Resumo do trabalho enviado ao Congresso Nacional de Tecnicos e Tecnólogos em Radiolgia de Florianópolis/SC
Câncer de mama
COOPERSULMINAS – ESCOLA TÉCNICA DO SUL DE MINAS – TRÊS PONTAS
CURSO TECNICO EM ENFERMAGEM
1º Módulo
Leilaine Leopoldino
Câncer de mama
Disciplina: Português
Profª. Elizângela
Três Pontas
2011
| COOPERSULMINAS – ESCOLA TÉCNICA DE ENFERMAGEM – TRÊS PONTAS / MG CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM |
| CÂNCER DE MAMA |
| Leilaine Leopoldino |
| Três Pontas, 2011 |
| Este trabalho tem por objetivo compreender as causas do câncer de mama, que acomete tanto homens como as mulheres, estas em maiores números. Relatar sintomas, diagnóstico, tratamento e cuidados de prevenção. |
Sumário
Introdução___________________________________04
Conceito_____________________________________05
Magnitude___________________________________05
Sintomas_____________________________________07
Fatores de risco_______________________________07
Detecção Precoce______________________________08
Mamografia__________________________________08
Autexame____________________________________09
Diagnóst_____________________________________09
Tratme______________________________________10
Cuidados____________________________________11
Conclusão___________________________________12
Referência Bibliográficas______________________13
Anexos______________________________________14
Introdução
O câncer de mama se tornou um grande problema de saúde pública. É o mais temido entre as mulheres, provavelmente pela sua alta frequência.
O câncer normalmente começa com um pequeno nódulo que, com o tempo pode crescer e se espalhar para áreas próximas.
O nódulo é geralmente indolor que pode crescer lenta ou rapidamente.
As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia, assim como o autoexame que deve ser feito pela mulher periodicamente.
Os possíveis tratamentos cirúrgicos são lobectomia (remoção somente do tecido cancerígeno) ou mastectomia (remoção completa do seio). Outros tratamentos possíveis são a radiação e a quimioterapia, estes tratamentos podem ser usados isolados ou em combinação.
A sobrevivência ao câncer de mama continua sendo aperfeiçoado. A maior parte dos tumores é encontrada pelas próprias mulheres. Quanto mais as mulheres fizerem o autoexame regular, mais o câncer será constatado prematuramente. Como a mamografia e outras tecnologias aperfeiçoam-se, o câncer tem sido detectado antes mesmo de sua existência ser sentida ou suspeita. Detecção prematura aumentam grandemente as chances de sobrevivência e facilitam o êxito do tratamento.
Câncer de mama
Câncer de mama é o desenvolvimento anormal das células do seio. Estas células crescem e substituem o tecido saudável.
Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.
O câncer normalmente começa com um pequeno nódulo que, com o tempo pode crescer e se espalhar para áreas próximas, como os músculos e pele, assim como nódulo de pus sob o braço. Principalmente o tumor pode se espalhar para órgãos vitais como fígado, cérebro, pulmão e espinha.
A causa do câncer de mama não é conhecida. Qualquer mulher pode desenvolvê-lo e apesar de muito menos comum, homens também podem. Algumas mulheres são mais propícias a desenvolver câncer do que outras.
O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta frequência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.
Magnitude O câncer de mama é o mais incidente em mulheres, representando 23% do total de casos de câncer no mundo em 2008, com aproximadamente 1,4 milhão de casos novos naquele ano. É a quinta causa de morte por câncer em geral (458.000 óbitos) e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres.No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa a primeira posição. Para o ano de 2011 foram estimados 49.240 casos novos, que representam uma taxa de incidência de 49 casos por 100.000 mulheres. A taxa de mortalidade por câncer de mama ajustada pela população mundial apresenta uma curva ascendente e representa a primeira causa de morte por câncer na população feminina brasileira, com 11,1 óbitos/100.000 mulheres em 2007 . As regiões Sudeste e Sul são as que apresentam as maiores taxas, com 12,6 e 12,5 óbitos/100.000 mulheres em 2007, respectivamente. Como mostra a tabela a seguir, o Brasil apresenta valores intermediários no padrão de incidência e mortalidade por câncer de mama. Cabe destacar que, proporcionalmente, as diferenças entre as taxas de incidência e mortalidade nos países desenvolvidos são maiores, sugerindo maior alcance das ações de rastreamento em diagnosticar precocemente a doença e acesso aos avanços no tratamento.
Taxas de incidência e mortalidade por câncer de mama, por 100.000 mulheres, em países selecionados, 2008.
| Região\País | Incidência | Mortalidade | ||
| Taxa Bruta | Taxa Padronizada | Taxa Bruta | Taxa Padronizada | |
| Finlândia | 151,1 | 86,6 | 31,3 | 14,7 |
| Reino Unido | 146,2 | 87,9 | 38,3 | 18,6 |
| Espanha | 97,6 | 61,0 | 26,6 | 12,8 |
| Estados Unidos | 115,5 | 76,0 | 25,6 | 14,7 |
| Canadá | 136,9 | 83,2 | 30,2 | 15,6 |
| Austrália | 126,5 | 84,8 | 25,6 | 14,7 |
| Japão | 70,3 | 42,7 | 18,1 | 9,2 |
| Paraguai | 39,6 | 51,4 | 13,2 | 17,1 |
| Bolívia | 18,4 | 24,0 | 5,8 | 7,6 |
| Zâmbia | 11,2 | 20,5 | 6,3 | 12,2 |
| Brasil * | 43,7 | 42,3 | 12,9 | 12,3 |
| Brasil (dados oficiais) ** | 49,3 | - | 11,6 | 11,1 |
Fonte: GloboCan. IARC (WHO), 2008.* Os dados do Globocan são diferentes dos dados das fontes nacionais por diferenças metodológicas no cálculo das taxas. ** Referem-se à estimativa de incidência para 2010/2011 (INCA, 2009) e à taxa de mortalidade do ano de 2007 (Sistema de Informação sobre Mortalidade/Ministério da Saúde).
Na mortalidade proporcional por câncer em mulheres, os óbitos por câncer de mama ocupam o primeiro lugar no país, com 15,2%. Esse padrão é semelhante para as regiões brasileiras, com exceção da região Norte, onde os óbitos por câncer de mama ocupam o segundo lugar, com 10,8%. Os maiores percentuais na mortalidade proporcional por câncer de mama são os do Sudeste (16,6%) e Sul (14,7%), seguidos pelos do Nordeste (13,6%) e Centro-Oeste (13,3%). O câncer de mama é raro antes dos 40 anos e a partir dessa idade a incidência tende a crescer progressivamente, com exceção de países da Ásia. A mortalidade também aumenta progressivamente com a idade, conforme dados para o Brasil apresentados a seguir . Taxas de mortalidade por câncer de mama, específicas por faixas etárias, por 100.000 mulheres. Brasil, 1995 - 2007

Sintomas
Na maior parte das vezes o primeiro sinal do câncer de mama é um pequeno nódulo no seio. O nódulo é geralmente indolor que pode crescer lenta ou rapidamente.
Outros sintomas do câncer de mama incluem:- Mudança de cor, reentrâncias, enrugamentos, ou elevação da pele em uma área do seio- Uma mudança do tamanho ou formato do seio- Secreção no bico do seio- Um ou mais nódulos nas axilas.
Fatores de Risco
- Ter mãe ou irmã com câncer de mama- Nunca ter tido filhos- Ter tido o primeiro filho após os 30 anos- Histórico de exposição à radiação- Fumar- Terapia hormonal (estrogênio) - Uso excessivo de álcool- Ferimento no seio- Obesidade
História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos. A idade constitui outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco.
Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.
A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.
Detecção Precoce
As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia. O Exame Clínico das Mamas (ECM).
Quando realizado por um médico ou enfermeira treinada, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas.
A Mamografia
A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).
É realizada em um aparelho de raios-X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.
Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.
A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.
Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama. As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.
O Autoexame das Mamas
O INCA não estimula o autoexame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.
As evidências científicas sugerem que o autoexame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o autoexame das mamas traz consigo consequências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativo e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.
Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.
Diagnóstico
Para descobrir o câncer de mama o mais rápido possível, você deverá, a partir do momento que tiver idade suficiente para ter exames ginecológicos anuais:- Fazer um autoexame mensal- Fazer exame médico pelo menos uma vez ao ano.
- Fazer uma mamografia entre 35 a 39 anos de idade. A partir daí, após os 40 a cada um ou dois anos, de acordo com o programa recomendado pelo seu médico. A partir dos 50 anos, você deve fazer uma mamografia a cada ano. Se você apresentar características de alto risco de câncer de mama, você deve começar a fazer mamografias regulares aos 35 anos ou menos.A maior parte dos nódulos não é câncer. Na maioria das vezes eles são cistos com fluidos no tecido do seio que aumentam e diminuem com o ciclo menstrual. Mas todo nódulo deve ser avaliado.
A avaliação normalmente envolve:- um exame médico- uma mamografia- uma biópsia de agulha ou cirúrgica (estes testes devem ser feitos mesmo que o nódulo não seja visto na mamografia).
Se fizer biópsia de agulha (também chamada de aspiração de agulha), primeiramente será aplicada uma anestesia local para adormecer a área do seio que será analisada. Então o médico insere uma agulha dentro do nódulo e retira o fluido ou tecido dele. Se o fluido completar a agulha, o nódulo é um cisto de fluido e não câncer. Remover o fluido também faz o nódulo desaparecer. O tecido retirado pela agulha será examinado no laboratório.Se fizer biópsia cirúrgica, será aplicada uma anestesia local por seu médico que fará um corte no seio e removerá o nódulo. Este tecido será examinado através de um microscópio. Um teste receptor de estrogênio (ER) poderá ser feito com a amostra da biópsia para ver se os hormônios promoveram o crescimento do tecido cancerígeno. Um nódulo linfático também pode ser removido das axilas para que se verifique se o câncer estendeu-se além do seio.
TratamentoSe um nódulo do seio é cancerígeno, a decisão para tratamento será feito pela própria pessoa, seu cirurgião, e seu oncologista (especialista de câncer). Estas decisões serão baseadas no tipo e no tamanho do câncer e se ele estendeu-se para o nódulo ou para outras partes do corpo.Os possíveis tratamentos cirúrgicos são lobectomia (remoção somente do tecido cancerígeno) ou mastectomia (remoção completa do seio). Outros tratamentos possíveis são a radiação e a quimioterapia, estes tratamentos podem ser usados isolados ou em combinação.
Cuidados
Se for diagnosticado câncer de mama:
- discuta com seu médico a respeito do câncer e opções de tratamento. Não hesite em ter uma segunda opinião.- Pergunte para seu médico o que deve ser feito caso o tratamento cause desconforto.- Faça exames regulares após o tratamento terminar. - Continue com autoexame mensal, mesmo que ambos os seios tenham sido removidos cirurgicamente, para que se possa perceber cedo a reincidência do câncer, caso haja.
Muitos serviços de suporte estão disponíveis para as mulheres com câncer de mama. A sobrevivência ao câncer de mama continua sendo aperfeiçoado. A maior parte dos tumores é encontrada pelas próprias mulheres. Quanto mais as mulheres fizerem o autoexame regular, mais o câncer será constatado prematuramente. Como a mamografia e outras tecnologias aperfeiçoam-se, o câncer tem sido detectado antes mesmo de sua existência ser sentida ou suspeita. Detecção prematura aumentam grandemente as chances de sobrevivência e facilitam o êxito do tratamento. Para detectar o câncer prematuramente:
Faça um autoexame mensalmente!- Faça mamografias anuais a partir dos 50 anos- Não ignore um nódulo ou mudança na aparência ou sensação do seio. Lembre-se que o tumor cancerígeno é normalmente indolor.
Conclusão
Referência Bibliográfica
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=336
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3217&ReturnCatID=690
Anexos

Figura - Câncer de mama em homeme

Figura - Câncer de mama em mulher
Figura - Autoexame em homem










