar a contaminação pela flora oral normal; 2-respire profundamente várias vezes; 3-tussa profundamente; e 4-expectore o escarro mobilizando dentro de um frasco esterilizado.

3.4 COMPLICAÇÕES

  • Idade Avançada/Idosos

  • Fumo: Provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;

  • Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;

  • Mudanças bruscas de temperatura;

  • Alergias Respiratórias e Pneumoconioses;

  • Internações de longa data;

  • Insuficiência Cardíaca;

  • Colonização da Orofaringe;

  • Aspiração (micro e macro);

  • Cirrose Hepática;

  • Deficiência Nutricional;

  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

3.5 TRATAMENTO

O tratamento das pneumonias requer o uso de antibióticos em caso de origem bacteriana ou fúngica e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar pode fazer-se necessária quando o paciente é criança, em febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.Os principais antibióticos usados são as chamadas Quinolonas Respiratórias, dentre as quais podemos citar como exemplo a moxifloxacina, a gatifloxacina e a levofloxacina.

4. DIAGNÓSTICO MÉDICO

PNEUMONIA

4.1. Medicações Prescritas:

Ao ser admitido no Hospital e Pronto Socorro Infantil Cosme e Damião (HPSICD). Dia (21/10/2010), o Médico prescreveu as seguintes medicações:

  • Dipirona: 0,8 ml 6/6 h S/N EV

Ação: Analgésico e Antitérmico

Mecanismo de Ação: Atua no centro termorregulador hipotalâmico nos pacientes com hipertermia, provocando redução da temperatura corporal. A queda da temperatura decorre de maior perda de calor, possivelmente por aumentar a irradiação de calor através da pele. Efeito analgésico pode ser decorrente da capacidade que a dipirona tem de bloquear a síntese e a liberdade de prostaglandina, substancias envolvidas diretamente na fisiopatologia do processo doloroso. Alem desse efeito periférico, a dipirona pode atuar diretamente no tálamo, diminuindo a passagem de impulsos dolorosos (potenciais de ação) e através dessa estrutura, reduzir a chegada de impulsos dolorosos ao nível do córtex sensitivo.

Reação Adversa: Choque e discrasias sanguíneas, tais como agranulocitose, leucopenia e trombocitopenia.

Outros: reações de hipersensibilidade que afetam a pele (urticária), a conjuntiva e a mucosa nasofaringe, reações cutâneas bulbosas, às vezes com risco de vida.

Cuidados de Enfermagem:

  • Monitorize a função respiratória, pois podem ser observados ataques de asma em pacientes predispostos a tal condição e hipotensão em caso de aplicação intravenosa muito rápida.

  • Monitorize dor e reações no local da injeção.

  • Administre a droga cuidadosamente em casos de amigdalite ou qualquer outra afecção da bucofaringe, porque essas afecções preexistentes podem mascarar os primeiros sintomas de agranulocitose, cuja ocorrência e rara mais possível quando se faz uso de produto que contenha dipirona.

  • Administre-a cuidadosamente em pacientes com condições circulatórias instáveis (PA sistólica menor que 100 MMHG) e em pacientes com distúrbios hematopoiéticos.

  • Não a administre durante a gravidez e a lactação.

  • Não administre a droga com outros medicamentos na mesma seringa.

  • Oriente o paciente a não usar bebida alcoólica, porque o efeito do álcool pode ser potencializado.

  • Ceftriaxona: 750mg 12/12 h EV

Ação: Antimicrobiano

Mecanismo de ação: o mecanismo de ação é exato e desconhecido, mais o efeito bactericida é resultado de a droga inibir a replicação e alterar o DNA da célula da bactéria.

Reações adversas: Cefaléia, tremor, confusão mental, alucinação, convulsão, náuseas, diarréia, vômito, dor e desconforto abdominal, candidíase oral, Cristais na urina.

Cuidados de Enfermagem:

  • Verificar o resultado da cultura e antibiograma antes de administrar a droga.

  • Oferecer V.O 2 horas antes ou 2 horas depois das refeições associado a um antiácido.

  • Em pacientes com disfunção renal e necessário reajustar a dose.

  • Tratamento prolongado pode causar resistência a droga.

  • Orientar o paciente que reações adversas Podem ocorrer mesmo após a primeira dose.

  • Se ocorrer rash ou qualquer reação alérgica, pare de administrar a droga e informe ao medico.

  • Orientar o paciente a beber 1500 ml de liquido durante o tratamento para evitar cristais na urina.

  • I.V dilua a droga com soro glicosado 5% ou cloreto de sódio 0,9% numa concentração de 1 MG/ml a 2 MG/ml. Infunda lentamente por no mínimo em 1 hora, numa veia de grosso calibre.

  • Plasil (metaclopromida) EV 0,8ml

Ação farmacológica: estimula a motilidade do trato GI superior (procinético, antiemético). Esta substância possui uma atividade reguladora eletiva sobre o comportamento digestivo facilitando o esvaziamento do estômago; não determina variações do volume e da acidez da secreção gástrica.

Mecanismo de ação: é desconhecido, parece sensibilizar os tecidos para a atividade da acetilcolina. O efeito da metoclopramida na motilidade não é dependente da inervação vagal intacta, porém, pode ser abolido pelas drogas anticolinérgicas.

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