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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP MEDICINA VETERINÁRIA

FARMACOLOGIA VETERINÁRIA

Discentes: Admilson Beserra

Douglas Galvão Vianna

Julien Freitas Toews

Kathryn Von Braun

Patrícia Ribeiro

Pricila Biazzi

FÁRMACOS QUE ATUAM NO TRATO GASTROINTESTINAL

INTRODUÇÃO

  • O aparelho digestivo é responsável por :

    • Preensão
    • Mastigação
    • Deglutição
    • Maceração
    • Decomposição do alimento até a degradação enzimática pelo organismo ou por microrganismo simbiontes.
  • Posterior absorção através do epitélio para dentro do organismo e, ainda,eliminação do material que não foi aproveitado.

FUNÇÃO

ESTIMULANTES DO APETITE

ESTIMULANTES DO APETITE

  • O que leva a falta de apetite??

  • Mecanismos reguladores da ingestão de alimentos:

    • Curto prazo: ingestão do alimento
    • Longo prazo: estoque de nutrientes
  • Primeiros medicamentos:

    • Amargos ou tônicos amargos; ex.: noz-vômica.

ESTIMULANTES DO APETITE

  • Mecanismos para estimular apetite:

    • Alimentos altamente palatáveis.
  • Administrar fármacos.

ESTIMULANTES DO APETITE

ESTIMULANTES DO APETITE

  • Fármacos:

    • Ácido Cítrico
    • Esteróides Anabolizantes
    • Zinco
    • Anti-histamínicos: Cipro-heptadina: cães e gatos dose 0,2 –o,5mg\kg (PO) 10 -20 min antes da alimentação.
    • Benzodiazepínico: Elfazepan- bovino e ovino, Clordiazepóxido e Diazepam em gatos.

FÁRMACOS EMÉTICOS

EMÉTICOS

  • São fármacos que provocam vômito (êmese)

  • Vômito:

    • Mecanismo de defesa
    • Diferente em cada espécie

EMÉTICOS

  • Reflexo do vômito: centro do vômito

  • Localização :

    • Núcleos vagais sensórios das regiões reticulares do bulbo.

EMÉTICOS

  • Estímulos centrais e periféricos:

    • Zona quimiorreceptora deflagradora ou disparadora(ZQD).

    • Trato gastrointestinal(TGI)

    • Sistema vestibular

    • Cérebro

EMÉTICOS

  • Origem do vômito:

    • Periférica: estimulações das terminações nervosas da mucosa ou de outras vísceras.

    • Central: estimulação direta do centro do vômito, da ZQD ou do sistema vestibular.

EMÉTICOS

  • Transmissores químicos envolvidos na neurotransmissão do vômito:

  • Histamina 1 Histaminérgico (H1)

  • Acetilcolina Muscarínicos (M)

  • Dopamina Dopaminérgicos 2 (D2)

  • 5-hidroxitriptamina 3 (5HT3) Serotonérgicos (5-HT3)

EMÉTICOS DE AÇÃO CENTRAL

  • Morfina e Apomorfina

  • Estimulam a ZQD

  • Suínos e aves – não respondem

  • Gatos – tóxico

  • Cães

    • Doses: Apomorfina o,o4mg/kg via IV e 0,08mg/kg via IM ou SC, para indução do vômito.

EMÉTICOS DE AÇÃO CENTRAL

  • Xilazina

    • Agonista α2-adrenérgico receptores α2 na ZQD
    • Gatos mais sensíveis
    • Sedação 30 a 90 min
    • Doses:
    • Gatos: 0,44mg/kg, IM ou IV
    • Cães: 1,1mg/kg, IM ou IV

EMÉTICOS DE AÇÃO PERIFÉRICA

  • Solução Hipersaturada de Cloreto de Sódio

  • Peróxido de Hidrogênio 3%

  • Xarope de Ipeca; Sulfato De Zinco 1%

  • Sulfato de Cobre 1%

  • Via oral

  • Causam estímulos periféricos por irritação, estimulando receptores da faringe e do estômago, levando essas informações ao centro do vômito pelas vias vagais e simpáticas.

FÁRMACOS ANTIEMÉTICOS

  • São fármacos ou recursos utilizados para previnir o vômito.

    • Perda de água e eletrólitos.
    • Contra-indicado: envenenamento, tremores e convulsões.
    • Indicados: distúrbios gastrointestinais, labirintite, enjôo da gravidez e controle do vômito induzido por quimioterapia antineoplástica.
    • Podem atuar em receptores D2, 5-HT3, H1 e M.

ANTIEMÉTICOS DE AÇÃO CENTRAL

  • Deprimem diretemente o centro do vômito e a ZQD.

    • Bloqueadores Dopaminérgicos
    • Metoclopramida
    • Bloqueia os receptores D2 na ZQD
    • Em altas doses bloqueia 5-HT3
  • Fenotiazinas e Butirofenomas

    • Antagonizam receptores D2 centrais
    • Fenotiazinas possuem propriedades antimuscarínicas e anti-histaminica levando ao efeito antiemético.

ANTIEMÉTICOS DE AÇÃO CENTRAL

  • Bloqueadores Serotonérgicos

  • Ondansetrona e Dolassetrona

    • Antagonistas 5-HT3
    • Alta potência antiemética
    • Utilizada em filhote, com gastroenterite por parvovírus

ANTIEMÉTICOS DE AÇÃO CENTRAL

  • Bloqueadores Muscarínicos

  • Atropina

    • Bloqueia a via colinérgica aferente do trato gastrointestinal até o centro do vômito.
    • Efeitos colaterais: xerostomina, taquicardia, midríase, retenção urinária, constipação, etc.
    • Pequenos animais não recomendado.

ANTIEMÉTICOS DE AÇÃO CENTRAL

  • Bloqueadores Histaminérgicos

  • Prometazina e Dimenidrinato

    • Bloqueiam impulsos histaminérgicos e colinérgicos, que chegam ao centro do vômito à zona vestibular.
    • Eficazes na cinetose e contra vômitos causados por substâncias que agem localmente no estômago.

ANTIEMÉTICOS DE AÇÃO PERIFÉRICA

  • Agem aliviando a mucosa irritada:

    • Gelo picado
    • Bebidas gasosas
    • Vitamina B6

ANTIDIARRÉICOS

  • São fármacos utilizados no tratamento de diarréias para diminuir o número de evacuações.

  • Opióides

    • Antidiarréico antiperistáltismo
    • Não deve ser administrados em pacientes com diarréias infecciosas ou parasitárias.
    • Mecanismo de ação:
    • Ativação dos rec. µ-opióides da mucosa intestinal

ANTIDIARRÉICOS

  • Opióides

  • Elixis paregórico

    • Natural
    • Analgésico e sedativo (rec. µ centrais)
    • Via oral

  • Difenolixato

  • Loperamida

    • Sintético

ANTIDIARRÉICOS

  • Protetores de Mucosa

    • Substâncias insolúveis e quimicamente inertes que atuam das porções finais do trato digestivo.
  • Adstringentes

    • Substâncias com capacidade de precipitar a camada

superficial protéica das células, formando uma película protetora sobre esta superfície.

Exemplos: tanalbina, tanamina e ácido tânico.*

ANTIDIARRÉICOS

  • Protetores de Mucosa

  • Adsorventes

    • Substâncias que através de forças eletrostáticas, atraem outras, fixando-as sobre sua superfície.

Exemplo: carvão ativado, subsalicilato de bismuto

ANTIESPUMANTES

ANTIESPUMANTES

  • Substituinte dos carminativos, antifiséticos e antiflatulentos.

    • Óleo de terebintina, gengibre em pó, anis, clorofórmio, éter e álcool => facilitam a eructação – efeitos inconstantes.
  • Alteram a tensão superficial dos líquidos digestivos, impedindo a formação de bolhas ou rompendo as já formadas - facilitando a eliminação de gases (eructações ou flatos).

  • Timpanismo espumoso dos bovinos (gás aprisionado em bolhas, não podendo ser liberado).

ANTIESPUMANTES

  • Ex.:

    • Polímeros do silicone - dimeticona ou simeticona: Luftal®, Panzinol®, Timpanol®, Ruminol®.
    • Administração direta no rúmen por sonda ou do trocarte.

ANTIESPUMANTES

ANTIESPUMANTES

ANTIZIMÓTICOS OU ANTIFERMENTATIVOS

  • Microrganismos

  • Previnem ou diminuem a fermentação excessiva da celulose no rúmen (timpanismo) ou no cólon (que leva à cólica timpânica).

  • Terebintina (15-30mL + 300-600mL óleo de linhaça) – bovinos, sonda estomacal ou trocarte.

  • Formalina (4 mL + 300mL água/t.i.d.) – bovinos.

PRÓ-CINÉTICOS

  • Medicamentos que tem a capacidade de estimular, coordenar e restaurar a motilidade gástrica, pilórica e do intestino delgado.

  • Controle da motilidade é feito pela interação entre os sistemas:

PRÓ-CINÉTICOS

    • Sistema miogênico
    • Neural:
      • Extrínsico – autônomo simpático e parassimpático.
      • Íntrisseco – gânglios com axônios eferentes para células musculares lisas e axônios sensorias aferentes.
    • Químico:
      • Hormônios e neurotransmissores.
    • Células interstíciais:
      • Função de marcapasso.

PRÓ-CINÉTICOS

  • Metoclopramida

    • Pró-cinético mais usado
    • Usado também como antiemético
    • Antagonista dopaminérgico → receptores D2
    • Facilita e aumenta a liberação de ACh →sensibiliza receptores muscarínicos.
    • Inibe a acetilcolinesterase
    • Inibe receptores serotoninérgicos (5HT3)

PRÓ-CINÉTICOS

  • Metoclopramida

    • Efeitos:
    • ↑ tônus e amplitude das contrações gástricas
    • ↑ peristaltismo do duodeno e jejuno
    • Relaxamento do esfíncter pilórico
    • Contração do esfíncter esofágico inferior

CATÁRTICOS E LAXANTES

  • São medicamentos que favorecem a eliminação das fezes:

    • Laxantes: promovem fezes de consistência normal.
    • Purgantes: promovem eliminação de fezes diarréicas.
  • Indicações clínicas:

    • Constipações, remoção de venenos do TGI, evacuação antes de cirurgia ou exames radiográficos.

CATÁRTICOS E LAXANTES

  • Classificação dos laxantes:

  • Irritantes ou de contato;

    • Óleo de rícino
    • Óleo de semente de linhaça
    • Fenolftaleína
  • Osmóticos ou Salinos

    • Hidróxido de magnésio
    • Sulfato de magnésio
    • Fosfato de sódio (uso retal)

CATÁRTICOS E LAXANTES

  • Formadores de massa ou de volume

    • Ágar-ágar (Agarol)
    • Folhas de sena
    • Metilcelulose

CATÁRTICOS E LAXANTES

  • Açúcares

    • Lactulose (Lactulona)
    • Lactose (Lactopurga)
    • Sorbitol (Minilax, bisnaga para uso retal)
  • Lubrificantes intestinais

    • Vaselina e glicerina
    • Óleos vegetais e minerais.

ANTIÁCIDOS

  • Medicamentos que aumentam o pH gástrico, neutralizando o ácido clorídrico (HCl) liberado pelas células do estômago (células parietais).

  • Principal uso em MV é no tratamento e prevenção de acidose ruminal provocada pela sobrecarga de concentrados.

  • Medicina veterinária uso restrito.

ANTIÁCIDOS

  • Os antiácidos podem ser divididos em 2 grupos:

  • Antiácidos sistêmicos: absorvido no trato digestivo e tem efeito no organismo.

    • Bicarbonato de sódio (NaHCO3)

NaHCO3 + HCL →NaCl + H2O + CO2

ANTIÁCIDOS

  • Antiácidos não-sistêmicos: exerce seu efeito no estômago.

    • Hidróxido de magnésio (Mg(OH)2)

Mg(OH)2 + 2HCL →MgCl2 + 2H2O

    • Hidróxido de alumínio (Al(OH)3)

Al(OH)3 + 3HCL → AlCl3 + 3H2O

ANTIÁCIDOS

ANTIÁCIDOS

  • Bloqueadores H2

    • Bloqueio competitivo reversível sobre os receptores histaminérgicos H2.
    • São bem absorvidos pela via oral.
    • Eliminados pela urina.
    • Mais utilizados: cimetidina, ranitidina, fanotidina e nizatidina.

ANTIÁCIDOS

  • Bloqueadores da Bomba de Prótons

    • Bloqueia a enzima ATPase da célula parietal→ secreção de ácido clorídrico (HCL)→ reversível
    • + potente que os bloqueadores H2
    • Mais usado:
    • Omeprazol: cães
    • Lansoprazol: maior potência e biodisponibilidade que o omeprazol.

ANTIÁCIDOS

  • Antagonistas Muscarínicos Do Tipo M1:

    • ↓ em 40-50% a secreção basal de HCL
    • Retardam o esvaziamento gástrico
    • Efeitos colaterais: boca seca dificuldade visual, constipação intestinal.
    • Ex.: pirenzepina e telenzepina.

ANTIÁCIDOS

  • Prostaglandinas

    • PGE2 sintetizada pela mucosa gástrica→ secreção de HCL e estimulam a secreção de muco protetor.
    • Utilizado: Misoprostol.

ANTIÁCIDOS

  • Sucralfato

    • Complexo formado de sacarose sulfatada e hidróxido de alumínio.
    • Mecanismo de ação: formação de um complexo com o exsudato do tecido lesionado,produzindo uma barreira protetora sobre a mucosa.

DIGESTIVOS

  • Auxiliam o processo de digestão no TGI

  • Quadros de falta de uma ou mais substâncias que funcionam na digestão.

DIGESTIVOS

  • Enzimas Pancreáticas ou Digestiva.

    • Comercialmente no Brasil são de apresentação humana (Pankreoflat®, Pankreon ®).
    • Obtida de pâncreas de suínos e bovinos, ricas em amilase, tripsina e lipase.
    • Via oral(PO).

DIGESTIVOS

  • Bloqueadores H2 (cimetidina, ramitidina, famotidina) ou bloqueadores da bomba de prótons (omeprazol, lansoprazol) 30 min antes da administração das enzimas pancreáticas pode melhorar a eficiência pela diminuição da secreção ácida.

  • Indicadas em síndromes de má absorção e insuficiência pancreática exócrina (IPE) de cães e gatos.

DIGESTIVOS

  • IPE usualmente não tem cura, suplementação pelo resto da vida.

  • Usar o pó ou o pâncreas cru de suíno ou bovino, funciona tão bem quanto as enzimas liofilizadas (em cães, 1,5 a 3 g pâncreas/kg, a cada refeição; em gatos, 30 a 90g/refeição).

  • Cápsulas: deve-se abri-las e despejar o pó na comida.

  • Sangramento oral: causa irritação das mucosas orais.

DIGESTIVOS

  • Enzimas Proteolíticas Extraídas de Frutas .

  • Papaína: digestivo de alimentos protéicos.

  • Coleréticos: estimulam a secreção de bile, participação na absorção de lipídeos e vitaminas lipossolúveis. Ex. sais e ác. biliares, e de origem vegetal, cinarina (alcachofra) e boldina ( boldo).

  • Colagogos: estimulam o esvaziamento da vesícula biliar. Ex. ovos, creme de leite, sulfato de magnésio e sorbitol.

HEPATOPROTETORES

  • Emprego baseado no tratamento de insuficiência hepática; hepatotrópicos ou lipotrópicos.

    • Colina: lipotrópico: promove a conversão gordura hepática em fosfolipídeos - remoção para o sangue - evitando esteatose hepática.
    • Metionina: doadora radical metila: favorece a metilação de diferentes subst. químicas – eliminação.
  • contém um grupo sulfidrila: possível efeito antinecrótico hepático.

HEPATOPROTETORES

    • Lecitina e betaína: lipotrópicos, contém colina (hidrólise).
    • Vit. B12 (hidroxicobalamina): lipotrópico, favorece a síntese protéica hepática.
    • Vit. E ( a-tocoferol) e selênio: ef. Antioxidante – antinecrótico.

BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Silvia Franco. Manual de terapêutica veterinária: Terapêutica do sistema digestivo. 3ed. São Paulo: Editora Roca LTDA., 2008.

PAPICH, Mark G. Terapêutico Veterinário. 2ed. São Paulo: Editora MedVet LTDA., 2009.

BERNARDI, M.M.; GÓRNIAK, S.L.; SPINOSA, H.S.. Farmacologia aplicada à Medicina Veterinária: Medicamentos que interferem nas funções gastrointestinais. 4ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2006.

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