Estimativa de produçao de forragem pelo método do quadrado

Estimativa de produçao de forragem pelo método do quadrado

UESB - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA

ESTIMATIVA DE PRODUÇAO DE FORRAGEM PELO MÉTODO DO QUADRADO

Vitória da Conquista - julho 2011

EVERALDO R. MARQUES

GERALDO GOMES

JEAN DE J. NOVAIS

Trabalho realizado pelos acadêmicos do VII SEM., do curso de Eng. Agronômica da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB como requisito de avaliação da disciplina Introdução e Avaliação de Plantas Forrageiras.

Orientador: Prof.: Nelson Junior.

Vitória da Conquista - julho 2011

Introdução

O manejo adequado de forrageiras para determinada exploração está intimamente ligado às avaliações frequentes na pastagem e aos ajustes na taxa de lotação. A estimativa de produção de matéria seca é indispensável para o adequado planejamento da atividade, uma vez que a partir dessas estimativas pode-se estimar a taxa de acúmulo de massa seca possibilitando o cálculo da taxa de lotação e o desempenho animal através do ajuste na quantidade de forragem disponível.

A amostragem direta conhecida como amostragem destrutiva, consiste em corte da forragem de uma área conhecida por moldura de madeira ou metálica. As opções para a amostragem direta são várias, por exemplo, casualizações das estações de amostragem através de sorteio de suas coordenadas arremessam de quadrados no pasto, escolha de pontos no pasto, onde a massa de forragem seria representativa da média.

O método do quadrado consiste no corte da forragem presente dentro de uma área conhecida delimitada por moldura de madeira ou metálica (quadro), lançada ao acaso em diferentes pontos da área a ser avaliada. Os locais onde o quadrado deverá ser lançado devem abranger a área total da pastagem, de modo que as amostras de capim retiradas representem a área como um todo, em geral é retirado de 10 a 30 amostras.

O tamanho dos quadros irá depender da uniformidade da área amostrada. Comumente são utilizados quadros de 0,5m x 0,5m (0,25m2), porém, quadros menores têm sido utilizados por pesquisadores em áreas uniformes. Quadrados grandes (1,0m x 1,0m) são recomendados em pastagens não homogêneas e em áreas que apresentam solo descoberto (Mc Meniman, 1997). De acordo com Papanastasis (1977), o quadrado ideal para amostragem é aquele que estima eficientemente a quantidade de forragem com o menor custo, o qual está diretamente relacionado com o tempo de amostragem.

Quanto mais heterogênea maior deve ser o número de amostras. Após o lançamento do quadrado, toda a forragem encontrada dentro da área do mesmo deve ser cortada, pesada e uma sub-amostra deve ser retirada para se fazer a determinação da matéria seca.

A umidade é eliminada da amostra pela secagem em estufa com circulação forçada de ar à temperatura de 55ºC por 16 a 24 horas (pré-secagem), a 135ºC por duas horas, ou a 100ºC por 24 horas, ou 105ºC por 16 horas (secagem definitiva). A matéria seca parcial (pré-secagem) ou total (secagem definitiva) é determinada gravimetricamente com o resíduo remanescente após a secagem. No forno de micro-ondas, a umidade é eliminada pela radiação em micro-ondas e a mate ria seca parcial (pré-secagem) ou total (secagem definitiva) é determinada gravimetricamente com o resíduo remanescente após a secagem. (Silva e Queiroz, 2002).

MATERIAIS E MÉTODOS

Realizou-se na área de pastejo de caprinos do Campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia de Vitória da Conquista, o experimento que visava demonstrar o processo de estimativa de produção de forragem, pelo método do quadrado.

Para tal procedimento fez-se uso de um quadrado de metal com área de 0,25 m², no qual delimitar a área a ser coletada. O quadrado foi lançado aleatoriamente no campo, onde foi realizada a medida da altura da pastagem com o auxilio de uma régua. Logo em seguida ouve a coleta do material com uma tesoura de poda, e posteriormente coloco em um saco plástico sendo devidamente identificado para em seguida realizar a sua pesagem e secagem.

A forragem verde foi transportada ao laboratório de forragicultura e pesada por uma balança digital, em seguida o material foi retirado do saco plástico e armazenadas em um saco de papel e colocado na estufa de ventilação forçada de ar para secagem.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A altura média encontrada na pastagem foi de 20 cm, o peso médio foi de 14g m². O calculo para determinação da massa seca encontrada foi de:

Sendo 1.400 kg de massa úmida (MU), sendo que 20% desta representar 280 kg de massa seca (MS) em um hectare. Diante desses resultados observa-se que além de um porte baixa a pastagem está com pouca MU e consequentemente pouca MS. Delimitando a quantidade de animais a ser colocados nessa área, pois a capacidade de suporte da mesma é baixa.

Ex: Consumo diário de MS = 1,8 a 2,2% do peso vivo (bovino), uma média de 2,0%. Com base a um bovino de 450 kg, temos:

0,2*450 = 9 kg MS/dia.

Área da pastagem = 1 hectare.

Oferta de forragem = 280 kg/ ha MS.

Eficiência de pastejo de 50%.

Massa forrageira disponível = 140 kg/ ha MS.

A quantidade de unidade animal (UA) por dia nessa área será de 140 kg/9 kg, capacidade = 15,5 UA/ha/dia, o que implica numa baixa lotação nessas condições da pastagem analisada.

CONCLUSÃO

Conclui-se que a aplicação da técnica do método do quadrado leva a uma estimativa aproximada da quantidade de forragem por metro quadrado de uma área de pastagem.

Independente do método empregado para avaliar a disponibilidade do pasto, o que não pode mais deixar de ser considerada é a importância de se avaliar esse parâmetro durante o manejo das pastagens e planejar anualmente como as pastagens serão utilizadas dentro da propriedade, evitando a falta de alimento para rebanho ou desperdício de forragem.

Referencias bibliográficas

AMARAL, G.C. DO. Metodologias para avaliação de produção das pastagens para bovinos em pastejo rotacionado. Seminário apresentado como parte das exigências do Curso de Zootecnia- Faculdade de Agronomia e Zootecnia de Uberaba, 2001. 25 p.

CÓSER, A. C.; MARTINS, C. E.; CARVALHO, C. A. B.; GERÔNIMO, O. J.; FREITAS, V. P.; SALVATI, J. A. Avaliação de metodologias para a estimativa da disponibilidade de forragem em pastagem de capim-elefante. Ciência Agrotécnica., Lavras, 26(3): 589-597. 2002.

PENATI, M.A.; CORSI, M.; LIMA, C.G.; MARTHA JÚNIOR, G.B.; DIAS, C.T.S..Número de amostras e relação dimensão formato da moldura de amostragem para determinação da massa de forragem de gramíneas cespitosas. Revista da Sociedade Brasileira de Zootecnia, v.34, n.1, p.36-43, 2005.

Sites de busca:

http://www.grupocultivar.com.br/site/content/artigos/artigos.php?id=242;

http://www.scielo.br/pdf/pab/v38n7/18210.pdf;

http://www.scielo.br/pdf/rbz/v29n1/5729.pdf;

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