João e Maria e chapeuzinho Vermelho

João e Maria e chapeuzinho Vermelho

Análise de Histórias Infantis Fadas no Divã.

Juliana Albuquerque Amorim – 147451

Camila Barrio Lopes – 147303

Fernanda Farias Prates – 153753

Emerson Ivanof – 141011

Fernanda Tatiana Rossi Abreu – 161934

Contextualização

  • A história foi criada na Europa, tendo como pano de fundo, uma sociedade que se encontrava em tempos difíceis no que diz respeito a alimentação.

  • Ausência dos direitos das crianças.

Modernidade:

  • Valor à criança

  • Faixa Etária

  • Irmãos Grimm, Hansel und Gretel, publicada em 1812

Concepção Oral do Mundo.

  • Expulsão do Paraíso –

Desmame

  • “Muitas vezes a criança

mesma se desmama e,

ao mesmo tempo,

inconscientemente acusa

a mãe de negar-lhe o seio.”

Aquisição da Locomoção

  • Ao crescer, a criança passa a se locomover por todos os lugares ao seu alcance.

  • O trabalho de Maria retrata

a perda da passividade

do bebê.

  • João engaiolado representa

a criança que é impedida

de crescer.

 Distúrbios Alimentares 

  • João nega a feita pela

bruxa – Separação

do Eu e do Outro

  • Patologias Graves do

Mãe-Bebê

Fantasia de ser devorado

  • A bruxa da história se assemelhava a mãe

  • O medo da criança de perder-se na mãe

Do outro lado do rio

  • “ As águas assinalam o momento de transformação”

1697 – Perrault cria a primeira versão da história, com caráter de fábula moral.

1697 – Perrault cria a primeira versão da história, com caráter de fábula moral.

“Quem transgride as regras é exposto ao perigo e punido.”

1857 – Irmãos Grimm dão um caráter de conto de fadas a história, suavizando seu final.

1885 – Maria Tatar disponibiliza uma curiosa versão, de feitio mais antigo, mas não originalmente direcionada para crianças – A História da Avó.

Sermão Irmãos Grimm

A História da Avó

A História da Avó

A História da Avó

A História da Avó

  • A menina não parece dar importância a essa observação, mas está atenta ao convite do Lobo para irem a cama:

A História da Avó

- Tire a roupa, minha filha, e venha para a cama comigo.

A cada peça de roupa que ela tira, pergunta para o Lobo onde colocar, ele responde sempre o mesmo:

- Jogue no fogo, minha filha, não vai precisar mais dela

A História da Avó

A História da Avó

  • A menina insiste, e ele deixa-a sair, mas com um cordão amarrado do pé. A menina amarra o cordão numa árvore e dispara para fora tão rápido que o Lobo não a alcança.

 Perda da inocência

Chapeuzinho é uma criança com a ingenuidade de quem não sabe - e ainda não suporta saber – sobre o sexo, mas sua intuição lhe diz que há algo a mais que anima os seres humanos.

Ela representa a transição da aparente inocência infantil para o conhecimento da existência das práticas sexuais adultas, que surgem na vida da criança às vezes através de uma sedução imaginada ou, em casos graves e traumáticos, vivida.

Curiosidade sexual infantil

A criança pequena é tão ingênua quanto Chapeuzinho, mas também tão ousada quanto ela. A menina pode não saber que jogo está sendo jogado, mas é inegável seu interesse em participar.

Complexo de Édipo

O pai representando o Lobo, não só no sentido de colocar as coisas no seu lugar e impor as leis, mas também tem seus atrativos, principalmente para as Chapeuzinhos Vermelhos que ele tem em casa.

É por isso que elas se deixam cativar nos diálogos com ele, que

desobedecem á mãe. O pai deve ser temível, como o Lobo, mas para a menina é importante fantasiar que ele também a deseja e a corteja.

O que a criança tenta decifrar na organização sexual da vida adulta?

Querem compreender sobre o amor. Quem pode casar com quem e por que os velhos e as crianças parecem estar fora desse tema?

Três gerações de mulheres estão envolvidas no conto: a filha, a mãe e a avó. Se o Lobo puder ser considerado uma forma de simbolizar aspectos do desejo paterno, veremos que ele se interessa por aquelas que não pode nem deve seduzir na vida real. O lobo-pai teria de se restringir às mulheres da sua geração, sem assuntos a tratar com crianças e senhoras.

Aspectos Eróticos

Os aspectos eróticos tão latentes quanto insistentes da história são os velhos conhecidos: a boca e o prazer oral.

O prazer da conversa e de brincar entre as flores se interpõe ao tema da comida.

A representação da inocência infantil para o conhecimento da existência das práticas sexuais adultas

Chapeuzinhos quando (não) crescem

  • Não percebem as sutilezas eróticas que estão presentes na vida cotidiana.

  • Passividade infantil única forma de se relacionar.

  • Ingenuidade crônica, experiências não cumulativas,

  • Inocência estende para outras áreas

Ingenuidade adulta uma das patologias mais sérias

  • Fonte provém de uma recusa inconsciente em admitir o preponderante papel do sexo na nossa vida.

  • Após passar pelo complexo de Édipo, período de intenso drama amorosos, as disputas de poder dão trégua

  • Período de latência como suspensão da problemática.

  • Latência- período em que o sentimento de autoridade dos pais se sobrepõe ao sentimento de amor.

  • Na puberdade o corpo se modifica juntos com os desejos

Na idade adulta a postura latente é inviável, pois agora existe um corpo com desejos, nas fantasias masturbatórias ou sob a forma de uma angústia que o deixa desamparado.

  • Na idade adulta a postura latente é inviável, pois agora existe um corpo com desejos, nas fantasias masturbatórias ou sob a forma de uma angústia que o deixa desamparado.

  • O desejo sexual é mais variado, ele permite que tanto a identificação masculina ou feminina assim como o tipo de objeto escolhido para amar homossexual ou heterossexual.

  • Aceitar a diferença do sexo, traz como decorrência a perda não só da inocência como também da onipotência infantil.

“Amar é... ser incompleto. Por isso essa ingenuidade é defendida com unhas e dentes, para voltar a ser algo tão valioso como acreditávamos ser quando bebês e perdê-la é ficar a mercê do amor. Homens ou mulheres, por mais principescos ou poderosos que sejam, se estiverem em busca de algum amor, estarão lidando com a incompletude.”

“Amar é... ser incompleto. Por isso essa ingenuidade é defendida com unhas e dentes, para voltar a ser algo tão valioso como acreditávamos ser quando bebês e perdê-la é ficar a mercê do amor. Homens ou mulheres, por mais principescos ou poderosos que sejam, se estiverem em busca de algum amor, estarão lidando com a incompletude.”

Referência Bibliográfica

  • CORSO,D.L; CORSO,M. Fadas no divã: psicanálise nas histórias infantis. Porto Alegre: Artmed, 2006.

  • http://linamarin.wordpress.com/category/contos-e-adaptacoes-de-irmaos-grimm. Acessado em 18 out. de 2011

  • http://lojaanjinhofeliz.com.br/Chapeuzinho%20vermelho.html. Acessado em 18 out. de 2011

  • http://encantamentosdaliteratura.blogspot.com. Acessado em 18 out. de 2011

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