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HISTÓRIA DE BELÉM História de Belém: Fundação, Colonização, Período da Borracha, Cabanagem, Região Metropolitana de Belém, Centros históricos, Manifestações artísticas e culturais

Fundação de Belém:

Ladeira do Castelo - 1a rua de Belém

Belém foi fundada em 12 de janeiro de 1616 pelo Capitão-mor Francisco Caldeira Castelo

Branco, encarregado pela coroa portuguesa de conquistar, ocupar, explorar e proteger a foz do rio Amazonas contra os corsários holandeses e ingleses. Numa península habitada pelos índios Tupinambás, estrategicamente situada na margem direita da foz do rio Guamá, onde este rio deságua na baía do Guajará, foi erguido o Forte do Presépio, marco inicial da cidade.

O Forte, em seguida, o colégio e a igreja dos Jesuítas formaram o núcleo original da cidade que, posteriormente, seria denominada de Santa Maria de Belém do Grão-Pará. Hoje, toda esta área faz parte do roteiro turístico obrigatório de Belém e integra o Complexo do Ver-o-Peso.

Fundação de Belém: exploradores, índios, jesuitas.

O primeiro que navegou no Rio Amazonas foi o navegante e descobridor espanhol Vicente

Yañez Pinzón (1461?-1514), em dezembro de 1499, partiu de Palos, à frente de quatro caravelas, com a finalidade precípua de descobrir terras e exercer a posse em nome da coroa espanhola. A 20 ou 26 de janeiro seguinte – portanto antes de Pedro Álvares Cabral ter descoberto para Portugal o Brasil. Costeando a região, Pinzón e os seus foram dar na foz do Rio Amazonas, que recebeu na época o nome de Santa Maria de la Mar Dulce.

À nova conquista, Castelo Branco, dando vazão a seu amor por Portugal, deu o nome de

Feliz Lusitânea. O engenheiro-mor Francisco Frias Mesquita iniciou a construção da Casa Forte, localizada à margem esquerda da foz do Piri (hoje doca do Ver-o-Peso). Recebeu a denominação de Forte do Presépio e em seu interior levantaram uma pequena capela, sob a invocação de N. S. das Graças. O capitão André Pereira, que participou da expedição que fundou o Forte do Presépio na cidade de Belém em 1616, dá notícia desse sucesso ao Rei de Espanha.

O surgimento do Forte do Presépio representou, assim, o marco da fundação da cidade. Em função do reduzido número de pessoas envolvidas no ato de fundação, a cidade nasceria embrionariamente dentro do forte.

Colonização: A colonização da cidade de Belém data do início do século XVII, como conseqüência da disputa da colonização das Américas pelas duas maiores potências da época, as Coroas Portuguesa e Espanhola (VIANA, 1967). Geograficamente singular, foi colonizada por sobre o Meridiano de Tordesilhas1, em terras então pertencentes à Espanha. Foi fundada em 1616, sob comando da Dinastia Filipina, para proteger a foz do Rio Amazonas e garantir o território sob posse e domínio ibérico (PEREIRA et al, 2007).

Período da Borracha:

2007)Na época, o censo de 1900 indicava que Belém era uma das grandes capitais brasileiras,

Diversos acontecimentos. O ouro branco, nome dado ao látex, oportunizou à Belém diversos melhoramentos em sua infra-estrutura, sendo o mais significativo à implantação de luz elétrica. Houve também uma internacionalização da cidade e, conseqüentemente, o requinte de sua elite, que vivia “deslumbrada com o glamour da belle-époque de inspiração parisiense”.(DUARTE, contando com 96 mil habitantes (JUNIOR, 2007).

Com o declínio era da borracha brasileira, na década de 1920, e a ascensão da borracha da

Malásia, a economia e, da população belenense, automaticamente declinou. O segundo ciclo da borracha, que ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945),trouxe

1-O Meridiano de Tordesilhas é resultado do Tratado de Tordesilhas, acordo firmado em 1494 na cidade espanhola de mesmo nome. Participou do Tratado Portugal e Castela, parte da atual Espanha. O acordo foi firmado visando a repartição das terras do Novo Mundo, ou seja, as Américas. Os termos partem do traçado de um meridiano a 370 léguas a Oeste das Ilhas de Cabo Verde, sendo as terras localizadas a Oeste, pertencentes à Coroa Espanhola e à Leste à Coroa Portuguesa. (LISBOA, 1957, pág. 30).

esperanças na população interessado em trabalhar nos as plantações de seringueiras. Porém, após a guerra, este ciclo, como o primeiro, terminou.

Cabanagem:

A Cabanagem no Pará, 1835-1840. nome “Cabanagem” remete à habitação (“cabanas”) da população de mestiços, escravos libertos e indígenas que participaram da Cabanagem.

A Cabanagem (1835-1840) foi a revolta na qual negros e índios se insurgiram contra a elite política e tomaram o poder no Pará (Brasil). Cabanagem (1835-1840). Entre as causas da revolta encontram-se a extrema pobreza das populações humildes e a irrelevância política à qual a província foi relegada após a independência do Brasil. De cunho popular, contou com a participação de elementos das camadas média e alta da região, entre os quais se destacam os nomes do fazendeiro Félix Clemente Malcher e do seringueiro Eduardo Angelim.

Na Cabanagem negros e índios também se envolveram diretamente no evento, insurgindo-se contra a elite política no Pará. Dentre alguns líderes populares da Cabanagem esteve o negro Manuel Barbeiro, o negro liberto de apelido Patriota e o escravo Joaquim Antônio, que manifestavam idéias de igualdade social.

Causas da revolta: 1.extrema pobreza das populações humildes 2.e a irrelevância política à qual a província foi relegada após a independência do Brasil.

Em suma: diversidade social,pobreza,opressão.

A Cabanagem ocorreu durante o período regêncial no Brasil. (1831 — 1840) foi o intervalo político entre os mandatos imperiais da Família Imperial Brasileira, pois quando o Imperador Pedro I abdicou de seu trono, o herdeiro D. Pedro I não tinha idade suficiente para assumir o cargo.

Devido à natureza do período e das revoltas e problemas internos, o período regencial foi um dos momentos mais conturbados do Império Brasileiro. De cunho popular, contou com a participação de elementos das camadas média e alta da região.

O movimento Cabano: Em 7 de janeiro de 1835, liderados por Antônio Vinagre, os rebeldes (tapuios, cabanos, negros e índios) tomaram de assalto o quartel e o palácio do governo de Belém, nomeando Félix Antonio Clemente Malcher presidente do Grão-Pará.

Os cabanos, em menos de um dia, atacaram e conquistaram a cidade de Belém, assassinando o presidente Lobo de Souza e o Comandante das Armas, e apoderando-se de uma grande quantidade de material bélico. O governo cabano não durou por muito tempo, pois o novo presidente, Félix Malcher - tenente-coronel, latifundiário, dono de engenhos de açúcar - era mais identificado com os interesses do grupo dominante derrotado, é deposto em 19 de fevereiro de 1835. Por fim, Malcher acabou preso. Assumiu a Presidência, Francisco Vinagre.

•Nomes envolvidos: fazendeiro Félix Clemente Malcher e do seringueiro Eduardo Angelim.

Na Cabanagem negros e índios também se envolveram diretamente no evento, insurgindo-se contra a elite política no Pará. Dentre alguns líderes populares da Cabanagem esteve o negro Manuel Barbeiro, o negro liberto de apelido Patriota e o escravo Joaquim Antônio, que manifestavam idéias de igualdade social. Origem do nome: O nome “Cabanagem” remete à habitação (“cabanas”) da população de mestiços, escravos libertos e indígenas que participaram da Cabanagem.

História

Após a Independência do Brasil, a Província do Grão-Pará mobilizou-se para expulsar as forças reacionárias que pretendiam manter a região como colônia de Portugal. Nessa luta, que se arrastou por vários anos, destacaram-se as figuras do cônego e jornalista João Batista Gonçalves Campos, dos irmãos Vinagre e do fazendeiro Félix Clemente Malcher.

Terminada a luta pela independência e instalado o governo provincial, os líderes locais foram marginalizados do poder. A elite fazendeira do Grão-Pará, embora com melhores condições, ressentia-se da falta de participação nas decisões do governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste.

Em julho de 1831 estourou uma rebelião na guarnição militar de Belém do Pará, tendo

Batista Campos sido preso como uma das lideranças implicadas. O presidente da província, Bernardo Lobo de Sousa, desencadeou uma política repressora, na tentativa de conter os inconformados.

O primeiro grande erro de Lobo de Sousa foi rivalizar com Batista Campos. Criando o

Correio Oficial Paraense, dirigido pelo cônego Gaspar Siqueira Queiroz, grande inimigo de Batista Campos. As críticas contra o nacionalista logo começaram, e aumentavam a cada edição. Batista Campos também começou a lançar suas críticas, contra o governo. Conseguiu, inclusive, uma pastoral do bispo D. Romualdo Coelho contra Lobo de Sousa, pelo fato deste ser maçom.

Nesta altura, chegava ao Pará o jornalista Vicente Ferreira de Lavor Papagaio, mandado buscar no Maranhão por Batista Campos. Aquele vinha fundar um jornal para fazer oposição à Presidência da Província. O título do jornal, Sentinela Maranhense na Guarita do Pará. Sua linguagem, logo na edição inaugural, foi tão violenta, que Lobo de Sousa ordenou a prisão de Papagaio e Batista Campos.

O clímax foi atingido em 1834, quando Batista Campos publicou uma carta do bispo do

Pará, Romualdo de Sousa Coelho, criticando alguns políticos da província. O cônego foi logo perseguido, refugiando-se na fazenda de seu amigo Clemente Malcher, reunindo-se aos irmãos Vinagre (Manuel, Francisco Pedro e Antônio) e ao seringueiro e jornalista Eduardo Angelim. Antes de serem atacados por tropas governistas, abandonaram a fazenda. Contudo, no dia 3 de novembro, as tropas conseguiram matar Manuel Vinagre e prender Malcher. Batista Campos morreu no último dia do ano, ao que tudo indica de uma infecção causada por um corte que sofreu ao fazer a barba.

Vinagre concordou em entregar a Presidência a Ângelo Custódio; mas, sobre pressão de Antônio Vinagre e Eduardo Angelim, recuou.

Em 20 de junho de 1935, na baía de Guajará, aportou outra fragata com o novo presidente do Pará (nomeado pela Regência), marechal Manoel Jorge Rodrigues. Vinagre, contra o desejo de seu irmão Antônio, entregou o poder.

Na noite de 14 de agosto de 1835, tiveram início novos combates. A invasão de Belém se deu pelos bairros de São Braz e Nazaré. Desta forma, Belém caía novamente em poder dos revoltosos. Aos 21 anos de idade, Eduardo Angelim assumiu a Presidência da Província.

Fim da Cabanagem: Contudo, em abril de 1836 chegava o marechal José Soares de Andrea, novo presidente, nomeado pela Regência. Andrea intimou os cabanos a abandonarem Belém. Angelim e seus auxiliares concordaram.

A última fase da Cabanagem é iniciada com a tomada de Belém por Andréa, com o restabelecimento da legalidade na Província. Apossando-se de Belém, as lutas ainda duraram quatro anos no interior da Província, onde ocorria o avanço das forças militares de forma violenta até 1840.

Região Metropolitana de Belém, Centros históricos, Manifestações artísticas e culturais

Região Metropolitana de Belém Ver artigo principal: Região Metropolitana de Belém

Criada por lei complementar federal em 1973 (alterada em 1995) e em 2010, a Região

Metropolitana de Belém (RMB), com 2.100.319 habitantes IBGE/2010, compreende os municípios de Ananindeua, Belém, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Santa Isabel do Pará. Devido ao intenso processo de urbanização, os municípios da RMB formam uma só cidade, fato que a torna a maior aglomeração urbana do Norte. A RMB é a 179ª maior área metropolitana do mundo, a maior da região norte e uma das vinte maiores regiões metropolitanas brasileiras. Área do Entorno: Cidades próximas como Castanhal, Abaetetuba e Barcarena encontram-se sob influência direta de Belém, sendo que as duas primeiras já ultrapassaram a marca de cem mil habitantes. A região do "Entorno de Belém", compreende municípios em um raio de até 60 quilômetros a partir da capital paraense, apresentando integração contínua, com uma população que se aproxima de 3 milhões de pessoas.

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