Trabalho eliminação de resíduos

Trabalho eliminação de resíduos

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FACULDADE DE CIÊNCIAS GERENCIAIS DE MANHUAÇU

FACIG

CURSO: TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS CONSTRUÇÃO CIVIL E MEIO AMBIENTE – 4º PERÍODO

ANDERSON FARIA

GÉSSIKA RUSSO

RODOLFO GULHERME

ELIMINAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

NA CONSTRUÇÃO CIVIL

MANHUAÇU / MG

2011

ANDERSON FARIA

GÉSSIKA RUSSO

RODOLFO GULHERME

ELIMINAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Relatório apresentado ao curso de Tecnologia em Construção de Edifícios na Faculdade de Ciências Gerenciais de Manhuaçu para avaliação de trabalho.

MANHUAÇU / MG

2011

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 4

1 ELIMINAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS ........................................................... 4

1.1 Classificação dos resíduos .............................................................................. 4

1.2 Trajetória dos resíduos ..................................................................................... 4

1.3 Eliminação Incorreta e Impactos Ambientais .................................................. 5

1.4 Eliminação Correta e Aplicação do Resíduo Reciclado ................................. 5

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 6

CONCLUSÃO ............................................................................................................ 6

OBJETIVO

Este trabalho mostra as conseqüências da eliminação incorreta dos resíduos da construção, a maneira correta de serem eliminados, mostrando que alem de ajudar o meio ambiente, gera economia.

INTRODUÇÃO

A indústria da construção civil é uma das atividades mais importantes para o desenvolvimento econômico do país e vem sofrendo com a grande produção desordenada de resíduos sólidos que, por sua vez, faltam tratamento específico e lugares adequados para seu destino final ou reutilização de tais. Essa falta de estrutura vem causando impacto ambiental, social e econômico.

Hoje uma das maiores preocupações do setor da construção é a eliminação dos resíduos gerados em reformas, construções novas e demolições.

1 ELIMINAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

O lixo é produzido de todas as formas. A sua composição e o seu volume dependem largamente dos padrões de consumo e das estruturas econômicas e sociais em vigor em cada Estado. A eliminação de resíduos funciona melhor quando não tem, pura e simplesmente, que ser feita.

1.1 Classificação dos resíduos

A resolução 307 do CONAMA divide os resíduos em classes:

  • Classe A: concreto, alvenaria, argamassa, solos reutilizados ou reciclados na forma de agregados ou dispostos em Aterros de Resíduos de Construção Civil.

  • Classe B: plásticos, papéis, metais, madeira reutilizados, reciclados ou encaminhados a armazenamento temporário.

  • Classe C: resíduos sem tecnologias de recuperação ou solução econômica- gesso destinados conforme norma técnica específica

  • Classe D: perigosas- tintas, solventes, resíduos de instalações radiológicas, industriais destinados conforme norma técnica específica

1.2 Trajetória dos resíduos

1.2.1) Triagem: deve ser realizada na obra e respeitar a classificação do Conama (de acordo com as classes A, B, C e D);

1.2.2) Acondicionamento: armazenar corretamente até que seja transportado;

1.2.3) Transporte: de acordo com suas características e com as normas técnicas específicas;

1.2.4) Destinação: conforme as quatro classes estabelecidas.

1.3 Eliminação Incorreta e Impactos Ambientais

A construção civil é responsável por até 60% do total de resíduos sólidos gerados no Brasil. A maior parte destes resíduos provêm de autoconstruções, reformas, pequenas obras e obras irregulares, pois essas obras não são acompanhadas de profissionais responsáveis, como engenheiros, arquitetos, tecnólogos etc. São obras sem planejamento.

Em grandes construtoras, muitas vezes não há a correta separação dos resíduos impedindo que esses sejam reaproveitados. As construtoras têm gastos significativos com a eliminação de resíduos, pois tem que pagar pelas caçambas de tira entulho.

Os resíduos da construção civil muitas vezes são eliminados de forma incorreta em terrenos baldios, encostas de rios, ruas e praças provocando graves problemas ambientais e sociais como: poluição das águas por resíduos classe D, assoreamento dos rios, enchentes e doenças como a leptospirose, dengue e etc. provenientes de insetos e animais que ficam nos entulhos.

1.4 Eliminação Correta e Aplicação do Resíduo Reciclado

A eliminação deve começar no canteiro de obras onde se tem a destinação correta desses resíduos com locais específicos para melhor separação destes entre si. O ideal é que se tenham várias baias ou várias caçambas onde possa ser descartado cada resíduo por sua classe.

Depois de serem corretamente separados na obra devem ser encaminhados a reciclagem ou aterro específico no caso dos resíduos classe D.

No mercado faltam empresas que reciclem esses resíduos, mas já existem algumas que reaproveitam os resíduos para produção de pó de pedra, pedra 1, pedrisco, etc. que são vendidos para empresas de pré-moldados. A matéria-prima tem um custo muito baixo, sendo bom para as construtoras que tem os resíduos recolhidos, para a empresa que recolhe esses resíduos para reaproveitamento e principalmente para o meio ambiente.

É válida a melhoria e a otimização do processo construtivo. A reciclagem do entulho é solução para materiais que são inevitavelmente perdidos. Esse processo torna as montanhas de lixo em matéria-prima podendo ser utilizada em obras prediais e também em obras públicas.

Se implantados como fonte de recursos em prefeituras podem diminuir muitos custos. Além de diminuir a quantidade de lixo espalhados em aterros, encostas e etc., o reaproveitamento dos resíduos sólidos pode ser usado como:

  • Pavimentações (NBR 15115 e 15116): É a forma mais simples de reciclagem de resíduos utilizados como base, sub-base, revestimento primário, na forma de brita corrida ou ainda em mistura do resíduo com solo.

  • Agregado para concreto: Os resíduos processados pelas usinas de reciclagem podem ser utilizados como agregado para concreto não estrutural, a partir da substituição dos agregados convencionais (areia e brita).

  • Agregado para confecção de argamassa: Após processado por equipamentos denominados argamasseiras, que moem o entulho na própria obra, em granulometrias semelhantes as da areia, ele pode ser utilizado como agregado para argamassas de assentamento e revestimento.

  • Tendo ainda, outros usos como, cascalhamento de estradas, preenchimento de vazios em construções, preenchimento de valas de instalações e reforços de aterros (gabiões).

As britadeiras são as ferramentas mais utilizadas para moerem o entulho. Nas britadeiras existem algumas peneiras onde ocorrem as separações dos agregados graúdos e miúdos. O aço também é separado conforme desagregação da matéria. Esteiras seletivas auxiliam na separação dos resíduos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Gestão dos Resíduos de Construção e Demolição no Brasil. Marques Neto, José da Costa. Ed. Rima, 2005.

Legislação e normas técnicas:

Resolução Conama no 307 – Gestão dos Resíduos da Construção Civil, de 5 de julho de 2002.

NBR 15112:2004 – Resíduos da construção civil e resíduos volumosos – Áreas de transbordo e triagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação.

NBR 15113:2004 – Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes – Aterros – Diretrizes para projeto, implantação e operação.

NBR 15114:2004 – Resíduos sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação.

NBR 15115:2004 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Execução de camadas de pavimentação – Procedimento.

NBR 15116:2004 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos.

CONCLUSÃO

Todo o processo sustentável tende a ser visto desde o início da produção dos resíduos. Cabe às Construtoras reduzir as perdas, reutilizar e reciclar. Às Prefeituras, dispor corretamente os resíduos, exercer o controle local e dispor rejeitos corretamente. Ao Poder Público, cabe a fiscalização de despejos indevidos destes resíduos adotando métodos tributários ativando instrumentos financeiros. Há também a necessidade da educação visando o incentivo na reutilização dos resíduos, reciclagem dos subprodutos e controle para a ação correta de eliminação dos resíduos.

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