Infeção Hospitalar - Revisão Literária - pdf

Infeção Hospitalar - Revisão Literária - pdf

(Parte 1 de 2)

Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy

Escola de Ciências da Saúde Curso de Enfermagem

MICROBIOLOGIA BÁSICA Infecção Hospitalar

Ana Carolina Maia

Laryssa Pedrosa Gabrielle Araújo Francine Lacerda

Rio de Janeiro 2011

Ana Carolina Maia

Laryssa Pedrosa Gabrielle Araújo Francine Lacerda

“Revisão literária sobre Infecção Hospitalar, formas de prevenção, ações, principais doenças e suas implicações no cuidado de Enfermagem.”

Trabalho de revisão literária sobre Infecção Hospitalar, apresentado a Universidade do Grande Rio Professor José de Sousa Herdy, como parte de avaliação do Professor João J. Cossatis.

Rio de Janeiro 2011

Introdução4
História do Controle de Infecção Hospitalar6
CCIH7
MRSA e MARSA8
Principais Doenças Causadas por IH10
Prevenção1
Conclusão12

Sumário Referências ......................................................................................................................................... 14

Introdução

A infecção hospitalar é qualquer tipo de infecção adquirida após a sua hospitalização ou realização de procedimento ambulatorial. A manifestação da infecção hospitalar também pode ocorrer após a alta, desde que esteja relacionada com algum procedimento realizado durante a internação.

Entre os exemplos de procedimentos ambulatoriais mais comuns estão: cateterismo cardíaco, exames radiológicos com utilização de contraste, retirado de pequenas lesões de pele e retirado de nódulos de mama, etc.

Qualquer pessoa que é obrigada a internar-se em ambiente hospitalar para tratamento médico está sujeita a contrair uma infecção hospitalar, que está diretamente relacionada ao tempo de internação e procedimento a ser realizado.

Em procedimentos cirúrgicos sempre existem mais riscos de contrair infecção do que em uma internação sem procedimentos já que Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) ou Centros Cirúrgicos são locais onde há muito mais chances de contrair infecção.

As infecções hospitalares podem ser causadas por falta de assepsia: no meio ambiente, do material, no paciente, da equipe que o atende. A assepsia é o processo pelo qual são afastados os microorganismos patogênicos de um local ou objeto. Em um hospital, a assepsia é essencial para evitar as infecções. São exemplos de assepsia: O ato de lavar as mãos (impede a transferência de microorganismos presentes na mão do agente de saúde para o paciente) e a esterilização dos materiais.

As condições do paciente como idade, higiene, estresse físico e psíquico, Estado alimentar, condições sanitárias, e uso indiscriminado de medicamentos (antimicrobianos) são fatores cruciais no processo de infecção hospitalar.

Os indivíduos mais suscetíveis a adquirir infecção hospitalar são os internados em berçário, principalmente neonatal, unidade de queimados, unidade de hemodiálise, diabéticos, doença obstrutiva crônica (DOCS), neoplasias, imunocomprometidos (transplantados e HIV-positivo), e indivíduos em tratamento com quimioterápicos, antibióticos de última geração.

Os Profissionais devem ficar atentos no que diz respeito a execução das técnicas e rotinas propostas, conhecimento técnico específico de cada profissional, conscientização da importância do trabalho individual para equipe e para o hospital, e cumprimento das normas e rotinas estabelecidas. Ex.: lavagem das mãos, lixos específicos, sondagens ,curativos e etc.

Os tipos mais comuns de infecção hospitalar são as pneumonias, ITU (infecção do trato urinário), infecções da corrente sanguínea relacionadas a dispositivos intravasculares, infecções relacionadas a implantes (cardíacos e ortopédicos), e infecções do sítio cirúrgico.

Cabe salientar que o controle da infecção hospitalar é de extrema importância, pois diminui o risco e o sofrimento do paciente, o tempo de internação, o que aumenta o número de leitos hospitalares disponíveis, diminui o custo do tratamento ao paciente e ao hospital, o risco de doenças nos profissionais, melhora o padrão do hospital trazendo benefícios para o paciente, para os funcionários e para a comunidade, traz maior segurança aos usuários, e permite maiores investimentos em recursos humanos e materiais.

Os protocolos de controle da Infecção Hospitalar têm como objetivo uniformizar condutas e técnicas, e por isso a importância do trabalho integrado entre CCIH e os diversos serviços do hospital (farmácia, serviço de nutrição e dietética- SND, limpeza, enfermagem, lavanderia, entre outros.)

História do Controle de Infecção Hospitalar

A década de 70 viveu uma verdadeira reformulação das atividades de controle de infecção.

Os hospitais americanos foram progressivamente adotando as recomendações emanadas de órgãos oficiais, substituindo seus métodos passivos por busca ativa, criando núcleos para o controle de infecção e aprofundando em estudos sobre o tema.

No Brasil, juntamente com a implantação de um modelo altamente tecnológico de atendimento (cirurgia cardíaca), surgiram as primeiras Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

A década de 80 foi muito importante para o desenvolvimento do controle das IH no Brasil.

Começou a ocorrer uma conscientização dos profissionais de saúde a respeito do tema com a instituição de CCIH em vários Estados do país. Em junho de 1883 o MS publicou a Portaria 196, primeiro documento normativo oficial. Em 1992 publicou a Portaria 930 que entre outros avanços defendia a busca ativa de casos. Em 1997 aprova a Lei 9431, tornando obrigatório a presença da CCIH e do Programa de controle de IH independente do porte e da estrutura hospitalar.

A implantação e execução destes programas deveriam reduzir a incidência e a gravidade das

IH ao máximo possível. Vale destacar que a presença do enfermeiro como membro das CCIH aparece como sugestão em alguns destes documentos e que na última Portaria, número 2616, publicada em 1998, sua presença aparece no time dos profissionais que, obrigatoriamente devem compor essa comissão na qualidade de membro executor dos programas de controle de IH6.

Outro fator que exerceu grande impacto sobre as ações de controle foi a epidemia de Aids, que se tornou um grande desafio, pois as medidas de prevenção e controle tiveram que ser implantadas para todos os pacientes independente do risco presumido, além disso, foi um desafio constante para as ações educativas e de avaliação de riscos. Este fator foi omais significativo na prevenção e controle das IH com impacto sobre todos os hospitais do mundo. A gravidade, a letalidade da doença e inicialmente, a indefinição de suas formas de transmissão contribuíram para sensibilizar órgãos oficiais, hospitais e profissionais quanto a necessidade de adoção de medidas preventivas.

Em decorrência disso, em 1987 foram publicadas pelos Centers for Disease Control and

Prevention (CDC), normas de precauções universais e isolamento de substâncias corpóreas, definindo cuidados básicos a serem tomados com todos os pacientes, independentemente de seu diagnóstico, e em 1996, realizou-se uma ampla revisão destas medidas hoje denominadas de precauções baseadas na transmissão e precauções padrão.

Boas práticas assistenciais decorrem da integração de todos os setores e o controle de infecção vem assumindo um papel relevante de assessoria. Ele interage com a saúde ocupacional, em medidas de controle referentes a afastamentos de profissionais, imunizações e prevenção de patologias de aquisição hospitalar; atua em conjunto com a comissão interna de prevenção de acidentes, principalmente na ênfase às precauções padrão nas comissões de revisão de prontuários e óbitos, pois fornecem subsídios para detecção de casos de infecção hospitalar e seus fatores de risco; na padronização de materiais e insumos, procurando racionalizar custo/ benefício das medidas de controle das infecções em relação às tecnologias oferecidas; farmácia e medicamentos com padronização de antimicrobianos; auxilia comissões de controle de qualidade, por meio de seus indicadores epidemiológicos; integração à administração auxiliando nas decisões sobre conveniência e prioridade no investimento em tecnologia. Além disso, assessora a instituição e seus membros em processos jurídicos.

A maioria das infecções hospitalares tem origem exógena, em razão do desequilíbrio da relação que o homem estabelece com a sua microbiota, que é favorecido pela patologia de base, utilização de procedimento invasivo e pressão seletiva em favor dos germes resistentes. A infecção exógena é limitada pela pequena capacidade que essa microbiota apresenta de sobrevivência no meio ambiente, na ausência de matéria orgânica que favorece sua proliferação, sobretudo de sangue, secreções, excretas eliminadas pelo paciente.

A Lei Federal n. 6431, de 6/1/97 obriga todos os hospitais brasileiros a constituírem a

manutenção da saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes

Comissão de controle de infecção hospitalar (CCIH) que deverá atuar de acordo com o programa de desenvolvimento na própria instituição. CCIH surgiu então com a preocupação em se conhecer os índices de infecção hospitalar e tem como principal responsabilidade, a implantação de ações de biossegurança, que corresponde à adoção de normas e procedimentos seguros e adequados à

O objetivo da CCIH dentro do hospital é oferecer condições de segurança a todos os clientes da instituição, de modo que as infecções hospitalares possam ser reduzidas a patamares muito baixos. A taxa zero é inatingível, porém uma CCIH que atue de forma a construir um ambiente seguro para o paciente contribui de maneira significativa para evitar intercorrências durante o período de hospitalização.

Os membros da comissão são divididos em consultores que são professores da faculdade de Medicina e escola de Enfermagem, representantes da farmácia, laboratório e administração e os executores são constituídos por médicos, enfermeiros, epidemiologistas, bioquímico e estagiários de enfermagem e estatística, sendo os últimos encarregados do PCIH (Programa de controle de infecção hospitalar). A composição da comissão tem de ser informada ao órgão oficial Municipal ou Estadual.

MRSA e MARSA

O MRSA e MARSA são tipos de bactérias resistentes a alguns tipos de antibióticos. As amostras resistentes à oxacilina serão chamadas de MRSA. Já as amostras resistentes à oxacilina e aminoglicosídeos serão chamadas de MARSA.

O Staphylococcus aureus resistentes, de origem hospitalar ou comunitária, tem sido relatado como um dos principais problemas graves de saúde por apresentar resistência aos antibióticos beta lactâmicos e a outros como macrolídeos, lincosaminas, clindamicina, aminoglicosídeos, tetracilinas e sulfas.

Para entender o MRSA e MARSA, é útil aprender sobre a bactéria Staphylococcus aureus, também conhecida como “staph”, porque eles são um tipo de estafilococo. São bactérias comumente transportadas na pele ou no nariz de pessoas saudáveis. Cerca de 25 a 30% da população americana transporta staphs no corpo, em algum momento.

Muitas pessoas transportam staphs no nariz ou na pele por algum tempo e não sabem que o estão transportando. Essas pessoas não têm infecções de pele. Não apresentam quaisquer outros sinais ou sintomas de doença. Isto é chamado de “colonização”.

Algumas vezes, sem dúvida o staph pode causar infecção, especialmente bolhas, furúnculos e outras infecções de pele. Com freqüência, essas infecções contêm pus e podem provocar irritação e quentura. Às vezes, o staph causa infecções mais graves.

O staph é disseminado por contato direto com a pele, como no aperto de mãos, em combates corpo a corpo ou outro contato direto com a pele de outra pessoa. O staph também se dissemina por contato com objetos que foram tocados por pessoas com staph, como toalhas compartilhadas após o banho ou equipamento atlético compartilhado na academia ou no campo.

As infecções por staph começam quando o staph entra em um corte, arranhão ou outra fissura na pele. As pessoas que têm infecções na pele — bolhas, furúnculos e erupções, doloridos e inchados, por exemplo — devem tomar muito cuidado para evitar passar a infecção para os outros.

O MRSA é diferente dos outros staphs porque não pode ser tratado com alguns antibióticos.

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