Biodiversidade amazônica ? flora amazônica ? volume III

Biodiversidade amazônica ? flora amazônica ? volume III

(Parte 4 de 4)

Artigo produzido por Gení Conceição de Barros Cáuper 41 tem flores bissexuais, caule fino, marrom-esverdeado, de toque aveludado. Tropical de terra firme, freqüente em beiras de estrada e cultivo. Distribuição Geográfica: Originária da Amazônia. Usos da Espécie: Indicada como cosmético, onde é amplamente utilizada como ativador celular, desintoxicante da pele e como fitoterápico adstringente, tônico, icterícia, hepatite e leucorréia. Usa-se os chás para uso interno e compressas.

(REVILLA, 2002).

CHIBATA Nomes vulgares: Chibata; gibata. Nome científico: Arrabidaea bilabiata. Família: Bignoniaceae. Descrição Botânica: Trepadeira; ramos cilíndricos, acinzentados; glabros lenticelosos. Folhas pecioladas, com o folíolo terminal transformado em gavinha simples, glabra; faolíolo elítico ou ovado elítico; ápice agudo ou curto acuminado, base arredondada ou assimétrica. Inflorescência em racemos axilares, curtos, com 7-15 flores; flores brancas com uma bráctea paleácea envolvendo o caliça; cálice bilobado; corola campanulada, infudibuliforme, externamente esparsamente tomentosa; fruto cápsula alongada deiscente, superfície lisa, com uma nervura proeminente na região mediana, no sentido longitudinal do fruto; sementes achatadas, suborbiculares aladas; ala estreita, coriácea, castanha, pouco diferenciada do corpo da semente. Distribuição geográfica: Trepadeira escandente da várzea. É a segunda planta tóxica em importância da Amazônia. Ocorre na Venezuela, nas margens do rio Orenoco e em algumas partes de seus afluentes, que a estação do ano tenha influência; quanto maior a precipitação pluviométrica, menos tóxica se torna a planta. Características da espécie: São tóxicas as folhas, causa de “mortes súbitas” em bovinos, especialmente quando os animais são movimentados, que caem ou se

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de toxidade variável, sem efeito cumulativo

deitam precipitadamente; planta que os bovinos só ingerem quando estão com fome, (TOKARINA, CARLOS et al., 1979).

chá das folhas e tinturas para compressas das folhas

CHICÓRIA Nomes vulgares: Siuca, culantro, cilantro, coriander, cardo, sacha culantro, suico Nome científico: Eryngium foetidum L. Família: Apiaceae. Descrição Botânica: Planta herbácea, ereta, com odor forte, glabra de até 40cm de altura, apresenta uma roseta basal de folhas, estreitamente obovadas, obtusas, trilobadas ou dentadas e com espinhos. Flores pequenas, distribuídas em capítulos de cor esverdeada, rodeadas por brácteas espinhosas. Distribuição geográfica: Originária da Amazônia. Características da espécie: Indicada como cosmético, onde as essências aromáticas são usadas para perfumaria, adstringente e refrescante e como fitoterápico para diarréia, febre, gripe, resfriado, anti-emético, bronquite, sudorífico, dores estomacais, espasmo, insônia, flatulência, tosse seca, abcessos, hepatite, vômito, dor de cabeça e relaxante. É utilizado ainda para acelerar o parto. Usa-se o (CARLOS et al., 1979).

Foto: Gen í Cáu per

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COIRAMA Nomes Vulgares: Hoja de aire, air plant, paichecara, saião, coiram-branca, coirama-brava e folha-da-costa. Nome Científico: Kalanchoe pinnata (Lamarck.) Persoon. Família: Crasulaceae. Descrição Botânica: Herbácea de ramos cilíndricos empubescidos e suculentos, folhas ovais e lanceoladas serrilhadas na extremidade das folhas. Flores róseas distribuídas em grupos terminais. Assemelhase muito a erva da Costa da Bahia e à Coirama de Pernambuco, mais não é a mesma planta. Distribuição Geográfica: Originária da África do Sul. Usos da Espécie: Indicada como cosmético para problemas da pele, inflamações, queimaduras, micoses, furúnculos, limpeza e como fitoterápico contra frieiras, aftas, calos, erisipelas, picadas de insetos, queimaduras, verrugas, tuberculose pulmonar, tumores, úlceras, feridas, azia, febre, dor de cabeça, inflamação das vias urinárias, ossos quebrados, hematomas internos, furúnculos, micoses, inflamações, dor de ouvido, irritações dos olhos, problema intestinal, antipirético. Usam-se as folhas machucadas para aplicação direta na área afetada, sumo ou suco das folhas utilizadas interiormente. (REVILLA, 2002).

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COPAÍBA Nome Vulgar: Copaíba. Nome Científico: Copaifera landesdorffi. Família: Leguminosae-Caesalpinoideae. Descrição Botânica: Árvore de grande porte com casca lisa, persistente, de 1cm de espessura, distinta das espécies do mesmo gênero pelo agradável perfume da madeira (cheiro característico das copaíbas e forte odor de cumarina) e ainda pelo tamanho de suas flores, que no caso são maiores. Produz um óleo mais aquoso e claro, de odor mais agradável que das outras espécies, sendo empregado pelos seringueiros como combustível nas lamparinas. Distribuição Geográfica: No Estado do Pará (na parte Ocidental), médio Tapajós, de Vila Braga até Quataquara, e em Santa. Júlia, no limite do Estado. Habitat: Freqüentemente na mata de terra firme do Alto Amazonas e do Pará, de preferência em solo argiloso, raro (aí menos desenvolvido) na areia. Usos da Espécie: Da madeira extrai-se um óleo empregado para fins medicinais e fabricação de verniz. Fornece, também, pernamancas e ripas. Ótima para carvão. (CDPARÁ, 2005).

CRAJIRU Nomes Vulgares: Cipó-cruz, carajuru, coápyranga, guajuru, pariri, pucu panga, guarajurúpitanga, pyranga. Nome Científico: Arrabidae chica (H & B) Verl. Família: Bignoniaceae Descrição Botânica: Arbusto escandente com folhas lanceoladas verde escuro como, gavinhas

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(folhas modificadas), flores tubulares, brancas e róseas. São utilizadas as folhas secas ou frescas. Distribuição Geográfica: Originária da Amazônia. Usos da Espécie: Indicado como cosmético na formulação de sabonetes, cremes e shampoos e como fitoterápico antiinflamatório, antiinfeccioso, adstringente, diarréias com sangue, hemorragias, leucorréias (corrimentos) e cicatrização de feridas rebeldes. Usa-se como chás, tinturas em álcool utilizadas posteriormente em cremes, loções para uso tópico. (REVILLA, 2002).

CRAVO-DE-DEFUNTO Nomes Vulgares: Flor-de.-difunto, flor-de-muerto, rosa de muerto, ruda, clavelina, rosário e rosa sisa (espanhol), cravo-de-defunto, flor-de-defunto (português). Nome Científico: Tagetes erecta L. Família: Asteraceae. Descrição Botânica: Planta herbácea de 1m de altura, glabra e fragrante. Folhas compostas e opostas; inflorescência em um só capitulo terminal de cor amarela, amarela esverdeada, longamente pedunculada; flores femininas com corola ligulada, lígulas amarelas; flores do disco hermafroditas, corola tubulosa. Frutos, aquênios, lineares, preto. Distribuição Geográfica: Originária da Amazônia. Usos da Espécie: Usado como corante de cremes, alimentos em geral, bebidas e tecidos. Como fitoterápico para diarréia e sedante, febre, helmintíases, inflamação ocular e vômitos. Usa-se a infusão das flores. O chá das folhas em forma de banho, o chá do caule, a infusão das folhas e flores em forma de lavado e suco das folhas. (REVILLA, 2000).

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CRISTA-DE-GALO Nomes Vulgares: Crista de galo, gallo cresta, cock´s comb. Nome Científico: Celosia argêntea L. Família: Amarantaceae. Descrição Botânica: Erva anual de até 1,50m de altura, suculenta. Folhas alternas, simples, pecíolo curto, ovais e lanceoladas, verde claro. Inflorescência globosa em espiga compacta, tipo crista de galo ou em espiga aberta de cor vermelho intenso. Distribuição Geográfica: Originária da América Tropical e Subtropical. Usos da Espécie: Indicada como cosmético, onde a utilização do sumo da inflorescência (crista) no tratamento de estados alérgicos no rosto, regeneração da pele e como fitoterápico para hemorragia do nariz, rouquidão e doenças hepáticas. Usam-se os chás e sumo das folhas, inflorescências em compressas e máscaras cosmetológicas.

(REVILLA, 2002).

CUBIU Nomes Vulgares: Coconilla, cocona, orinoco (espanhol), peach-tomato (inglês). Nome Científico: Solanum sessiliflorum Dunal. Família: Solanaceae. Descrição Botânica: Arbusto de um a dois metros de altura, caule tomentoso; folhas grandes ovais; flores em ramos axilares curtos; frutos finamente tomentosos, esféricos, ovóides, de cor amarelo e vermelho; sementes sub-lenticular, envolto em mucilagem transparente.

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Foto: Gen í Cáu per

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Distribuição Geográfica: Originária da Amazônia Ocidental. Usos da Espécie: Os frutos maduros são utilizados como complemento alimentar em forma de sucos e doces e em comidas pode ser considerado como tomate da Amazônia. Utilizado como fitoterápico para a formação de bolhas em casos de queimaduras e em doenças da pele, no controle do colesterol, da diabete, do ácido úrico e de outras doenças causadas pelo mau funcionamento dos rins e do fígado. Anti-séptico, purgante, helmintíase, picada de aranha e de escorpião. Usam-se as folhas maceradas, o suco dos frutos, o sumo das folhas e emplasto das folhas machucadas, a infusão dos frutos e o chá das folhas. Na culinária, é usado na confecção de doces e tempero de comidas. (REVILLA, 2000).

CUMARU Nomes Vulgares: Baru, champanhe, cumaru-dafolha-grande, cumaru-ferro,, cumbari,, almendro charapilla, serrapia augustura, serrapia, yape, ebo, tonka bean. Nome Científico: Dipteryx adorata (Aubl.) Willd. Família: Fabaceae Descrição Botânica: Árvore de grande porte, atingindo até 30m de altura na floresta primária, porém de porte mais baixo nas florestas secundárias ou cultivadas. O tronco é cilíndrico e de tom amarelo-claro, com casca lisa e sapopemas de 1m de altura. As folhas são compostas alternadas, imparipinadas, com os folículos elíptico-oblongos. O pericarpo é carnoso, amargo, não comestível e envolve um endocarpo bastante duro. A semente é dura de cor roxo-escura. Distribuição Geográfica: Originária da Amazônia. Usos da Espécie: Indicada na formulação de perfumes e outros cosméticos (cumarina), óleos essenciais, ácidos graxos e como fitoterápico para dor de ouvido,

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Artigo produzido por Gení Conceição de Barros Cáuper 48 sinusite, cardiovascular e pneumonia. Usa-se a solução alcoólica das sementes para inalações. O óleo extraído da semente é utilizado para dor de ouvido. (REVILLA, 2002).

CUPUAÇU Nomes Vulgares: Cacao branco, cupuassú, pocuassú, pupuaçu, cação blanco. Nome Científico: Theobroma grandiflorum (Willd ex. Spreng.) Schum. Família: Sterculiaceae. Descrição Botânica: Árvore nativa de 20 até 40m de altura e 45 a 80cm de DAP, casca externa viva fibrosa, alaranjada e desprendível em tiras compridas. Folhas simples alternadas e com estípulas, lâmina coriácea oblonga. Inflorescência cimosa axilar ou pendúculos curtos. Flores bissexuais em número de três a cinco ou mais. Fruto em cápsula elíptica ou oblonga. Madeira pardo-amarelada, freqüentemente cultivada pelo valor comercial de seus frutos. Distribuição Geográfica: Originária da América Central e Amazônia. Usos da Espécie: Indicado como cosmético, no qual a manteiga é utilizada para a produção de loções cosméticas, creme rejuvenescedor da pele. Também serve como complemento alimentar como doces, refrescos, sorvetes e compotas. Da polpa da fruta pode-se fazer manteiga e chocolate branco. Com a gordura extraída das sementes pode-se fazer compotas, licores e refrigerantes. A polpa serve de uso direto na preparação doméstica ou industrial de sucos, doces, sorvetes etc., e a gordura das sementes para uso nas mãos e rosto como creme rejuvenescedor. (REVILLA, 2002).

Foto: Acer vo M I SAM

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DENDÊ Nome Vulgar: Dendê. Nome Científico: Elaeis guineensis Jacquin. Família: Arecaceae. Descrição Botânica: Palmeira monocaule, com até 20m de altura e caule com presença de bainhas mortas. Folhas do tipo pinadas. Inflorescência interfoliar. Fruto globoso-alongado liso, de coloração vermelha escuro na maturidade. Distribuição Geográfica: Originária da África. Introduzida no Brasil, onde os maiores plantios estão concentrados: nos Estados do Amapá, Amazonas, Bahia e Pará. Usos da Espécie: A principal aplicação do óleo de dendê e seus produtos são na alimentação humana e na obtenção de margarina, gorduras para panificação, pó para sorvetes, shortenings, óleo de cozinha e como substituto da manteiga de cacau. É empregado também para preparação de rações balanceadas utilizadas na alimentação de animais. O óleo de dendê serve ainda para obter ácidos graxos que é matéria-prima para fabricação de sabões, velas e artigos vulcanizados; lubrificantes para máquina; laminação de aço; pode substituir o óleo diesel e na medicina é utilizado no tratamento de opostemas, erisipelas, filarias e panarícios. Os pecíolos devidamente tratados fornecem materiais para cestos e o pedúnculo frutífero, após o tratamento, é usado na fabricação de vassouras. As folhas servem para coberturas de moradias. (MIRANDA et. al., 2001).

Foto: Acer vo M I SAM

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