Rotina de limpeza do ambiente hospitalar

Rotina de limpeza do ambiente hospitalar

(Parte 1 de 17)

Jair Miranda dos Santos. Supervisor SHL Flávia Valério de Lima Gomes. Enfermeira SCIH/CCIH

REVISÃO, MARÇO DE 2005.

INTRODUÇÃO05
I. FINALIDADE DO SERVIÇO DE HIGIENIZAÇÃO E LIMPEZA05
I. CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS HOSPITALARES06
1. Áreas Críticas06
2. Áreas Semicríticas06
3. Áreas Não Críticas06
4. Freqüência da Limpeza das Áreas07
I. LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE AMBIENTE07
1. Tipos de Limpeza07
2. Procedimentos de Limpeza08
2.1. Regras Básicas08
2.2. Técnicas de Limpeza com Água e Sabão utilizando dois Baldes09
A. Limpeza com Pano Úmido09
2.3. Limpeza Concorrente10
2.4. Limpeza Terminal10
A. Limpeza da Unidade do Paciente com Água e Sabão1
B. Limpeza Semanal12
2.5. Desinfecção Concorrente12
A. Soluções para Desinfecção de Superfície12
2.6. Desinfecção Terminal14
LIMPEZA

IV. ROTINAS DE TRABALHO DO SERVIÇO DE HIGIENIZAÇÃO E 15

1. Materiais Utilizados na Limpeza15
1.1.Espécie (Materiais de Uso Exclusivo do Setor)15
1.2. Uso e Reconhecimento do Material de Limpeza15
1.3. Agentes de Limpeza16
2. Higiene Pessoal e Equipamentos de Proteção Individual – EPIs16
3. Guarda de Material17

4. Limpeza do Material em Uso........................................................................... 17

A. Cuidado com Enceradeira18
5. Revisão de Final de Tarde18
6. Orientações Gerais19
6.1. Pedido de Materiais19
6.2. Solicitação de Serviços de Manutenção19
6.3. Relação entre os Diversos Setores19
6.4. Circulação e Roteiro do Funcionário no Hospital19
6.5. Etiqueta / O que Evitar20
6.6. O que Ressaltar20
6.7. Dever do Funcionário20
6.8. Obrigação do Funcionário20
6.9. Materiais que Serão de Uso Obrigatório21
7. Princípios Básicos para a Limpeza21
7.1. Cuidados com Clientes e Funcionários21
7.2. O que não Devemos Fazer no Hospital no Sistema de Limpeza21
V. MAPEAMENTO DE LIMPEZA2
1. Recomendações Especiais de Limpeza e Desinfecção24
1.1. Banheiro (pia, vaso sanitário)24
1.2. Banheiros Públicos25
1.3. Vestiários25
1.4. Limpeza Geral dos Ralos25
1.5. Venezianas, Persianas, Vidraças, Cortinas e Carpetes26
1.6. Portas, Telefones e Fios26
1.7. Geladeira26
1.8. Macas e Suportes27
1.9. Paredes27
1.10. Rodapé27
1.1. Piso27
1.12. Ventiladores, Lâmpadas e Extintores28
1.13. Saída de Ar28

3 1.14. Televisão.................................................................................................... 28

1.15. Sala de Curativo e Sala de Exame28
1.16. Escadas, Corredores e Hall – Área de Circulação Contínua28
1.17. Telhas de Aranha Geral29
2. Enfermarias29
3. Enfermarias de Isolamento30
4. Posto de Enfermagem31
5. Apartamentos31
6. Unidade de Terapia Intensiva – UTI32
7. Central de Materiais e Esterilização - CME32
8. Centro Cirúrgico34
9. Unidade de Pré-Parto37
10. Hemodinâmica39
1. Setor de Radiologia – Raio X40
12. Hemodiálise – Unidade de Terapia Renal Substitutiva40
13. Laboratório e Banco de Sangue42
14. Farmácia / Almoxarifado e Arsenal A42
15. Serviço de Nutrição43
16. Lavanderia – Serviço de Processamento de Roupa45
17. Consultórios, Ambulatório SUS, Centro Médico, Centro Diagnose46
18. Administração48
19. Limpeza dos Elevadores48
20. Casa das Máquinas49
21. Necrotério49
21.1. Rotina de Descarte das Placentas49
21.2. Rotina de Descarte de Membros Amputados50
2. Limpeza da Área Externa51
23. Limpeza do Abrigo de Resíduos52
DO AMBIENTE HOSPITALAR

VI. RESPONSABILIDADES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA LIMPEZA 52

A limpeza hospitalar é uma das medidas eficazes de prevenção e controle para romper a cadeia epidemiológica das infecções. A disseminação de vírus, de micobactérias e de diversos fungos se dá através do ar, da água e das superfícies inanimadas. A limpeza e a desinfecção com um desinfetante são eficazes em reduzir a infecção cruzada, veiculada pelo ambiente.

A água por si só, não faz a limpeza de forma eficiente, ela não é bem absorvida pela superfície onde é aplicada (formação de gotas). Para melhorar a eficiência da água na remoção da sujeira adicionam-se a ela substâncias, como o sabão ou detergente, de tal modo que ela se espalhe, promovendo o contato mais íntimo com a superfície a ser limpa.

As paredes, janelas, portas e tetos têm pouca relação com a transmissão de infecção hospitalar. A limpeza de rotina é necessária, mas não exige uma freqüência tão grande como o piso, o mobiliário e os equipamentos. Deve ser estabelecida uma rotina de limpeza periódica, de acordo com a área hospitalar em que se encontram e sempre que houver sujidade visível.

A principal finalidade do Serviço de Higienização e Limpeza é preparar o ambiente, manter a ordem, proporcionando maior segurança favorecendo o bom desempenho das ações a serem desenvolvidas, melhorando assim, a qualidade dos serviços. O SHL tem como principais finalidades:

• Manter o ambiente limpo; • Prevenir infecções hospitalares;

• Conservar equipamentos;

• Prevenir acidentes de trabalho.

6 I. CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS HOSPITALARES:

Para facilitar o discernimento entre a necessidade de limpeza ou desinfecção, o ambiente hospitalar foi classificado de acordo com o risco de contaminação em áreas: Críticas, Semicríticas e Não-Críticas.

1. Áreas Críticas: São aquelas onde há maior reunião de pacientes graves (baixa resistência), maior número de procedimentos invasivos e, portanto, maior número de infecções:

• Centro Cirúrgico;

• Unidade de Tratamento Intensivo (UTI);

• Quartos de isolamento;

• Salas de pequenas cirurgias;

• Unidade de Transplante;

• Berçário;

• Hemodiálise;

• Laboratórios;

• Banco de Sangue;

• Lavanderia (área suja).

2. Áreas Semicríticas: São aquelas onde os pacientes se encontram internados, mas com risco de transmissão de infecção menor:

• Enfermarias em geral;

• Ambulatórios;

• Pronto Atendimento;

• Banheiros.

3. Áreas não Críticas: São todas as áreas hospitalares onde não há risco de transmissão de infecção, não ocupadas por pacientes, ou destinadas a exames clínicos:

• Almoxarifado; • Diretoria;

• Coordenação de Ensino e Pesquisa;

• Departamento Pessoal;

• Recepções;

• Salas de aula;

• Serviços de apoio: Rx, CCIH, Comissão de Prontuário, etc;

• Setores Administrativos em geral;

4. Freqüência da Limpeza: • Em áreas críticas, duas vezes ao dia (ao iniciar os plantões) e quando necessário;

• Em áreas semicríticas uma vez ao dia e quando necessário;

• Em áreas não-críticas uma vez ao dia e quando necessário;

Independente da área a ser higienizada, é fundamental que haja remoção mecânica da sujidade ou da matéria orgânica. É importante diferenciar os termos limpeza e desinfecção, para evitar confusões que possam comprometer o processo de desinfecção.

• Limpeza/lavagem: é a remoção de sujidade do piso, de paredes, teto, mobiliário e equipamentos, utilizando-se água e detergente. Esse processo é fundamental para que a desinfecção se processe adequadamente. A limpeza mecânica com detergente elimina 80% dos microrganismos e os desinfetantes químicos eliminam cerca de 90% a 95% destes.

• Desinfecção: é o processo de destruição de microrganismos patogênicos na forma vegetativa existente em superfícies inertes, mediante a aplicação de agentes químicos ou físicos.

1. Tipos de Limpeza:

• Limpeza Concorrente: é realizada diariamente, ou quando necessário, em todas as unidades, inclusive na presença de pacientes.

• Limpeza Terminal: é realizada após alta, óbito ou transferência do paciente. Tem por finalidade a redução da contaminação do ambiente, bem como a preparação segura e adequada para receber um novo paciente.

• Desinfecção Concorrente: é realizada após contaminação com material orgânico (fezes, urina, vomito, sangue, secreções).

• Desinfecção Terminal: é realizada após limpeza terminal quando da alta, óbito ou transferência do paciente.

(Parte 1 de 17)

Comentários