Tipos de Meios de Cultura - Microbiologia

Tipos de Meios de Cultura - Microbiologia

MICROBIOLOGIA

Tipos de Meio de Cultura

Histórico

  • Ágar:

- descoberto no Japão;

- criado a partir de algas;

- usado em alimentos.

  • Fannie e Walter Hess;

  • Robert Koch;

Histórico

  • Robert Koch:

- Introdução dos meios sólidos (1880);

- Bacilo da tuberculose

(Bacilo de Koch – Mycobacterium tuberculosis);

- Estudo de espécies isoladas (culturas puras).

DIAGRAMA DE CLASSIFICAÇÃO

Processos de preparação

  • Cada meio tem uma finalidade própria e, para tal, tem um método adequado de produção, assim como materiais e componentes.

  • De modo geral, usa-se materiais como placas de Petri e tubos de ensaio (para conter o meio propriamente dito), autoclave (esterilização), bicos de Bunsen (ou outras formas de aquecimento – lamparinas ou microondas), indicadores de pH (se for necessário tal especificação), alças de inoculação (de platina, de repicagem etc).

  • Entre os reagentes, os mais comuns são água destilada, peptona, caldo de carne, NaCl, agentes solidificantes (Ágar-ágar ou outros mais específicos), acidificantes e alcalinizantes (geralmente Ácido Lático e NaOH).

  • Podemos citar, por exemplo, o método de produção do Caldo Simples e do Ágar Simples como processos de preparação rotineiros num laboratório de microbiologia – praticamente todos os outros métodos são variações.

  • Etapas básicas: esterilização dos materiais (autoclavagem, detergentes enzimáticos, flambar ao rubro, álcool), pesagem e diluição do ágar em água aquecida, adição de outras substâncias necessárias (vitaminas, aminoácidos, sangue etc.), solidificação e inoculação de microorganismos no meio.

Estado físico

  • Sólidos: quando contém agentes solidificantes, principalmente ágar (cerca de 1 a 2%); Os meios de cultura sólidos são preparados a partir da adição, ao meio líquido correspondente, de um agente solidificante antes da esterilização do meio.

  • Semi-sólidos: quantidade de ágar e/ou gelatina é de 0,075 a 0,5 %, de uma consistência intermediária, de modo a permitir o crescimento de microrganismos em tensões variadas de oxigênio ou a verificação da motilidade e também para conservação de culturas.

  • Líquidos: sem agentes solidificantes, como um caldo, utilizado para ativação das culturas, repiques de microrganismos, provas bioquímicas etc. Um gel duro, por excesso de ágar é frequentemente nefasto para o crescimento dos tecidos, mas os meios de baixa concentração em ágar perdem água facilmente por evaporação.

  • A escolha da quantidade de ágar resulta de um compromisso entre um meio duro que minimize as perdas de água e um meio mole que permita uma melhor difusão dos nutrientes. Geralmente, o crescimento de microalgas é realizado em meio líquido. Os frascos da cultura líquida são colocados frequentemente nos shakers (mesa agitadora) a fim introduzir O2 ao líquido e manter a uniformidade da cultura. Em 5 mL de meio de cultura líquido, conseguimos quantidades enormes como 5 bilhões de bactéria.

procedência dos constituintes

  • Naturais (ou Complexos): Ingredientes sem composição química definida, geralmente extratos vegetais, animais ou de outros microorganismos. Usados para microorganismos menos exigentes na nutrição.

Ex.: Meio de Löwenstein Jensen, que contém sais, ovos e pedaços de batata.

  • Artificiais (ou Sintéticos ou Quimicamente Definidos): Ingredientes de composição e quantidade conhecidas – Geralmente para microorganismos mais específicos.

Ex.: Caldo Tetrationato, que contém apenas iodo, KI e água – eficiente para enriquecimento de Salmonella spp.

composição química

  • Quanto à composição química podem ser:

  • Simples (ou meios básicos): aqueles que permitem o crescimento bacteriano, sem satisfa-zer, contudo nenhuma exigência em especial

Ex.: Caldo e Ágar simples;

  • Especiais (ou complexos): quando cumprem com as exigências vitais de determinados microrganismos, contendo para isso, diversas substâncias como meio de infusão de cérebro e coração, soro bovino, fragmento de fígado etc.

Ex.: Meios Shahidi Ferguson Perfringens (SFP) e Triptose Sulfito Ciclosserina (TSC) etc.

finalidade bacteriológica E/OU micológica

Subdividem-se em:

  • Meios de Contagem

  • Meios de Estocagem

  • Meios de Triagem

  • Meios de Identificação

  • Meios de Pré-Enriquecimento

  • Meios de Enriquecimento

  • Meios Diferenciais

  • Meios Seletivos

MEIOS DE CONTAGEM

  • Empregado para a determinação quantitativa da população microbiana.

MEIOS DE ESTOCAGEM OU MANUTENÇÃO

  • Utilizados para conservação de microrganismos no laboratório por garantirem a viabilidade de microrganismos.

MEIOS DE TRIAGEM

  • Meios que avaliam determinadas atividades metabólicas permitindo caracterização e identificação superficial ou pressuposta de muitos microorganismos.

MEIOS DE IDENTIFICAÇÃO

  • Utilizados para a realização de provas bioquímicas e verificação de funções fisiológicas de organismos submetidos à identificação.

Meios de Pré-Enriquecimento

  • O pré enriquecimento é um método usado para análise de material desidratado, ou para favorecer a recuperação de organismos danificados, permitindo a recuperação da célula antes da inoculação em meios seletivos.

Ex.: Água peptonada e caldo lactosado (isolamento de salmonela de leite em pó).

Meios de Enriquecimento

  • Meios de enriquecimento proporcionam nutrientes ao crescimento de microrganismos, mesmo aqueles mais difíceis de serem cultivados, e inibir também a presença de microorganismos competidores, satisfazendo as necessidades nutricionais do microorganismo.

Ex. Caldo Tetrationato e Selenito-Cistina para cultivo de Salmonelas (líquidos), Caldo Tioglicolato para Clostridium perfringens.

Meios Diferenciais

  • Permite estabelecer diferenças entre microorganismos parecidos, facilita a identificação da bactéria quando existem outras bactérias crescendo no mesmo meio.

Ex.: Ágar Sangue, que contém células vermelhas do sangue, é muito utilizado pelos microbiologistas para identificação de espécies bacterianas capazes de destruir células sanguíneas.

Meios Seletivos

  • São aqueles que possuem substâncias que inibem o desenvolvimento de um determinado grupo de microorganismos favorecendo o crescimento de outras espécies.

Ex.: Meios com sais biliares e verde brilhante para isolamento seletivo de microorganismos como a Salmonella.

CURIOSIDADES

  • Ingredientes Bizarros:

À base de alguns meios, é adicionado sangue de cavalo, carneiro ou coelho em temperatura alta, o que faz com que as hemácias lisem, liberando hemina e hematina, compostos fundamentais para o crescimento dos microrganismos exigentes. Em outros casos, como no Caldo BHI (Brain Heart Infusion), existem nutrientes de cérebro e coração, peptona e dextrose. A peptona e a infusão são fontes de nitrogênio (N), carbono (C), enxofre (S) e vitaminas.

  • Meios Caseiros:

Meios de proliferação que podem acontecer por descuido ou acidente. Envolvem, em sua maioria, fungos, atacando principalmente alimentos mal conservados. Outros exemplos: uma parede com infiltração que embolora, pão velho e frutas que são deixados ao ar livre, um pé com frieira etc. Também se pode fabricar meios mais “controlados” com potes de manteiga, caldo de carne e gelatina sem sabor.

AUTORES

  • Amanda Dias

  • Amanda Martins

  • Bruna Marangoni

  • Caroline Crevellaro

  • Giselaine Alves

  • Thiago Zanesco

  • Vítor Freire

3ºF – Técnico em Química

Professora: Angélica Teixeira

BIBLIOGRAFIA

  • http://www.biologico.sp.gov.br/

  • http://www.biomedicinabrasil.blogspot.com/

  • http://www.microbiologia.ufba.br/

  • http://www.microbiologiabrasil.blogspot.com/

  • http://www.utilizadores.leirianet.pt/

(páginas acessadas entre 09 e 18 de abril de 2011)

  • LACAZ-RUIZ, Rogério. “Manual Prático de Microbiologia Básica.”

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