35 Perguntas sobre Filosofia da Ciência, Bioética e Estética

35 Perguntas sobre Filosofia da Ciência, Bioética e Estética

1 – Elenque as diversas áreas/ramos de estudos que são próprios da filosofia e indique seus objetos respectivamente.

R: Metafisica: Estuda as propriedades de tudo que é ou existe;

Epistemologia: Estuda a origem, limite e validade do conhecimento;

Lógica: Lida com os argumentos expressos de forma linguística, estudando sua estrutura, forma e correção para chegar a sua validade;

Antropologia: Olha para os seres humanos a partir da perspectiva da diversidade biológica, social, cultural ou humanístico.

Ética: Examina os códigos morais e normas, sua lógica, validade e universalidade;

Estética: Analisa a natureza da beleza e da criação artística;

Política: Lida com os aspectos da comunidade humana, como origem social, formas de, o poder do governo, etc.

2 – A estética é uma área de estudo da filosofia que ganhou destaque apenas no período moderno de nossa história. Porém as investigações filosóficas neste campo são tão antigas quanto à ética, a filosofia, a política e a epistemologia. Indique o filosofo (e localize seu contexto histórico) que organizou a estética na modernidade.

R: O filosofo que organizou a estética na modernidade foi Baumgarten (1714-1762). Seu surgimento se deu no contexto do Iluminismo.

3 – Qual é o objeto de estudo da estética.

R: A Estética busca compreender, num primeiro momento, o que é beleza. Segundo Vásquez em seu livro “Convite à Estética”, trata-se de analisar nossas relações com o mundo sensível, o modo como as representações de sensibilidade dizem sobre o ser humano.

4 – De acordo com a introdução do livro didático sobre o tema “estética”, qual é a relação existente entre estética e ética?

R: Quando se passou a fundamentar que o belo e o bem eram manifestações pares, o conceito de estética permeou o da ética - o Bem que todos deveriam buscar era um objetivo não apenas moral, mas tomado como a representação material do que é Belo.

5 – Qual é a contribuição das disciplinas de artes e história para a reflexão estética?

R: A história cumpre um importante papel na reflexão estética, uma vez que nos mostra como foi à perspectiva artística em cada época. Podemos, através dela, refletir sobre como vemos a estética hoje, e como ela foi vista antes, nos levando a entender que os padrões estéticos de hoje não são como os de antigamente, e que ela esta em constante mutação.

6 – Qual é a contribuição das disciplinas de artes e sociologia para a reflexão estética?

R: A sociologia estuda a forma com a qual a sociedade se organiza, e podemos, através dela, entender como essa organização influência em nossa concepção de estética. Por exemplo, qual a diferença de perspectiva da arte entre os burgueses e os proletariados.

7 – Qual é a contribuição das disciplinas de artes e física para a reflexão estética?

R: Através da física podemos estudar a forma com a qual a natureza age em nosso ambiente, consequentemente podemos refletir, através dessas ações, sobre nossa concepção artística. O ambiente se modifica, ou é modificado, e muitas vezes tem grande ação sobre sua beleza, mudando a forma com a qual enxergamos determinado cenário.

8 – Por que para Vasquez Sanchez a reflexão estética não pode ser normativa?

R: Não pode ser normativa, pois, segundos Vasquez, trata-se de pensar nossas relações com o mundo sensível, como essa representação diz sobre nós. Não se trata de uma discussão de preferências, buscando formalizar os gostos. Buscamos entender o nosso julgamento de gosto e sentimento acerca da beleza.

9 – Por que para o Filosofo Ernest Fischer a reflexão estética deve partir dos objetos que o homem fabrica para facilitar sua vida cotidiana?

R: Ernest Fischer, em sua obra “A necessidade da Estética”, aponta que o homem sempre se preocupou com a forma do objeto, de modo que facilitasse o seu manuseio, funcionalidade e que também os tornasse visivelmente agradáveis.

10 – Que concepção de Belo temos na concepção platônica?

R: Platão não se preocupa em encontrar objetos belos. Não se perguntando o que é belo, mas o que é “O Belo”. Definindo que todo ser possui um ideal de beleza, e para ele será belo aquilo cujos traços se assemelham ao seu ideal.

11 – Que concepção de Belo temos na concepção da teoria aristotélica?

R: Aristóteles procurou o belo na realidade. Para ele, o belo estava associado ao conceito de bom e as artes tinham uma função moral e social, na medida que reforçavam os laços da comunidade.

12 – Que concepção estética predominou e foi normativo durante todo o período medieval? Que visão esta concepção de estética possuía em relação ao corpo humano?

R: Predomina no medievalismo a concepção estética cristã. Nele, o corpo humano é associado ao mundo material, aos valores terrenos e desprezado em relação aos valores espirituais. O corpo é visto como o oposto da busca do divino, do eterno, uma vez que ele se torna símbolo do pecado, da tentação e do erro.

13 – No contexto histórico do Renascimento cultural, que importância estética foi atribuída ao corpo humano? Que contribuição representou Leonardo Da Vinci nessa reflexão sobre o corpo humano?

R: O corpo é representado com o objetivo de expressar a unidade entre o físico e o espiritual, numa referência à celebração da vida dionisíaca, o qual buscava o prazer na alegria, na embriagues do vinho e na força dos desejos. A beleza era vista como imitação da natureza, da realidade concreta, como representação do espiritual, do divino, na preocupação de encontrar a perfeita forma, a proporção e a harmonia.

Leonardo da Vinci apresentou pesquisas científicas que buscavam compreender a estrutura harmônica do corpo, fornecendo conhecimento sobre detalhes anatômicos e que influenciaram na criação de suas obras de arte. Basicamente, a visão científica, matemática e geométrica da natureza passam a se estender ao corpo.

14 – Por que os pensadores no mundo contemporâneo identificam atualmente uma estética de mercado? Que implicações advêm dessa noção de estética enquanto mercadoria de consumo.

R: Através do avanço dos meios de comunicação, passou-se a uniformizar a estética, voltando-se para o consumo. Por exemplo, a comercialização que se faz em torno desses novos padrões de belza geram novas preocupações com o corpo, que se torna um objeto de propaganda e de consumo.

15 – Qual a relação da burguesia com a arte? Como ela se serve da arte?

R: Durante o Renascimento, era necessário a construção de uma arte pertencente a burguesia, não mais a aristocracia. Assim, igrejas e ricos começavam a bancar novos artistas para desenvolver novas artes, decorando suas casas e construções.

Dessa forma, começava-se a consolidar-se a Arte no ocidente, servindo as necessidades da burguesia.

16 – Fale sobre a relação entre alienação e arte.

R: A alienação ergue uma dificuldade em compreender a manifestação da arte. As pessoas que não compreendem as peças expostas em um museu, por exemplo, devem ficar caladas por conta da suposta genialidade dos artistas.

Assim, torna-se fácil lançar novas “obras de artes”, conforme a necessidade capitalista, uma vez que a alienação faz com que as pessoas aceitem a arte, independente de entendê-la ou não, tornando-se indiferente ao seu valor cultural ou racional.

17 – Fale sobre a relação entre arte e resistência política à ideologia dominante.

R: A arte exerce o papel de despertar a pessoa para a realidade ao qual estão imersas. Coisas são aceitas como normais somente por estarem em vigor a muito tempo, mas que na realidade são nocivas.

Em outras palavras, ela tem o poder de fazer referência a determinadas situações, como foi utilizado na Ditadura Militar para mostrar o quanto viviam num sistema opressor.

18 – Conceitue ciência e faça distinção entre ciência e filosofia.

R: A ciência busca uma formula, ela é empírica, experimental e metódica. Já a filosofia não possui essas limitações. Para se filosofar não é necessário nenhum experimento ou método, utiliza-se somente uma linha racional, lógica.

19 – Faça distinção entre ciência e senso comum.

R: Ciência trata-se do conhecimento adquirido através de um método científico, que exige uma dose de penetração, de análise, experimentação e organização.

O Senso Comum é o conhecimento adquirido através do empirismo, por imagens e sensações. Caracterizado pelo desinteresse na busca de explicações e justificativas.

20 – Qual é a função da filosofia da ciência quanto ao seu trabalho de investigação.

R: Ela deve induzir princípios explanatórios (de explicar) sobre os fenômenos a serem investigados, para então deduzir afirmações sobre os fenômenos observados na natureza.

21 – Em que sentido podemos dizer e sustentar que a ciência não tem sentido pronto, acabado e imutável.

R: A ciência busca o conhecimento no coletivo, e não no individual. Sendo assim, ela sempre estará mudando, pois estamos sempre descobrindo e provando novas teorias, que se provadas no coletivo, substituem as antigas.

22 – O conhecimento foi o principal responsável pela implosão do poder católico durante toda a idade média. Que consequências políticas e sociais a revolução cientifica provou no inicio da modernidade?

R: A filosofia voltava-se para o corpo humano, bem como a estética, através do Iluminismo.

Como naquela época o rei era Rei pela vontade de Deus, a nova filosofia abria espaço para contestar essa posição monarca. A preocupação com a dimensão da vida prática, relacionada com experiências sensíveis, tornava-se uma forma de reagir contra as classes que oprimiam o crescimento da burguesia.

23 – Defina bioética, qual sua importância na atualidade.

R: A bioética tem a função de pensar a intervenção humana na natureza. É um ramo da ética que trata da investigação e problematização específica das práticas médicas, das ciências biológicas e das relações da humanidade com o meio ambiente.

Questiona-se qual é o preço que a sociedade tem que pagar por certos “avanços” tecnológicos, e a s implicações éticas e morais de seus resultados.

24 – Defina bioética geral.

R: Trata dos problemas éticos como um todo, sendo uma ciência dos valores. Se ocupa dos princípios originários da ética médica, tratando das fontes documentais, institucionais da própria bioética.

25 – Defina bioética especial.

R: Concentra-se nos grandes problemas enfrentados pela ciência, tanto no campo da medicina como no da biologia, tais como: engenharia genética, aborto, eutanásia, experimentação clínica, etc...

26 – Defina bioética clinica.

R: Estabelece critérios de validação para normatizar o fazer médico, estabelecendo um padrão de conduta. Examinando quais são os valores que estão em jogo, e quais devem ser os caminhos a percorrer na experimentação científica.

27 – Defina bioética do principalíssimo.

R: Centrado especificamente na ética biomédica, desenvolve quatro princípios para guiar a ética da ação médica, especificamente clínica, nas diversas situações. Os princípios são os de Beneficência, Não-maleficiência, autonomia, justiça. Existe uma forte acentuação da autonomia do doente.

28 – Defina bioética liberal.

R: Busca nos direitos humanos a afirmação da autonomia do individuo sobre o seu próprio corpo e sobre todas as decisões que envolvam sua vida. Valoriza a consciência de si como forte constitutivo da pessoa e faz de sua ausência na vida embriológica e fetal um argumento para caracterizar essa fase como vida humana pessoal.

29 – Defina bioética ou virtudes.

R: Dá ênfase às atitudes que presidem eticamente a ação, e ao mesmo tempo tendo como pano de fundo um ethos social pragmatista e utilitarista, propõe-se a boa formação do caráter e da personalidade ética.

30 – Defina bioética casuísta.

R: Tende a acentuar a importância dos casos e suas particularidades de onde podem ser tiradas as características paradigmáticas para se fazerem analogias com outros casos.

30 – Defina bioética feminista.

R: Anota-se a crítica e contribuições provenientes do feminismo;

32 – Defina bioética naturalista.

R: Com recurso à lei natural, procura estabelecer bens fundamentais da pessoa humana, a começar por sua própria vida como um todo e para condições básicas que constituam sua dignidade.

33 – Defina bioética personalista.

R: Como corrente personalista na bioética indicamos aqui a ampla visão antropológica que incide na ética valorizando, entre outras, a dignidade humana como centro de elaboração ética, por sua capacidade e vocação a dar sentidos as coisas e ao próprio rumo de sua vida.

34 – Defina bioética contra.

R: Considera a complexidade das relações sociais hoje e evidencia as insuficiências de fundo da ética Hipocrática.

35 – Defina bioética hermenêutica.

R: Dá ênfase a condição interpretativa do ser humano em geral e busca leitura específica dessa condição para a natureza interpretativa da situação bioética.

36 – Defina bioética libertaria.

R: Enfatiza as situações concretas em que se encontram os sujeitos ameaçados em suas vidas e desafiados, portanto, a lutar por viver. Busca situar a Bioética numa análise estrutural da sociedade como produção de vida e das condições de saúde, mas também de exclusão; busca propostas em processos capazes de realizar a inclusão as pessoas como sujeitos e semelhantes.

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