RELATORIO DE ESTAGIO CURRICULAR I

RELATORIO DE ESTAGIO CURRICULAR I

(Parte 1 de 2)

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

CURSO DE PEDAGOGIA EAD

Acadêmico

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR I

Itamarandiba, Minas Gerais.

2010/04

Acadêmico

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR I

Relatório necessário para obtenção parcial da graduação do Curso de Pedagogia: Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do ensino Fundamental, pela Universidade Luterana do Brasil, pólo de Guanhães.

Profª tutora Virtual:

Profª tutora presencial:

Itamarandiba, Minas Gerais.

2010/04

SUMÁRIO

SUMÁRIO ii

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 4

INTRODUÇÃO 5

2. DESENVOLVIMENTO 6

2.1. Fundamentação teórica dirigida à educação infantil. 6

2.2. Fundamentação teórica do trabalho realizado 10

3. CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO 13

3.1. Histórico da instituição 13

3.2. Estrutura física da instituição 13

3.3. Plano Político-pedagógico/ Projeto Pedagógico da Escola/ Instituição: 14

3.4. Leitura da realidade da Escola/ Instituição 14

3.5. Relato das observações na turma da prática de estágio 14

3.6. Leitura da realidade da sala de aula 16

3.7. Caracterização dos alunos com ênfase pedagógica 16

4. PROJETO 18

4.1. Tema/ temática: Adaptação escolar 18

4.2. Turma: 1º período 18

4.3. Duração: 40 horas 18

4.4. Justificativa: 18

4.5. Objetivo geral 18

4.6. Objetivos Específicos 18

4.7. Referencial Teórico do Projeto: 18

4.8. Conteúdos Propostos a serem trabalhados 19

4.9. Metodologia 19

4.10. Recursos utilizados:. 20

4.11. Avaliação 20

4.12. Referências bibliográficas: 20

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 21

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 22

ANEXOS 23

6.1 CARTA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES. 23

6.2 CARTA DE AUTORIZAÇÃO. 23

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

    1. Nome da instituição: Universidade Luterana do Brasil-ULBRA

    2. Título do trabalho: Relatório de Estagio Curricular I

    3. Nome do aluno:

    4. Nome dos supervisores de estágio:

  • Profª e Tutora virtual:

  • Tutora presencial:

    1. Nome da disciplina do estágio:Estagio curricular I

    2. Nome da instituição onde realizou o estágio: Escola Municipal Ursinhos Carinhosos

    3. Data: semestre e ano: 31-03 / 4º semestre / 2010

II PARTE

INTRODUÇÃO

O estágio tem como objetivo complementar à formação acadêmica possibilitando o confronto entre a teoria e a pratica. Cuja finalidade é relatar os fatos ocorridos durante a prática do Estágio Curricular I, já que se trata de uma exigência curricular do mesmo.

A realização do estágio foi na Escola Municipal Ursinhos carinhosos, na turma do primeiro período, nos meses de fevereiro e março de 2011.

Este relatório está organizado de forma a apresentar todos os processos realizados no estágio, desde a observação, a elaboração do projeto até a pratica de ensino e as concepções visualizadas.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1. Fundamentação teórica dirigida à educação infantil.

As disciplinas realizadas até esse módulo, visam à teoria sobre a educação infantil para a pratica docente.

No sentido mais amplo, educação é um processo de atuação de um educador sobre o desenvolvimento do indivíduo a fim de que ele possa atuar em uma sociedade pronta para a busca de aceitação dos objetivos coletivos.

Paulo Freire retrata:

Alfabetização é a aquisição da língua escrita, por um processo de construção do conhecimento, que se dá num contexto discursivo de interlocução e interação, através do desvelamento crítico da realidade, como uma das condições necessárias ao exercício da plena cidadania: exercer seus direitos e deveres frente à sociedade global. (FREIRE, p. 59, 1996).

O papel da pedagogia, desde sua mais profunda origem é de estabelecer um diálogo com as ciências humanas. Esse é um desafio permanente para os pedagogos. A própria infância impõe seu direito de formação plena, como sujeitos de valores, condutas, culturas, identidades, memória, sentimento e corporeidade.

A mudança na educação brasileira foi implantada em 1996. Trata-se da mais recente LDB, que trouxe diversas mudanças às leis anteriores, com a inclusão da educação infantil (creches e pré-escolas).

Atendendo às determinações da Lei de Diretrizes (9.394/96) que estabelece pela primeira vez na história de nosso país, que a educação infantil é a primeira etapa da educação básica, nosso objetivo é auxiliá-lo na realização de seu trabalho educativo diário junto às crianças pequenas.

Como as instituições que atendem as crianças de 0 à 5 anos são reconhecidas como instituições educacionais, a LDB fixou normas que regem a formação exigida para atuação do professor. Conforme a lei nº 9.394/96 em seu artigo 62:

A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal.

Em 1988, foi decretada a conquista do reconhecimento da educação em creches e pré-escola como um direito da criança e um dever do estado. Diz a Constituição, em seu artigo 208: “O dever do Estado com educação será efetivado mediante garantia de [...] IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade [...]”.

Falar de creche ou da educação infantil é muito mais do que fala de uma instituição, de suas qualidades e defeitos, da sua necessidade social ou da sua importância educacional. É falar da criança. De um ser humano pequenino, mas exuberante de vida. (DIDONET, 2001).

A rotina no ambiente escolar é constante na educação infantil, pois essa etapa é dedicada a cuidados pessoais, como: descanso, alimentação, higiene etc. A organização inclui-se momentos de entrada e saída da creche / pré-escola, recolhimento de material etc. Todas essas atividades que se repetem diariamente na vida escolar foram denominadas rotina. A importância de o professor conhecer seus alunos antes de planejar as rotinas é fundamental, pois precisa identificar cada momento do aluno, quando estão mais cansados, agitados, verificar quais atividades o grupo interage mais etc.

Entretanto, todas essas formas de trabalho vão depender do olhar do professor sobre o trabalho da educação infantil.

A organização dos espaços dentro da educação infantil envolve todos que freqüentam esse espaço. Todos com necessidades diferentes, pois cada um necessita de um espaço, como por exemplo: professores, funcionários necessitam de um espaço, que seja para reunião, guardar os materiais etc. Os pais eles precisam de um local para falar com os professores, para encontrar com seus filhos, enfim, para se relacionar com todos. As crianças necessitam de espaços para brincar, jogar, aprender, fazer suas necessidades fisiológicas, comer. No entanto, quando falamos em educação infantil, temos que pensar na organização dos espaços.

O cuidar e o educar estão nas coisas mais simples da rotina pedagógica da educação infantil, como no momento da higiene, da alimentação e tantos outros, que parecem ser simplesmente “cuidado”, também podem e devem ser trabalhados dentro do aspecto educativo. Portanto cuidar e educar na educação infantil significa ter situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento. No entanto, torna-se impossível a dissociação do educar e do cuidar, pois o educador necessita de um saber fazer que envolve a sociedade.

O brincar para a criança é fundamental para o seu desenvolvimento, pois é no lúdico que ela aprende a interagir com os outros e compartilhar as diferenças de uma forma espontânea. O brincar favorece o desenvolvimento, o equilíbrio, a comunicação, a criatividade, a independência e o crescimento intelectual e emocional da criança. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio de articulação entre a imaginação e a imitação da realidade. Toda brincadeira é uma imitação transformada, no plano de emoções e das idéias, de uma realidade anteriormente vivenciada. No ato de brincar, os sinais, os gestos, os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser.

Brincar é sem dúvida, uma forma de aprender, mas é muito mais que isso. Brincar é experimentar, relacionar, imaginar, expressar, transformar, ser. A brincadeira não envolve apenas a atividade cognitiva da criança. Envolve a criança toda. É prática social, forma de interação com o outro. Por isso é imprescindível garantir na rotina escolar, tempo e espaço para o brincar.

Segundo uma didática de alfabetização focada no letramento, a criança aprende a ler e escrever interagindo com textos que se propõem atender finalidades variadas. O processo de letramento pode ser vivenciado em muitas situações significativas no brincar da criança, seja por meio de contação de historias, releituras, dramatizações, ou quando vivencia a imitação e recreação da realidade.

Portanto, o brincar possibilita, às crianças, desenvolverem a capacidade de imitar a vida e, principalmente, de exercitar a sua transformação por meio da criação de situações imaginárias. É através do lúdico, das brincadeiras, sobretudo no faz-de-conta, que as crianças desenvolvem capacidades de socialização por meio de interação e experimentação de regras e papéis sociais, repetem situações que já conhecem de suas experiências cotidianas anteriores e atualizam os conhecimentos que possuem.

2.2. Fundamentação teórica do trabalho realizado

Essa fundamentação mostra o conceito de infância; a relação de infância e educação, e pontua acerca da formação do docente para educação infantil, além disso, aborda a importância desses para o desenvolvimento da criança no processo de ensino-aprendizagem, nas dimensões motoras, cognitivas, afetivas, e sociais. Sendo apresentadas a partir das discussões de teóricos que fundamentam a importância da concepção do educador.

A educação infantil foi conceituada, no art. 29 da L.D.B., como sendo destinada às crianças de até 6 anos de idade, com a finalidade de complementar a ação da família e da comunidade, objetivando o desenvolvimento integral da criança.

Os primeiros anos de Educação Infantil são marcantes para o aluno, pois permitem que ele exercite a possibilidade de se afastar do núcleo familiar, passando a agregar-se e interagir como outros grupamentos sociais. Esta passagem do universo privado e restrito, que é a família, para outro, público e mais amplo que é a escola, é de fundamental importância no processo da individualização do sujeito.

A criança deve aprender a lidar com seus desejos e conhecer seus limites. Através do excessivo otimismo em relação ao caráter da natureza boa do homem ao nascer, Rousseau faz severas críticas à educação autoritária, onde o fim da educação para ele é a inserção social, após a criança ter recebido uma educação individualizada. “A pobre criança que nada sabe que não pode nada, nem nada conhece, não está a vossa mercê? (...) sem dúvida ela deve fazer só o que deve, porém deve querer só o que vós quereis que ela faça”. (Rousseau)

A prática pedagógica está alicerçada no Sócio-Interacionismo, pois é uma teoria de aprendizagem e que se dá em contextos históricos, sociais e culturais. Cujo foco dessa teoria está na interação social.

No enfoque sobre educação, Vygotsky é um teórico que embasa a prática pedagógica. Pois, ele está presente nos documentos voltados para educação infantil brasileira, especialmente na LDB. Uma das principais contribuições desse teórico para educação é defender os processos de aprendizagem como: a coordenação motora para o desenvolvimento, o brincar, cuidar, educar etc.

Por meio de uma brincadeira de criança, pode-se compreender como ela vê e constrói o mundo. Pela brincadeira ela manifesta certas habilidades que não seriam esperadas pela sua idade.

Vygotsky salienta:

O jogo permite a expressão ludocriativa, podendo abrir novas perspectivas do uso dos códigos simbólicos. Mas, para que essas idéias se consolidem, é importantíssimo compreender os diferentes estágios de desenvolvimento mental infantil e adequar os brinquedos às potencialidades das crianças e, sobretudo, buscar diversificá-los com o objetivo de explorar novas inteligências e áreas ainda não desenvolvidas. É enorme a influencia do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de agir numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos por objetos externos.

A metodologia utilizada pela professora regente da turma é uma metodologia que dá sentido a todos os passos do ensino e da aprendizagem, principalmente quanto à apresentação da matéria e a elaboração da mesma. Ela colocou, que a criança chega à escola com expectativas otimistas frente à nova aventura de aprender. Mas se as atividades forem repetitivas e cansativas a criança começa a desinteressar, então o educador tem que ter uma visão contínua sobre os principais aspectos abordados em sala de aula. Muitos são os métodos utilizados para trabalhar com a educação infantil. Um deles é organizar as ações da escola com base nos jogos e brincadeiras, visando construir na criança conhecimentos sobre o mundo, sempre levando em consideração os contextos a qual ela está inserida.

A relação instituição de educação infantil com a família faz parte do desenvolvimento do trabalho do professor na educação da criança de 0 a 6 anos, especialmente na construção de vínculos afetivos, no compartilhar obrigações, posto que estabelece uma boa relação com a família está intimamente ligado com a acolhida da criança e a necessidade de um trabalho articulado. Além disso, os estudos sobre formação do professor de creche e pré-escola aos poucos têm se voltado para os saberes necessários ao trabalho docente e para a formação da identidade do professor da educação infantil.

Resta também, nos questionamentos sobre a qualidade da educação oferecida para estas crianças dentro das pré-escolas, visto que a origem das mesmas tinha por objetivo atender somente a população carente o que significou em muitas situações atuar de forma compensatória para sanar as supostas faltas e carências das crianças e suas famílias.

RCNEI ressalta,

Modificar essa concepção de educação assistencialista significa atentar para várias questões que vai muito além dos aspectos legais. Envolve, principalmente, assumir as especificidades da educação infantil e rever concepções sobre a infância, as relações entre as classes sociais, as responsabilidades da sociedade e o papel do estado diante das crianças pequenas. (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, 1998).

O método de ensino deve visar o desenvolvimento da criança, buscando trabalhar todos os ambientes que a envolve, onde haja prática problematizadora, onde as crianças tenham voz e vez. A rotina deve oferecer às crianças momentos onde elas possam desenvolver as atividades. O educador deve desde o início do ano letivo, organizar o espaço pedagógico (a sala de aula, demais espaços da escola e outros espaços que a comunidade possa oferecer), proporcionando-a diversas experiências.

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