TCC - Julio Cesar Rodrigues Cardoso

TCC - Julio Cesar Rodrigues Cardoso

(Parte 6 de 6)

3.1.4 Reagentes

Água Hipoclorito de sódio (NaClO) 2%

3.1.5 Softwares

Visual FORTRAN® Professional Edition 5.0.A Thermacam Researcher 2002TM

45 3.2 MÉTODOS

3.2.1 Produção de papel a partir da fibra de bananeira

Toda a produção do papel foi realizada no Laboratório de Frutas e Hortaliças da Planta Piloto de Engenharia de Alimentos do Centro Universitário de Belo Horizonte UNI-BH.

Neste trabalho foram utilizados 80% de papel para reaproveitamento e 20% de fibra vegetal. O papel foi recolhido nas próprias dependências do Centro Universitário de Belo Horizonte, selecionando materiais que possuíam poucas dobras e impressos preferencialmente em tinta preta. A fibra vegetal escolhida foi proveniente do engaço da bananeira, da cultivar Nanicão. O engaço foi recolhido no CeasaMinas, localizado no município de Contagem – MG, e compreende desde o final do pseudocaule até o botão floral (coração), representado pela Figura 14.

Figura 14 – Engaço da bananeira.

Os papéis recolhidos foram picados em tiras com aproximadamente 1 cm de largura no sentido longitudinal. As tiras foram imersas em água e deixadas em repouso por 24 h (Figura 15). Após este período, foram colocadas em um liquidificador convencional, na proporção de 100 g de papel para cada 1 L de água e processadas durante 3 min. A base final (Figura 16) foi reservada para posterior utilização.

Figura 15 – Papel em tiras deixado em repouso em água.

O engaço da bananeira foi picado em pedaços pequenos (Figura 17) e triturado em liquidificador convencional durante 5 min. A fibra triturada foi lavada por três vezes com solução de hipoclorito de sódio a 2% de cloro ativo, na proporção de 50 mL da solução para cada litro de água. Conforme mencionado por Lacerda (2009), o uso do hipoclorito de sódio tem por finalidade o clareamento do papel a ser obtido.

Após as lavagens, a fibra foi adicionada em uma tina de inox, juntamente com a base preparada com o papel, na proporção de 20% e 80%, respectivamente (Figura 18). Esta mistura foi cozida a 100°C por 120 min, conforme sugerido por Soffner (2001).

Figura 16 – Base final de papel triturado.

Ao final do cozimento, a mistura ficou em repouso na própria tina até resfriamento à temperatura ambiente (25°C), de forma natural. Já resfriada, foi triturada novamente em liquidificador convencional para melhor entrelaçamento das fibras, durante 3 minutos. A seguir a mistura foi acondicionada em telas de (30 x 40) cm e com orifícios de 1 m, onde ficaram em repouso por 24 h (Figura 19).

Figura 17 – Engaço da bananeira picado em pedaços.

48 Figura 18 – Mistura crua de papel e fibra de bananeira.

Figura 19 – Mistura cozida, retriturada e acondicionada em telas retangulares de (30 x 40) cm com abertura de 1 m.

Decorrido o tempo, as telas com a mistura foram levadas para uma estufa com convecção forçada de ar, marca TECNAL, modelo TE 394/4, onde foram secas a 65°C por 60 min. A velocidade do ar foi de 0,1 m/s medida em anemômetro Marca Homis. A umidade do ar foi de 19,8% medida em psicrômetro Marca Amprobe, modelo THWD-1.

Quando secos, os papéis foram retirados das telas e encaminhados para análise térmica. O processo de produção pode ser visualizado na Figura 20.

Figura 20 – Fluxograma de produção do papel a partir da fibra de bananeira.

Picar o papel em tiras longitudinais de 1 cm de espessura

Picar o engaço da bananeira em pedaços pequenos

Imergir em água por

24 horas Triturar em liquidificador por 5 min

Processar em liquidificador por 3 min

Lavar a fibra com solução de hipoclorito de sódio

Misturar as 2 partes em uma tina (80:20, papel e engaço)

Aquecer a 100°C/20 min

Resfriar

Triturar em liquidificador por 3 min

Secar a 60°C/60min Retirar das telas

Colocar nas telas

(Parte 6 de 6)

Comentários