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RESULTADOS DE PCCU-PREVENTIVO

OU

PAPANICOLAU

CONHECIMENTOS BÁSICOS EM ENFERMAGEM

PAPANICOLAU OU PREVENTIVO DO COLO UTERINO-PCCU

1-Definição:

É o exame que previne o câncer de colo uterino.

Deve ser feito em todas as mulheres com vida sexualmente ativa, por pelo menos uma vez ao ano. Se o resultado do exame der negativado por três anos consecutivos, a mulher pode realizá-lo de 3 em 3 anos. É fundamentado na coleta de material do colo uterino para exame em laboratório.

É um exame simples e barato, e eficaz, oferecido pelas unidades básicas de saúde dos municípios – O ministério da saúde dá sa diretizes para o funcionamento do Programa de PCCU, e está inserido no Programa da Saúde da mulher.

Foi fundamentado pelo Dr. George Papanicolau em 1940. Este exame pode detectar doenças que surgem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não consiste tão somente em diagnosticar a patologia, mas serve inicialmente para detectar o risco de uma mulher vir a ser acometida de câncer.(C.A de colo uterino).

2- Grupos que irão fazer o exame:

As mulheres que estão (ou que tenham sido em algum momento) sexualmente ativas e que tenham colo de útero devem submeter-se ao exame, todo ano.

A realização de vezes do exame será orientada depois pelo profissional médico, de acordo com os resultados.

3- Fatores de risco para desenvolver o câncer de colo de útero:

Mas precoce que for a atividade sexual, número aumentado de parceiros sexuais, multiparidade (vários filhos tidos), antecedentes de doença sexualmente transmissível(DST) e a ausência de higiene pessoal.

Deve ser feito, pelo menos, uma semana anterior a menstruação.

Deve-se orientar a paciente/cliente a não realizar duchas vaginais, colocação de cremes vaginais e relações sexuais três dias antes do exame.

O exame ginecológico realizado pelo profissional que pode ser médico, bioquímico, biomédico, farmacêutico, e profissionais de enfermagem, consiste do exame e palpação das mamas e depois o exame de Papanicolau.

4- Procedimento para a realização:

  1. Explica-se a paciente/cliente;

  2. Realiza-se o exame das mamas;

  3. Faz-se exame externo da vulva e após se introduz um instrumento por nome de espéculo pelo canal vaginal para que se possa visualiza-lo e ao colo do útero (parte final do útero, e procede-se a coleta células para exame microscópico).

5- Resultado:

O resultado deve ser interpretado pelo médico que deve informar à paciente. O Papanicolau também determina algumas condições de saúde do corpo como nível hormonal, doenças da vagina e do colo do útero.

5.1- Resultado: Inflamação:

Comentários Técnicos: Função da inflamação- ativar , estimular o sistema imunilógico, quando ocorre invasão por determinados elementos nocivos-bactérias , vírus e outros. Porém temos uma importante função da inflamação que é atuar na cicatrização. A cicatrização só ocorre quando há resposta inflamatória nolocal da lesão , e essa resposta que se dá pela produção de nova pele do local afetado , que fará a cobertura do local machucado.

Temos a inflamação por meios naturais que ocorre quando há relação sexual e o atrito do pênis na vagina durante arelação sexual causa micro-lesões, microfissuras, para cicatrizá-los ocorre ainflamação. A outroa causa é a produção de progesterona que ocorre na 2ª fase do ciclo menstrual , deixando a mucosa vaginal fina e delicada , que juntamente com outros mecanismos de regulação

da flora vaginal , vai resultar em inflamação local, esses caos não se trata pois são considerados fisiológicos.

Metaplasia escamosa: (classe I)-Negativo

Comentários técnicos: A metaplasia escamosa do colo uterino quer dizer que é a substituição fisiológica do epitélio colunar evertido na ectocérvix por um epitélio escamoso recém-formado de células subcolunares de reserva. A essa substituição fisiológica do epitélio colunar1 evertido por um epitélio escamoso recém-formado chamamos de metaplasia escamosa.

O meio vaginal é ácido quando a mulher está em idade fértil, também durante a gravidez. As células são repetidamente aniquiladas pela acidez vaginal no epitélio colunar em uma área de ectrópio2, e elas são supridas por um epitélio metaplásico recém-formado. A irritação do epitélio colunar em meio vaginal ácido vai aparecer o surgimento de células subcolunares de reserva . As células subcolunares desenvolvem-se em grande quantidae, e procede a hiperplasia de células de reserva e com o tempo vão formar o epitélio escamoso metaplásico.

Metaplasia escamosa atípica: (classe II)-suspeito

Este termo células escamosas atípicas apareceu em 1988, através do Sistema de Bethesda, com a finalidade de facilitar o diagnóstico das alterações celulares que não se enquadram às características de processo reativo ou às características de neoplasia.

Displasias:

1) classe III - Displasia leve; NIC I, SIL de baixo, Grau (LSIL)-Atípico células escamosas:

Em geral a conduta é expectante, com eventual cauterização ou retirada da lesão, com controle citológico a cada 3 a 6 meses.

2)classe III- Displasia Moderada; NIC II; SIL de alto; Grau (HSIL) lesão intraepitelial escamosa de baixo grau:

A conduta poderá de acordo com a avaliação médica pode ser a retirada de parte do colo em cirurgia chamada de Conização com biópsia ou então, a realização da cauterização com colposcopia ou conização por CAF, com controle citológico a cada 3 a 6 meses.

3) classe III - Displasia acentuada; NIC III; SIL de alto grau; Grau (HSIL)-Carcinoma in situ-lesão intraepitelial escamosa de alto grau:

A conduta em geral é a Conização com biópsia ou cauterização profunda ou conização por CAF, com controle citológico a cada 3 ou 6 meses; na dependência de cada caso, principalmente com relação à biópsia, a conduta médica poderá ter variáveis.

5.2- Lactobacilus sp e cocus:

São piogênicos. Tem como sintomatologia: corrimentos profusos, purulentos e de moderado odor. Descrevem-se em aeróbios ou anaeróbios. O grupo anaeróbio deve ter certo cuidado quando o corrimento for fétido com teste do KOH positivo e exame bacteriológico compatível com flora cocoide gram-positiva ou negativa.

De acordo com Gerstner et al (1981) “ao estudarem 38 meninas pré-puberais sem sinais ou sintomas de vaginite, isolaram uma média de 5,3 % de espécies de bactérias por paciente, sendo que 2,9 % eram aeróbios e destes a espécie encontrada foi Staphylococcus epidermidis”.

Porém o estafilococos e estreptococos são também em geral são encontrados em vaginas normais do que naquelas com determinado processo inflamatório. Muito raramente os cocos aeróbios são causa de leucorréia, faz-se exceção a Neisseria gonorrhoeae.

Para termos uma certeza mais profunda é necessário a realização de bacterioscopia, naquelas pacientes/clientes que o exame citológico determinar a presença de flora cocoide e a paciente/cliente ter história clínica de leucorréia, para que seja afastada a patologia de gonorréia.

Existe também o problema que em geral os meios de cultura para anaeróbios, usados em geral não são satisfatórios, quando nos referimos ao índice de positividade. Sendo assim a presença de leucorreia fétida bolhosa, o teste do KOH sendo positivo3, com exames citológico e bacterioscópico com diagnóstico para cocos, e exame à fresco determinando negatividade para trichomonas e gardnerella, O médico pode realizar terapia a este paciente/cliente para cocos anaeróbios. Pois com todo esse aparato de exames o resultado é confiável.

Flora Bacteriana comumente achada em mulheres normais:

I. Microorganismos Comumente Isolados

  1. Stafilococcus epidermidis

  2. Streptococcus fecalis

  3. Lactobacillus sp 4

  4. Corynebacterium sp

  5. E. Coli 5

  6. Bacteroides fragilis

  7. Fusobacterium sp

  8. Veillonella sp

  9. Peptococcus sp

  10. Peptostreptococcus sp

  11. microorganismos anaeróbios

Microorganismos Ocasionalmente Isolados

  1. Stafilococcus aureus 6

  2. Streptococcus sp (Grupo B - b hemolítico)

  3. Clostridium perfringens

  4. Proteus sp 7

  5. Klebsiella sp 8

Microorganismos Potencialmente Patógenos

  1. Pseudomonas

  2. Streptococcus pneumoniae

  3. Listeria monocitogênica

Câncer do colo do útero

Células Cervicais Anormais: são células do revestimento do colo do útero com alteração do aspecto. Este processo recebe o nome de displasia cervical. Se a anormlidade for mais grave , maior será a possibilidade de desenvolvimento de câncer do colo de úter. Em sua maioria o desenvolvimento do câncer do colo de útero, ocorre a partir de células cervicais anormais.

Estas células cervicais anormais podem ter diferentes causas como : uma infecção ou inflamação mas são geralmente ocasionada por determinados tipos de papilomavírus humanos (HPV) . Têm-se mais de 30 tipos de HPV que infectam a área genital, e recebem a denominação de HPV genitais. Podem fazer calguns tipos de HPV com células alteradas progressivamente se transformem em câncer. Existem também tipos de HPV que causam verrugas genitais e outras mudanças não-cancerosas, principalmente no colo do útero.

Todas as classificações de HPV genital determinam resultados anormais no exame de Papanicolau, dai a importância dos exames ginecológicos, os resultados dopapanicolau podem decidir quais os exames ou terapias complementares pelos profissionais de saúde.

Caso os resultados de um Papanicolau diagnosticar células cervicais anormais, em geral o profissional médico pede testes adicionais, tais como a repetição do Papanicolau, exame do DNA do HPV, colposcopia e possível biópsia..

A biópsia anormal pode ser descrita como uma NIC, neoplasia intra-epitelial9 cervical., a neoplasia é um crescimento anormal de células,(“ferida” no colo do útero)

.10 NIC, diagnóstico de NIC 3, por exemplo, significa que existem células cervicais gravemente anormais em toda a espessura do revestimento do colo do útero. As anormalidades consideradas leves, o médico em geral solicita um monitoramento próximo. Por conseguinte, se as anormalidades forem mais graves, deverá ser feita a remoção dessas células, a fim de prevenir o desenvolvimento de um câncer do colo de útero futuro .Os métodos mais usados para o tratamento de células cervicais anormais são :

  1. A Criocirurgia ( congelamento que destrói células cervicais anormais);

  2. LEEP ( sigla em inglês para cirurgia de alta-frequência, a remoção de células cervicais anormais por intermédio de um fio em circuito em alta temperatura)

  3. Cirurgia convencional. Se as células anormais voltarem pode haver repetição da terapia.

As células cervicais anormais também podem ser as primeiras consequências de uma infecção pelo HPV.

No caso do câncer do colo do útero, o órgão que sofre alterações no seu epitélio original é o útero, em uma parte específica – o colo, que fica em contato com a vagina (BRASIL, 1997).

HPV: É a sigla em inglês para papiloma vírus humano, são vírus da família Papilomaviridae capazes de provocar lesões de pele ou mucosa, a maior parte das lesões têm crescimento limitado e habitualmente diminuem e desaparecem espontaneamente.

HPV e o câncer do colo do útero: Mais de 200 tipos diferentes de HPV. São determinados em baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Porém os de alto risco são relacionados a tumores malignos.

Os vírus de alto risco, que tem probabilidade de lesões persistentes, estão associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Os HPV de tipo 6 e 11, tem a maioria dos achados nas verrugas genitais, também chamados condilomas genitais, e papilomas laríngeos, não oferecerem risco algum de incidir para malignidade, porém são observados em pequena proporção nos tumores malignos. Os HPV são contraídos por mulheres sexualmente ativas que podem se contaminar por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas., sendo em geral evoluindo para infecções transitória, espontaneamente são combatidas pelo sistema imunológico, observado principalmente nas mulheres mais jovens, tal fato.

Os papilomas vírus podem ser diagnosticados pelas verrugas genitais observadas no orifício retal,, na vulva no órgão genital masculinos ou em outra área da pele podem ser diagnosticadas pelos exames ginecológico, urológico(homens) e dermatológico . O diagnóstico subclínico das lesões iniciais do câncer do colo do útero, causadas pelos papilomavírus, é feito pelo exame citopatológico ( Papanicolau ou PCCU), sendo confirmado por meio de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, tais como teste de captura híbrida e o PCR.

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