Resumo - A psicanálise

Resumo - A psicanálise

FACULDADE RAIMUNDO MARINHO

Curso de Direito

Disciplina: Psicologia Jurídica – profª. Lwdmila Constant Pacheco

Augusto César Fernandes Moreira.

Wilson Ferreira Martins.

RESUMO E ANÁLISE CRÍTICA: A PSICANÁLISE

Maceió - AL

2011

Augusto César Fernandes Moreira.

Wilson Ferreira Martins.

RESUMO E ANÁLISE CRÍTICA: A PSICANÁLISE

Trabalho apresentado ao Curso de Direito, como exigência da disciplina Psicologia Jurídica, ministrada pela Professora: Lwdmila Constant Pacheco.

Maceió – AL

2011

RESUMO E ANÁLISE CRÍTICA: A PSICANÁLISE

Efetuando uma leitura ao capítulo V da obra recomendada pela professora da disciplina, encontrou-se uma abordagem acerca da temática da Psicanálise a partir de Sigmund Freud (1856-1939), a descoberta do inconsciente, a primeira e segunda teorias sobre as estruturas do aparelho psíquico, a descoberta de sexualidade infantil, os mecanismos de defesa e o recalque, os métodos e forma de atuação da psicanálise freudiana e a interpretação dos sonhos.

Em vista disso, tem-se que a psicanálise surgiu com o médico Freud, em 1980, com o objetivo de estabelecer tratamentos dos sintomas histéricos e neuróticos. Definiu com isso que o aparelho psíquico é dominado pelos princípios da realidade e do prazer. O princípio da realidade propicia a renúncia da satisfação imediata tendo uma situação real na realidade. O princípio do prazer é o processo primário que liberta e rompe barreiras distantes da razão.

Verificou-se que, a partir de Sigmund Freud ocorreu uma transformação que foi capaz de alterar todo pensamento referente a vida psíquica do ser humano. Adotando uma abordagem científica, esse autor criou a psicanálise por meio de observações das regiões obscuras e dos processos misteriosos do psiquismo, transformando-a em teorias e métodos. Para Freud a compreensão do ser humano só pode ocorrer por meio de um resgate da historia pessoal do indivíduo ligada à sociedade e aos grupos de seu pertencimento.

Entende-se, com isso, que teoricamente a psicanálise freudiana é caracterizada pela sistematização do conjunto de conhecimentos oriundos do funcionamento psíquico do ser humano. Metodologicamente, traduziu-se num método interpretativo buscando o significado das produções imaginárias humanas. Por conseqüência, transformou-se numa prática profissional com referência ao modo de tratamento buscando a cura e o auto-conhecimento.

O funcionamento psíquico para Freud se dá por meio do aspecto econômico, o tópico e o dinâmico. Assinala ele que o aspecto econômico se dá em razão da existência de uma quantidade de energia que alimenta os processos psíquicos. O tópico é onde ocorrem sistemas que identificam a natureza e o modo de funcionamento psíquico. E o dinâmico, é onde ocorre a pulsão que reside no interior do psiquismo como uma força conflitante.

Por isso, a primeira teoria sobre as estruturas do aparelho psíquico foi o primeiro passo na direção do entendimento da personalidade, sendo assentada sobre três instâncias psíquicas ou sistemáticas, determinadas no pré-inconsciente, no inconsciente e no consciente.

Nessa teoria, o pré-inconsciente é visto como um sistema de conteúdos que acessam a consciência.

Com a descoberta do inconsciente ocorreu a transformação no entendimento acerca da posição subjetiva do ser humano, subvertendo o sujeito moderno na conquista do espaço subjetivo. Assim, é entendido como aquele que exprime o conjunto de conteúdos reprimidos da consciência. Esse conceito direciona-se à proposição de uma realidade psíquica, entendida como uma zona de pulsões, desejos, tendências e medos.

O consciente, por sua vez, é visto como um sistema do aparelho psíquico receptivo às informações interiores e exteriores, destacando a atenção, a percepção e o raciocínio.

A descoberta da sexualidade infantil se deu por meio de investigações procedidas por Freud na prática clínica, percebendo que os desejos e pensamentos reprimidos eram oriundos de conflitos sexuais da vida infantil, período esse que é afetado por marcas profundas na formação da pessoa. Ele identificou a função sexual desde o princípio da vida, definindo fases, a exemplo da oral, identificando a boca como zona de erotização, determinando que o prazer está na excitação da mucosa dos lábios e da cavidade bucal na ingestão de alimentos, incorporando o objeto; a anal, quando o ânus é identificado como a zona de erotização, com relação ativa e passiva do objeto e controle de fonte de prazer nova dos esfíncteres uretral e anal; a fálica, quando o pênis torna-se essa zona, quando há interesse narcísico do menino e na menina à descoberta de sua ausência quando há compensação no desejo de ter um filho; a latência, que corresponde à diminuição das atividades sexuais possibilitando um intervalo na evolução da sexualidade, se prolongando até a puberdade; e a genital, quando o outro ou um objeto externo passa a ser o objeto da erotização em lugar do corpo, quando as meninas e meninos adquirem a consciência de suas identidades sexuais. Identifica ele que nessas fases ocorrem vários processos. Assim, o autor precisa que na estruturação da pessoa ocorram marcas oriundas dos conflitos de ordem sexual localizado na vida infantil. Por resultado, a observância do autor levou ao entendimento de que a função social ocorre a partir do nascimento, seu período é complexo e longo até o adulto, e que a libido é a energia dos instintos sexuais.

A segunda teoria do aparelho psíquico remodelou a teoria freudiana, em razão da introdução dos conceitos dos sistemas da personalidade a partir do id, ego e superego. O id é visto como o reservatório de energia psíquica, local regido pelo princípio do prazer e onde se encontram as pulsões de vida e morte. O ego é o equilíbrio entre o id e o superego, regulando por meio de suas funções básicas, quais sejam a memória, a percepção, o pensamento e os sentimentos, as condições da realidade. E o superego originado nas internalizações dos limites, proibições e autoridade, com referências às exigências culturais e sociais.

Os mecanismos de defesa freudianos são identificados como processos que são efetuados pelo ego no inconsciente, ocorrendo independentemente da vontade e distorcendo a realidade, como a formação reativa, o recalque, a projeção, a regressão e a racionalização.

Os métodos e formas psicanalíticas se dão por meio da interpretação da resistência e da transferência da livre associação. O método utilizado é interpretativo visando compreender o sintoma individual ou social e desvendar o real. Tem-se, portanto, como característica da psicanálise a interação dos conteúdos e deciframento do inconsciente nos conteúdos da consciência. A finalidade está no auto-conhecimento para que o indivíduo possa lidar com seu sofrimento. Assim, a metodologia freudiana partia da investigação do inconsciente e estabelecia as relações que transitavam na realidade do paciente, estudando as formas de tratamento para os distúrbios psíquicos. Utilizava também a interpretação dos sonhos uma vez que este é a essência de um desejo reprimido da infância.

Por todo exposto, observa-se quão importante é conhecer a psicanálise freudiana para formação de um completo referencial teórico acerca da Psicologia Jurídica.

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