SAE-SISTEMATIZAÇÃO RESUMINHO
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMMATERNO – INFANTIL
(Parte 1 de 8)
Ministério da Saúde
Curso de Capacitação em ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM MATERNO – INFANTIL EM UNIDADES BÁSICA DE SAÚDE
Elaboração Técnica: Lúcia Teixeira Lopes Simone de Lima Tosi
| Fundamentação teórica sobre o Processo de Enfermagem | 01 |
| Abordagem Ético Legal sobre o Processo de Enfermagem | 07 |
| Assistência de Enfermagem no Pré-natal (Histórico e Exame Físico) | 10 |
| Assistência de Enfermagem na Puericultura (Histórico e Exame Físico) | 29 |
| Consulta de Enfermagem nas Unidades de Saúde | 36 |
| Diagnóstico de Enfermagem | 37 |
| Planejamento da Assistência de Enfermagem | 43 |
| Implementação da Assistência de Enfermagem | 46 |
| Evolução da Assistência de Enfermagem | 49 |
SUMÁRIO Bibliografia ....................................................................................................................... 50
Historicamente, as teorias de enfermagem foram estudadas em um ambiente acadêmico isolado, independente da prática de enfermagem. Muitos enfermeiros argumentaram que as teorias não eram relevantes para o que acontecia na prática clínica. Entretanto existe um movimento contemporâneo voltado para a prática baseada na ciência ou na evidência (Donaidson, 1995). Para que a enfermagem se desenvolva como profissão, o conhecimento é necessário, a fim de predizer com confiança os tipos de intervenção de enfermagem que podem melhorar os resultados dos clientes. Agora e no futuro, os enfermeiros precisam ter modelos de cuidados nos quais possam basear a sua prática (Parse, 1990; Dean, 1995).
À medida que a enfermagem continua a evoluir, os enfermeiros teorizam sobre a natureza da prática de enfermagem, os princípios sobre os quais a prática está fundamentada bem como os objetivos e funções apropriados de enfermagem. Os modelos teóricos de enfermagem são utilizados para identificar o domínio e os objetivos da prática de enfermagem, proporcionar conhecimento para melhorar a prática e orientar a pesquisa. As teorias de enfermagem orientam a enfermeira quanto aos objetivos do histórico, dos diagnósticos de enfermagem, do planejamento do cuidado e das prescrições; propiciam uma base comum para a comunicação; assim como a autonomia e responsabilidade profissionais. Elas também orientam as futuras trajetórias para a pesquisa, prática, educação e administração de enfermagem (Meleis, 1997; Chinn e Kramer, 1999).
Uma revisão histórica demonstra que a enfermagem desenvolveu crescente massa de conhecimentos. Os conceitos e teorias de enfermagem evoluíram desde Florence Nightingale, que, ao estabelecer a disciplina de enfermagem, falou com a firme convicção sobre a “natureza da enfermagem como uma profissão que exigia um conhecimento distinto do conhecimento médico” (Nightingale, 1860; Schuyler, 1992). O objetivo global deste conhecimento é o de explicar a prática de enfermagem como diferente e distinta da prática da medicina, psicologia e serviço social (Fawcett, 1995; Chinn e Kramer, 1999).
Cronologia dos Modelos Conceituais em Enfermagem (1952-1989)
Ano da Primeira
Publicação Principal
Teoristas
Hildegard E. Peplau
Faye G. Abdellah Irene L. Beland Almeda Martin Ru h V. Mathene
Ida Jean Orlando Emestine Weìdenbach
Lydia E. Hall
Joyce Travelbee Myra E. Levine Martha E. Ro ers Dorothea E. Orem Imogene M. King
Irmã Callista Ro
Josephine G. Paterson Loretta T. Zderad
Madeleine M. Leinin er
Jean Watson
Margaret A. Newman
Doroth E. Johnson
Rosemarie Rizzo Parse Patrícia Benner e Judith Wrubel
Ênfase Principal O processo interpessoal é a força de maturação para a personalidade. Os problemas do paciente determinam o cuidado de enfermagem.
O processo interpessoal alivia o sofrimento.
O processo de ajuda satisfaz às necessidades através da arte de individualização do cuidado.
O cuidado de enfermagem é direcionar a pessoa ara a auto-estima. O significado na doença determina a forma de resposta das pessoas. O holìsmo é mantido através da conservação da integridade. Pessoa e ambiente são campos de energia. O autocuidado mantém a integridade.
As transações proporcionam um referencial para o estabelecimento do objetivo.
Os estímulos rompem um sistema adaptativo. A enfermagem é uma experiência existencial de educação.
O cuidado é universal e varia entre as culturas. O cuidado é um ideal moral: engajamento da mente-corpo-alma com o outro. A doença é um indício dos padrões de vida preexistentes. Os subsistemas existem em estabilidade dinâmica. Os seres indivisíveis e o ambiente co-criam a saúde.
O cuidado é essencial na enfermagem. Ele estabelece o que importa, possibilitando a conexão e a preocupação; cria a possibilidade de ajuda mútua.
A teoria é a geração do conhecimento de enfermagem para uso na prática. O processo é o método para implementação da teoria ou conhecimento. A integração entre a teoria e o processo é a base para a enfermagem profissional (Torres, 1986).
O processo de enfermagem, um instrumento para a prática de enfermagem, foi primeiramente introduzido por Orlando (1961), sendo um referencial para a prática de enfermagem contemporânea. O processo de enfermagem é o procedimento para a organização do cuidado de enfermagem, em que a primeira etapa, o histórico, inicia a ação do enfermeiro (Barnum, 1994). O processo de enfermagem define uma abordagem sistemática para a prática de enfermagem e estimula as oportunidades de pesquisa. Além disso, o processo de enfermagem é compatível com muitos outros sistemas no sistema de prestação de cuidado de saúde (Barnum, 1994).
O processo de enfermagem é fundamental para o domínio da enfermagem (Meleis, 1997).
Entretanto, tal processo não é uma teoria. Ele orienta o processo de prestação dos cuidados de enfermagem, e não o componente de conhecimento da disciplina. Contudo, há tentativas de construir uma teoria abrangente a partir do processo. Em primeiro lugar, procura-se usar o processo de enfermagem em conjunto com outras teorias que carecem de um elemento de processo. Em segundo lugar, há um esforço para organizar os diagnósticos de enfermagem e as prescrições como peças complementares (Barnum, 1994).
Consulta de Enfermagem
Compreende as fases de histórico (entrevista e exame físico), diagnóstico, prescrição e implementação da assistência e evolução de enfermagem. Toma-se imprescindível que o enfermeiro esteja ciente de que estas ações são privativas , não devendo em hipótese alguma ser delegadas a outros profissionais. Para a implantação da assistência de enfermagem devem ser considerados aspectos essenciais em cada uma das etapas citadas acima , conforme descriminados a seguir:
Histórico
Finalidade: conhecer hábitos individuais do paciente que possam facilitar a adaptação do mesmo a unidade e ao tratamento, além de identificar os problemas passíveis de serem abordados nas intervenções de enfermagem. Cabe ressaltar que este é o único impresso do SAE que pode ser preenchido pelo paciente e/ou seu parente, cabendo ao enfermeiro observar cuidadosamente se o paciente e/ou parente apresentam condições culturais para preenchimento de todos os itens e se o desejam fazê-lo. Em caso positivo, deverá o enfermeiro verificar se os dados foram devidamente preenchidos e de acordo com o relato, verificar se é necessária alguma intervenção para levantamento de dados que possibilitem maior elucidação do histórico. Cabe lembrar que a entrevista compreende os aspectos biopsicossocial e ainda, que estes dados são fundamentais para a elucidação do diagnóstico de enfermagem.
Exame Físico
Finalidade: levantamento de dados sobre o estado de saúde do paciente e anotação das anormalidades encontradas para ter subsídios para o diagnóstico e posterior prescrição e evolução da assistência de enfermagem. O enfermeiro deverá realizar as seguintes técnicas: inspeção, ausculta, palpação e percussão, de forma criteriosa.
Diagnóstico de Enfermagem (parcial)
O enfermeiro após ter analisado os dados colhidos no histórico, identificará os problemas de enfermagem. Estes, em nova análise levam a identificação das necessidades básicas afetadas e do grau de dependência do paciente em relação a enfermagem, para o seu atendimento.
Prescrição de Enfermagem
É a determinação global da assistência de enfermagem que o paciente deve receber diante do diagnóstico estabelecido.A prescrição é resultante da análise do diagnóstico de enfermagem, examinado�se os problemas de enfermagem, as necessidades básicas afetadas e o grau de dependëncia.A prescrição de enfermagem é o conjunto de medidas decididas pelo enfermeiro, que direciona e coordena a assistência de enfermagem ao paciente de forma individualizada e contínua.
Evolução de Enfermagem
É o registro feito pelo enfermeiro após a avaliação do estado geral do paciente. Desse registro devem constar os problemas novos identificados, um resumo sucinto em relação aos resultados dos cuidados prescritos e os problemas a serem abordados nas 24 horas subseqüentes.
REGULAMENTAÇÃO DECISÃO COREN-SPIDIRIO08199
“Normatiza a Implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE – nas
Instituições de Saúde, no âmbito do Estado de São Paulo.” O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, no uso de suas atribuições a que alude a Lei 5905/73 e a Lei 7498 de 25 de junho de 1986, e tendo em vista deliberação do Plenário em sua 4858 reunião ordinária, realizada em 19 de outubro de 1999, e ainda, Considerando a Constituição Federativa do Brasil, promulgada em 05 de outubro de 1988 nos artigos 5°, X111 e 197; Considerando os preceitos da Lei n°. 7498 de 25 de junho de 1986, e o Decreto Lei n°. 94406 de 28 de junho de 1987, no artigo 8°., I, alíneas c, e, f; Considerando o contido no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, nos termos que dispõe a Resolução COFEN-160/93; Considerando que a
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